quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Vale a pena participar

--------------------------------------------------------------------------------

Blog do Zé Beto

Natal! Vá aos Correios!
30 Out 2008 - 07:50
Pela causa, mensagem enviada pela jornalista Andrea Percegona:

Amigos,

Natal 2008 - Espalhe essa idéia !!! Para o Natal de 2008 (espalhe essa idéia) Que tal fazer algo diferente? Sim… Natal … daqui a pouco ele chega. Que tal irmos a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças carentes e ser o Papai Noel ou Mamãe Noel delas? Há pedidos inacreditáveis. Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó… É uma idéia. É só pegar a carta e entregar o presente numa agência dos Correios até o dia
20 de dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega. Divulgue para seus amigos:

Na vida a gente passa por três fases:
- a primeira, quando acreditamos em Papai Noel.
- a segunda, quando deixamos de acreditar e
- a terceira, quando nos tornamos Papai Noel !!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A lucidez do presidente

Lula classifica aprovação automática como barbaridade


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta terça-feira (21) o sistema de aprovação automática - pelo qual os estudantes não repetem o ano e são retidos somente ao final de ciclos - como uma "barbaridade".

"Quando nesse país se tomou a decisão de universalizar o ensino fundamental sem levar em conta a qualidade, demos um passo para frente e dois para trás. Quando se decidiu que uma criança na escola não precisaria fazer prova, que seria aprovado, estudasse ou não, cometemos a segunda barbaridade, com o aluno e com o professor", disse Lula, durante cerimônia de comemoração aos 60 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O presidente Lula defendeu também a qualificação dos professores: "Se o professor der uma aula e o aluno não entender, o aluno precisa estudar mais. Se der duas aulas, o aluno não entender... Na terceira, o professor tem de voltar para escola."

Lula estava acompanhado do ministro da Educação, Fernando Haddad. Em discurso, o ministro informou que o Sistema Nacional Público de Formação de Professores, que pretende garantir um padrão de qualidade para os cursos de formação de docentes, está em fase de consulta pública para se tornar um decreto presidencial.

"Esse decreto e o planejamento dele decorrente (...) vai dar conta da melhoria da educação básica", disse Haddad.
...


Fonte: Gazeta do Povo Online
22/10/08

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Violência silenciadora

Desqualificação social do trabalho e formas autoritárias de gestão pública foram apontadas como razões para a ausência pública dos professores



Quem opina sobre educação são os “especialistas

Os professores não são tomados como fontes de informação ou opinião na cobertura da mídia sobre políticas educacionais. Nestes casos, o máximo que se faz é ouvir um órgão de representação da categoria, ainda assim quando as medidas afetam cargos e salários.

Dois exemplos recentes: lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e debate sobre financiamento.

Em maio de 2007, um mês após o lançamento do PDE, os jornais destacavam suas medidas por meio de artigos opinativos. Uma parte significativa deles foi escrita por representantes ou ex-representantes governamentais. Apenas o Zero Hora abriu espaço para o sindicato de professores.

O Popular (GO) e o Jornal do Brasil publicaram textos de integrantes de Conselhos de Educação. A Folha de S.Paulo, o artigo da educadora Maria Alice Setúbal, da ONG Cenpec.

Já entre setembro e outubro de 2007, teve destaque a possibilidade de pôr fim à DRU (Desvinculação das Receitas da União), mecanismo que retira anualmente 20% dos recursos do orçamento federal vinculados à educação e outras áreas sociais. Em nenhuma das matérias dos principais veículos impressos apareceu o professor.

Na escolha de quem escreve sobre o tema, a mesma situação. O catarinense A Notícia abriu espaço para uma procuradora do Estado, o cearense O Povo publicou artigo de Nadja Bortolotti, do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente. Já representantes do movimento Todos pela Educação defenderam o fim da DRU na Folha de S.Paulo, em O Estado de S. Paulo e no Correio Braziliense.

Todos estes atores podem e devem manifestar sua opinião.

É importante, porém, não naturalizar a ausência dos professores como fontes de informação nos debates sobre educação.

Além desse silêncio, a leitura mais atenta dos jornais revela que o professor, individualmente, é ouvido em casos em que é vítima de violência, ou para ilustrar reportagens sobre a qualidade insatisfatória do ensino, relacionando-a à má formação do corpo docente ou ao absenteísmo. Nestes casos, predominam as imagens negativas do professor:

coitado ou preguiçoso.


Pesquisadores, educadores e profissionais do Direito analisam o silêncio do professorado

O debate “Fala Mestra! Fala Mestre! O silêncio do professorado na educação” tinha por objetivo elucidar as razões da ausência dos profissionais da educação no debate público sobre educação. Esta constatação, inicialmente feita pelo Observatório da Educação com base no acompanhamento da cobertura da educação na mídia (Na Mídia, pág. 3), demonstrou possuir múltiplas faces.

Perda da autoria do saber e fazer pedagógicos; mecanismos de intimidação partilhados pela equipe da escola e órgãos burocráticos; a persistência da prática da formulação de políticas educacionais sem a participação dos professores e a desqualificação social da figura docente foram alguns dos elementos citados para explicar o silêncio.

Também, uma intrincada artimanha jurídica, que envolve a existência de leis inconstitucionais e normas administrativas inexeqüíveis, foi identificada e suscitou a mobilização da sociedade civil.

Silêncio disseminado

Uma das principais conclusões deste debate foi que os professores não estão ausentes apenas nas reportagens e artigos de opinião sobre educação, mas também em todo o processo de formulação, implementação e avaliação de políticas educacionais. Não são ouvidos sequer sobre suas práticas na escola e, mesmo quando seu trabalho é tema de pesquisa acadêmica, em geral sua atitude é esquivar-se das análises.



A pesquisadora Maria Isabel de Almeida (FE-USP), em seu artigo nesta edição, aponta que o silêncio reflete “o quanto eles não se sentem donos de suas ações” em virtude “dos múltiplos aspectos que estão sendo, ano pós ano, subtraídos dos professores: formação de qualidade, condições adequadas de trabalho e valorização profissional”.

Célia Giglio, pesquisadora da Unifesp, analisa os mecanismos institucionais que, ao longo dos anos, vêm impedindo a atuação pública não apenas dos professores, mas de toda a comunidade escolar. “A opressão à liberdade de expressão se reproduz cotidianamente nas nossas escolas e em todos os níveis: nas relações entre escolas e órgãos intermediários e centrais, gestores e funcionários, docentes e seus alunos e, finalmente, entre a instituição escolar e as famílias dos alunos”, afirma.



Trama jurídica

O debate jogou luz sobre uma estranha situação que envolve, de um lado, aspectos jurídicos e, de outro, formas dissimuladas de coerção. Quando procurados pela imprensa, muitos docentes de escolas públicas se recusam a conceder entrevista alegando estarem impedidos legalmente.

Num primeiro momento esta afirmação soava como um argumento infundado, pois parecia impossível a existência de uma lei que contrariasse a própria Constituição.



Em 18 estados, o Estatuto dos Funcionários Públicos impede que professores e outros servidores dêem entrevistas.

Amapá; Amazonas; Bahia; Ceará; Espírito Santo; Goiás; Maranhão; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Pará; Paraíba; Paraná; Pernambuco; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; São Paulo e Sergipe.
Esta determinação também está presente em leis municipais, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Maringá.



Rio Grande do Sul

Lei Complementar nº 10.098, de 03/02/1994

Art.178 – Ao servidor é proibido:

I – referir-se, de modo depreciativo, em informação, parecer ou despacho, às autoridades e a atos da administração pública estadual, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço;



PARANÁ:


Art. 285 Ao funcionário é proibido:

II - referir-se de modo depreciativo em informação, parecer ou despacho, às autoridades e atos da administração pública, federal ou estadual, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço;

V - promover manifestação de apreço ou desapreço e fazer circular ou subscrever lista de donativos, no recinto de serviço;







recortes do site http:///www.livreacesso.net/campanha/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Assembléia Legislativa - Paraná

Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br)

Um dia na Assembléia
Terça-feira, 7 de Outubro de 2008 – 18:30 hs

Um dia farto. Confira os projetos da maior importância para a população:

O projeto do deputado estadual Stephanes Júnior regulamenta os canudinhos e guardanapos dos restaurantes. A partir do dia de hoje, com sanção do governador, cada guardanapo e canudo de plástico a ser distribuído em lanchonetes, bares, quiosques e ambulantes deve ser embalado, um a um, em embalagens de plástico oxibiodegradáveis.

Outro: as escolas públicas serão agora obrigadas a hastear a bandeira e cantar o hino paranaense todas as sextas-feiras. O projeto é do deputado Fernando Ribas Carli Filho. Como se não bastasse o governador achar que é o próprio Duce, a partir de agora voltamos aos dias de outrora, da lavagem cerebral de orgulho patriótico.

Por fim, para a alegria dos funcionários do Tribunal de Contas, foi sancionado hoje o aumento de 4,46% para todos. Inclusive os cargos em comissão.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Educação política e cidadania

(Contribuição de um leitor deste blog)
Jornal Estado de Minas
Em Cultura - 25 de setembro de 2008


FREI BETTO
A despolitização da política

"Numa verdadeira democracia, a universalização do voto deveria coincidir com a socialização das riquezas"
Frei Betto

Campanha eleitoral se ganha com TV. Em toda eleição, os partidos contratam equipes para cuidar da imagem de seus candidatos. Em geral, equipe comandada por um publicitário que não é do partido, não gosta do partido e não vota no partido. Mas tem fama de competente...

Ora, competência rima com convicção. Qualquer manual de marketing, desses que ensinam a vender poluição atmosférica para ecologista, aconselha o vendedor a estar convencido da qualidade de sua mercadoria. Por isso, em muitas campanhas o programa de TV emperra. Troca-se de publicitário, de equipe e de estilo. E confunde-se o eleitor, pois, de uma semana a outra, o candidato light vira xiita ou vice-versa.

O mais dramático é constatar que se troca a ética pela estética. Não importa se o candidato é bandido, corrupto ou incompetente. Uma boa imagem fala mais que mil palavras. Assim, opera-se a progressiva despolitização da política, que é um dos objetivos do neoliberalismo. Tira-se a política do âmbito público como ferramenta de promoção do bem comum, para reduzi-la ao âmbito privado, à escolha de candidatos baseada não em propostas e programas, e sim em simpatias e empatias.

A razão é simples: no sistema capitalista, a política é teoricamente pública e a economia privada. Universaliza-se o voto e privatiza-se a riqueza. Se no Brasil há mais de 100 milhões de eleitores, apenas 19 milhões concentram em suas mãos 75,4% da riqueza nacional (Ipea, maio 2008).

Numa verdadeira democracia, a universalização do voto deveria coincidir com a socialização das riquezas, no sentido de assegurar a todos renda mínima e os três direitos básicos, pela ordem: alimentação, saúde e educação. Como isso não consta da pauta do sistema, procura-se inverter o processo: inocula-se na população o horror à política de modo a relegá-la ao domínio privado de uns poucos. Quem tem nojo da política é governado por quem não tem. E os maus políticos tudo fazem para usar o poder público em benefício de seus interesses privados.

Veja-se, por exemplo, o movimento em favor do voto facultativo. O que muitos encaram como positivo e condizente com a liberdade individual é uma maneira de excluir parcela considerável da população das decisões políticas. Aumenta-se, assim, o grau de alienação dos potenciais eleitores. Quando perguntam por minha opinião, digo com clareza: sou a favor, desde que seja também facultativa a atual obrigação de pagar impostos. Por que ser obrigado a sustentar economicamente o Estado e desobrigado de influir na sua configuração e nos seus rumos?

O desinteresse pela política é um dos sintomas nefastos da ideologia neoliberal, que procura dessocializar os cidadãos para individualizá-los como consumistas. Troca-se o princípio cartesiano do “penso, logo existo”, para o princípio mercadológico do “consumo, logo existo”. É nesse sentido que a propaganda eleitoral também se reveste de mercadoria. Oferecem-se não idéias, programas de governo, estratégias a longo prazo, e sim promessas, performances, imagens de impacto.

Se há aspectos positivos nas restrições oficiais às campanhas eleitorais, porque deixam a cidade limpa e evitam que os comícios atraiam público, não em função do candidato, e sim dos artistas no palanque, é óbvio que favorecem a quem tem mais dinheiro. Enquanto não chega a prometida reforma política, o financiamento e o controle público das campanhas, o caixa dois prossegue fazendo a farra de quem posa de ético e, ao mesmo tempo, angaria recursos escusos e criminosos.

É hora de abrir o debate sobre as eleições 2008 em todos os espaços institucionais e populares: escolas, empresas, denominações religiosas, clubes, associações, sindicatos e movimentos sociais. Não se trata de favorecer este ou aquele candidato, e sim de fomentar o distanciamento crítico frente ao marketing eleitoral e acentuar os critérios de discernimento político.

