terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Educação por blocos no CEP: mais uma contribuição "pedagógica" da Madselva

Quando os colégios viram olarias
Maurício Fernando Bozatski

Toda vez que volto a Prudentópolis lembro como uma parte importante das cidades é feita. A minha cidade natal deve ser uma das que tem mais olarias (cerâmicas) em todo o planeta. Nestas olarias são produzidos os tijolos e as telhas tão vitais para o progresso das cidades. A arte de fabricar tijolos é bastante simples, é necessário argila de boa qualidade, lenha para o forno e mão-de-obra que trabalhará muito junto ao calor escaldante dos fornos, recebendo pouco para isso, para que se produzam estas maravilhas da civilização. Segundo a Bíblia e alguns mitos babilônicos o próprio homem foi feito com barro, e isto é simples de explicar visto a importância que o barro possui até hoje para países como o Irã e o Iraque.

Roger Waters da banda Pink Floyd foi um dos primeiros a relacionar alunos a tijolos e escolas a olarias em sua música Another Brick in the Wall. Enquanto professor, apesar de gostar da banda inglesa, sou um pouco mais otimista em relação à educação, pois vejo que os professores podem criar, inovar, desenvolver novas metodologias, há muita liberdade para isso mesmo na rede pública. Desde 2005, tempo em que leciono no quadro próprio do magistério do estado, nunca uma coordenadora pedagógica entrou na minha sala para ver como são minhas aulas e também nunca se confrontou meu plano de ensino com o que efetivamente leciono em sala. Assim, posso criar projetos, trabalhar com filmes – já fui premiado em âmbito nacional por isso –, convidar colegas das outras áreas para lecionarmos juntos interdisciplinarmente numa mesma turma. Por esta razão sempre acreditei que os professores produzem tijolos e não alunos pensantes apenas se tiverem afinidade para serem oleiros e não educadores.

Todavia, minha fé está levando um duro golpe. A maioria dos colégios está adotando o formato de educação por blocos. Para quem não sabe como isto funciona, mostrarei sucintamente e também formularei algumas perguntas que parecem não ter sido feitas por ninguém.

As disciplinas tradicionalmente ensinadas ao longo do Ensino Médio, acrescidas de Sociologia e Filosofia foram divididas em dois blocos. Os alunos irão estudar em um bloco a cada semestre; se reprovarem repetirão o semestre e o mesmo bloco, e assim não perdem um ano no caso de reprovação, mas apenas seis meses, o que desonera o estado. A primeira pergunta é: quem dividiu as disciplinas e determinou a relação entre as que estão em determinado bloco? Isto não vai à contramão de tudo o que vem sendo defendido como a transdisplinaridade e o pensamento complexo? Segundo, a Educação Física, apesar de ter o seu conteúdo científico a ser repassado e de os colégios quase não terem condições adequadas à sua prática, deve ser oferecida ao longo de todo o ano letivo. Os adolescentes deixarão de se alimentar e metabolizar ao longo de um semestre ao ponto de não precisar praticar esportes? Será que não se sabe que a única pratica esportiva de alguns é o momento da aula de Educação Física?
Terceiro, apesar de muitos não perceberem, a carga horária de várias disciplinas foi reduzida. Língua Portuguesa, por exemplo, que era oferecida em quatro aulas semanais, ao longo de quatro bimestres teria 160 H/A, e agora, nos blocos, é ofertada em seis aulas semanais, totalizando apenas 120 H/A. Se os alunos já tinham dificuldade em aprender a escrever e interpretar textos a contento com 160 horas de aulas no ano, será que se tornarão melhores com 120 horas no ano? E Filosofia e Sociologia que tinham garantidas 80 horas-aula no ano, com duas aulas semanais por bimestre, agora terão apenas 60 horas-aula com três aulas na semana ao longo de um semestre.

Enfim, o que parece é que o governo quis implantar duas novas disciplinas no Ensino Médio, e como não tem estrutura para oferecer um ensino integral, e só pode oferecer 25 aulas semanais, então reduziu a carga horária de outras disciplinas discretamente. E fez isso com a implantação dos blocos sem que, num primeiro momento, a maioria dos professores que lecionam as mesmas percebesse isso, sobretudo, por que o próximo ano é ano de eleição.

Blocos é a forma como são feitos tijolos e tijolos é o que se usa para fazer os blocos acéfalos que são formados anualmente nas salas de aula e agora ainda mais com este formato novo. Parece que Roger Waters estava certo, pois se for assim, “We don't need no education”.


Fonte: Jornal da Manhã news

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Frutos da "era" Madselva

Vida e Cidadania Sexta-feira, 27/11/2009 Gazeta do povo on line
Curitiba
Comemoração de alunos termina em tumulto no Colégio Estadual do Paraná
Confusão começou depois que grupo pulou na piscina da instituição, e Polícia Militar teve de ser chamada para controlar a situação. Estudantes dizem que houve agressão por parte de um professor

Uma comemoração de alunos do Colégio Estadual do Paraná (CEP), em Curitiba, gerou confusão que terminou apenas com a chegada da Polícia Militar (PM) na manhã desta sexta-feira (27). O tumulto ocorreu depois que alunos do terceiro ano do ensino médio pularam na piscina da instituição para festejar a aprovação, e funcionários do colégio pediram que o grupo saísse do local.

De acordo com alunos ouvidos pela Gazeta do Povo, com a divulgação das notas finais da turma nesta manhã, cerca de 20 estudantes decidiram pular na piscina no horário do intervalo. Após uma discussão com funcionários da escola, no entanto, um aluno teria sido agredido fisicamente por um professor que tentava imobilizá-lo. A Sala de Imprensa da Polícia Militar (PM), foi informada às 10h14 do tumulto, com a informação de que a diretora estava sendo ameaçada pelos estudantes. Uma equipe da Patrulha Escolar Comunitária foi deslocada para o colégio.

Cerca de 1,2 mil alunos estudam no turno matutino e estavam no intervalo no momento do incidente, o que gerou ainda mais tumulto. A confusão terminou perto das 11 horas, com a chegada da polícia. Os estudantes chegaram a dizer à reportagem que um dos alunos que se envolveu na confusão foi levado pelos policiais, mas a informação não foi confirmada pela PM. Segundo a diretoria do colégio, o adolescente foi encaminhado à sala da diretora, Maria Madselva Ferreira Feiges, de onde foi embora para casa com os pais.

Maria Madselva condena a atitude dos alunos. Segundo ela, o tumulto foi gerado a partir de transgressões dos próprios estudantes. “Eles infringiram pelo menos três artigos do regimento do colégio, que são acessar equipamentos sem o acompanhamento do professor responsável; acessar a piscina sem o uso de trajes adequados; e desrespeitar funcionários”, explica.

Segundo ela, funcionários da escola solicitaram aos alunos que saíssem da piscina para preservar a segurança dos próprios adolescentes. “A piscina tem 3,6 milhões de litros d’água, e dois metros de profundidade na parte mais rasa. Um aluno poderia se afogar e até morrer, e a responsabilidade é do colégio”, diz.

Sobre as acusações de agressão por parte de professores, a diretora diz que não pode confirmar nem desmentir. “Ouvi informações sobre funcionários e alunos feridos. Peço aos pais de estudantes que tenham se machucado que procurem a polícia e façam boletim de ocorrência. Caso tenha havido excessos, vamos responder, mas quem vai apurar é o setor competente”.

Alunos disseram à reportagem que a comemoração é feita todos os anos, mas que somente desta vez teria havido repressão por parte do colégio. Maria Madselva contesta. “Isso não aconteceu no ano passado, não aconteceu em 2007... E, de qualquer forma, não é porque tivemos escravidão no passado que devemos continuar tendo”, comparou. Segundo a diretora, os alunos foram fotografados e filmados durante a confusão, e estão sujeitos a medidas que podem chegar ao afastamento do colégio.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um grito contra a ditadura no Colégio Estadual do Paraná

(Blog do Fabio Campana)



Gabriel Carriconde, aluno do 2ºP – Tarde do Colégio Estadual do Paraná, escreveu um texto sobre a situação do Colégio que merece ser lido por todos. Ataca o sistema autoritário instalado na instituição e suas decorrências, que não são poucas e que transformam um colégio que foi de referência num péssimo exemplo de experiência humana e pedagógica.

“Como uma cobra que devora o próprio rabo
Estás em busca do teu fim
Eu digo tudo isso por mim
Pressinto um futuro em que não haverá
Nem sombra de lembranças do teu nome”

Marcelo Baia

A Escola tem perdido seus valores, os estudantes não respeitam mais a história do CEP, porque alem de não a conhecerem não se indentificam em um Colégio que cada a dia tem piorado sua qualidade. O estudante não se orgulha mais de vestir uma camisa de mais de 160 anos de história.

Eu como aluno do 2 ano turma P, e militante do movimento estudantil no CEP simplesmente me envergonho da Direção-Geral do meu colégio, mas nunca vou me envergonhar da camisa que eu visto todos os dias.

Eu amo meu Colégio, me orgulho pela sua história, e não vou baixar minha cabeça pros ditames que tenho visto. Não vai ser um Governo Irresponsável e muito menos uma direção autoritária que vai fazer eu parar de lutar e me orgulhar do meu Colégio.

Como estudante faço um apelo para toda sociedade paranaense, olhem para o Colégio Estadual do Paraná! O CEP é um patrimônio da sociedade paranaense que o Governo Requião está destruindo de mãos dadas com as políticas Neoliberais do MEC.


O Colégio Estadual não pode mais continuar na lastimável situação que está, ontem mesmo tive a informação que a Direção-Geral proibiu os estudantes de dar entrevistas para jornalistas, e está proibidos de partiipar de qualquer marcha ou passeata sem a autorização da direção.

Um Colégio que lutou contra a Ditadura Militar durante 20 anos não pode aceitar esse tipo de coisa!
O CEP que em 2005 foi o 3 melhor colégio do Brasil segundo o ENEM, hoje é 28º colégio do Paraná segundo dados do ultimo ENEM. Tudo isso graças a uma politica pedagógica irresponsável da Secretária de Educação em conluio com seus ”feitores” da Direção.

Hoje o CEP está preparando seus estudantes para futuramente serem futuras mãos de obras baratas no mercado de trabalho. As pedagogas ao invés de cumprir um papel libertador e de conscientização, fazem um papel nojento de controle ideologico.

Não há disscusão na Comunidade Escolar de como resolver esses problemas porque simplismente a Direção censura quem passar a defender um programa direferente do dela. A Comunidade Escolar hoje está amordaçada e temerosa.

A informações também que para o próximo ano letivo será instalada câmeras ate nos próprios banheiros, os próprios estão proibidos de ir ao banheiro, hoje o estado de excessão é lei no Estadual.

Não quero mais entrar em sala de aula e ter que ver professores desanimados com seu trabalho, de ver meus amigos desmotivados e descontentes! Cansei desses chupins do Estado colocar a culpa nos professores e alunos! Cansei de me falarem para parar de criticar a Escola se não vou ter que procurar outro Colégio! CEP: Ame-o ou Deixe-o.

Cansei de ter meu telefone grampeado para saber o que ando falando ou dizendo que possa ser prejudicial para a Direção! Cansei de ver meus pais coagidos por uma direção fascista!

Chega! Isso é um grito desesperado de um estudante que ama seu Colégio! Que não aguenta ver sua bandeira jogada na lama por essa corja de irresponsáveis!

Não temo represálias por causa desse texto, não tenho medo que meus pais sejam chamados para assinarem atas se compromentando a botar uma mordaça na minha boca!

Como diz uma música da Nara Leão: ”Pode me prender, pode me bater, pode ate deixar-me sem comer, porque não mudo de opinião”.

Vou lutar até o ultimo suspiro pra ver esse colégio ser aquilo que sempre deveria ser, O Melhor Colégio Público do País, porque acredito na escola pública, e acredito no potencial que meu Colégio tem. Quem quiser lutar junto seja bem-vindo!
Democracia no CEP Já!
Abaixo a Ditadura!
 
Gabriel Carriconde
Aluno do 2ºP – Tarde do Colégio Estadual do Paraná

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 12:44 hs. Deixe um comentário.


Comentários

Tania Izidoro Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 13:28 hs
Os versos citados são de Mauricio Baia…

Maiko Vieira Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 13:42 hs
Parabenizo o estudante Gabriel Carriconde, a ditadura acabou ha mais de 20 anos no Brasil, mas ela por determinação do Governador Roberto Requião persiste no maior Colégio Público de nosso estado.
É uma vergona a situação que se encontra o CEP e pior a maneira que vem sendo tratado seus alunos, este colégio deveria ser referência na Educação no Estado, e o que se vê e lê é o contrário, a imposição ideológica através do regime autoritário e excludente, que faz do Colégio uma prisão em vez de um lugar para o aprendizado.
Apoio a luta dos estudantes do CEP, Democracia sempre…
Maiko Vieira
aluno do CEP 1995-1998 (Presidente do GECEP 97/98)


Camila Cavalheiro Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 14:42 hs
O que acontece hoje no Estadual é mesmo absurdo. Nós estudantes somos proibidos de tudo, inclusive de pensar. Temos uma direção que é extremamente autpritária, que diz que qualquer ato contra a direção é um ato de indisciplina. Ainda estamos nos tempos da Ditadura Militar?
Esperamos que toda a sociedade tome conhecimento do que acontece lá dentro hoje.
ABAIXO A DITADURA NO CEP!

Orquídea Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 15:14 hs
Neste momento os sebhores Roberto e Maurício Requião devem ficar orgulhosos de receberem estas críticas de um menino do ensino médio. Afinal eles contribuíram e contribuem significativamente para que aquela incompetente continue na administração de um colégio tão grande. Um colégio que não precisa de mãos de ferro e sim de um bom cérebro para administrá-lo.

FORA MADSELVA
!

Virgínia Soares Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 15:20 hs
Muito bom Gabriel, como uma escola que tm uma linha pedagógica que fecha todos os canais de comunicação com toda a comunidfade escolar, que não ouve os principais interessados que são alunos e professores, que desrespeita o professor, que acaba com coordenações de área e aí o professor faz como quer e como entende em sala, e quando aparecem os problemas joga-se a culpa nos professores. Quando transforma pedagogos em burocratas como se papéis fizessem por si só acontecer a educação em sala, isto tudo tem um nome – “Falta de experiência” ñunca estiveram em sala d eensino fundamental e nem médio, com raríssimas excessôes, mas a muito tempo passado. O aluno a cada ano chega diferente, em comportamentos, valores, referenciais. Todo professor deve ser pedagogo, deve estudar eternamente como se aprende e como se ensina, potanto quem sabe conduzir um projeto pedagógico de uma escola é sim quem tem experi~encia, senão é falar no vazio, sem consistência. Percorram as escolas boas? Quem coordena? São teóricos? Pessoas sem experiência PRÁTICA, claro que não, são profissionais que falam coisas que conhecem de perto e que tem coerencia e consistência e pra finalizar a Educação precisa estar nas mãos de pessoas que entendam e pratiquem no dia a dia o diálogo, tenha auto crítica e principal tenha uma relção boa e afetiva comos alunos e a comunidade escolar, pessoas com carisma que seja guiada pelos melhores sentimentos que uma pessoa possa ter, que consiga cativar e congregar alunos e professores num verdadeiro ato de amor à vida. ao próximo e à sociedade, só assim poderemos falar em transformações da sociedade quer no campo político, social, cultural e enfim de humanidade. Aqui está tb meu desbafo como educadora.


HARE BABA!!!Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 15:54 hs
Quando é que esta nação irá acordar???? quando olhamos para a area da educação, constatamos estes fatos, quando estamos enfrentando uma crise na area da saúde Deus que nos proteja!!!, segurança pública da pra escrever uma enciclopédia recheada de exemplos de incompetência e descaso, pombas!!! e no ano que vem nossa população vai continuar elegendo em toda essa corja, os reconduzindo para os mesmos cargos, e ou para outras funções, o que se passa na mente dos eleitores deste Brasil??!!


virginia Soares Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:08 hs
Quero complementar o que a orquidea falou. menino do ensino médio tem muito a dizer sim, se tivessemos uma escola democrática, onde se respeitassse o aluno como um cidadão em construção ou seja um sujeito da pro´pria história, não é isso que fala a pedagogia histórico Crítica da SEED PR? sses meninos e meninas tem muito a dizer sim, de suas expectativas, de suas angustias, da escola e da sociedade de seus sonhos, se os ouvísssemos realmente, se estivésssemos dispostos a descer do pedestal das nossas teorias que muitas vezes não passam de conjecturas, como diz Popper, teríamos muito a aprender, a somar e construirmos juntos um projeto mais harmonioso, mesmo nas divergencias de opiniões, de escola que realmente saísse do discurso d democracia e vivessemos a prática dela em tods as intâncias de poderes dentro de uma escola.


Bruno LopesQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:08 hs
Motivo 2

Conservar o CEP sobre a adminitração de qualquer que seja o governo é estrategicamente importante – pois analise você; um governante sendo cobrado pelos estudantes que estão constantemente concentrados a porta do palácio iguaçu, não me parece uma idéia muito boa pois, gera descredibilidade frente à população, gera margem para grupos opositores e cria problemas e muito trabalhob – o que não muito conveniente aos governantes.

Bruno Lopes Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:18 hs
Contudo…

Ter uma escola livre da opressão dos interventores é de funtamental importncia, de modo que cabe ao governo atual tomar a iniciativa para dar solução a esse problema que a décadas se arrasta no CEP, já que o governador Requião é declaradamente de esquerda… que seu governo é progressita e tem compromisso com o movimento estudantil, com os movimentos sociais e com a educação brasileira.

Ricardo Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:28 hs
Uma pena a maioria dos alunos não perceberem a real situação.
Requião manda em Madselva, Madselva obedece para se manter no cargo e ganhar seu salario mensal, ela não é boba.
As ordens de Requião dadas a essa senhora, mostra claramente os fins políticos dessa trupe.
Mas fazer oque, os caras-pintadas de antes, hoje estão calados, diante de um governo que impõe goela abaixo suas diretrizes.
Calados até quando?

Aluna do CEPQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:30 hs
Jaiminho O Carteiro

Querido acho que você está falando sem pensar quando se dirigi a nós alunos do CEP como filinhos de papai…
Você está generalizando uma posição que não é verdade
pois neste colégio existem alunos de todos os cantos de curitiba
e nós não estamos querendo ser tratados como “príncipes” e sim como alunos que como tem seu deveres tem seus direitos também..
e a sociedade não pode generalizar também o que ocorreu com os adolescentes do colégio, pois tem muitos alunos que estão lá para estudar e ser alguém na vida, não para ser apenas mais um na multidão (como também disseram neste blog)…..

Portando quando você “Jaiminho O Carteiro” se referir a nós alunos, não generalize o que você irá dizer….

que como tem em todos os lugares, os que estão apenas para fazer volume., tem também os que estão para fazer a diferença…..

Muito obrigada pelo espaço, e agradeço também pela adiantado pela sua compreensão….
Até mais!!!

Paulo FortunatoQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:38 hs
A Madselva alem de errar…volta a cometer os mesmos erros!


pedro silva Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 16:46 hs
Cleverson!
EU posso falar de carteirinha porque dei aula nesse colégio, e conheço alguns desses alunos. A direção é uma ditadura em pessoa, e a culpa, se não for somente dela, é de pelo menos 80%. É na verdade um colégio público, mas conduzido com mãos de ferro, e deu no que deu, e isso é apenas a ponta de um grande problema.
As autoridades educacionais tem que apurar os fatos e revelar para a imprensa, e não colocar tudo como sigilo, porque é isso que a direção e o governo quer realmente.

Thianny Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 18:29 hs
Para Mãe
Sem ditadura os alunos aprenderiam a pensar, aagir com responsabilidade e consciencia como sempre foi no CEP até a chegada desta senhora que sucateou o conteúdo dentro da escola. Ela incentivou o denuncismo , a aprovação desenfreada e veja onde as coisas foram parar. Se as autoridades querem recuperar o CEP devolvam a Madselva para a FEderal e coloquem alguém com experi~encia em escola e não somente teoria.


Bruno Gustavo Domacoski Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 18:43 hs
Caros leitores do blog, aos que criticam e aos que apoiam alunos ou diretora… eu só faço uma pergunta…

Me lembro que em 2007, a senhora Madselva botou a culpa de toda a paralisação dos estudantes em uma professora, tendo como justificativa que ela queria assumir seu lugar… a mesma foi afastada e hoje mora nos EUA, sendo muito feliz com seus filhos. E eu pergunto o que mudou neste colégio? Será que a culpa era realmente desta professora? Será que é simples despertar o sentimento de revolução em quase 3 mil alunos de uma hora para outra… ou será que algo está errado no Colégio Estadual do Paraná.

Quando me lembro dos dois anos que lá passei, lagrimas brotam de meus olhos… porém lagrimas maiores escorrem quando vejo o que lá acontece, com alunos, professores e funcionários…

A senhora Madselva que me lembro muito bem, tentou me subornar em algumas ocasiões para que botasse a culpa em professores… é a mesma que lá está. E é a mesma que fez com que milhares de estudantes tenham um único sentimento naquele colégio: Amor

Amor por ver uma história ser destruida, por uma incompetente, que só sabe querer mamar nas tetas do nosso senhor Requião… por uma retardada e desculpe o termo mas é o que ela é, que quer se manter no cargo por EGO.

MÃE DA SELVA… não se preocupe… a história dessa instituição… jamais será esquecida!!! porém a sua sim, será e muito facilmente!!!

Bruno Gustavo DomacoskiQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 18:46 hs
Ex – Aluno

do Colégio Estadual do Paraná!!!

BISTEKA Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 18:51 hs
Pois é….
REIQUIÃO, deve ter tido um trauma de infância terrível!
Segundo se fala por aí, seu pai fez de tudo para formar o irmão EDUARDO VOVÓ NANÁ em psquiatria, pois já vislumbrava o que aconteceria com o Robertinho… Vóvó crescer se formou, porém não deu conta do recado… Restou somente GARDENAL para tratar o rebendo….
Robertinho Reiquião de Mello e silva, cresceu, e seus problemas psiquicos foram se agravando…
Queria o Paraná para sí e o teve e ainda o tem… Faz dele o que quer!
Queria o Colégio Estadual para sí, e agora o tem e dele faz o que bem entende…
Queria o Porto de Paranaguá e o tem…
Como uma criança mimada, quebra todo o brinquedo…
Como poderíamos chamar esta anormalidade, PSICOPATIA???

pedro silva Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 19:42 hs
Mãe!
Concordo com a Thuanny, não é com autoritarismo como esta acotecendo no Estadual que a coisas se resolvem. Com ditadura Mãe, acontece o que aconteceu alunos revoltados com a direção e fazendo sexo no banheiro. É preciso primeiro devolveru essa senhora para a federal, e depois com muita calma dialogar com os alunos. Também é necessário punir exemplamente esses alunos, com a expulsão do colégio: ser duro sim, mas com ternura. A diálogo, mas a limites. Esta senhora somente esta no cargo ditatorialmente, sem ninguém votar nela, e deu no que deu, alunos fazendo sexo no bainheiro, precisamos mudar essa situação urgentemente, devolvam a diretora para a federal.