Se a sociedade não se empenhar na educação política de seus cidadãos, em breve teremos parlamentos e Executivo ocupados apenas por corruptos, milicianos, lobistas e fundamentalistas. Então, o Brasil se verá reduzido a uma imensa Chicago dos anos 1930, com os Al Capone dando as cartas ao arrepio das leis, de um lado, e os Bin Laden versão tupiniquim de outro, convencidos de que, em nome de sua religião, foram escolhidos por Deus para governar erradicando o pecado, ou seja, combatendo a ferro e fogo todos que não rezam pela cartilha deles.


Frei Betto é escritor, autor de Cartas da prisão (Agir), entre outros livros.

domingo, 21 de setembro de 2008

Carta da apoio à chapa 1 - APP Sindicato

Caros Professores e Funcionários da Educação do Estado do Paraná,

Somos professores e ex-professores do Colégio Estadual do Paraná (CEP) e estamos apoiando a Chapa 1, que concorre à reeleição na APP Sindicato, pelas seguintes razões:

1) Trata-se de um grupo que faz política sindical séria, propõe-se a renovar a direção em dois terços, mas mantém pessoas bastante experientes na sua direção. Sabemos que o governo indica para a mesa de negociação seus representantes mais experientes e precisamos nos lembrar de que ainda temos mais dois longos anos de governo Requião pela frente. Esta gestão conseguiu grandes conquistas como o plano de cargos e salários dos funcionários, o plano de carreira dos professores, o PDE, etc. Ainda está muito longe do ideal, mas reconhecemos a importância destas conquistas, depois que passamos pelo processo de sucateamento da educação pública paranaense, durante o governo anterior. Temos acompanhado, pela imprensa, os acontecimentos envolvendo o governo Requião e, sinceramente, tememos o que ainda vem pela frente, por isso preferimos, na direção do nosso sindicato, negociadores que tenham bom senso e coerência.

2) Na chapa 2 (Curitiba – Norte), estão alguns professores do Colégio Estadual do Paraná que, apesar da experiência em militância, foram responsáveis, no ano passado, (através de seu posicionamento público e de documentos escritos que constam nos processos administrativos contra colegas de trabalho) por colaborar para que a diretora do CEP processasse e afastasse professores que defendiam as relações de democracia na instituição. Atualmente alguns destes componentes da chapa 2 (Curitiba – Norte) também fazem críticas à direção do CEP, se dizem vítimas do autoritarismo e alegam ter se enganado no julgamento anterior, em relação às propostas da Diretora Geral. Como confiar em pessoas que não avaliaram um histórico de realizações pedagógicas da escola? Se não conseguiram enxergar aquilo que estava tão claro para a maioria dos professores, funcionários e estudantes do Colégio Estadual do Paraná, serão eles capazes de avaliar adequadamente as políticas públicas do Estado do Paraná para a educação? Que posições tomarão se tiverem que enfrentar um confronto com o governo do ESTADO? Eles se submeterão e se colocarão contra os seus companheiros de trabalho assim como fizeram no caso específico do Colégio Estadual do Paraná? Se não conseguiram ver aquilo que era evidente para a maioria dos professores, funcionários e estudantes do CEP, serão agora capazes de enxergar e discernir os problemas relacionados às políticas públicas do nosso estado para a educação e nos representar com coerência e responsabilidade como diretores do nosso sindicato?

3) A chapa 3, embora tenha integrantes bastante idôneos, que conhecemos e nos quais confiamos, conseguiu montar chapas apenas em poucos núcleos do Estado.

4) Em relação ao caso do Colégio Estadual do Paraná, a atual Direção da APP que concorre pela chapa 1, soube, num primeiro momento, manter uma certa “neutralidade”, para que pudessem melhor avaliar a situação. Compreendendo o que se passava na escola, posicionaram-se na defesa da democracia e contra o autoritarismo que, infelizmente, ainda impera no Colégio Estadual do Paraná.

Precisamos avaliar o contexto com muito cuidado. Da direção do nosso sindicato dependerão muitas conquistas, realizações ou retrocessos nos próximos anos!
Curitiba, 20 de setembro de 2008

Assinam:
Camila M. Pasqual - Professora de Língua Portuguesa e Literatura há 18 anos na rede pública - trabalhou 11 anos no CEP, mas foi dispensada em janeiro 2007 - Doutoranda em Literatura Brasileira pela UFSC. (Responde a processo administrativo).

Cleusa Maria Fuckner – Professora de História há 25 anos na Rede Pública Estadual - há 7 anos no CEP– Doutoranda em Educação pela UFPR.
( Responde a processo administrativo)

Denilson Schena – Professor de História há 12 anos na Rede Pública Estadual - no CEP desde 1996 – Mestre em Educação pela UFPR.
(Responde a processo administrativo)

Edilene Aparecida Laureano – Professora de Química há 10 anos na rede pública de Ensino - no CEP desde 2003. Especialista em Biologia Vegetal- Bioquímica. (Responde a processo administrativo)

Dulce Lopes- Professora de Português e especialista em Inglês Britânico pelo British Council. No CEP desde 2004. (Responde a processo administrativo)

Elena Shizuno – Professora de História da rede há 14 anos - 9 anos no CEP. Doutoranda em História pela UFPR ( Respondia a processo administrativo, solicitou exoneração em maio de 2008).

Leisa Moreira Melhoretto – Professora de Geografia da rede pública e particular desde 1995 - no CEP desde 2001. Especialista na área de desenvolvimento ambiental e autora de material didático de Ensino Médio e Fundamental. (Responde a processo administrativo)

Maria Luíza Moreira da Rocha Diniz Lacerda (Profª Malu) - Professora de Língua Portuguesa e Literatura há 35 anos, ex-diretora-auxiliar do Colégio Estadual do Paraná, de dezembro/2003 a fevereiro/2007 – no CEP de 1998 a fevereiro 2008. (Responde a processo administrativo - afastada, antes da conclusão do processo, de forma arbitrária, sob a alegação de que a “sua presença no Colégio Estadual do Paraná continua a trazer transtornos para o bom andamento das atividades daquela unidade escolar”).

Wanderley José Deina – Professor de Filosofia da rede há 11 anos, ex-diretor auxiliar do Colégio Estadual do Paraná, professor substituto de Sociologia da Educação na UFPR – no CEP de 1999 a agosto 2007 - Mestre e Doutorando em Filosofia da Educação pela USP. (Responde a processo administrativo, afastado em agosto 2007).

Carta recebida

(Cópia de carta enviada ao blog do ex-reitor por uma professora do CEP)

Prezado Reitor,


A maioria dos professores, funcionários, alunos e pais que fazem parte da comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná devem sentir confiança na competência do candidato a prefeito da cidade de Curitiba, Dr. Moreira, o qual sabe que, para estar em evidência num conceituado cargo público, inevitavelmente deve possuir qualidades essenciais e, a principal delas, é saber lidar com pessoas com respeito, com carinho, com noções comumente admitidas pelos homens, promovendo a paz e o contentamento da maioria dos cidadãos.
Desta maneira, afirmo que tais qualidades essenciais não são verificadas com a atual direção do renomado Colégio Estadual do Paraná, e por isso, apelamos para que o Reitor da UFPR, candidato a prefeito da cidade de Curitiba, solicite com urgência o retorno da atual diretora, professora Maria Madselva Ferreira Feiges, para a UFPR, pois lá é o lugar adequado para as suas teorias pedagógicas, para trabalhar na instituição na qual foi aprovada em concurso.
A situação que se apresenta atualmente no Colégio Estadual do Paraná é uma vergonha, marcada pela falta de idoneidade, prejudicando muitas pessoas sérias e competentes que trabalham ou que tiveram que deixar de executar suas funções naquela instituição, pois foram afastadas pela própria diretora, por expressarem o descontentamento e discordarem de muitos assuntos, opiniões e atitudes defendidos pela mesma. Elas foram processadas, perseguidas, dispensadas, muitas adoeceram (inclusive chegando ao óbito). A diretora, infringe, com a maior “naturalidade” o disposto na Constituição Brasileira, Art. 5 IX:
"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, cientifica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.", e ainda, "A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”.
Dr. Moreira, convido-lhe a fazer uma reflexão e uma visita ao Colégio Estadual do Paraná, para conversar com alunos, pais, professores, funcionários e verificar pessoalmente a tristeza, a indignação, a insatisfação das pessoas, além de observar o desrespeito, a desorganização, a indisciplina, a falta de comunicação, a troca constante de direções auxiliares e outros cargos, promovidos pela diretora. Infelizmente, a referida diretora, sem ética alguma, continua desvalorizando e humilhando professores, funcionários, pais e alunos, ameaçando todos sempre com processos, colocando alguns alunos contra o Grêmio do Colégio, contra professores, induzindo alguns pais a fazerem ocorrência sobre determinados professores (e utilizando-se disso em processos contra esses professores), incentivando colegas a processarem outros colegas. Também destacam-se as orientações sobre como devem ser feitas as avaliações e outros assuntos relevantes do Colégio que são constante e irresponsavelmente modificados, mostrando que até agora o CEP não possui uma uniformidade, um plano coerente de ação, portanto, o Projeto Político Pedagógico ainda não está sendo construído, ou melhor, não existe.
O Colégio Estadual do Paraná completou 161 anos, tendo inúmeras conquistas nas mais diversas áreas do conhecimento, mas será ressaltada uma das mais recentes (quando a professora Maria Madselva felizmente ainda não estava no Colégio). Em 2007 foi elaborado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) o Provão do Fantástico da Rede Globo, para alunos de 3ª série do Ensino Médio nas maiores capitais e em outras cidades, e o CEP foi o primeiro colocado na disciplina de Matemática e terceiro colocado geral. Alguns colegas professores comentam que não se deve ater aos saudosos tempos do CEP, mas não pode ser permitido de uma vez por todas, que a maldade, a vaidade, a censura, o desrespeito, a contradição, a arbitrariedade, a incompetência, e tantos outros adjetivos negativos, sejam evidentes em uma pessoa que exerce um cargo tão importante na sociedade curitibana, bem como no Paraná, pois o Colégio Estadual do Paraná, assim como a Universidade Federal do Paraná, são motivos de orgulho para os paranaenses. Os nossos jovens estudantes estão vivenciando essa triste realidade, percebendo a obstinação da diretora, a qual não está percebendo e nem aceitando seus erros. Muitas vezes as pessoas tentaram, sem resultados positivos, procurar um diálogo mais franco com ela, acolhendo-a, mostrando-se compreensivos, tendo cautela e falando sobre experiências que tiveram êxito. Mas em sua concepção única, tudo estava sem rumo no Colégio, e ela precisava administrar tudo, desconsiderando a experiência de tantas pessoas nesta comunidade escolar, alegando sempre na imprensa, que as pessoas que estão indignadas com a presença e postura dela, assim estão por serem profissionais relapsos e “mentirosos” que não aceitam cobranças. Por isso, foi mencionado brevemente que o histórico do Colégio mostra realmente a dedicação e comprometimento com o ensino / aprendizagem nesta instituição.
As perguntas, Dr. Moreira, para as quais precisamos de resposta, referem-se às medidas urgentes que o senhor pode sugerir e/ou talvez intervir para reverter todo esse caos instalado no CEP, explicando qual a contribuição e sugestão que o Senhor poderá repassar para aproximadamente cinco mil alunos, mais de trezentos professores e funcionários e o restante da comunidade do CEP, não esquecendo que a sociedade curitibana que acompanha esses funestos acontecimentos aguardam uma solução, e se vier por parte do senhor, será bastante favorável neste período, já que os professores em massa apoiaram o atual governador do Estado, quando ele foi para o segundo turno na última eleição. Um dos seus lemas de campanha é FAZER O QUE PRECISA SER FEITO, portanto esse impasse no CEP é uma oportunidade importantíssima para que o senhor mostre o seu compromisso com a educação pública no nosso estado.

Atenciosamente,

Professora

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Inconcebível

Conversa Afiada- Paulo Henrique Amorim
http://www.paulohenriqueamorim.com.br


15/09/2008 08:24
VIÚVA DE FREIRE, NITA FREIRE, REPUDIA VEJA

O Conversa Afiada republica carta que a viúva de Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire), escreveu em repúdio a uma reportagem da última flor do Fascio, a revista Veja, cuja redação se divide entre o lado de lá e o lado de cá de uma vala negra.




VIÚVA DE FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À VEJA
CONCEIÇÃO LEMES

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.

Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:

"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire".


Em tempo: a viúva de Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire), explicou ao Conversa Afiada que não enviou esse texto à Veja. Na verdade, seria inútil. Dificilmente a Veja publicaria. (PHA)

sábado, 13 de setembro de 2008

Jovens que fazem a diferença VII

Blog do Fábio Campana

Ricardo Oliveira será o mediador de debate no Colégio Estadual

O cientista político e professor da UFPR, Ricardo Costa de Oliveira, será o mediador do debate entre os candidatos a prefeito no Colégio Estadual do Paraná. O debate acontecerá no auditório do Colégio Estadual do Paraná, no dia 12 de setembro, das 19h às 21h. Apenas o atual prefeito e candidato à reeleição, Beto Richa, ainda não confirmou presença.

Em tempo

A direção do Grêmio do Colégio Estadual relata a surpresa dos alunos com a convocação feita aos pais para reunião extraordinária, amanhã, no mesmo local e horário do debate. Foram informados também que, em função da reunião, o evento organizado por eles deverá acontecer no Salão Nobre.
Os integrantes da diretoria do grêmio suspeitam de mais uma tentativa de boicote às atividades programadas por eles, o que tem ocorrido invariavelmente às vesperas dos eventos.

Segundo relato da Jéssica, hoje explodiram bombas em banheiros e corredores, mas isso já vem acontecendo há algum tempo. A polícia, o esquadrão anti-bombas e alguns cães circularam pelos corredores da escola nos dois últimos horários do turno da manhã.
No último dia 06/09, eles haviam planejado uma feira de profissões com várias faculdades aqui de Curitiba. Apresentaram o projeto na reunião do Conselho Escolar, com toda a programação e uso do espaço físico da escola. Na véspera, ela convocou os alunos responsáveis e disse que eles não poderiam usar o espaço aprovado anteriormente. Os alunos questionaram, insistiram, e ela disse que só concordaria se eles conseguissem 50 professores e funcionários para “acompanhar” os representantes das faculdades. Ela talvez tenha imaginado que eles não fossem conseguir, por ser véspera do feriadão. Ela estava enganada, eles cumpriram a exigência e a feira foi um sucesso.São jovens que têm bastante senso crítico e estão fazendo um trabalho bastante significativo. Apesar de não estar sendo fácil para eles, sei que a aprendizagem adquirida valerá cada sacrifício. Hoje para completar a frustração deles, receberam comunicado da Gleisi desistindo de participar do debate. Espero que outros candidatos não façam o mesmo, pois eles se empenharam demais .

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008 – 22:32 hs.

Comentários

O Povo Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008 – 23:53 hs
A mediadora deveria ser a Mãe da Selva, pois em matéria de mediação ela é 10!

10 equilibrada
10 agradável
10 respeitosa
10 peitada
10 organizada
10 testada
10 primida
10 miolada
10 temperada
10 preparada

alvaro Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 0:08 hs
Muito boa a iniciativa do GECEP
ë uma pena ver o “respeito”que certos candidatos têm com relação a juventude. Adianta falar em políticas públicas para os jovens e ignorar os pedidos de debate???
Espero que a participação dos alunos não diminua por conta de todas as dificuldades para a realizaÇão desse evento.

CLEYTON Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 0:40 hs
MUITO 10
O DEBATE TEM Q ACONTECER CADE SEU BETO RICHA ??
NÃO VAI
??
TEM MEDO DO Q ??
C ELE NUM FOR E UMA TOTAL FALTA DE RESPEITO

Grego Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 0:47 hs
Estudei com muito orgulho, por 06 anos no Colégio Estadual do Paraná, nos anos 70. Era época do regime militar, a disciplina no colégio era firme mas os acordos eram sempre respeitados. Hoje, vivemos numa ditadura do Governo Federal que não respeita a Federação e numa loucura, que é o Governo Estadual, que acha que tudo pode e nada produz. Acho uma temeridade este debate, com o clima beligerante provocado pela atual Diretora, figura exemplar de um desgoverno que estamos aguentando. Se nem a Gleisi vai, desesperada que está nesta eleição, é porque sabe que os estudantes ficarão de fora e os capachos do Rei ocuparão as cadeiras. Imaginem se o Beto fosse o que o Doático e sua turma, apoiados pela Diretora, provocariam. Melhor cancelar, senão, os estudantes vão aparecer no Programado do Moreira, mostrando o seu “apoio” a ele ao PMDB da Diretora.

Edson Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 9:31 hs
O prefeito Beto Richa deve ir ao Colégio Estadual. Mas em momento próprio e oportuno. Não em situações conflitantes como essa que vive “lamentavelmente” o nosso Colégio Estadual.

O Pensador Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 10:06 hs
Grande GECEP!! O grêmio estudantil do Colégio Estadual está dando uma aula de democracia! Estão de parabéns! E quanto aos candidatos fujões?
Estes são uma vergonha!

caco Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 10:56 hs
O MEDIADOR É PETISTA DE CATEIRINHA E
ISSO TA COM CARA DE ARMAÇÃO DE ULTIMA HORA…. ABRE OLHO BETO RICHA….

John McCain Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 15:58 hs
Já bati boca com ele, durante a reeleição de Lula, na frente da reitoria. É petista de carteirinha, de bandeira na mão e tudo. Repete até as palavras-de-ordem sem errar a ordem.

Armação pura e simples. É pra piazadinha massa-de-manobra do PT vaiar o prefeito, causar constragimento, fazer torcida organizada, gritar motes, etc. Pura masturbação, que não dá em nada numa eleição onde 70% do eleitorado já sabe em quem votar.

Cris Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 16:14 hs
Além de petista de carterinha dos que ficam de bandeira na mão na esquina da reirtoria, o mediador é ou foi do Gov. Requião, trabalhava com aquele do departamento de Economia que namorava a reitora da UEL - acho ele (o do dep. de econ.) era Secretário da Ciencia e Tecnologia.

Maior cilada!!!!!!

Socalista Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 17:46 hs
Gente, o mediador é nada mais nada menos que o autor de uma obra importante para o Paraná. Trata-se do livro “O Silêncio dos Vencedores - Genealogia, Classe Dominante e Estado do Paraná”. Tenham a curiosidade de consultar a obra e verão quem realmente manda nessas plagas. A “besta” manda há muitos anos e com essa postura dos nossos eleitores continuárá a mandar por muito tempo ainda, pois a Rede Política instalada é muito forte para ser desmanchada. Portanto, deixemos de tolices e vamos ler o autor.

Marcos Strasson Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 18:16 hs
nossa, a turminha do beto fujão não perde tempo. Vão ter que guentar a galera malhando o baby dol do batel..
hahhaha
beto fujão

Professor Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 19:00 hs
O fato é que o gremio do Colégio Estadual pensou apenas em “chamar” os alunos para um debate com todos os candidatos à prefeitura da cidade em que vivem.

Inclusive estavam com dificuldades em conseguir alguém para ser o mediador.

Se a escolha parece com uma cilada, não conheço o mediador, mas eu posso garantir que os alunos do gremio, não tiveram a menor intenção de colocar nenhum dos candidatos em situação vexatória, pelo contrário, eles foram os primeiros a criticar a palestra no colégio, sobre o voto aos 16 anos, no inicio do ano, em que participaram somente dois dos candidatos(Gleisi e Moreira).

O colégio já perdeu muito desde a entrada da interventora Madselva, o gremio estudantil, tem sido a única resitência aos desmandos da ditadora, eles têm tentado oferecer aos estudantes um pouco de participação política, ou através de palestras, que a diretora acaba “boicotando”, e desta vez tentaram o debate, com a atuação da comunidade. Se acaso houver pessoas mal intensionadas nesta meio, tenho certeza, de que não se trata da maioria dos alunos e muito menos do alunos que participam do gremio estudantil do colégio, que até onde sei, se recusaram a participar da UPES, UJS e afilhados de politiqueiros.

Thaís Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 22:23 hs
Fábio!
Estou perplexo com o número alarmante de detonações de “bombas caseiras” no interior do Colégio Estadual do Paraná. Sòmente nos dias 10 e 11 deste mês foram mais de 15. Uma delas, inclusive, destruiu, por completo, um vaso sanitário. Fico a imaginar as conseqüências, se atitudes drásticas não forem tomadas. Sugiro, que a Polícia Militar tome providências antes que alguém se machuque e aí a direção da escola irá ausentar-se de quaisquer responsabilidade. Que este meu alerta sensibilize as autoridades competentes, visto tratar-se de artefatos com grande poder de destruição. Registre-se, que a direção da escola tem o dever de proteger a integridade física de alunos, professores, funcionários e demais pessoas que por lá transitam.

Profª Malu Rocha Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008 – 22:50 hs
Quem mediou o debate, com grande maestria, foi o professor do Colégio Estadual do Paraná, Antônio Whitney.
Estão de parabéns os alunos do Grêmio Estudantil, que deram uma aula de maturidade, bom senso e criticidade ao organizar o debate, ao redigir e selecionar as perguntas encaminhadas aos candidatos, ao contornar os empecilhos encontrados durante a preparação e realização do evento.

Colégio Estadual Sábado, 13 de Setembro de 2008 – 8:32 hs
A PIOR BOMBA QUE FOI JOGADA SOBRE O COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ TEM NOME: Madselva.

TODOS SABEMOS QUEM JOGOU!

O QUE VAI ACONTECER? NADA, MAS…

2010 VEM AÍ!!!

Rodrigo Sábado, 13 de Setembro de 2008 – 11:44 hs
A todos akeles q nos chamam de “piazadinha massa de manobra”, manipulados, etc…. oq eu tenhu a fazer eh simplismente lamentar q vcs naum ponham feh na nossa juventude…. tentamos fazer um debate q fosse o mais digno possível… e agora eu posso dizer… NÓS CONSEGUIMOS!!!!

Todos os candidatos q compareceram foram mtu bem recebidos, e o debate foi, dentro do possível, um sucesso…mesmo havendu algumas ausencias, como a do atual prefeito Beto Richa, a da candidata Gleisi e a do candidato Lauro Rodrigues.

Naum fizemos nada com a intenção de armar cilada pra candidato nenhum… mtu pelo contrário, quisemos trazer pra dentro do colégio um debate q pudesse fazer com q alunos, pais, professores e comunidade em geral pudessem votar com uma maior consciencia, conhecendu todos os candidatos…

E qm faiz as eleições somos nós, votando… e naum as pesquisas… a eleição soh vai estar ganha qndu 100% das urnas estiverem apuradas…. Akeles q criticaram aos montes aki, espero q tenham ido ao debate para poder comprovar o quão sério e honesto foi o evento promovido pelo GECEP.

Gestão muda Sábado, 13 de Setembro de 2008 – 12:03 hs
Cara Comentarista:

Apenas para rever suas palavras “e aí a direção da escola irá ausentar-se de quaisquer responsabilidade” Eu posso concluir com sua afirmação que você faz parte ou tem grande intimidade com a direção do colégio.
Ora, com certeza a integridade física dos alunos e funcionários do colégio deve ser mantida.

Eu só não compreendo a necessidade desta gestão (diretora atual, Maria Madselva) em atuar sempre com auxílio de processos administrativos ou através da força policial, em questões que anteriormente eram tratadas pelas direções através simples diálogo, que é o que alguém com a função de dirigir qualquer local de trabalho domina. Em outras gestões, raras vezes em que sequer ouvi falar do afastamento de professores do colégio por “estarem contra políticas públicas”, ou a constante, mas constante mesmo, mudança de pessoas que trabalham juntamente com a direção, ou de professores que têm a dificuldade de tirar a licença (por direito) por não conseguirem professores que queiram lecionar no colégio estadual do Paraná ou mesmo em relação aos rojões que alunos soltavam, em outras gestões eram ao final do ano pelo final das aulas, mas mesmo assim os alunos responsáveis pelo ato, eram investigados pela direção auxiliar, pois havia muito diálogo entre direção e alunos, e com isso os infratores eram responsabilizados e os pais informados, bem como as autoridades responsáveis, sem sequer colocar policiais armados e com cachorros em corredores do colégio, assustando novamente os alunos e professores.

Questões que a atuação da gestora seriam resolvidas com um mínimo de diálogo, ou seja, competência para o cargo:
 Reivindicação de alunos, como no ano passado, pela falta de clareza da diretora, na explanação das atitudes pedagógicas tomadas em relação aos alunos, gerando a união da maioria deles na reivindicação da saída da diretora;
 Manter diálogo com o quadro de funcionários (professores, funcionários administrativos e auxiliares de educação), gerando constrangimento aos funcionários, que muitas vezes são pessoas humildes e realizam seu trabalho neste local há muito tempo, aumentando os conflitos com a própria direção;
 Falta de diálogo com o grêmio estudantil (que são alunos com interesses em auxiliar a direção na responsabilidade política e educacional dos discentes do colégio), e quando ocorrem reuniões entre o grêmio e direção, as reuniões sempre ocorrem com a presença da advogada, que permanece no colégio em apoio à direção, desde que começaram os processos contra professores, intimidando os alunos do grêmio.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Jornal Gazeta do Povo

Colunistas Terça-feira, 09/09/2008
Celso Nascimento

Juiz que beneficiou Maurício colocado sob suspeita

O juiz Adalberto Xisto Pereira foi quem garantiu a posse de Maurício Requião como conselheiro do Tribunal de Contas em 17 de julho. Dias depois, a esposa do mesmo juiz, a bacharel Rosane Pires Pereira, foi agraciada com um cargo no mesmo Tribunal de Contas. Após a nomeação da mulher, o juiz Xisto voltou a atuar no mesmo feito ao não acatar recurso contra a sua decisão.