Elias Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 20:51 hs
Sou professor do Colégio Estadual do Paraná.
O Gabriel é meu aluno, e me sinto orgulhoso de um rapaz que tem apenas 16 anos e que tem a capacidade de argumentação e a coragem de defender as suas idéias publicamente, de maneira clara e correta.
Como as pessoas que discordaram dele, o fizeram atacando a sua pessoa, sem se dar ao trabalho de questionar as suas idéias, demonstrando com argumentos que ele está equivocado, não é necessário sair em sua defesa.
Até a semana passada, também, era professor da aluna e de um dos alunos que, infelizmente, fizeram aquela barbaridade, que manchou o Colégio Estadual do Paraná, e também fui colega de faculdade do pai do aluno da 7ª série envolvido neste caso.
Portanto, me sinto credenciado para emitir a minha opinião, baseada na experiência diária de trabalhar no CEP.
Sobre o fato que deu origem a toda esta situação, estou chocado ainda com o acontecido, assim como toda a comunidade do colégio e, acredito, que todas as pessoas que dele tomaram conhecimento.
Embora possa tentar opinar sobre vários comentários emitidos sobre aquele lamentável acontecimento, prefiro me ater mais ao que o meu aluno expressou.
É claro que o gesto dos adolescentes deve ser exemplarmente punido, embora no ECA (não seria por acaso EPA – Estatuto da Permissividade para o Adolescente)? não exista a idéia de punição.
Como professor da rede pública de ensino desde 1991, posso defender a tese de que se a Escola Pública tem vários problemas, boa parte deles se originam nas Universidades ou Faculdades onde os professores são formados, haja vista que nenhuma delas tem, a meu ver, uma grade curricular mínima que possa formar minimamente um bom professor, ficando a cargo da experiência docente a verdadeira escola para aprender a ser professor, e não existe a preocupação de acompanhar o trabalho deste profissional de maneira adequada após a sua formatura e entrada no mercado de trabalho.
O segundo elemento deste triste equação é a maneira como estão organizadas as secretarias de educação e o próprio MEC, cujo objetivo principal parece não ser atender as necessidades elementares das escolas, o que seria possível se eles não fossem instrumentos políticos partidários, e que tivessem o mínimo de organização e planejamento para o bom funcionamento das escolas, que apesar disso tudo ainda funcionam, algumas melhores que outras, mas todas sujeitas ao arbitrío,aos “projetos”, e as vontades dos “donos do poder”, sem levar em conta a realidade de cada unidade educacional e as suas condições de funcionamento.
Depois deste breve preâmbulo, vamos ao Colégio Estadual do Paraná:
É, infelizmente triste a queda na qualidade das condições de trabalho que enfrentamos, professores e funcionários, o que afeta a aprendizagem dos nossos alunos.
Como exemplos posso relacionar a troca constante dos horários, até agora foram 15 ou 16 vezes, nos turnos manhã e tarde; quando está quente, as salas de aula ficam abafadas e o ambiente não é o melhor para se trabalhar, e nem ao menos podemos levar ventiladores para lá, pois fui repreendido por escrito quando fiz isto, além da tradicional bronca da nossa Diretora, que sob ameaças, queria me escoltar até o meu carro para guardar o dito ventilador; é comum pessoas serem repreendidas em público, sofrendo humilhações, por alguma coisa que tenham feito de errado ou não, ficando o autor da mesma livre para decidir quando e onde ela deve ocorrer; as duas pedagogas do ensino fundamental agora fazem o papel de inspetoras de corredor de luxo, ao invés de fazer o seu trabalho, para o qual passaram pelo menos 4 anos na faculdade; as mudanças são decididas pela cúpula, embora sempre tentem mascaram esta prática, sob uma patética máscara de democracia, bastante parecida com aquela do ditador ugandense Idi Amin Dada ou aquela do Gal Ernesto Geisel, o da democracia possível; somos presionados nos conselhos de classe finais, a aprovar o máximo de alunos, mesmo que eles não tenham condições de serem promovidos por mérito, e o que é pior, com frases como “se você não passar ele, o pai, que é advogado, vai te processar” ou esta outra “o pai dele é médico”; O NRE Curitiba criou uma lista com 16 ítens que as escolas tem que preencher para cada aluno reprovado e que entrou com o infame “processo” para tentar passar na base do “Tapetão” (vários professores e funcionários conhecem o texto produzido coletivamente sobre esta expressão originária do futebol), o que infelizmente tem levado muitos professores a antecipar este absurdo, passando muita gente que não devia.
Uma última coisinha: uma pessoa pode ser advogada do NRE Curitiba pela manhã e a tarde trabalhar em um escritório de advocacia, especializado em atender escolas particulares?


Thianny Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 23:05 hs
Como mãe e pedagoga ( não sou do CEP) parabenizo o aluno Gabriel e lamento o nivel de alguns comentários de adultos como Ladislau e outros que mostram total desrespeito a este espaço e a oportunidade de estar aqui debatendo,é justamente porque a ditadura acabou que os senhores podem falar aqui sem serem prresos e torturados. é Claro que quando a comunidade escolar do CEP fala em ditadura é a ausência de dialogo,o fim dos projetos, a biblioteca fechada, aluno proibido de emprestar livros em horário de aula. Professor que precisa deixar a sala sozinha e ir pessoalmente buscar um controle remoto e fazer uma fichinha gastando o precioso tempo do conteúdo. São estas e outras normas absurdas que gerarm tudo isso na escola.
Parabéns professor Elias, pela sua coragem. A comunidade educacional sabe que professores excelentes foram afastados do CEP e processados. Volte aqui e nos conte se o senhor não receber processo nos próximos dias. Em 161 anos( se não me engano) anos o CEP formou inúmeros lideres porque existia respeito pelo ser humano e não simplesmente imperava a vontade de uma pessoa. Troquem a direção e verão CEP se reerguer das cinzas !!! Continuem com a MAdselva e enterrem esta história, mas como disse o Bruno ( ex aluno) me parece . O CEP não será esquecido a Madselva sim, e com certeza com o fim do governador Requião ela sai!! Desejo muita força aos educadores do CEP e aos excelentes alunos desta instituição apesar de sua direção. Não deixem que três crianças inconsequentes os destruam…


Rubens Tavares Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 1:02 hs
realmente Focuault tinah razão em afirmar “corpos docéis” para uma sociedade de corpos disciplinados e regidos por normas disciplinadoras. o fato é que a saida para o CEP são eleições diretas como bem demonstrou o resultado do Plebiscito, que se a “condottiere” do CEP realmente tivesse um pensamento democrático teria pedido a sua saida, acatando o referendo popular. as eleições garantem uma consulta popular, evidentemente não são a solução , mas qualquer comunidade pública ou particular que representa uma comunidade de cidadãos deve ser necessáriamente eleita, ou passar pelo crivo da escolha. tem culpa nessa situação desde o antigo secretário de Educação, quando das manifestações da “primavera do CEP” preferiu aliar-se aos argumentos de que “baderneiros” estavam por trás das manifestações, até a carta recebida pelos pais da promotoria que diga-se de passagem mal escrita, usando o velho discurso surrado do plano Cohen. parabéns ao estudante que iniciou essa discussão, exerce seu papel que é de fazer uso de seu conhecimento em defesa de uma critica não tornado-se um “idiotes” e sim um cidadão. lembrando dos estudantes de 68 um pensamento que para é um pensamento que apodreçe, e diga-se de passagem que o carcomido “stalinismo” despertou nas ações da direção e de seus demagogos de plantão asseclas que tem a função apenas de agradar perdendo o principal dever de todo intelectual que é exatamente exercer o pensamento critíco.


REVOLTA Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 10:11 hs
Ficaria feliz se a ditadura fosse somente no Colégio Estadual do Paraná, mas não é. A Famosa eleição de diretores foi somente fachada basta observar o direcionamento que a SEED está dando para o que chama de democracia. Inventou um novo conceito de democracia. Basta ver no Estado do Paraná as escolas que a SEED afastou os diretores eleitos. Não foi somente no CEP que cometeu aberrações jurídicas contra profissionais da educação, mas no Paraná inteiro. Acredito que a SEED o desconhece a Constituição Federal ou ignora qualquer direito do servidor e educador. Ignora por conveniência não somente a CF, a Lei 6174/70, 103 a 106, ou melhor parece que não conhecem Lei e direitos, ou isso é democracia? Não, é aberração jurídica. Quando esta barbarie ira acabar? quando mudar a Secretária ou o Governo?



Gabriel CarricondeSexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 10:43 hs
A intenção é discutir a situação calamitosa que o CEP está, e não fazer julgamentos morais sobre os ultimos acontecimentos envolvendo os 3 estudantes.

O que houve foi apenas a ponta de um enorme Iceberg…

Chirlei Trelha Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 11:22 hs
Independente de qualquer coisa, se o aluno tem notas azuis ou vermelhas, se é rico ou pobre, se é maduro ou não, o que me deixa feliz é ver que não só ele como muitos alunos, não estão calados e acomodados, seria muito fácil passar pelo CEP tirar notas azuis, ir pra uma faculdade e ser um cidadão acomodado como todos os outro… NÃO! eles estão mostrando que querem e lutam por um CEP melhor e conseqüentemente para uma sociedade livre de “jargões”, serão esses cidadões que farão a diferença no BRASIL… afinal o BRASIL precisa de pessoas “revoltadas”, para fazer a diferença e tentar mudar a história triste que nossa sociedade caminha.
Sou ex estudante do CEP, e tenho muito amor ao Colégio… e lamento estar assim nessa “calamidade”, o que mais lamento é a Malu estar tão longe daqui… professora guerreira, que nos ensinou muito… nos insinuou cidadania e SEMPRE independente da situação RESPEITO AO PRÓXIMO.
No Colégio não aprendemos só o “B a Bá” , aprendemos a ser cidadão… e o que o Gabriel está fazendo é exercendo esse direito!
O Gabriel tem meu apoio!
Afinal que democracia é esta em que não existe direito de voto!
Que democracia é essa aonde não se tem a liberdade de expressão!

LIBERDADE DE EXPRESSÃO! LIVRE ARBÍTRIO! PODER DE IR E VIR!


florisval maier Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 11:31 hs
GOSTARIA DE PERGUNTAR O SEGUINTE ALGUEM RECLAMA DO DIRETOR DO POSITIVO DO SANTA MARIA DO BOM JESUS, POIS É EU NUNCA VI. ACONTECE Q TEM PROFESSOR Q NAO VAI DAR SUA AULA OU MELHOR VENDER POIS SAO PAGOS PRA ISSO, E FICAM FAZENDO COM Q OS ALUNOS DA ESCOLA PUBLICA FIQUEM OCIOSOS CAUSANDO A SENSAÇAO DE BADERNA E É CLARO SEMPRE DE IMPUNIDADE, POIS AI SE UM DIRETOR COBRA PELAS FALTAS E PELA BADERNA ELE É DITADOR ENGRAÇADO ISSO… ACONTECE Q OS ALUNOS NAO ENTENDERAM UMA COISA OU ESTUDAM E COBRAM QUALIDADE DE ENSINO OU VAO SE TORNAR MAO DE OBRA BARATA PRA ESTUDANTE QUE CUMPREM COM A SUA OBRIGAÇAO Q É ESTUDAR… A ESCOLA TEM O DEVER DE PODER IMPRIMIR LIMITES. ANTIGAMENTE SE UM ALUNO FOSSE REPRIMIDO POR DESTRUIR OU RISCAR UMA PAREDE OS PAIS CONCORDAVAM COM A ATITUDE DA ESCOLA, HOJE EM DIA COITADO DO PROFESSOR QUE CHAMA A ATENÇAO DE ALGUM ALUNO É PAI INDO NO NUCLEO NO CONSELHO TUTELAR É DE DAR PREGUIÇA NO PROFESSOR DE CUIDAR DA ESCOLA. LIMITE TODO SER HUMANO PRECISA….

Chirlei Trelha Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 11:50 hs
Fui aluna do professor Rubens Tavares e tenho orgulho de ter sido…
[...]“parabéns ao estudante que iniciou essa discussão, exerce seu papel que é de fazer uso de seu conhecimento em defesa de uma critica não tornado-se um “idiotes” e sim um cidadão.”

Saudades das aulas e das provas do Rubens, em que tinham 2 ou três questões (sobre determinado assunto) e um monte de linhas para o aluno se expressar da forma que desejasse… eram as minhas provas favoritas…
Sabemos da enorme imporatãncia que os professores tem na nossa vida, até hoje trago muito deles em mim… Os professores merecem hoje e sempre o NOSSO MUITO OBRIGADA!


Gabriel Carriconde Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 11:50 hs
Pesadelo

MPB4
Composição: Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro

Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta

E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto

De repente olha eu de novo

Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã

Olha aí…
Olha aí…
Olha aí…

Professor Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 13:57 hs
Perdoo o Florisval Maier, ele não conhece a situação e portanto não sabe o que diz.


orquidea Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 14:21 hs
Ao florisval maier:

Eu gostaria de perguntar se o senhor trabalha no Colégio em questão. Se não trabalha como pode afirmar que a direção está cobrando qualidade? A direção pode estar cobrando o que lhe convém, que não necessariamente é qualidade, ou o senhor parte do princípio que todos que estão no poder são pessoas competentes?

Se o senhor trabalha no colégio em questão…então já sei o motivo da defesa!!!!!

A qualidade de qualquer gestão não está na falta de regras ou no excesso delas e sim na maneira como são conduzidas, por exemplo temos nossa constituição que garante saúde a todos, mas sabemos que não é assim que a “banda toca”.


Thiago Brobio Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 – 16:17 hs
Se os adultos fazem comentários com esse tipo de palavas, o que querem exigir dos alunos? Acho que as pessoas deveriam ter um mínimo de embasamento para poder opinar sobre a atual situação do CEP, pois o que a imprensa divulga não é nem um terço do que realmente acontece.
Entrei no CEP em 2007 e tinha orgulho de usar aquele uniforme azul, hj tenho vergonha. É realmente lamentável ver que em colégio que em 2005 foi a 3ª maior nota brasileira no ENEM, em 2007 foi a 2ª nas Olimpíadas Brasileras de Matemática e hoje é 28º do Paraná. Acho que a culpa pode até ser dos alunos (em parte), mas não foram os alunos que retiraram o teste seletivo, adotaram a filosofia de “escolas não são para formar futuros universitários e sim, números e mão-de-obra barata” e também não são os alunos que exigem que os professores não os reprovem porque é preciso que o Paraná tenha um alto índice de aprovação para ser conhecido nacionalmente como o estado que menos tem alunos repetentes. E ainda dizem que os alunos são os culpados pela atual situação do CEP.


Liege Scremin Sábado, 24 de Outubro de 2009 – 16:34 hs
‘ Somos o futuro da nação, geração coca cola. ‘ Já dizia o grande Renato Russo, tirando a parte do ‘coca cola’, eu acredito sim que possamos transformar o futuro, mas para isso precisamos de coragem, e principalmente de exemplos, também sou aluna do Colégio Estadual do Paraná, e como disse o Thiago, quando entrei em 2007 me orgulhava de falar ‘ Eu passei no CEP’, era o Colégio dos sonhos de qualquer adolescente, porém hoje, creio que virou o pesadelo. É incrível que pessoas que não estão lá dentro para saber o que acontece, saiam falando por ai; e o que realmente me preocupa, é que esses ‘grandes’ adultos, tenham essa absurda atitude INFANTIL, de dizer que os adolescentes de hoje só querem saber de orkut. O pior de tudo é generalizar essa situação, por ser uma adolescente me sinto ofendida, porque orkut realmente não me leva a nada, o que eu faço no meu dia a dia, é ter 12 aulas, das 7 da manhã às 7 da noite, estudo sim, e estudo pra me tornar uma boa profissional, e consequentemente uma adulta responsável, e integra, sabendo o que fala. Pra muitas pessoas, alunos do estadual são arruaceiros, porém são somente arruaceiros, os alunos que querem mudança dentro daquele Colégio, é por isso que lutamos, pra que possamos melhorar a qualidade de ensino (que atualmente é péssima), e deixar de ter apenas ‘numéros’ nesse país.


Funcionário Sábado, 24 de Outubro de 2009 – 19:52 hs
Para Alexandre:

Nós tentamos fazer isso em 2007, mas vc já tentou afastar diretora de colégio protegida pelo governador e secretário de educação do estado?
Pois é fomos todos chamados de baderneiros, perseguidos e a incompetencia e o assedio moral continuam até hoje, pelo menos enquanto durar o governo Requião! É a política prejudicando a educação! Por causa de uma pessoa ele perderá muitos votos futuros!
Pedropolemico Domingo, 25 de Outubro de 2009 – 18:21 hs
Thiago Brobio!
Realmente isso acontece em todo lugar, e principalmente também no Instituto de educação que dei aula muitos anos. Agora vou te dizer uma coisa, de um professor que dá aula a 23 anos na rede pública do Parana, as coisas pioraram muito no Estadual, e nos demais colégio que dei aula quando a diretora é como essa no Estadual, ditadora, e protegida no governo do estado do Parana.
Mas, a realidade dos outros colégio não destoa muito do Estadual, é só ver o número de meninas grávidas que estão na rede pública. Agora, pergunte onde elas engravidaram, na casa delas é que não foi, perto do pai e da mão, ai sobra os banheiros e os lugares abandonados nos velhos colégio do Parana. A escola tem que mudar e tirar essas pessoas como pensam esta senhora didatora do colégio do Parana. A velha velha guarda tem que sair para dar lugar ao novo. Abaixo a ditadura, diretas Já!

Gabriel Carriconde Domingo, 25 de Outubro de 2009 – 20:49 hs
Lendo alguns tópicos sobre a carta, fiquei extramanente chateado com algumas abordagens apresentadas.

1. Julgar o aluno por sua capacidade de tirar 10,0 ou 7,0, e não sua capacidade intelectual e crítica. Voces querem preparar uma geração de tecnocratas q pensa em suas médias? Ou realmente cidadãos que sejam protagonistas de uma nova sociedade?

2. A falta de críticas realmente embasadas: com toda franqueza, enquanto voces adultos ficarem em cima de seus pedestais e na acrópole, e não descer de seus egos e escutar o que a juventude tem a dizer, a situação tende ficar mais calamintante, pois quanto mais repressão e intolerância, mais rebeldia.

3. Alguem falou ai que o Requião é de esquerda, olha com essa ”esquerda” que temos é melhor o PSDB e o DEM se aposentar. Acredito em uma esquerda que tem como estratégia a Revolução e não se abraçar com a burguêsia para se manter dentro da superestrutura.

4. Não acredito em uma escola a cuspe e giz, com um Diretor que mais se parece com o Diretor de FEBEM. A juventude precisa de uma educação libertadora, que realmente forma um cidadão e um futuro trabalhador com consciencia crítica e mão-de-obra qualificada.

5. Atualmente o CEP vive uma Ditadura sim! E não só em sua estrutura organizacional, mas como na própria articulação pedagógica, os professores hoje não conseguem oferecer uma boa aula pois hj estão de mãos atadas em um sistema burocrático que cada vez mais vai mostrando suas ruinas.

6. Enquanto aos ataques pessoais sem fundamento como ”vai estudar” ”politiquinho” ”desinformado”, eu quero que voces assumam publicamente porque apoiam a direção madselva e deem argumentos. Não vivam a sombra dos outros, mostrem a antitese.


Pedropolemico Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009 – 8:41 hs
Vamos juventude deem suas opiniões, coloquem a boca no trombone, este site é o lugar certo.
Estou esperando.

Thiago Brobio Terça-feira, 27 de Outubro de 2009 – 16:26 hs
Como disse o Pedropolemico e o Gabriel, é realmente isso. TODOS os professores e alunos estão desmotivados. É bom saber que ainda existam pessoas que acreditam na juventude. Porque todo mundo critica, aceita e nãpo faz nada para melhorar. Há um abraçaCEP marcado pra quinta-ferira, quero ver só que tipo de argumento a Madselva vai usar para barrar os alunos, pq os professores ela já sabe: processo administrativo, que foi a mesma coisa que ela fez em 2007, onde quase todos os professores que apoiaram os alunos receberam processo e hoje estão impedidos de ministrar aulas.

Prof. Wanderley José Deina Terça-feira, 27 de Outubro de 2009 – 19:46 hs
De quem é a responsabilidade por uma garota de 13 anos praticar sexo com dois garotos, também menores, no banheiro da escola? Interessante alguns comentários, neste e no outro tópico, responsabilizando a garota e os garotos… Ora, a responsabilidade pelos estudantes, quando eles estão na escola é da escola. São menores, portanto, não têm a autonomia para se responsabilizar pelo que fazem. Não é nem o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas a Constituição Federal do Brasil quem determina isso. Os adultos que estão na escola, que trabalham nela, é que são responsáveis não apenas pela educação, mas também pela segurança dos estudantes. Madselva cancelou diversos projetos importantes, entre eles um que era realizado pela Profª Marli Kucheni, maravilhoso, diga-se, na Ilha do Mel, porque, palavras dela, “não oferecia condições de segurança aos estudantes”. E Madselva, como gestora do Colégio Estadual do Paraná, está oferecendo segurança aos menores que lá estudam?

Hannah Arendt, importante filósofa do século XX, fala da responsabilidade que o educador tem perante os estudantes. Ele é o responsável pela introdução das crianças no mundo adulto. O educador entendido num sentido geral, no caso, os adultos responsáveis pela educação daqueles menores do Colégio Estadual do Paraná. Entenda-se, portanto, professores, funcionários, pais, Secretaria da Educação, Governo do Estado, MEC, a MÍDIA, e assim por diante… Todos são responsáveis pelo episódio, direta ou indiretamente. Se o mundo está decadente ao ponto de acontecerem coisas como esta, todos somos responsáveis. Para Arendt, “qualquer pessoa que se recuse a assumir a responsabilidade coletiva pelo mundo não deveria ter crianças, e é preciso proibi-la de tomar parte em sua educação”.

Mas a questão é se isso poderia ter sido evitado? Sim, poderia… Os caminhos pedagógicos escolhidos pela atual gestora do Colégio Estadual do Paraná foram responsáveis por isso. Pela vontade da comunidade, não deveria haver Ensino Fundamental no CEP. Foi Madselva, a mando de Maurício Requião, quem determinou isso, com o aval do Conselho Escolar, instância deliberativa máxima dentro de qualquer escola pública. Estes deveriam se envergonhar por deliberar pela aprovação do Ensino Fundamental, sabendo que havia uma comunidade inteira contrária a esta proposta. Quando em assembléia, no ano de 2004, deliberamos pela não implantação do EF no CEP, apresentamos argumentos fortíssimos neste sentido, entre eles a possibilidade de acontecer exatamente o que aconteceu. Tenho certeza que eles não pensam assim. Afinal, é mais fácil culpar os menores…

Fui processado em 2007 por discordar da atual diretora. Hoje moro na Bahia e trabalho como professor de filosofia em regime de dedicação exclusiva no Instituto Federal da Bahia, em Salvador. Estou muito distante, geograficamente, de Curitiba e do Colégio Estadual do Paraná. No entanto, quando esta notícia, que se tornou nacional, chegou até mim, nunca me senti tão próximo. Minha vida agora é aqui, mas tenho uma história no CEP onde fui professor de filosofia por praticamente 10 anos. Desisti do CEP assim como muitos outros que, processados ou não, se desiludiram com os rumos que a escola tomou.