A repetição por três vezes do adjetivo “mesmo” num só parágrafo não se deve à pobreza vocabular do escriba; apenas serve para amparar a seguinte notícia:

Na última sexta-feira, o juiz Xisto foi instado a declarar-se sob suspeição e, em conseqüência disso, solicitado a revogar sua segunda decisão, já que ele a deu após a esposa ter sido nomeada no TC.

A petição foi feita pelo escritório Cordeiro Neto Advogados, que representa Riccardo Bertotti. Bertotti – um dos seis candidatos que concorreram com Maurício Requião à vaga no TC – foi quem questionou a legalidade da participação de Maurício na disputa, sob dois fundamentos:

• por ser irmão do governador e depender de sua nomeação, estaria ferido o princípio constitucional da impessoalidade, o mesmo invocado pelo STF para proibir o nepotismo;

• porque, se empossado, o novo conselheiro estaria impedido por lei de julgar as contas estaduais e dos municípios onde o irmão tivesse tido mais de 1% dos votos (isto é, de todos).

Na instância inicial, o juiz Marcelo Teixeira, da 3ª Vara da Fazenda Pública, acatou liminarmente os argumentos, considerou nula a nomeação e mandou cancelar a posse. Maurício Requião impetrou recurso e, em poucas horas, no mesmo dia da cerimônia, obteve do juiz substituto Xisto Pereira, da 4ª Câmara Cível do TJ, a revogação da liminar.

Dias depois, a esposa de Xisto Pereira foi nomeada pelo presidente do TC, Nestor Baptista, Assistente Técnico símbolo DAS-4, conforme a portaria 261/08.

Nesse meio tempo, os advogados de Bertotti impetraram novo recurso na 4ª Câmara contra a decisão de Xisto Pereira. O recurso deveria ser relatado pelo desembargador titular, Salvatore Astutti, que voltara de férias. Estranhamente, contudo, Xisto – que atuara antes na condição de seu substituto – ignorou a presença do titular e, no dia 19 de agosto, negou o recurso. Seu voto foi acompanhado pelos dois outros desembargadores da Câmara, Regina Portes e Abraham Lincoln Calixto.

É esta decisão, a segunda, que Bertotti alega configurar a suspeição, já que foi proferida por um magistrado cuja esposa acabara de ser nomeada para cargo comissionado por uma das partes interessadas no seu resultado.

Espera-se para breve a defesa do juiz Xisto Pereira ou um pronunciamento do Tribunal de Justiça para evitar que os contornos do caso assumam definitivamente a nitidez de um escândalo.

O que diz o Código de Processo Civil sobre suspeição
Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando:

IV – receber dádivas, antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Esperança e fé


Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br)


Uma esperança para se livrar de Madselva


Os professores e alunos do Colégio Estadual do Paraná já podem respirar aliviados. Há chances de eleições diretas e de retirar a diretora Madselva pelo voto. Foi aprovado em turno suplementar projeto que institui eleições diretas para diretores de escolas públicas em todo o Brasil.

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou ontem, em decisão terminativa, substitutivo da senadora Fátima Cleide, do PT de Rondônia, ao Projeto de Lei do Senado 344/07, da senadora Ideli Salvatti do PT de Santa Catarina, que determina que os diretores das escolas públicas de educação básica de todo o país deverão ser escolhidos por meio de eleições diretas.

Uma emenda do senador Romeu Tuma, do PTB de São Paulo, aceita pela relatora, exclui da eleição direta os diretores aprovados em concursos específicos para a função.

De acordo com a proposta, os diretores terão mandato de até dois anos, com direito a uma reeleição. Eles serão escolhidos dentre profissionais de educação, com participação da comunidade escolar constituída por professores, funcionários, estudantes e seus responsáveis.

Os candidatos deverão receber, cursos de capacitação em gestão educacional. Por unanimidade, a comissão aprovou ainda projeto da senadora Serys Shessarenko, do PT do Mato Grosso, para inscrever o nome de Ana Maria de Jesus Ribeiro, conhecida como Anita Garibaldi, no Livro dos Heróis da Pátria.

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 16:40 hs.

Comentários:
O Povo Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 16:45 hs
Por ser o Colégio Estadual do Paraná independente da Secretaria de Educação e ter desde 1969 através de uma Lei Específica, sua Estrutura e Administração subordinadas diretamente ao Sr. Governador, se enquadraria nesta nova resolução?

Zé do Coco Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 16:50 hs
Isso é uma aberração que só mesmo alguém investido de instintos predatórios, inimigos figadais da educação, poderia conceber.
Daqui a pouco eu não vou com a cara de um diretor, não porque ele não preste, mas porque eu é quenão vou com a cara dele, aí promovo uma baderna e boto o sujeito pra fora. Enquanto não se decide quem vai assumir (porque o salário não é de se jogar fora), vão acontecer algumas coisas: não vamos ter aulas, tudo vai parar.
Em suma, pretexto pra não trabalhar, como é tão do gosto da curriola esquerdista.
Professores e diretores só com concurso público, de preferência fiscalizado pelas Forças Armadas.
O sistema educacional público já foi bastante enxovalhado e não oferece condições decentes para um aluno sair da escola preparado para a vida. Não precisamos de mais essa palhaçada de fazer eleição que, como todos aqui sabemos, é burlada, comprada, deturpada.
O de que precisamos é que o corpo docente tenha um padrão mínimo de qualificação. O diretor tem de ser alguém que tenha se formado para esse tipo de função.

O Guardião Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 17:12 hs
Mas vejam só o nome dela: MAD SELVA …
A muié deve ser do Mal e/ou da Selva …

Colégio Estadual Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 17:37 hs
Senhor Zé do Coco, acredito que o senhor não saiba o que vem se passando no Colégio Estadual do Paraná, desde que a profª Madselva assumiu a direção geral. Procure conhecer a realidade e lute também para que os filhos das classes menos e mais privilegiadas tenham direito a uma educação pública de qualidade. A eleição por si só não garante isso, mas, se a comunidade escolar assumir o seu papel de participar e cobrar, como fazem os pais de alunos das escolas particulares, a eleição é sim um primeiro e importantíssimo passo.

Franco Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 17:40 hs
Só professores de Educação Física serão diretores (são os mais bonzinhos). os de Matemática, Física, Química e outras disciplinas menos populares nunca poderão dirigir escolas, à menos que sejam “bonzinhos” e dêem uma aliviada nestas matérias metidas à besta, que não servem para nada…

Profª Malu Rocha
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 – 18:18 hs
O (a) Cidadão do mundo disse tudo. Onde há uma comunidade escolar em que todos os segmentos (pais, alunos, professores e funcionários) participam da gestão da escola, é eleito sempre o candidato mais coerente, mais respeitado pela história construída naquele ambiente escolar. Gestão democrática não é o poder concentrado nas mãos do diretor. O poder de quem se ELEGE, não só para a direção de uma escola, mas para qualquer outro cargo, jamais poderia se transformar em sinônimo de status, mas sim COMPROMISSO COM QUEM O ELEGEU, em razão das propostas apresentadas. Se isso não acontece, é preciso lutar para que se cumpram as propostas feitas, ou afastar quem promete e não cumpre.Por isso e para isso, é fundamental que a educação (pública e privada) se comprometa com a formação concreta para a cidadania: saber lutar por seus direitos e cumprir seus deveres. Está passando da hora de toda a sociedade exigir que isso se torne realidade e deixe de ser apenas uma bela teoria constante dos objetivos dos projetos políticos pedagógicos construídos sem a participação da comunidade escolar e guardados em alguma gaveta, apenas para atender a uma exigência “legal”.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Até quando II ?








Educação básica

Alunos do Estadual pedem intervenção
Estudantes e professores acusam diretora de autoritarismo e voltam a cobrar eleições diretas

Jornal Gazeta do Povo
Publicado em 26/08/2008 | Ana Carolina Bendlin

Passados mais de nove meses desde os primeiros protestos dos alunos contra a diretora Maria Madselva Ferreira Feiges, o clima de tensão continua no Colégio Estadual do Paraná (CEP). De acordo com alunos e professores, a diretora vem tomando atitudes autoritárias desde então. O grêmio estudantil protocolou na semana passada documento no Conselhor Estadual de Educação para pedir a intervenção do órgão na administração do colégio e a implantação de eleições diretas para escolha do diretor. “Queremos que o conselho tome alguma atitude, porque as ações dela já estão nos prejudicando”, explica o presidente do grêmio, Paulo Fortunato.

Para o presidente do órgão, Romes Gomes de Miranda, não há muita coisa a ser feita. “É preciso que haja uma lei para regulamentar as eleições diretas no colégio, mas a lei que existe deixa o CEP de fora, porque ele é tratado como autarquia”, argumenta. “A única coisa que podemos fazer é intermediar a conversa da comunidade escolar com a diretora para que haja uma mudança de postura.” Além disso, ele afirma que encaminhou o documento para ser analisado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), A reportagem procurou a Seed, mas não obteve retorno.

Já Maria Madselva não quis comentar o caso. Ela alega que não teve acesso ao documento, apesar de ouvir boatos a respeito dele nos corredores do colégio.

Conflito

Após um início de ano letivo tranqüilo, as reclamações dos estudantes voltaram a surgir em junho deste ano, quando o grêmio perdeu o direito de utilizar o circuito de rádio da escola para enviar comunicados aos alunos. A medida teria sido uma retaliação aos integrantes do grêmio, que teriam incitado uma manifestação no pátio da escola para exigir a recolocação de uma faixa pedindo eleições diretas. A faixa tinha sido colocada no auditório, onde ocorria um evento aberto ao público externo, mas foi retirada. “O rádio era a única forma de falar o que a gente acha que está errado porque ela nunca dá abertura para isso”, conta a aluna Kelly Portioli.

Depois disso, outras atitudes aumentaram ainda mais a revolta dos estudantes. “Ela ainda barrou a nossa tradicional festa junina, exigiu que o nosso jornal passe por análise de alguns professores antes de ser publicado e proibiu que os alunos atrasados entrem no colégio, mesmo que só tenham perdido a primeira aula”, reclama Fortunato. “A gente não pode chegar mais nem um minuto atrasado quando o ônibus não chega no horário”, completa o estudante João Paulo Somavilla.

A situação teria se agravado ainda mais com a notícia de que Madselva pediria a intervenção do Ministério Público para que os pais dos alunos fossem responsabilizados por atos de indisciplina dos filhos. “Ela falou isso para uma professora em particular e publicou um recado em um comunicado oficial, dizendo que os pais eram responsáveis pelas ações de seus filhos, quando soube que os alunos fariam um protesto, chegando atrasos na escola”, conta uma professora que preferiu não se identificar. “A minha esperança era de que com a troca de secretário também trocariam a nossa diretora ou implantassem as eleições diretas.”

No ano passado, nove professores foram alvo de processos administrativos na Seed por terem apoiado os alunos nos protestos. Entre eles, a professora Maria Luiza Lacerda foi afastada do colégio e atualmente dá aulas em outras duas escolas estaduais. “Tanto o meu processo quanto os dos outros professores estão parados na secretaria, mas enquanto ele não for finalizado, não posso voltar a dar aulas lá no CEP”, lamenta.

sábado, 23 de agosto de 2008

Mentira tem perna curta


Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br)

Madselva diz que não há PMs no Colégio Estadual. As fotos a desmentem


A presença de militares no colégio Estadual é constante. É um modo de intimidação aos alunos, professores e funcionários. Estas fotos foram tiradas por um aluno logo após um jornalista da Band ter feito uma entrevista. O funcionário próximo ao militar é o diretor da manhã, professor Borba.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 23:28 hs. Deixe um comentário.


Comentários
Iran Batistela Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 7:22 hs
Mas qual o problema de ter PMs lá? Tem que botar é mais segurança, a piazada não é fácil e ainda a imprensa fica dando este tipo de ajuda. Não conheço esta tal de Madselva, mas se é para botar a mulecada nos trilhos, eu apóio sim.