Clamávamos por uma democracia que nos foi negada pelo aparato do Estado. Fomos sufocados, não tivemos forças para continuar a luta naquele campo de batalha. Mas não abandonei a luta. Acredito e sempre vou acreditar na democracia, apesar dos Requiões e seus vassalos. Espero que este episódio abra, definitivamente, os olhos da comunidade curitibana sobre o que se passa na mais tradicional instituição de ensino do Estado do Paraná. Boa sorte aqueles que permanecem no CEP e ainda não desistiram. Democracia já!

Tatiana Freiberger Neiva Terça-feira, 27 de Outubro de 2009 – 21:52 hs
Pois é cadê a política estudantil cobrando escolas de qualidade para todos no Brasil?
Os alunos do CEP deveriam brigar não apenas por seu colégio. Não esqueçam que estão numa região privilegiada e numa escola que ainda seleciona seus alunos! Ou seja uma escola para alguns e não para todos! Vejo o movimento estudantil pedindo passe escolar e enquanto isso nas escolas da periferia de Curitiba (onde estuda a maioia dos alunos de nossa capital, que moram perto das escolas e não usam ônibus para ir ao colégio) e por todo o Brasil muitos alunos não tem condições mínimas nas suas casas, nos bairros e nas escolas. Vemos todos os dias escolas que não tem nem carteiras ou teto para seus alunos. O CEP possui excelentes instalações e condições de atendimento a sua comunidade escolar, não são perfeitas mas são muito melhores do que a das outras instituições. Afinal, fazer luta de classes e buscar a libertação é também entender as contradições que permeiam o concreto. Convido o estudante para conhecer as escolas da região metropolitana e dos bairros da periferia de Curitiba. Não precisa ir muito longe do CEP para encontrar estudantes, professores, diretores, pedagogos, funcionários e pais de alunos enfrentando dia a dia as dificuldades muito maiores que as do CEP. Vamos olhar para além dos muros da escola. A sociedade precisa entrar nas escolas em que está matriculando os seus filhos e começar a cobrar de seus govenantes (em quem votaram) a aplicação dos impostos pagos com o suor da classe trabalhadora. Não basta apenas tradição pois todas as escolas possuem grande valor na sua comunidade, na história do Estado do Paraná e da nossa nação. Vejo o CEP tendo qualquer situação (graves e outras nem tanto) sendo muito valorizadas como se só no CEP acontecessem e só no CEP não pudessem acontecer. Como fica o resto das escolas públicas do nosso Brasil? Está na hora da comunidade escolar vir para dentro das escolas. Não basta apenas comparecer para fazer a matricula dos alunos. A Comunidade Escolar deve atender as convocações feitas pelas escolas e começar a participar das decisões que estão interferindo diretamente na educação dos seus filhos. Por que não vemos a ausência dos Pais nas escolas ser cobrada pelos meios de comunicação e pela sociedade?
Talvez assim os professores e alunos … enfim todos comecem a ficar mais motivados dentro das escolas.
A mais uma coisa…este discurso de que todos os professores estão desmotivados…não me incluo nele. Sou professora da rede pública estadual e tenho muito orgulho de ter dedicado toda a minha formação acadêmica para hoje estar atuando numa escola pública. Pretendo continuar assim por toda a minha vida profissional.

Thianny Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009 – 13:32 hs
Tatiane, parabéns pela sua coragem e idealismo. Concordo totalmente com você. Mas pense historicamente se o CEP é sempre destaque , também é a escola mais cobrada e visada pela midia e pela sociedade. Todas as escolas devem receber verbas e condições dignas para professores e alunos, mas para isso não precisa sucatear o que funcionava muito bem. Veja a atual secretaria de educação que aparece rindo na escolinha do desrespeito do governador não fez nada para coibir os abusos da madselva no CEP. Madselva acabou com as coordenações de áreas , com os projetos, etc, etc. Como mãe de ex-aluno do CEP penso que o que a escola tinha de bom deveria ser mantido e estendido para todas as outras escolas. Tb sou professora da escola pública e particular a quando trabalhei no CEP me sentia muito mais responsável em garantir consciência critica aos alunos que ali estão para que ajudassem a fazer mudanças para todas as outras. Parabéns Prof Wanderlei, mesmo tendo deixado o CEP e o PR sua consci~encia e compromisso permanecem.

Tatiana Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009 – 20:17 hs
Thianny,
Concordo que o que era bom no CEP deveria ser mantido e ampliado para as outras escolas…mas a questão é que focamos um único Colégio e esquecemos dos mais de 160 colégios/escolas de Curitiba e mais de 300 colégios/escolas da área metropolitana…e o Paraná tem mais de 2000 colégios/escolas. Então está na hora de debatermos a qualidade da escola pública e não apenas do Colégio Estadual do Paraná. Os professores devem ter a responsabilidade com seus alunos independente da escola em que atuam. Afinal é a sua profissão.
Mas os fatos que vem ocorrendo no CEP deveriam servir para ampliar o debate sobre a educação e não para continuar uma história em que apenas um Colégio é visto como modelo e os outros continuam sendo “os outros”…negligenciados por uma cultura de que apenas o CEP forma alunos críticos e capacitados. Com processo seletivo EXCLUDENTE.

Thianny Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009 – 23:55 hs
Tatiana, novamente venho que concordar totalmente com você e seria muito bom que professores de outras escolas fizessem como vc e entrassem neste debate!


Junior Terça-feira, 3 de Novembro de 2009 – 21:47 hs
Bom eu acho que somente quem esta la dentro
sabe do que acontece… ir somente por “ai eu ouvi falar” não
leva a ninguém a lugar algum.
Não se pode julgar generalizando todos os alunos
procurem fundamentar suas opiniões!

Ponta de um enorme iceberg

(Blog do Fabio Campana)

Alunos filmaram cena de sexo no banheiro do Colégio Estadual


Garota de 13 anos e dois rapazes teriam feito sexo em horário de aula. Os alunos foram afastados. Estudante colocou imagens na internet, mas vídeo já foi retirado.

Do G1, em São Paulo, com informações do Portal RPC:

Um vídeo de sexo entre alunos dentro do banheiro do Colégio Estadual do Paraná (CEP), a maior escola pública do Paraná, foi parar na internet. Três estudantes, dois rapazes e uma garota de 13 anos, teriam deixado a sala, em horário de aula, para praticar sexo no banheiro. O caso veio à tona nesta quarta-feira (21) em Curitiba.

Um dos estudantes gravou toda a cena e colocou as imagens na internet. O vídeo já foi retirado da rede, mas circulou livremente pelos celulares dos alunos do colégio. O caso virou tema de discussão entre os alunos na comunidade do colégio em um site de relacionamentos.


De acordo com o telejornal ParanáTV 1.ª edição, o assunto está proibido no colégio. Os alunos de todos os períodos estão sendo alertados das consequências da divulgação do vídeo. A direção do colégio informou que os três estudantes estão afastados do colégio, mas cumprindo as atividades escolares em casa.

O caso está sob os cuidados sobre a Delegacia do Adolescente, mas as investigações são sigilosas. Para a Secretaria de Estado da Educação (SEED), casos como este devem ser combatidos com informação.

“Nós temos ainda um índice muito alto de gravidez na adolescência, de incidência de doenças sexualmente transmissíveis e tudo isso por uma experiência de sexualidade precoce. Então, a conversa é muito importante para que eles entendam quais são os riscos de atos impensados”, disse Alayde Digiovanni, superintendente da Secretaria de Educação.

Para a educadora Lizia Naguel, o problema não está relacionado só com educação sexual. “O problema é de responsabilidade, educação para a cidadania, de respeito pelo próximo”, disse a educadora, em entrevista ao telejornal.

Ela conta que situações semelhantes já aconteceram em outros estados. “Não é inédito, não é exclusivo do Paraná e vem crescendo com o silêncio dos educadores, das instituições de educação e do governo”, afirmou.

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 18:17 hs. Deixe um comentário.

Comentários



pedro silva Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 19:38 hs
E o governador vem a tv falar que temos a melhor educação do país. Mas isso é o resultado do autorismo que tem nessa escola, onde a direção é imposta e não democraticamene eleita. Ja dei aula lá vários anos, e é bem claro essa falta de diálogo entre a direção, imposta de cima para baixa, com os alunos. Coitado dos alunos, por essa situação, e por cusa de meia duzia de moleques, todos pagam o pato.


Norival Capassi Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 20:38 hs
Não sou Nostradamus… Mas é um péssimo presságio do que vem por ai… Tenho escutado mais que semanalmente de pais preocupados com “flagras” que andam dando em seus filhos olhando pornografia na INTERNET… Penso que este tema daria um ou “varios” livros póis envolve uma série de fatores: Pais excessivamente liberais, Pais ausentes, Filhos excessivamente plugados na “net”, Filhos também ausentes, professores despreparados quanto educação sexual, Pais que esperam 14 anos para falar de sexo pela primeira vez quando, bem sabemos que, com 8 anos de idade, já estamos “atrasados”!! Este caso, é apenas um alerta de outra “pandemia” que vem por ai… O dos filhos em busca de reconhecimento pelos meios errados e, do outro lado, os pais da era da “net” que ficam vendo TV enquanto seus filhos ficam vendo bobagens e desinformação na net bem embaixo do nariz deles…
Saída: Cancele a TV a Cabo, Desligue a TV, almoçe e jante em família, façam uma leitura da Bíblia ou qualquer outro texto religioso uma vez por semana também em família, conversem, comuniquem-se, interem-se do que se passa entre vocês.. Só o retorno da “CELULA FAMILIAR” poderá evitar a pandemia que vem por ai… E não estou falando de gripe do porco ou vaca louca…
Abraço//Norival.

Leonardo Costa Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 20:58 hs
paty não gerenalize, já ouvir falar no Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira em São José dos Pinhais – PR. é um otimo colegio na periferia da cidade. Marginalizar todos os professores ou administradores. lembrando apenas que A DIRETORA DO COLEGIO ESTADUAL É ESCOLHIDA PELO GOVERNADOR, não ha eleição, e um cargo de articulação politica não de merito. Generalizar dessa maneira é maldade contra os bons profissionais. procure conhecer todos os colegios para não cometer tal erro. Com certeza tem colegios destruidos com um corpo docente em frangalhos, mas há os bons. Ex: Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, Colegio Professor Brandão e Luiza Ross ambos em curitiba.

Onírico Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 21:00 hs
Educação começa em casa, e mais, não devemos deixar nossos filhos ser influenciados, pelos sexistas globais.

Professora Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:39 hs
Todos devem se lembrar da luta dos professores do CEP para impedir algumas novidades implantadas pela “pedagoga” Madeslva. Lembro-me bem dos argumentos usados pelos professores para que nao se reimplantasse novamente naquela escola o ensino fundamental…

Antonio W Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:40 hs
Uma garota de 13 anos? Algo tem de ser feito. Como diz um filósofo antigo, não justifica punir aquele que já cometeu o crime. Mas convém punir alguém para servir de exemplo, para que outros não tentem fazer o mesmo. Assim, alguém tem de ser responsável pelo grave episódio. Como parece não ser possível denominar o culpado, a direção do colégio tem de ser substituída. O que não deve acontecer é a inação do estado.

Thianny Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:49 hs
É verdade , porque colocar ensino fundamental numa escola tão ampla e com um trabalho tão reconhecido no ensino médio, enquanto escolas próximas como o Tiradentes e o brandão tem vagas para o fundamental sobrando… Para ter fundamental no CEP precisava no mínimo o dobro de funcionários…

Talita Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:58 hs
Estudo no CEP. Foi uma folia esse vídeo, o colégio inteiro já viu. Mas é exatamente o que disseram em um dos comentários, é falta de informação. Agora, que não me venham proteger a menina dizendo que ela fez isso pra trocar por drogas. Ela não é drogada e aqueles piazinhos que acham que são alguma coisa vendem drogas. E já que é pra chegar informação, que informem, sei de alguns casos que professores de colégios estaduais não querem informar sobre SEXO e segurança pra crianças e adolescentes de 5ª até 8ª por acharem que são muito novos… está ai a prova que já estão fazendooo sem saber o que é.

Marli Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 23:20 hs
O problema não é só com a educação é com a responsabilidade.
A verdade é que quando acontece fatos como este a própria instituição tenta se esconder atrás do problema. Comunica os pais e diz que os alunos não podem mais frequentar a Escola dizem para os pais que procurem outra Escola para matricularem seus filhos, até se propõem a arrumar “vaga” em uma escola próximo da sua casa. A Diretora e os seus subordinados Abandonam os alunos e os pais, sem nenhuma orientação psicológica para os adolescentes. Agem como se o problema não existisse e os pais é que se virem. Simplesmente, fecham as portas. Esta medida com certeza não é correta, nem responsável. Gostaria que alguém me dissesse se esta é a medida correta da Escola (seus dirigentes). Estou pedindo socorro tenho muito a falar e a esclarecer referente ao tratamento que os dirigentes do CEP tem dado em relação a este caso.

Luana Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 23:56 hs
A questão é q dentro do CEP tudo é proibido mas nada esclarecido ou explicado. A decisão da Sra. Madselva é q se ela proibe algo, não acontece mais… Ela tirou as inspetoras dos corredores pq tem q ficar lambendo o piso do CEP dia e noite e daí os alunos ficam livres pra fazer o q quiserem nos corredores durante as aulas. Qdo as inspetoras ficavam lá não era essa facilidade.
Tudo bem q educação vem de casa, mas a direção decidiu pela ditadura. Poderia usar esse caso pra dar palestras c sexologos e psicologos, mas não, é + fácil esconder q existe.
E muita coisa já aconteceu lá antes desse video vazar na internet.
Mas se ninguém fica sabendo, a Sra. Madselva faz de conta q não aconteceu.
O CEP já foi um exemplo, mas desde q o Requião colocou essa louca, desandou tudo.
São alunos fazendo o q querem, enquanto os funcionários e professores são diariamente humilhados.

Professor Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 23:59 hs
E quando a ditadura imposta pela Madselva aceita sugestões? Ela se julga dona da verdade…

Luana Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 0:25 hs
A Sra. Madselva teimou contra tudo e todos pra colocar o ensino fundamental no CEP, deu no q deu. O colégio é tão grande q alguém é capaz de morrer em algum canto lá q só acharão o corpo depois.
Os professores e funcionários fazem milagre enquanto a insana só sabe gritar pelos corredores.

Para relembrar Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 1:15 hs
PEDIDO DE APOIO AOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ PARA O MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANA
(Cegos, surdos e mudos)

“As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações!”
(Gustave Le Bon)

Fatos ocorridos após a chegada da atual Diretora Geral:

1. Total falta de diálogo que se instalou a partir de decisões unilaterais da direção – (ex: aprovação POR DECRETO dos alunos, logo no início de 2007, passando por cima do trabalho sério realizado por professores e pedagogas ao longo de todo o ano de 2006 e ignorando as decisões tomadas em reunião de conselho de classe).
2. Imposição de uma filosofia educacional que barateou a educação de qualidade que o CEP sempre ofereceu, sob a alegação de tratar-se de “política pública”- (implantação velada de uma política de aprovação automática; volta da semestralidade com a implantação de blocos de conteúdos; excesso de permissividade a partir da total desestruturação do setor pedagógico que dava suporte ao trabalho dos professores, entre outros. Nunca, na história do CEP, até a chegada da nova diretora, a exigência em relação ao preenchimento do livro de registro de classe – que sempre foi preenchido cuidadosamente de acordo com a legislação vigente – foi maior que a preocupação com a qualidade das aulas).
3. Foram extintas as coordenações de disciplina, responsáveis pela busca de unidade do trabalho pedagógico que dava coesão às áreas do conhecimento, bem como às relações interdisciplinares.
4. Afastamento, via processo administrativo, dos professores que se posicionaram contrariamente às práticas arbitrárias – Opção pela coação ao invés do convencimento.
5. Afastamento de alguns profissionais, com excelentes qualificação e prática pedagógica, que trabalhavam no CEP com ordem de serviço, por terem se posicionado contra algumas deliberações da direção, ou simplesmente por não a terem apoiado – Dispensa feita por telefone, em janeiro de 2008, demonstrando total falta de consideração pelo excelente serviço prestado à comunidade do CEP (Professores, com mais de 27 anos de magistério, antes tão respeitados pela comunidade escolar, passaram a ser rotulados, apenas pela diretora geral, como incompetentes).
6. Constante assédio moral contra professores, funcionários e alunos – O grau de adoecimento de professores e funcionários é alarmante. A gestão da nova diretora gerou um ambiente em que predominam as represálias, o descrédito e o descontentamento geral.
7. Imposição do Ensino Fundamental – (Em 2005 houve uma plenária com professores e funcionários, na qual foi decidido, por mais de 90%, a não implantação do ensino fundamental, pois todo o investimento público em infra-estrutura para o Ensino Médio seria mal aproveitado – laboratórios de Química, Física, Biologia. Ou seja, o colegiado de professores/as e funcionários/as, que compõem esse colégio, foi ignorado. Além do que, a implantação do Ensino Fundamental beneficiaria principalmente alunos com um poder aquisitivo maior – aqueles que moram nas imediações do CEP e aqueles que têm condições de pagar transporte particular para irem à escola – pois as crianças mais carentes, que moram na periferia, não teriam condições financeiras de estudar no Colégio Estadual do Paraná. Além disso, tal medida limita o número de alunos que têm a oportunidade de estudar no CEP por ter como conseqüência a diminuição das vagas para menos da metade pelo fato de o tempo de permanência dos alunos, com o ensino fundamental, aumentar de 3 para 7 anos, no mínimo).
8. Extinção do teste seletivo – (O teste seletivo, apesar de todas as críticas que possam a ele ser feitas, estabelecia critérios objetivos e permitia uma maior transparência ao processo de seleção, na medida em que possibilitava aos candidatos terem acesso as suas respectivas notas, bem como às de seus concorrentes. A análise curricular, e outros critérios subjetivos, método adotado pela atual direção para os alunos do próximo ano letivo, torna o processo menos transparente e passível de escolhas baseadas em critérios subjetivos – ideológicos, laços de amizade, indicações políticas de parlamentares e/ou outras autoridades, ou mesmo, parentesco -, contrariando os princípios da democracia).

O que reivindicamos:

1. Arquivamento dos processos administrativos.
2. Retorno de todos os professores afastados pela Diretora Geral em 2007 e 2008.
3. Gestão democrática DE FATO e não apenas como DISCURSO ideológico.
4. Retorno das coordenações de disciplina.
5. Apoio em relação ao Projeto de Lei de Eleições Diretas no CEP.

Pedimos, portanto, apenas a coerência dos Deputados do Estado do Paraná com os princípios da democracia, pois fazemos questão de não esquecer o que a própria Madselva escreveu em passado recente:

“A eleição de diretor de escola constitui um momento privilegiado para reflexão coletiva e enfrentamento ao projeto neoliberal de sociedade e de educação que reforça os processos de exclusão e de desumanização a que a população vem sendo submetida fora e, muitas vezes, dentro da escola… o diretor tem um papel relevante na condução da autonomia responsável que experimenta saberes e transgride o velho estilo de gestão, criando coletivamente formas de garantir direitos, de humanizar as relações, os tempos e os espaços pedagógicos, porque todo lugar de criança e adolescente TEM QUE SER HUMANO, SEM SEGREGAÇÃO, ONDE O ATO DE EDUCAR SEJA UM FAZER ÉTICO, SOLIDÁRIO, ESCULPIDO COM A DIGNIDADE DO SER HUMANO E DO MUNDO” (FEIGES, Maria Madselva F. O projeto Político-Pedagógico e a eleição de diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. Maringá: SME, Caderno temático I, 2003).

Nós, professores/as e funcionários/as do Colégio Estadual do Paraná, com o apoio de alunos/as e pais, vimos manifestar nosso compromisso com uma educação de qualidade, que sempre destacou esta instituição de ensino, pela qual passaram diversos segmentos da sociedade paranaense, como comprovam muitas pesquisas nacionais. Destacamos que nosso compromisso político, social e cultural é com a formação dos jovens a nós confiados. Queremos o retorno do ambiente profissional e pedagógico que tínhamos até o final 2006, um colégio em que funcionários/as, corpo docente, alunos/as e pais cumpriam seus papéis numa relação profissional e educacional marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e solidária. Havia disputas políticas como em qualquer espaço humano, mas o debate democrático e o respeito sempre predominaram, sem que nunca fôssemos alvos de ataques, inclusive pela mídia ou por órgãos oficiais, como temos presenciado com a gestão atual.
Curitiba, 02 de dezembro de 2008


Thianny Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 7:50 hs
Isto é resultado da política que se implantou na escola. O CEP era um colégio com um alto nivel de ensino. Os alunos sabiam que para passar tinham que estudar , o professor era respeitado e obedecido. A atual diretora que entrou em 2007 banalizou a escola “instituiu a aprovação automática”, processou processores, afastou pessoas com anos de experiência e compromisso, impôs o ensino fundamental para satisfazer a vontade do sr Mauricio Requião. Tai ai o resultado !! Que este tipo de situação como apontam vários alunos neste Blog sempre ocorreu no CEP e em qualquer lugar que tenha jovens, mas antes os alunos envolvidos em conquistar a sua aprovação se dedicavam ao papel da escola e não apenas fazer da escola um lugar de lazer porque sabem que já estão aprovados . Para reconstruir o CEP, somente uma direção que escute os professores, que retome os projetos, coordenações de área e tudo o que esta escola perdeu, que restabeça a democracia e a participação e que consiga que os alunos voltem a ter orgulho da Escola e de seus mestres.

Ex-aluno Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 8:31 hs
Não tem mais inspetores no corredor???
Antes ja era difícil controlar os trogloditas e malucos de plantão tentando jogar lixeiras, extintores e a si mesmos pelo fosso da escada, imaginem agora o que não devem aprontar!!
O elevador da ala ímpar, as torres, o ginásio coberto e o fundão da escolinha de artes(sob o palco) sempre foram meio que uma terra sem lei, agora então devem ter virado areas livres para a prática de surubas.
Com essa liberdade deve ter até moradores do CEU aproveitando, antes(espero que não ocorra mais) eles só ficavam sem roupa fazendo pose na janela!!

maycon Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 9:23 hs
A culpa é da Madselva, ela deve ser responsabilizada.