Thianny Carvalho Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 8:44 hs
Lamentável, mas uma vez é a única palavra que temos para expressar o que ocorre no CEP. Educação se faz com respeito, autoridade e conhecimento não com autoritarismos e mentiras deslavadas…

Sou educadora!!! Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 10:09 hs
Ouro, prata, bronze nas Olímpiadas? É bom, mas melhor ainda são esses alunos que são OURO e que só nos dão orgulho, continuem!!! Essa luta tem fundamento, só quem está dentro sabe o que é ser do CEP, o que é estar no CEP. Tenho fé, vocês irão atingir o objetivo final de ter um Colégio de qualidade e democrático!! Muita luta!!

ao Iran... Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 11:13 hs
[i]não haveria nenhum problema, se o motivo por eles estarem ali fosse a segurança… mas quem estuda lá sabe que o real motivo deles estarem ali é intimidar a todos os alunos para não haver nenhum tipo de protesto ou manifestação que vá de contra a direção do colégio… não falo por todos, porque sempre há aqueles que realmene querem apenas zona, mas o que eu vejo são uma grande maioria de alunos, a maioria nos seus 16, 17 anos, que apenas estão querendo direitos que foram conquistados após muita luta, que é o de poder eleger aqueles que o representam…

e Iran... Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 11:15 hs
Apenas esqueci de comentar… repare nos policiais…estão ali no CEP, não???? Será então possível acreditar na idoneidade dessa mulher, uma vez que ela mente descaradamente para imprensa, fazendo com que 5 mil alunos passem por alunos baderneiros, mentirosos, que lutam por motivos fúteis???? É bom de se pensar..

Daniel Per Si Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 12:17 hs
Não conheço a Professora Madselva. O que eu conheço é o Colégio Estadual e a sua tradição. Estudei lá nos anos de chumbo. Felizmente a piazada do Estadual tem com quem medir forças. Isso faz parte do processo de amadurecimento tanto da gurizada quanto da democracia. Quem sabe de lá não saia mais uma liderança…

Cidadão de Ctba Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 12:55 hs
Concordo totalmente com Daniel e Iram, como eleitor que sou do PMBD vejo nesta garotada uma grande força e capacidade de fazer política limpa ,com coerência. se eu fosse o Requião chamava esta galera para o PMDB jovem, mudava esta direção de uma vez por todas e colocava para a comunidade escolar a possibilidade de in dicar alguém da escola com conhecimento, competência, aceitação e principalmente VERDADE que é obvio que é o que mais falta a aesta senhora.

Quem está lá sabe...Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 13:30 hs
Desculpa, mas eu que sou aluno da instituição sei muito bem para que servem este Policiais militares dentro da instituição.
A diretora Madselva vem mostrando uma postura de autoritarismo muito forte para quem está vivendo em pleno século XXI.
E outra, ao invès de eles ficarem querendo vigiar os alunos, por que ele não vigiam em volta do CEP? Só esse ano eu já ouvi comentário de 12 pessoas diferentes sobre assaltos nas redondezas do CEP, principalmente no que se diz a saída do pessoal da tarde nas segundas, quartas e sextas (18:20).
Nada mais…

Antonio W Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 14:31 hs
Fabio
Não entendo o porquê de uma educadora, que se diz experiente, permanecer num cargo de direção de escola à revelia de grande parte da comunidade de estudantes e de funcionários. Se fosse um professor, já teria saído. É uma gestão improdutiva. É a DES-educação, se pensarmos em educação como processo de sintonia e interação. Será essa diretora tão imprescindível para a educação do Estado que justifiquem tais contrariedades? Por que as “autoridades do governo” fazem vista grossa para o fato? Diante das perguntas sem respostas, creio que o principal culpado dessas tormentas é o senhor Requião: canceroso nepotista, dissimulado no cargo de governador, que instala impróprias ações autoritárias nesse combalido Paraná.

Estudante do CEP Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 18:00 hs
Até onde eu sei , a Patrulha Escolar sempre fez visitas às escolas, inclusive no Cep, também com a outra diretora. O que é que mudou? Expliquem por favor!

João Victor(Grêmio) Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 18:14 hs
Tomara que com essas fotos as pessoas percebam a qualidade de direto, falsa, mentirosa, dissimulada, e sem caráter o Colégio Estadual do Paraná tem.

Aos pais que leem esse blog, por favor, me respondam: Vocês deixariam seus filhos serem “educados” por uma mulher com esses “valores”?

"Corajosa", não?!

Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br)

Madselva nega tudo e acusa alunos de serem manipulados


A diretora do Colégio Estadual do Paraná, Madselva Feiges, reagiu às denúncias dos alunos que encaminharam uma carta à Secretaria de Educação, com uma série de pedidos. Entre eles a saída da diretora que é acusada, entres outras coisas, de cancelar eventos programados pelos alunos, de acabar com as coordenações de ensino, de censurar o jornal do Grêmio, de chamar a polícia militar para intimidar os alunos, e de pressionar os professores do Colégio.

Em entrevista a Raphael Sibilla, da Band News FM, Madselva negou todas as acusações, mas admitiu que teve que chamar a polícia no ano passado, uma única vez, quando um aluno saiu do colégio de camburão.



Sobre o jornal, a diretora também nega que exista censura. Disse que apenas sugeriu que os alunos escolhessem um professor de português para que fizesse uma leitura do jornal, antes da publicação.



Madselva acusou os alunos e o Grêmio estudantil de serem manipulados por partidos políticos. O presidente do Grêmio, Paulo Fortunato rebateu.



Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 23:33 hs. Deixe um comentário.
« A incansável FernandaAluno diz que Madselva é autoritária, incompetente »

Comentários
Franco Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 0:50 hs
Uma mulher com um nome desse não poderia ser la grandes coisas…

cidadã abismada Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 7:49 hs
A Dona Madselva parece ser uma educadora atrasada, reacionária, autoritária. Sobre o jornal, qual o problema da existência de erros de português na publicação estudantil? (também não os têm a Gazeta do Povo?) Ao menos seria algo dos estudantes para os estudantes. E quanto ao grêmio ser manipulado por partidos políticos. Ah, Dona, a senhora subestima e menospreza os estudantes! A participação em partidos políticos é um direito de todo cidadão, inclusive dos estudantes do CEP. Quando a senhora é filiada a um partido, isso é ser politizado, mas para os estudantes isso é manipulação. Faça o favor de retirar-se da formação dos jovens paranaenses!

Jéssica (Grêmio)Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 8:36 hs
Em nosso estatuto é bem claro que devemos ser apartidarios, não nego que no começo desse ano vieram varias juventudes partidarias tentando nos convencer a nos afiliar.
Mas como Grêmio estamos lutando pelos alunos e não pelos partidos.
Pena que muitas ENTIDADES ESTUDANTIS não são mais politicas e sim fazem politicagem que são duas coisas bem diferentes.
A minha visão e a dos meu colegas é de que se você e finaciado por um partido politico em um grêmio como o do Colégio Estadual do Paraná, você não lutará pelo o seu ideal de estudante e o q você acredita mas sim pelo ideal do seu partido.

Pedagoga Maria Madselva Ferreira Feiges que pena que não acredita no seu metodo de ensino, pois na sua fala quem ve de fora acredita que os aluno do CEP não tem capacidade de pensar e sim alvo facil de manipulação.

Tomara que nem todos pensem como a senhora nesse pais.

Atento Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 9:05 hs
Ouvi os dois trechos de entrevista da “professora” Madselva. Ouvi novamente e mais uma vez…
Acho que o Conselho Estadual de Educação deveria retificar a decisão da diretora, mas indicando um professor de lingua portuguesa para corrigir e ensinar concordância a ela mesma.
Se a qualidade do ensino estadual é espelhada no padrão da diretora do maior colégio Estadual do Paraná, estamos muito aquem do que o Governo do Estado vem divulgando, através do ex “melhor secretário de educação do Brasil”…

julinho Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 10:02 hs
O que mais me assusta é sua capacidade de mentir descaradamente! Ela é uma pessoa perigosa, dissimulada, vingativa e extremamente autoritária. Como ainda podem existir pessoas assim na educação?

Jose Carlos Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 10:10 hs
Santo Agostinho já dizia: o nome é o homem. Neste caso é a mulher…

João Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 10:10 hs
OK. O Grêmio não é patrocinado por partidos políticos.

Mas quem o integra pertence a algum partido?

Iron Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 10:24 hs
A Madselva é uma indicação do Requião, estranho a surpresa de todos em relação a seu autoritarismo. É claro que o Requião não iria deixar de por alguém subserviniente aos seus desmandos, mesmo sendo incompetente, assim como acontece no Porto, na Cohapar, na Copel, na Sanepar.

ao João Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 14:55 hs
No nosso estatuto diz que os membros devem ser apartidarios…e é o que acontece , temos todo o cuidado para que nenhum partido entre no grêmio.

Thianny Carvalho Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 15:51 hs
Em 2007 a Pedagoga Madselva acusava os professores de manipular os alunos.Afastou , processou, substitui professores por outro, impôs normas,etc e os alunos continuam questionando sua administração, agora ela culpa os partidos políticos!! Qual será sua próxima ação processar e mandar calar todos os partidos de Ctba. Será que não é hora desta senhora descer do papel de messiânica salvadora e assumir a sua incopentência para administrar a escola e lidar com jovens… e seus assessores que tantos já se afastaram ou foram afastados. Será que todas as pessoas são incompetentes e só a senhora tem Competência.

Lizandra. (grêmio)Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 16:01 hs
Cada coisa absurda que eu acabei de ler, sempre “aprendemos” com ela que nós devemos falar apenas aquilo que temos provas, e acabo de dar de cara com uma coisa ridicula dessas. Partidos políticos? Será que realmente somos nós que misturamos as coisas com partidos políticos? Será que realmente somos nós que gostamos de colocar pessoas de partidos políticos para agir dentro do Colégio Estadual do Paraná? Prefiro não fazer acusações, mas também não posso ficar calada não é?
Obrigada

Rubens Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 23:29 hs
parece ser comun dos autoritários quando questionados em suas decisões recorrer ao “serem manipulados” são manipulados quando me criticam, mas não são quando me apoiam, são manipulados quando não aceitam medidas arbitrárias, não são quando aceitam passivamente, é comun dos autoritárismos a recorrência as orgãos policias para manter “a ordem”, diria mais é comun do stalinismo recorrer a coibir a palavra do outro……. pobre diretora que nãp percebe que seu discurso pertence ao passado…….

Estudante do CEP Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 0:36 hs
Será que o Rubens é o professor Rubens do CEP? Já fui sua aluna e sei que passa muito tempo em sala de aula falando do autoritarismo dos outros. Isso também não é autoritarismo?

estudante do 2º ano Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 13:39 hs
É notada a falta de capacidade da professora Maria Madselva para o cargo de diretora geral do CEP.
Um dos maiores exemplos foi o chamado “piti” que ela deu na ultima quarta-feira para os alunos que chegaram atrasados para a primeira aula (tipo, o portão fecha ás 07:10 e alguns alunos chegavam 07:11, 07:12, as vezes pelo sinaleiro da esquina do CEP que fechou bem na hora), aquilo foi um verdadeiro barraco a moda Madselva que mostrou seu despreparo para lidar com adolescentes, quanto mais para dirigir uma instituição que basicamente é para estudantes nesta faixa etária.

Colégio Estadual Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 19:15 hs
Ao “Estudante” do CEP
Bem-vinda ao debate, professora Silmara

Jovens que fazem a diferença VI

Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br)

Aluno diz que Madselva é autoritária, incompetente

Um dos nossos leitores, João Victor, do Grêmio do Colégio Estadual do Paraná, deixou um comentário que vale a pena publicar.

Muitas pessoas nos vêem como “alunos baderneiros”, se ser baderneiro é lutar por um ensino de educação, para que os professores não sofram mais repressão, para que o nosso colégio volte a ser um dos exemplos do ensino público no Brasil, então eu sou baderneiro com muito orgulho.

Ano passado nós nos mobilizamos e isso acabou virando um projeto de lei, mas com certeza, desse ano não passa.

A Profª Madselva reprime os professores e seus funcionários, humilha os alunos e os deixa sem direito de resposta.

A censura deveria ter acabado junto com a ditadura militar, mas é incrível como nós ouvimos de nossa “querida diretora” coisas como:”Vocês não podem dar uma palestra sobre democracia.”,”Vocês não podem mudar o método de avaliação”, “Vocês não podem…..(adcione a frase que vc quiser aqui)”.

Estamos querendo fazer o estadual voltar a ser o Colégio conceituado que era, com professores com mestrados e PHDs(já que mais da metade deles saiu do colégio após a entrada da Profª Madselva.

O mundo pode não ser esse ideal “democrático” que nós queremos que seja, mas DEVERIA SER, e se não é, NÓS “estudantes secundaristas” temos que lutar para que seja, afinal de contas, não é a própria sociedade que fala que nós somos o futuro da nação?

Temos 16 anos e podemos escolher nosso presidente, mas não podemos nos manifestar contra a diretora do nosso colégio? estranha essa democracia brasileira, não?