João Elias Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 9:56 hs
Respeitando a opinião dos demais, mas como antigo cepiano, idoso orgulhoso de ter tido toda a sua formação (ginásio e clássico) nesse fantástico colégio, onde se passava no vestibular da Federal sem necessidade de cursinho, lamento que as novas gerações não tenham tido a oportunidade que tive de estudar sob a direção do Prof.Ribeiro, do grande Wallace de Mello e Silva e do Dr. Eros Gradowski. Quanto ao corpo de professores, era de primeira qualidade, de altíssimo nível. Com certeza absoluta, as maiores e melhores lideranças e os mais brilhantes desse estado, na área pública ou privada, estudaram no Estadual. Sei que o mundo é outro, que as gerações têm outros valores e comportamentos, que a velocidade e necessidade das famílias atuais são diferentes, mas, nada justifica a decadência do colégio. Harvard, após 200 anos, continua a mesma escola. E o que dizer da Sorbonne?
Quanto ao comportamento dos tres alunos, isso reflete a banalização do sexo, a ausência de auto-respeito, a promiscuidade moral de parte das novas gerações, sempre desculpáveis pela máxima que são frutos dos “tempos modernos”. O colégio está lá para instruir, a familia para educar. O bem educado em casa receberá a instrução com maior facilidade e melhor comportamento. O bem instruído, consequentemente terá capacidade de reflexão para ser educado. Se a permissividade, a extrema liberdade sem o controle dos limites, se há a predominân cia do viver pelo viver, sem a obediência a princípios elementares do saber conviver, é a regra geral, cabe aos pais e mestres, ao menos, exercerem o seu papel com rigor, já que são detentores do poder e do saber, respectivamente, para que a moral, os bons costumes, o respeito, a educação, enfim, todos os valores de um mundo civilizado possam retornar ou modificar aqueles que não seguem tais orientações. Pelo bem da coletividade.
Sinto pena dos tres moleques, pela sua deformação moral.


Izabel Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 10:28 hs
tenho uma filha de 15 anos, estamos sempre juntas e participo da vida dela por completo, é discriminada na escola por orientar as amigas sobre comportamentos sexuais e com drogas, ou seja, quando a festa é da pesada ela não é convidada. Porém, nas horas de tristeza e desabafo é sempre em minha casa, sem as outras colegas saberem, é que elas vem pedir conselhos. Pais, correr atrás de dinheiro não é tudo partiucipem da vida de seus filhos, amem com exigência, sem muita permissividade, procurem participar de palestras, e olhem são muitas as oferecidas, e os pais acham que sabem tudo, eles estão anos luz a nossa frente e nem parece. Procure a convivência em igrejas, grupo de jovens, passeiem mais com seus filhos e que Deus ajude a todos nós. As vezes ouço deles coisas que ao entrar no banho choro de tando desespero……..

Leonardo Costa Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 11:11 hs
paty não gerenalize, já ouvir falar no Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira em São José dos Pinhais – PR. é um otimo colegio na periferia da cidade. Marginalizar todos os professores ou administradores. lembrando apenas que A DIRETORA DO COLEGIO ESTADUAL É ESCOLHIDA PELO GOVERNADOR, não ha eleição, e um cargo de articulação politica não de merito. Generalizar dessa maneira é maldade contra os bons profissionais. procure conhecer todos os colegios para não cometer tal erro. Com certeza tem colegios destruidos com um corpo docente em frangalhos, mas há os bons. Ex: Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, Colegio Professor Brandão e Luiza Ross ambos em curitiba.
Mas com o oque ocorre é que os pais transferiam a responsabilidade de educação “conduta” a escola. não é possivel condenar profissionais da educação sendo que nem os pais tem o respeito dos filhos. Educação começa dentro de casa, a conduta dos fiolhos é o reflexo dos pais…!!!

Antonio Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 11:50 hs
A questão é de valores morais e disciplina. Os valores morais são de resposabilidade primeiro da família e complementados pela escola. Já a disciplina é uma questão administrativa, de responsabilidade da escola. Por que estas barbaridades não acontecem no Colégio da Polícia Militar?

B Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 12:33 hs
Toda essa discussão só nos faz lembrar a importancia do dialogo
se tratarmos pessoas como idiotas elas vão regiar como idiotas

Agora a diretora Madselva não tem preparo para conduzir uma direção, alunos do CEP informaram que ela mostrou o video para os pais a mae desmaiou e o pai comeceu a bater na filha, isso é uma demostração de desprepararo e falta de respeito com os pais e com a menina só pq ela cometeu um erro não tem que ser massacrada pela direção da escola alguem pensou que sem acompanhamento profissional ela pode parar de estudar fugir de casa e engordar as estatisticas de morte, violencia que infelismente existe entre os nossos jovens.


edieinysQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 12:42 hs
acabo com a reputação do colegio…….e eu que queria estudar lá!…

Aparecida Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 14:53 hs
Os pais acreditam que os filhos vão a escola para estudar. Como os professores que ministram aulas a esses alunos não perceberam a ausencia deles? E a coordeção, direção e vigia da escola o que tem a dizer?
Os pais trabalham e confiam na escola!
Não é uma questão de ser menina ou menino. É uma questão de preparo dos jovens e adolescentes que a escola tem a responsabilidade de orientar. E não vem com onda de baixo salário dos professores, escolhe a profissão quem quer e tem responsabilidade!

Helena, uma empregada doméstic Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 15:09 hs
eu acho que a gente confia na escola. Eu tenho que trabalhar o dia inteiro de empregada domestica para dar o que comer para os meus filhos.m Conheço a mãe de um dos jovens e ela é rigorosa com ele. Nem acreditei quando fiquei sabendo! Como eu a mãe desse menino é batalhadora! Ela buscou a melhor escola para o filho e agora, mesmo doente, sozinha tem que lutar pelos direitos do filho. A escola precisa ser responsabilizada! Meu Deus em que mundo estamos. Helena Marques (ensino fundamental).

VitorQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 23:40 hs
Dez anos atraz eu era aluno, hoje sou professor do CEP. Nesse intervalo de 10 anos observo que a situação não é a mesma, afinal o mundo mudou. Como passa na propaganda do Jornal Gazeta do Povo: “ha dez anos a internet ainda engatinhava, o 11 de setembro era uma data comum e ninguém sabia quem era o Obama.”

Antes de ficar alimentando a discussão e disputa entre alunos, professores e direção, eu gostaria de saber se alguem se preocupa com o que sera do futuro desse Escola? Quais serão as consequências para a Escola e os alunos envolvidos?
Esse não é o momento de apontar culpados. Essa situação é consequência da administração da escola sim, mas também da midia e da familia.

Eu trabalho em outra escola no periodo da manha, quando estou chegando no CEP, observo alunos do Ensino Fundamental pegando o “anuncios” de prostitutas que estão colados nos telefones publicos e jogados no chão, como se estivessem fazendo coleção de figurinhas. Então pergunto, de quem é a responsabilidade nesse momento? Se em casa esse aluno esta sob responsabilidade dos pais e na Escola esta sob guarda dos professores, mas na rua? E então, na televisão ou na internet? Lembrando que acima eu cito que o mundo mudou, isso quer dizer que os valores da familia mudaram, e a escola enquanto politica educacional não acompanhou essa mudança.

Eu sou um professor novo, em idade e formação, tenho 26 anos e 3 anos de formação, todos os dias eu reflito sobre o papel da Escola nesse país, para ser mais especifico, na nossa cidade. Educação é uma “coisa” perigosa, quando se educa um país, ajudamos a construir uma geração reflexiva, critica, que se liberta dos preconceitos, dos males. Mas educação não traz votos. Então, antes de ficar culpando governo, escola ou familia, precisamos refletir – sim – porque chegamos à esse ponto e para onde vamos?
Com essa materia na midia, em rede nacional, fico pensando qual a repercussão sobre a importancia da Escola e a imagem e valores das familias, do Governo, enquando gestor de educação que estão no Estado do PARANÁ. Antes de ficar invejando o gramado do vizinho, eu me preocupo com o meu gramado, antes de querer mudar o mundo eu preciso a mim mesmo e a minha casa.

Para concluir, gostaria de lembrar que esses e outros fatos, como o aluno do Ensino Fundamento de uma Escola de Maringa, que levou uma arma e atirou em uma colega de sala, assim como os “individuos” que agrediram mulheres que estavam na rua, confundindo com prostituras no Rio de Janeiro, assim como os “rapazes” que tacaram fogo no indio Galdino, em Brasilia, pois queria fazer uma “brincadeira”, esses fatos ocorreram envolvendo crianças e adolescentes, e fazem parte da sistema em crise em que vivemos. Para mostrar que educação é uma “coisa” serio como disse acima, cito Pitagoras, filosofo grego do século V a.C; “Eduquem as crianças e não sera necessario castigar os homens”

ProfºQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 23:42 hs
Estão tratando o tema como um escândalo!!!
Não o vejo como tal.
Vejo sim como um reflexo da sociedade na qual vivemos…

Escândalo é o FUNDAMENTALISMO CONSUMISTA dentro do modelo econômico capitalista que vivemos, que transforma corpos em produtos;

Escândalo é culto midiático à erotização, que estimula a sexualidade precoce e a pedofilia;

Escândalo é o forte apelo sensual na publicidade, novelas, músicas e outros produtos culturais que torna, ainda que de forma camuflada, o abuso de crianças uma prática social aceitável;

Escândalo é a produção de imagens, valores, atitudes e modelos veiculadas pela TV que bombardeiam nossas crianças, criando como consequência, um desenvolvimento afetado e doente, atropelando fases importantes da vida, tranformando-as em miniadultos.

Escândalo são as propagandas e programas de televisão que forçam uma antecipação no amadurecimento das crianças.

Escândalo são as meninas de 5 anos vestidas como se tivessem 20 ou meninos recém-saídos das fraldas querendo mostrar virilidade.

Escândalo são alguns pais, que enaltecem este comportamento, orgulhosos da “esperteza” dos filhotes.

Escândalo é o culto ao corpo e à erotização precoce dos pequenos, fazendo disso uma fórmula imbatível para vender produtos, criar moda, influenciar pessoas e, principalmente, acumular muito dinheiro.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Escola de papel

Enquanto se discute a crise dos poderes constitucionais, seja o judiciário e sua lentidão quanto a dar respostas mais rápidas aos direitos de quem os pleiteia, seja o executivo e sua eterna morosidade em fazer cumprir os direitos da carta magna, seja no combate à corrupção, ao nepotismo, à distribuição de cargos para apaziguamento político, ou troca de favores, seja no momento atual a “crise” do Senado e seus atos secretos, distribuição de cargos sem concurso, salas secretas, contas secretas, bens não declarados, decisões secretas (artifícios das ditaduras ou de governos de exceção), medidas provisórias (atos de governos fascistas), limitação de permanência (no caso da restrição do horário para menores) como a pseudoproposta de combate à violência (proposta de governos autoritários, pois só em casos muito restritos é que se admite tal restrição, como, por exemplo, no “estado de sítio”)... Enquanto tudo isso acontece, a crise educacional, que deveria ser a pauta do dia, acaba sendo maquiada por propostas que não são para resolver o problema ou começar a resolvê-lo, mas para dizer que neste ou naquele governo os índices melhoraram, em propostas de efeito duvidoso, como, por exemplo, o Centro de Formação Nacional de professores, o incentivo às Universidades Virtuais, aos cursos virtuais, aos alunos virtuais, aos professores virtuais, onde só não é virtual a exploração, a violência, a miséria a corrupção os privilégios os descasos com a saúde, a morte lenta nos ambulatórios, o descaso com a educação, a violência no campo, a falta de emprego, a falta de moradias decentes e redes de esgoto, as estradas esburacadas, a falta de decência de alguns governantes.

Enquanto isso, no Colégio Estadual do Paraná parece que a pedagogia caminha em outro caminho e, é bem possível, num mundo paralelo de realidade também paralela. Nas aulas da academia apreende-se que a pedagogia é um olhar sobre a educação e seu espaço de formação -a escola-, apreende-se que várias concepções de escolas (pedagogia pragmática, libertadora, tecnicista, até os discursos mais modernos da pedagogia da história crítica, marxista) ao longo do tempo histórico foram sendo criadas, superadas, criticadas, firmando-se como um saber de extrema importância para a compreensão do espaço escolar e seus problemas. Mas, no CEP, a pedagogia parece que desaprendeu a pensar os grandes problemas educacionais, preocupa-se mais em vistoriar livros, ler memorandos, assinar informes, infantilizar os processos de avaliação e aprendizagem, verificar a caligrafia, a cor da tinta utilizada nos livros, a data errada, aulas dadas e aulas previstas, simplificando a sua função em mera assistência burocrática, em que o mais importante é o livro jurássico cultuado como se fosse um Deus, que deve ser perfeito porque devemos pensar no futuro contra os processos que virão (fica aqui a sugestão do filme “Minority Report” que, sem dúvida, ajudará a olhar estes problemas sobre outro aspecto).