João (Grêmio)

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 23:50 hs. Deixe um comentário.


Comentários

A resposta virá Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 9:18 hs
Fui aluna do Colégio Estadual do Paraná. Tenho 03 filhos, dois se formaram também ali e o caçula está no 3º ano. É gritante a diferença que se instalou na escola a partir de 2007, com a chegada da nova “diretora” geral.
A primeira coisa que ficou bastante evidente com a chegada da Srª Madselva foi a quebra da parceria afetiva e efetiva com os pais proposta pela direção anterior. Em 2007, não fomos chamados à escola para entrega de boletins, para acompanhar o desempenho dos nossos filhos como estávamos acostumados até então. Quando nos aventurávamos a procurar a escola, o que constatávamos era uma total e completa falta de organização e informação. Eu, que sempre fui muito presente no acompanhamento da vida escolar dos meus filhos, vi bastante dificultada a minha prática antes tão natural e incentivada pelas pedagogas e direção anterior.
Guardo alguns cadernos dos meus filhos porque gosto de acompanhar a evolução da educação e, estarrecida, constatei, ao longo dos dois últimos anos, que a qualidade da educação no Colégio Estadual do Paraná não caiu, DESPENCOU. Ao tomar conhecimento dos professores que ela afastou, muitos deles respeitadíssimos pelos alunos e por nós pais, alguns com muitos anos de dedicação e compromisso com a educação de qualidade, tive o pressentimento de que as coisas iam piorar bastante naquela escola, mas passei longe do que realmente está acontecendo. Analisando a extinção das coordenações, o processo para calar a boca daqueles que tiveram a coragem de se manifestar contra os desmandos da srª diretora, é possível entender o porquê de tamanho prejuízo pedagógico. O que essa srª não sabe é que conhecemos nossos filhos e a capacidade intelectual e crítica deles. Não adianta mandar para nossas casas cartinha do Ministério Público, cheia de contradições, assinada pelo Sr. Clayton Maranhão porque a maioria esmagadora dos pais sabe o que está acontecendo no CEP. É uma pena que o meu filho que lá estuda tenha perdido a alegria de ir para a escola. Ele confidenciou-me que o mesmo vem acontecendo com muitos dos seus colegas (e deve estar acontecendo também com um grande número de professores e funcionários, pois ele disse-me que a alegria parece ter ido embora da escola). Tenho conversado com muitos pais, perplexos com a passividade do poder público em relação ao problema. Temos certeza de que quem poderia resolver o problema tem conhecimento dele, mas não o faz para punir a ousadia daqueles que tiveram a coragem de denunciar o problema. O que eles não sabem é que a resposta virá, através do nosso voto, que será muito mais consciente!

Hugo Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 9:23 hs
João, estranha mesmo esta democracia, cujo o voto é obrigatório, onde quem vota em grande maioria pensa com a barriga e esquenta não, logo você conhecerá a força da ditadura econômica e o significado de hipocrisia

Maiko Vieira Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 9:23 hs
O problema do Colégio Estadual não se ressume a uma Diretora autoritária, ou a uma pessoa, mas a um sistema mantido e financiado pelo Governo do Estado, pelos Deputados, que mesmo após 22 anos do fim ditadura convivem e se omitem a respeito de uma escola pública, gratuita, de qualidade e DEMOCRÁTICA.
A luta por eleições Diretas no Colégio Estadual é histórica, vários alunos que passaram por lá conhecem a realidade que hoje vivem os alunos do colégio.
Na época que estudei no Estadual, nós tinhamos um lema DEMOCRÁCIA SE APRENDE NA ESCOLA, portanto aos atuais alunos do colégio esta luta não se resume a pessoa da Diretora, mais a um sistema imposto pelo governo do estado, que conta com a OMISSÃO dos Deputados que deveriam ser a voz do povo no legislativo.
Eu sou Maiko Vieira, presidente do GECEP 1997/1998.

Eduardo
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 9:42 hs
Muito bem exposta a opinião do João, se somos o futuro da nação, temos que começar mudando as coisas desde “pequenos” para um dia, quem sabe, conseguir mudar o país.

João Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 10:07 hs
João,

A experiência mostra que os estudantes nem sempre tem o melhor metro para medir a qualidade de seu próprio ensino. Ponto.

Para quem observa a situação do colégio desinteressada e objetivamente, parece, sim, que os alunos estão revoltados com as medidas administrativas tomadas pela Diretoria, no regular exercício de suas atribuições.

Cabe lembrar que rigor é uma coisa, autoritarismo, desmando e abuso são outras, e que muito do até aqui taxado como “censura”, “abuso” e “autoritarismo” parece-me apenas o exercício da discricionariedade administrativa, quando tomadas decisões contrárias aos interesses imediatos dos estudantes.

Se vierem a lume fatos mais convincentes, dou a mão à palmatória, e passo a defender, inclusive judicialmente, se preciso for, os interesses dos estudantes.

Franco Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 10:54 hs
Será que no tempo em que o CEP era o melhor ensino médio do Paraná, tendo cada vaga disputadíssima e com ex-alunos orghulhosos, havia a “democracia” que pregam estes dirigentes estudantis ?

Será que hoje, nos melhores colégios PÚBLICOS dos EUA e Europa existe algo parecido com o que estes alunos pensam que é “democracia” aplicada no ensino ?

Para terminar: o importanta numa escola não é O ENSINO ? E o caminho para um bom ensino não é o MÉTODO, cujo corolário é a disciplina ?

Porque vcs não deixam a diretora e suas esquisitices de lado e se preocupam em ESTUDAR e se preparar para o mundo aqui fora ?

Se ela pensa que é a rainha da Inglaterra, qual o problema? E a física, a química , a matemática ? Vão mudar por causa dela ?
O vestibular vai ser mais fácil se houver “democracia” na escola ? Ou vai aumentar a frouxidão do ensino ?

Estudem que vcs ganham mais !!

Carlos Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 11:28 hs
Realmente existe ainda quem acredite que a ditadura produz melhores sociedades do que a democracia.
O ensino deve ser democrático. É um absurdo alguém defender a ditadura por este viés de “qualidade de ensino”. Isto é uma bobagem autoritária que deve ser rejeitada. Abaixo à ditadura. Democracia já! Sempre!

Franco Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 12:19 hs
Agora dizer que a prioridade é a qualidade do ensino e não um conceito vazio de “democracia no ensino” é “defender a ditadura”…

Resultados positivos falam mais alto. Protestar contra o “Sistema Solar” e propor a revogação da “lei da gravidade” podem ser um excelente passatempo… Mas neste mesmo instante, há muitos jovens em escolas públicas ESTUDANDO “por conta”. LENDO e se aperfeiçoando dentro de seus meios. Serão vencedores. Aos que protestam, protestam e protestam contra uma situação perfeitamente secundária (”- a diretora da minha escola é malvada”), resta um papel secundário e coadjuvante na vida (ou um emprego público comissionado, o que dá no mesmo).

Ao invez de acenderem-se velas, se protesta contra a escuridão…

Deixem a imperadora do passeio público com suas frustrações e manias. Ela passa, daqui a 2 anos ninguém mais lembrará dela, mas daqui a dois anos o que vcs aprenderam ou deixaram de aprender fará MUITA diferença.

Para Franco Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 14:29 hs
Sou professor do colégio e posso garantir, através da ordens que recebemos para trabalhar com os alunos, que com democracia ou com ditadura, esta diretora não prioriza a melhoria da qualidade de ensino, se é em relação a isso que o sr tanto critica e se refere aos alunos para que eles estudem mais.

VILMAR CONSTANTINO Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 14:53 hs
PARABENS AO ALUNO JOÃO DO CEP,POR SUA FORMA DE INTERPRETAR DEMOCRACIA NO BRASIL.É DE JOVENS COM ESTA MENTALIDADE QUE ESTAMOS CARENTES NESTE PAIS.

Professora Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 15:40 hs
O Autoritarismo carrega consigo o arbítrio e as práticas anti-sociais. Os processos e os afastamentos de professores foram responsáveis, entre outras medidas infelizes, pelo péssimo clima de trabalho. Nunca presenciei tanta tristeza e tantos professores precisando de tratamento médico, conseqüências do insalubre ambiente de trabalho. Nunca também imaginei que a liberdade, tão propagada por muitos como o direito básico do ser humano, fosse de tamanha importância, pois a sua falta representa a desconstrução da dignidade de uma pessoa. A atenção com as pessoas é primordial para uma convivência saudável.
Para quem ainda acredita que o conceito de democracia na escola é um conceito vazio, cito as palavras do educador Vitor Paro:
“A evidência da influência positiva da organização escolar sobre o comportamento das pessoas pode ser percebida quando se comparam escolas em que foram introduzidas inovações que provocaram maior democratização dos contatos humanos, com situações anteriores, em que as relações eram de mando e submissão. Em duas pesquisas de campo [...] foi possível perceber os efeitos de medidas visando à democratização do ambiente escolar, com a introdução de eleições de diretores, no primeiro caso, e com a ocorrência de uma direção mais democrática, comprometida com os interesses dos usuários, no segundo. Em ambos os casos, a partir de entrevistas e observações em campo, pôde-se constatar a melhoria no relacionamento humano entre direção e pessoal escolar, entre a escola e os usuários e, principalmente, o relacionamento geral dos estudantes entre si e com os vários profissionais da escola, quer dentro quer fora da sala de aula. As pessoas, que antes eram tratadas apenas como objetos de decisão de outras localizadas em níveis hierárquicos superiores, sentiram a introdução de mudanças elevá-las à condição de sujeitos desse processo, e isso não é pouco em termos de avanço no relacionamento pessoal. Tudo isso propiciou a apropriação de valores de cidadania e o desenvolvimento de comportamentos compatíveis com a colaboração recíproca entre os homens.”

Cidadã do mundo Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 16:07 hs
Esta é uma ótima oportunidade para o “ex-reitor” Moreira mostrar algum talento político e o seu real compromisso com a educação. Afinal, ele e Requião, segundo o slogan de campanha, são um só: Requião é Moreira e Moreira é Requião. O Moreira conhece bem a Madselva, por serem professores da mesma instituição, a UFPR, onde a atual diretora do CEP já mostrou bem o seu perfil autoritário na coordenação do curso de pedagogia.Quem sabe entrar em contato com a nova secretária de Educação, Yvelize Arcoverde, também da UFPR, profunda conhecedora da realidade no Colégio Estadual do Paraná e das práticas pedagógicas da Madselva e os dois, juntamente com o governador, resolver este grave impasse. Este seria o primeiro desafio de alguém que tem planos de seguir a carreira política: ser mediador político neste grave problema que atinge diretamente quase 5000 estudantes, MORADORES DA CIDADE DE CURITIBA e a maior e mais tradicional escola pública do PARANÁ. Quem sabe, convencendo, na prática, esses alunos do Colégio Estadual do Paraná, na sua maioria eleitores, os seus pais, professores, ele poderia dar um primeiro passo para aparecer na próxima pesquisa do IBOPE com pelo menos 1%.

Ex Professor do CEP Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 17:56 hs
Para Cidadã do Mundo
Nas duas últimas eleições do Requião estava no CEP e lembro-me de que a grande maioria dos professores apoiavam o seu governo pelas realizações que ele como governador fez : o plano de carreiras, o PDE , a volta de cursos como o Magistério, etc. Hoje fora do CEP percebo que o descontentamento é tão grande que a maior parte das pessoas que conheço no CEP estão votando como protesto no Beto RICHA, até os petistas convictos. Então SR Moreira be Sr Requião se o senhor quer pelo menos uma disputa honrosa, intervenha , ajude os professores e alunos do CEP, afastem esta senhora que já causou tantos estragos, é irreversível este quadro. Educação se faz com respeito e confiança, valores que a Sr Madselva já perdeu há muito no CEP. Como cidadão, eleitor do PMDB tenho certeza se a Ma deselva sair os votos se direcionam ao PMDB e a confiança fica restabelecida… ou voc~es preferem continuar atirando no próprio pé.

Moreira e Madselva Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 21:01 hs
O que tem a ver o Moreira com a Madselva e a crise no Colégio Estadual do Paraná (CEP)? O Moreira era reitor da UFPR, enquanto a Madselva era professora do curso de Pedagogia da mesma universidade. Já em novembro do ano passado o ex-reitor poderia ter resolvido totalmente a crise que se instalava no Colégio Estadual do Paraná por causa da diretora Madselva. Como? Muito simples, bastava o Moreira ter solicitado ao governador o retorno da Madselva para a universidade. Ele poderia muito bem ter contornado o problema causado pela direção da Madselva. Por falar em governador certamente ele não consegue compreender porque a campanha do Moreira não decola em Curitiba. Fácil de entender. O Moreira não vai receber votos da comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná. Vejamos porque, vamos às contas: o CEP tem aproximadamente 5 mil alunos, contando os pais desses alunos o número pode chegar à 15 mil pessoas, mais irmãos e amigos com idade para votar o número aumenta consideravelmente. Ou seja, são milhares de votos que poderiam ir para o Moreira desde que o CEP fosse melhor dirigido. Com certeza esses milhares de votos vão para o Beto Richa ou para outros candidatos. Moreira também não vai receber os votos dos professores, funcionários e familiares do CEP. Milhares de ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários também não votarão no Moreira porque Curitiba inteira sabe a respeito da crise pela qual o CEP está passando. Afinal Moreira lembra Madselva. Madselva lembra a destruição do maior colégio do Paraná. Avisado o Moreira foi. Demonstrou que não foi capaz de resolver a situação do CEP, de sua professora da universidade e de milhares de alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual do Paraná. Na propaganda política do Moreira ele se propõe a melhorar o que é preciso. Por que ele não assume resolver a crise instalada no CEP? Os candidatos à prefeito deveriam saber da importância do Colégio Estadual do Paraná no cenário político em Curitiba. O CEP bem como todos os demais estabelecimentos de ensino têm importância porque formam o futuro cidadão. A capacidade crítica dos alunos do CEP está sendo subestimada pelo governo e pelo PMDB. Melhor assim: o cidadão curitibano saberá em que votar nas próximas eleições para prefeito e para governador.

João Victor Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 22:57 hs
o que muitas pessoas leram no comentário que não conseguiram entender é que: Nós nãoe stamos fazendo isso porque “achamos” que o ensino perdeu a qualidade, é porque temos CERTEZA, vi 3 professores que eu TIVE AULA que foram excelentes professores (Profª Malu, Prof Edilson e Profª Larissa) serem afastados de seus cargos por causa dos mandos e desmandos da diretora do colégio.

Nós não estamos perdendo aula, muito pelo contrário, estamos fazendo de tudo para que esse ano, durante o manifestos, ninguém perca aula, é um manifesto pacífico.

Estudar por conta? Claro que estudamos por conta, tanto como qualquer aluno que deseja passar no vestibular, conheço muitos que estão lá no mieo do movimento que não deixam de estudar só porque estão manifestando.

Um grande exemplo disso são as duas pessoas que mais se destacaram ano passado durante o movimento, o Joel e a Raquel, ambos estavam lá, todos os dias manifestando, mesmo estando, ambos, no 3º ano do ensino médio, e os dois passaram no vestibular da UFPR.

“Será que hoje, nos melhores colégios PÚBLICOS dos EUA e Europa existe algo parecido com o que estes alunos pensam que é “democracia” aplicada no ensino ?”- Franco.
Re: Sim FRanco, as escolas de ensino público americano (mais conhecidas por lá como High School) não usam mais o sistema de “Diretor”, na verdade é formado um conselho pedagógico composto por, em sua grande maioria, PROFESSORES, que coordenam as atividades feitas durante um semestre(período de avaliação americano). Fora o fato de que todos os alunos da High School escolhem suas matérias escolares e suas especificiades. Os professores secundaristas americanos tem que ter pelo menos cursado o mestrado. E SIM, há presença de Grêmio estudantil em todos esses colégios. Agora me diga se você continua achando que esses colégios americanos não tomam decisões democráticas e que todos os colégios tem que ter um diretor autoritário, ou no caso da nossa querida Maria Madselva Ferreira Feiges, completamente contraditório, incompetente, sem caráter, e sem moral nenhuma para ser o posto mais alto na “hierarquia” do Colégio Estadual do Paraná?
(desculpem pelas palavras ofensivas)

aos que discordam...Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 11:41 hs
[i]Fico indignado ao ver o seu post… primeiro, sim, é muito importane aprender matemática, física, química, etc, etc, etc… são conteúdos que me farão chegar a universidade e no futuro ter uma opção de emprego muito melhor… mas será que o objetivo de uma escola é simplismente esse??? Colocar os alunos enfileirados de frente para o professor, sem os ensinar a pensar, a criticar, sem os preparar para ser cidadãos?? Vivo num país democrático, onde se vota desde vereador até o presidente, e simplismente por se tratar de um colégio considerado o melhor do estado, ele não pode possuir eleições diretas??? Se você vivesse na cidade mais importante do seu estado, e somente ele, dentro das outras centenas de municipios que existem, não tivesse eleições, você cruzaria seus braços??? Pelo que vejo sim… você vai continuar com seu emprego, afinal, você ganha muito mais continuando a trabalhar do que lutar por algo futil e vazio como “DEMOCRACIA!”
Prezo pelos meus estudos, não os deixo em segundo plano de forma nenhuma, não vivo só em função de protestar… mas não posso fingir ser cego, surdo e burro, e não ver o que acontece no CEP…”Quem ve a situação do colégio estadual de forma desinteressada e objetiva”, simplismente não sabe realmente o que se passa nas dependencias da instituição, e julga os alunos como seres que não sabem nada da vida ainda… convido a quem não ve motivos para tanto “auê”, visitar um dia o colégio, e questionar nossos queridos professores, funcionários e alunos… para dai sim, poder argumentar com uma base solida por baixo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Irregularidades e autoritarismo

Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br) 21/08/08

No Colégio Estadual, Madselva volta a atacar

A diretora do Colégio Estadual, Maria Madselva Ferreira Feiges, agora chegou ao ápice de seu autoritarismo. Mandou reunir os alunos para comunicar que o Ministério Público será acionado para responsabilizar os pais de alunos por atos de “indisciplina” de seus filhos.

Madselva enviou aos pais comunicado ameaçador, para lembrá-los que os alunos “estão sob a responsabilidade dos pais, os quais deverão tomar as medidas cabíveis.”

É a represália aos estudantes porque o grêmio encaminhou ao Conselho estadual de Educação um longo documento relatando o autoritarismo e as irregularidades no Colégio.

Para ler a íntegra do documento dos estudantes, basta clicar no “Leia Mais”.




Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 11:08 hs. Deixe um comentário.


Comentários

João Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 12:34 hs
Sou só eu ou é estranho que um grêmio estudantil secundarista tenha uma diretoria de análise jurídica?

loucura tem limite Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 13:36 hs
é vergonhoso um colégio como o CEP estar passando por dias negros…uma desvairada no poder, apoiada pelo governo (que nem sequer vê o que ela está fazendo).
Ela viajou pelo estado nestes últimos anos pela APP sindicato falando de democracia, mas quando chega ao poder pratica sim o autoritarismo.
Educação presupõe diálogo
não perseguição

Orquídea Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 13:42 hs
Este Jonatas Walter Becher escreve muito bem, e os alunos do colégio estadual do Paraná estão de parabéns por sua luta contra o autoritarismo. Se o povo brasileiro tivesse um pouco desta coragem destes alunos, o nepotismo e o poder que nosso sistema oferece para estas pessoas que não sabem chefiar sem ameaças, estariam com os dias contados.
Pobres alunos, estão sozinhos nesta luta, pois o governador, que seria o único a estender-lhes a mão, virou as costas já faz algum tempo, pensando com seu infinito ego, ser uma luta contra ele!

Franco Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 14:39 hs
Deixa eu ver se entendi: a Diretora de um Colégio está sendo “acusada” de “autoritarismo” ? Como assim ? A Diretora de um colégio ou de qualquer órgão público tem que ser “democrática” ? Daqui a pouco os professores serão “acusados” de “dar matérias muito difíceis” ou “não permitir o sagrado e constitucional direito de ir e vir, entrar e sair a qualquer momento da sala de aula”. Que palhaçada é essa ? Os secundaristas do CEP acham que a vida aqui fora é “democrática” do jeito que eles imaginam ? Vão tentar depor o presidente da empresa em que trabalham ? Ouvi no rádio que o presidente do gremio estudantil disse que não conhece o “projeto político” da Diretora. Projeto político ? Do que estamos falando ? De uma academia ou de uma associação de bairro ? Era só o que faltava…

jango Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 15:18 hs
Invocamos o lamentavelmente atual Nelson Rodrigues. Dizia:

“Antigamente, o idiota era o idiota. Nenhum ser tão sem mistério e repito: — tão cristalino. O sujeito o identificava, a olho nu, no meio de milhões. E mais: — o primeiro a identificar-se como tal era o próprio idiota. Não sei se me entendem. (…) Pois o idiota era o primeiro a saber-se idiota. Não tinha nenhuma ilusão. E uma das cenas mais fortes que vi, em toda a minha infância, foi a de uma autoflagelação. Um vizinho berrava, atirando rútilas patadas: — “Eu sou um quadrúpede!”. Nenhuma objeção. E, então, insistia, heróico: — “Sou um quadrúpede de 28 patas!”. Não precisara beber para essa extroversão triunfal. Era um límpido, translúcido idiota. (…) Outrora, os imbecis faziam platéia para os “superiores”. Hoje, não. Hoje, só há platéia para o idiota. É preciso ser idiota indubitável para se ter emprego, salários, atuação, influência, amantes, carros, jóias etc. etc.”

E por aí vamos nós presenciando a idiotice instalada nos cargos públicos - politizadamente idiotas.

Para Franco Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 15:24 hs
Acho que vc não sabe do que “fala”, então compreendo sua opinião errônea dos fatos.

Só pra vc ter uma idéia, um projeto político, todas as escolas devem ter, isso faz parte da política da secretaria de educação.

Professora Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 15:51 hs
É inadmissível que uma instituição de ensino, considerada como referência de ensino público no estado do Paraná, responda com repressão as manifestações de seus estudantes. A escola deve contribuir para a emancipação do indivíduo, enquanto cidadão, para a sua efetiva participação em uma sociedade democrática. O grêmio estudantil é o órgão máximo de representação dos estudantes e colabora com a ampliação da democracia na escola. Logo, a tentativa de calar os estudantes com mecanismos de intimidações lembram as infelizes e desastrosas práticas utilizadas pelos militares durante a ditadura, na qual a educação reduzia-se ao campo estritamente tecnicista, não permitindo qualquer reflexão e ação. Salientam-se que as práticas de repressão, ocorridas durante a ditadura militar, nos deixaram como herança um frágil conceito de democracia, mas certamente o primeiro passo é a luta contra qualquer forma de autoritarismo.
Caso existisse, no Colégio Estadual do Paraná, uma gestão democrática, sustentada pelo diálogo e pela participação de todos os segmentos da comunidade escolar, certamente não ocorreriam esses abusos ao direito fundamental da liberdade de expressão. Não desejamos que os nossos estudantes se tornem reacionários, pois a força da juventude está na sua acentuada capacidade de indignação e na tentativa de superação das práticas autoritárias. É reacionário não se expressar. É reacionário aceitar tudo passivamente. É reacionário aceitar o habitual como prática imutável. O silêncio acoberta a passividade e reforça a injustiça causada pala indiferença. Aos estudantes, esperança de renovação em nossa sociedade, cabe o legítimo direito de não silenciar.

Franco Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 16:26 hs
Não seria “projeto pedagógico” Sr. Anônimo ? Qual seria então o “projeto político” das escolas particulares (essas que aprovam os alunos nos mais concorridos vestibulares e que são paradigma para o ensino público) ?

Nos esclareça com exemplos de escolas secundárias e suas “políticas” (independentes do projeto pedagógico).

Seja didático, por favor, não tenho facilidade para compreender certas opiniões…

Cidadã do mundo Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 16:26 hs
Será que não existe ninguém com um pouco de bom senso no Ministério Público ou na Secretaria de Estado da Educação ou no próprio governo que seja capaz de dar um basta nos desmandos dessa senhora que se diz “pedagoga”?

Para Franco Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 17:20 hs
Projeto POLÍTICO Pedagógico!

Lizandra. (Grêmio)Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 17:47 hs
É incrível como existem pessoas que acreditam que a sua opinião está certa, enquanto essas mesmas pessoas não estão AQUI dentro do Colégio Estadual do Paraná, e não são submetidos aos mandos e desmandos de uma direção autoritária (sim).

Já está mais do que na hora da sociedade paranaense perceber que o caso não é pequeno.

A luta pela democracia e o ensino de qualidade é uma luta não só do governo e sim daqueles que são afetados por isso, no caso, nós “estudantes secundaristas” do CEP.

Thianny Carvalho Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 17:58 hs
Já é público e notório que o maior colégio e que sempre foi referência na Educação do Paraná passa por dias terríveis desde que a pedagoga Madselva assumiu por indicação do Sr Mauricio a direção deste conceituado estabelecimento. Os alunos e professores vivem a merce dos desmandos desta senhora que já acabou com a coordenação, processou 11 professores ( um deles morreu recentemente), transformou a escola num ambiente onde só prevalece esporte. SOu mãe de aluno e posso afirmar o que vem ocorrendo . Só me pergunto o que mais precisa acontecer para esta senhora ser afastada da direção? Por favor quem tiver uma resposta plausível me diga

João. (Grêmio)Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 18:00 hs
Muitas pessoas nos veem como “alunos baderneiros”, se ser baderneiro é lutar por um ensino de educação, para que os professores não sofram mais repressão, para que o nosso colégio volte a ser um dos exemplos do ensino público no Brasil, então eu sou baderneiro com muito orgulho.

Ano passado nós nos mobilizamos e isso acabou virando um projeto de lei, mas com certeza, desse ano não passa.

A Profª Madselva reprime os professores e seus funcionários, humilha os alunos e os deixa sem direito de resposta.

A censura deveria ter acabado junto com a ditadura militar, mas é incrível como nós ouvimos de nossa “querida diretora” coisas como:”Vocês não podem dar uma palestra sobre democracia.”,”Vocês não podem mudar o método de avaliação”, “Vocês não podem…..(adcione a frase que vc quiser aqui)”.

Estamos querendo fazer o estadual voltar a ser o Colégio conceituado que era, com professores com mestrados e PHDs(já que mais da metade deles saiu do colégio após a entrada da Profª Madselva.

O mundo pode não ser esse ideal “democrático” que nós queremos que seja, mas DEVERIA SER, e se não é, NÓS “estudantes secundaristas” temos que lutar para que seja, afinal de contas, não é a própria sociedade que fala que nós somos o futuro da nação?

Temos 16 anos e podmeos escolhe rnosso presidente, mas não podemos manifestar contra a diretora do nosso colégio? estranha essa democracia brasileira não?

Senhor Franco Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 18:25 hs
O senhor sabe que o vestibular só existe no Brasil ? Quais são os interesses ocultos para manter esse sistema ?

Paulo (Grêmio)Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 18:33 hs
É realmente as “pessoas” não sabem o que falam.

Não sabem da realidade do Colégio Estadual do Paraná, não sabe o que é Projeto POLITICO Pedagógico e não sabe como ele é aplicado no CEP. Ah! Perdão, pensando melhor, talvez seja melhor que ela (Direção) explique isso, pois até agora só ela sabe onde, quando e como ele é aplicado.

E creio que os “Secundaristas” do CEP estão se fortalecendo, e que agora ela pode ameaçar chamar policia como ela já fez ( sim ela chamou a policia para mandar presos eu e meus colegas) que nos não vamos nos calar, pois nosso amor por essa instituição é grande, e não vamos deixar que os próximos alunos a entrar no CEP sejam prejudicados por medidas autoritárias. Vamos lutar até o fim e vamos suar a camisa até que nossos direitos tenham o valor que eles merecem ter dentro das paredes desta instituição.

Jonatas (GECEP)Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 18:49 hs
Primeiramente, gostaria de agradecer todos aqueles que elogiaram a carta que eu escrevi.

Eu gostaria de esclarecer que apesar de ser um tanto estranho para as pessoas que vêem de fora, é muito importante e necessária a diretoria de análise jurídica em um grêmio.

Eu sou o membro responsável pelo estudo dos Estatutos (Grêmio, APMF e Conselho Escolar), Regimento Escolar, Regulamento Interno, leis relacionadas aos grêmios, ECA,…
Além disso, possuo a função de coordenar, perante a Diretoria do GECEP, as atividades do Conselho Pró-Democracia do Colégio Estadual do Paraná.

Estranho é estudar em um colégio que todos estão sendo ameaçados de processo e punições constantemente…

General Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 19:46 hs
Naõ consigo entender determinadas colocações. Quando se fala que processos políticos devem ficar longe das escolas cometem, no mínimo, uma falta grande em relação ao processo histórico recente. Comportamentos políticos levados à efeito dentro das escolas não precisa ser necessariamente essa levado do dia a dia. Quando os estudantes procuram, no campo do debate, resolver suas demandas estão procurando tão somente a melhoria daquilo que estão vivenciando. E êles sabem o que precisa melhorar. Grandes movimentos na história do país na busca do encaminhamento e discussão de possíveis soluções começaram no movimento estudantil . Umas das últimas, só para ecordar, foi a inciativa que tomou conta do País por ocasião do impeachment do ex-presidente Collor. Lembram dos cara pintadas? Naquele ocasião a maioria do povo acompanhou a manifestação dos estudantes e também sairam às ruas. Onde começou o movimento? Nos Grêmios, nas reuniões pequenas de pequenos grupos em pequenas escolas. Quando tudo se somou o resultado foi que todos vimos. Além do mais quantas lideranças de qualidade vieram do movimento estudantil? Enfi, só que participou de movimentos estudantis sabe com o aquilo, além de gostoso, ajuda a forjar ums enso crítico e visão de cidadania. Deixem a moçada em sua luta pois na hora que precisarem estudar para passar de ano êles saberão que isso também é importante. Democracia já no Cole´gio Estadual do Paraná.

Jéssica (Grêmio)Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 21:26 hs
O engraçado é que a direção geral acha q o grêmio é manipulado por um poder politico ou professores, como ela msm disse para um jornalista hoje..

Então fica uma pergunta a Pegadoga Maria Madselva Ferreira Feiges : Será que o Colégio q a senhora dirigi não tem capacidade de construir pessoas criticas? ou só pessoas alienadas aos seus mandos e desmandos?

Léo Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 21:47 hs
ABAIXO A DITADURA REQUIÃO E DE SEUS ASSECLAS!

Nego Veio Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 21:48 hs
Nobres participantes das politicas e pedagógicas idéias, quero levar ao conhecimento destes ilustres donos da verdade,pois, cada qual tem a sua, comunicar que o atual sr. governador foi aluno deste honrado colégio, assim como, o sr. Jeime e muitos outros nomes conhecidos da população curitibana, eu acredito que tal sra. ditadora foi colega de escola do Duce,pois, ele que “lutou tanto” pela democratização no ensino público está se vingando do que não conseguiu em tempos passados, desta feita manda sua ilustre “democrata” praticar a sua ditadura no CEP.
Colegas de Blog, esta sra. somente sairá em 2010 quando mandaremos toda a família , amigos, apadrinhados, partícipes e coisa e tal para fora deste estado ,porque,2010 está aí,lembrem-se deste momento ,vocês estudantes ou não tem que lembrar destes feitos do Duce , então dizer a todos, nem pra guardião de rua….

Leonardo (Grêmio)Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 22:40 hs
Lembro que tinha uma certa antipatia pelo Colégio Estadual do Paraná quando entrei lá no ano de dois mil e sete…….mas aos poucos como uma coisa automática, fui despertando um amor profundo e verdadeiro por esta instituição (apesar de todos os problemas).
O CEP como todos sabem é um dos, ou o colégio público mais tradicional do estado do Paraná, e é uma pena que tenha que passar por esta experiência no mínimo desagradável (nas mãos da prof.ª Madselva).
Agora MAIS MA VEZ nós alunos, professores, funcionários, pais, e outras pessoas, estamos mobilizados na luta a favor do CEP. Alguns professores e funcionários não declaram abertamente sua opinião por medo, mas tenho certeza de que estão nos apoiando de coração.

Uma luta que também se resume em AMOR E JUSTIÇA!

Quero dizer a todos que EU NÃO VOU DESISTIR DESTA LUTA, VOU ATÉ O FIM……vou até o fim, pois acredito nos meus ideais……e tenho certeza de que MUITAS outras pessoas estão dispostas a seguir com a luta em defesa do CEP!



O Povo Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008 – 23:23 hs
A Secretaria de Educação tem que urgentemente botar um freio na Ditadora, digo, Diretora do Colégio Estadual do Paraná, que seja agendada uma reunião entre alunos, pais de alunos, Ministério Público (Infância e Adolecentes), Professores afetados e Membros do Conselho Estadual de Educação, o caso tem que ser definido imediatamente e a SEED cabe este papel de auxiliar em um bom termo de ajuste!

Jessica (grêmio) Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 8:52 hs
Ao estudante do cep…

Nós não estamos lutando pelo direito de chegar atrasados, estamos lutando pelo direito de ter acesso ao conhecimento, relamente quem não anda informado meu caro é você.
Segundo o artigo 54;paragrafo 2 do ECA

” O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente”

ou seja eu chego atrasada 1 minuto para a primeira aula e não é permitida a minha entrada para as outras 5 aulas, e se o colégio esta disponiblizando essas aulas ,as não me permite ter acesso concerteza isso é uma oferta irregular.

João Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 18:34 hs
Agora entendi.

Os estudantes querem reformar as normas administrativas do colégio, mas estão combatendo na trincheira errada. Em vez de propor de forma serena as alterações necessárias, brigam com a Direção do Colégio que, aparentemente, nada faz além de cumprir as normas regimentais.

Gabriel(GECEP) Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 18:51 hs
Se isso resolvesse não precisaria, sempre presamos pelo diálogo com a Direção coisa q ela sempre não quis ter.

”Em vez de propor de forma serena as alterações necessárias, brigam com a Direção do Colégio que, aparentemente, nada faz além de cumprir as normas regimentais.”

Impostas pelo nepotista numero 1 roberto reiquião.

Para o João Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 19:57 hs
Não existe “forma serena” com a Diretora Madselva, pois ela não acata opinião de professores e alunos. As normas regimentais sequer foram elaboradas em conjunto com a comunidade escolar, como determina a lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Moreira e Madselva Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 – 19:58 hs
O que tem a ver o Moreira com a Madselva e a crise no Colégio Estadual do Paraná (CEP)? O Moreira era reitor da UFPR, enquanto a Madselva era professora do curso de Pedagogia da mesma universidade. Já em novembro do ano passado o ex-reitor poderia ter resolvido totalmente a crise que se instalava no Colégio Estadual do Paraná por causa da diretora Madselva. Como? Muito simples, bastava o Moreira ter solicitado ao governador o retorno da Madselva para a universidade. Ele poderia muito bem ter contornado o problema causado pela direção da Madselva. Por falar em governador certamente ele não consegue compreender porque a campanha do Moreira não decola em Curitiba. Fácil de entender. O Moreira não vai receber votos da comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná. Vejamos porque, vamos às contas: o CEP tem aproximadamente 5 mil alunos, contando os pais desses alunos o número pode chegar à 15 mil pessoas, mais irmãos e amigos com idade para votar o número aumenta consideravelmente. Ou seja, são milhares de votos que poderiam ir para o Moreira desde que o CEP fosse melhor dirigido. Com certeza esses milhares de votos vão para o Beto Richa ou para outros candidatos. Moreira também não vai receber os votos dos professores, funcionários e familiares do CEP. Milhares de ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários também não votarão no Moreira porque Curitiba inteira sabe a respeito da crise pela qual o CEP está passando. Afinal Moreira lembra Madselva. Madselva lembra a destruição do maior colégio do Paraná. Avisado o Moreira foi. Demonstrou que não foi capaz de resolver a situação do CEP, de sua professora da universidade e de milhares de alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual do Paraná. Na propaganda política do Moreira ele se propõe a melhorar o que é preciso. Por que ele não assume resolver a crise instalada no CEP? Os candidatos à prefeito deveriam saber da importância do Colégio Estadual do Paraná no cenário político em Curitiba. O CEP bem como todos os demais estabelecimentos de ensino têm importância porque formam o futuro cidadão. A capacidade crítica dos alunos do CEP está sendo subestimada pelo governo e pelo PMDB. Melhor assim: o cidadão curitibano saberá em que votar nas próximas eleições para prefeito e para governador.

Estudante do CEP Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 0:27 hs
Sabe o que me aborrece nessa conversa : é ficarem fando do CEP como se os filhos de políticos estudassem lá. O CEP onde eu estudo está cheio de filhos de trabalhadores , alguns inclusive desempregados.Eu estudo no CEP, porque quero ter aulas de qualidade e alguns professores meus são bons, outros nem tanto, mas eu tento cumprir minha tarefa. Por que vocês do Grêmio não publicam as faltas e atrasos às aulas de todos da diretoria? Assim demonstrariam que não estâo lutando por causa própria… Ou será que o papel do Grêmio é defender a mudança da lei para atender aluno que chega atrasado? Acho ainda que vocês realmente não comparecem à aula, porque não sabem distinguir direitos de deveres, autoridade de autoritarismo, democracia de democratismo, educação como responsabilidade social de educação como interesse individual…Bem cada um com a cabeça que tem… Nas aulas de sociologia tenho aprendido a perguntar que sociedade queremos , como também passei a entender que tenho responsabilidade nessa construção …

Colégio Estadual Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 5:28 hs
Seja bem-vinda ao debate, professora Silmara!

Companheiro Che Sábado, 23 de Agosto de 2008 – 10:59 hs
Não, não, não… Não é a Profª Silmara… é o próprio Augusto Comte psicografado: “el orden y el progreso, compañeros”. Hasta la victoria siempre!