A pedagogia poderia estar levantando sua voz contra as ações não-pedagógicas, como a vigilância desmedida, a falta de espaços democráticos; poderia, por exemplo, montar um painel no pátio central, onde todos pudessem se manifestar livremente, poderia apreender com os fatos da “Primavera do CEP de 2007”, poderia ajudar a diminuir a burocracia, propor um livro mais moderno, combater o eterno retorno do Taylorismo e do Fordismo na educação, propor uma escola de muros baixos, onde a comunidade participasse e estivesse representada, poderia estar lutando para que as eleições democráticas fossem estabelecidas efetivamente no CEP, lutando contra o desmantelamento de algumas salas de coordenação e a pela volta de eleições para o coordenador, diminuindo as decisões verticais e defendendo a ampliação das decisões horizontais, lutando contra o uso absurdo do processo como garantia de calar vozes (é sempre bom lembrar Norberto Bobbio, para quem uma Democracia não se faz cortando cabeças e sim contando cabeças).

Infelizmente, a pedagogia do CEP fica contando dias lançados nos livros, tinta azul escura ou mais clara, observando caligrafia... E, antes que os acólitos bravejem, manter o livro atualizado é necessário, mas torná-lo sagrado é desnecessário. Parece que tanto se combateu a pedagogia tecnicista e o que se constata, no caso do CEP, é que ela foi incorporando o que antes combatia. Como no livro “Farm Animal”, não se sabe onde começa o discurso e a prática inovadora e onde termina a prática e o discurso tecnicista conservador.

Rubens Tavares, Professor História do Colégio Estadual do Paraná.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

De quem é a culpa?

Texto de um educador que tenta desmascarar um dos discursos dominantes da educação brasileira: a culpa é do professor.

“A novela da qual fazemos parte"

A situação caótica da educação brasileira tem raízes diversas e complexas. Quero, porém, abordar uma questão que poucas pessoas dispensam atenção – o discurso pedagógico. Nos últimos anos, os professores foram doutrinados a pensar que são inteiramente responsáveis pela educação (seja o sucesso, seja o fracasso), como se a relação professor-aluno fosse o único elemento a se considerar neste processo. As produções acadêmicas de psicólogos, pedagogos e psicopedagogos são unânimes em apontar o culpado pela decadência do ensino no país – o magistério.Claro que não dizem isso diretamente, mas é indiscutível que esta ideia está implícita em suas teorias.
A minha intenção é não cair no lugar comum e dizer que o sistema está falido devido à má formação e atualização dos professores, da desvalorização moral, social e econômica dos docentes, da falta de infra-estrutura da maioria das escolas do país, enfim, isso todos já sabem, não se discute.
O que estou propondo é ampliar este debate. Deste modo, vou citar um estudioso do assunto, Júlio Groppa, adorado por todos aqueles que compartilham o prazer de falar mal do magistério, sobretudo público. Trata-se de uma análise rápida, apenas com a intenção de ilustrar o que pretendo repudiar.
O senhor Júlio Groppa foi escolhido pela secretaria de educação da cidade onde leciono para apresentar uma palestra intitulada “A indisciplina na sala de aula”. Na ocasião, deixou os docentes revoltados com sua arrogância e colocou toda a culpa da desobediência dos alunos nas costas do professorado. Se levarmos em consideração que as palestras deste profissional são muito requisitadas pelas secretarias de educação pelo Brasil afora, trata-se de afirmar que é um discurso comprado (ou assumido) pelo Estado.
Em uma de suas entrevistas, o “professor” Júlio Groppa afirma que a questão da violência na escola é tratada com alarde pela imprensa e pelos professores. A situação é bem menos grave do que parece. Quando questionado sobre a posição dos docentes em falar que o problema está na (falta de) educação familiar do aluno, o referido autor é categórico ao dizer que o professor deveria “se silenciar” ao abordar questões que estão fora da sua alçada. Sem comentários!
Em outra ocasião, num artigo intitulado “da palavra e o professor: notas sobre pregar, narrar e democratizar”, o senhor Júlio Groppa busca no século XVII um texto referencial para defender suas teses. Trata-se de um sermão do Padre Antônio Vieira discorrendo sobre o fracasso das pregações do seu tempo. Desprovido de qualquer análise do contexto histórico de Vieira, o “educador” Júlio Groppa faz suas as conclusões do padre: o fracasso é culpa do pregador.
O estudioso da USP não está sozinho. Faz um bom tempo que as faculdades de pedagogia não fazem outra coisa senão culpabilizar os professores pelo insucesso da aprendizagem dos seus alunos. Poderia aqui citar outros inúmeros profissionais renomados que compartilham este pensamento.
Muitos educadores adoram trazer experiências bem sucedidas na Europa e adaptá-las ao Brasil. Claro que eles se esquecem que lá a educação é levada a sério. Os professores recebem um salário compatível com sua importância social. Pratica-se a verdadeira democratização do ensino, ou seja, a educação pública é freqüentada por todos. Desta forma, toda a sociedade realmente se preocupa com a qualidade de suas escolas. No Brasil, quem tem dinheiro simplesmente manda o filho para uma escola particular. Resolve-se, assim, o problema, bem ao jeitinho passivo do brasileiro!
Entretanto, quando penso na Europa como referencial educacional prefiro seguir uma prática bastante comum na maior parte deste continente: a distribuição de papéis. As leis educacionais costumam definir a seguinte estrutura: ao Estado cabe disponibilizar toda a estrutura para que as escolas possam funcionar; ao professor cabe a obrigação de ensinar, sendo apoiado pelo Estado neste papel; ao aluno cabe a obrigação de aprender, sendo apoiado pela família neste papel. Mais simples do que isso é impossível.
Sabe-se que as certezas e verdades são tão efêmeras quanto duvidosas. Porém, há muitos anos que o Brasil resolveu adotar um pensamento como dogma – a noção de ensino-aprendizagem. Assim como numa Inquisição, cometer a heresia de contestar esta verdade é passível de condenação, menos mal que hoje em dia dispensamos as fogueiras, embora mantenhamos os expurgos.
É preciso abrir um parêntese. Não estou colocando em discussão inúmeros estudos sérios demonstrando a relação estreita entre a forma de ensino e o tipo de aprendizado. Apenas chamo a atenção para os desdobramentos que isto acabou provocando no pensamento pedagógico, sobretudo brasileiro. Utilizando a lógica do dogma em questão, deduzimos que só há ensino se houver aprendizagem, ou seja, se o aluno não aprendeu é porque quem ensinou – o professor – falhou. Que engraçado, acho que já falamos disso lá em cima.
O discurso que aqui entendemos ser dominante na educação brasileira acabou por trazer uma triste consequência para o trabalho do professor. Diante da realidade (alunos semi-analfabetos chegando ao Ensino Médio), muitos colegas sucumbem e apesar de saber que seu aluno não tem condições de seguir adiante não querem conviver com o rótulo de fracassado. No final do ano, arruma-se sempre um “jeitinho” para que o “aproveitamento” seja “satisfatório”. Alimenta-se, desta forma, um circulo vicioso. Mas este mesmo discurso, bancado pelo Estado (viva Júlio Groppa!), está ajudando o Brasil a melhorar os seus números (viva Maquiavel!). Que coisa linda ver aquela mulher do comercial subindo as escadas do desenvolvimento na educação do país! O Ideb só melhora! Escolas e prefeituras pulam de alegria quando veem seus cofres mais cheios por cumprirem a meta do Ideb. O contraditório é que isso tudo contrasta com aquilo que os professores percebem no dia a dia do seu trabalho: a cada ano que passa o “nível” fica pior. Qual é o segredo?
Se você pensar um pouco mais, com calma, vai perceber o quanto de podre se encontra a educação brasileira. O país quer mostrar para o mundo que investe na educação, para isso precisa melhorar os índices de escolaridade. Uma das primeiras iniciativas foi a tão conhecida universalização da educação, garantindo a todas as crianças o acesso à escola. Para garantir lugar para toda esta demanda, era comum os governantes criarem escolas, assunto corriqueiro nas campanhas políticas. Com o passar do tempo, achou-se que não precisava de mais unidades, afinal, seguindo a linha do “coração de mãe”, quem dá aula pra 20 pode muito bem se virar com 40. E, afinal de contas, como já testemunhei uma educadora dizer, “não há nenhuma pesquisa comprovando que numa turma menor há melhor aprendizado”.
Outra iniciativa, esta mais recente, foi incluir a antiga Classe de Alfabetização no Ensino Fundamental, uma manobra simples que aumentava em 1 ano a escolaridade do brasileiro.
Paralelamente, buscou-se uma forma de quantificar a qualidade da educação. Encontrou-se uma fórmula mágica. O Ideb faz uma média entre a nota da Prova Brasil, os índices de evasão e de repetência. E não é de se estranhar que o peso dos números da repetência é maior do que o da avaliação nacional.
Agora é só fazer a brincadeira do siga os pontinhos: o Brasil quer que o Ideb do país melhore e para isso fornece gratificações para os estados e municípios que obtenha tal feito. Os estados e municípios querem receber mais dinheiro e por isso premiam as escolas que conseguem melhorar seu desempenho. Junta-se agora a fome com a vontade de comer. Temos um professor encurralado por dois lados: por um, a equipe pedagógica dizendo que quanto mais ele aprovar, mais competente ele é; de outro, uma secretária de educação ou o diretor de escola (loucos por mais verba) dizendo que quanto menos ele reprovar, menos chance de algo acontecer com ele (leia-se demissão, para os contratados; perseguições; transferências de escola; desvios de função, etc.). Ingredientes perfeitos para explicar uma das facetas da falência da educação no país.
Mas quando se culpa o professor pelo fracasso escolar do aluno, há de se debater outros pontos. Quando falamos em educação, somos obrigados a falar em quatro atores: Estado, professor, aluno e família. Toda vez que alguém restringe esta tarefa à relação professor-aluno incorre num erro grave.
Há pouco tempo li um texto de um colega professor, Declev Dib-Ferreira, que aborda, entre outras coisas, esta discussão. O autor dizia que recebemos, salvo algumas exceções, um aluno extremamente carente. Primeiro é o Estado, que desde os seus primórdios dias quase sempre não cumpre com que prometeu. Coisas “pequenas” como o que a constituição do país ordena: saneamento básico, saúde, segurança, habitação etc. Com isso, temos a criança e sua família desprovida de elementos básicos para se viver dignamente. E por falar em família, além de sofrer toda a falta do Estado, o aluno, antes de chegar até você, professor, ainda passa pela experiência de ser criado em ambientes tão desestruturados como os lares atuais. Poderia aqui falar da ausência de limites imposta às crianças, da falta de exemplos, da violência doméstica etc. Mas assim estaria desobedecendo às ordens do mestre Groppa.
Tudo isso foi pra dizer que quando recebemos um aluno em sala de aula, ele já se encontra afetado por inúmeros traumas que vão, indiscutivelmente, afetar seu desempenho educacional. No entanto, os mesmos atores (Estado e família) que malograram no seu papel, transferem para os docentes a culpa que deviam repartir.
Como os antigos hereges, não busco criar uma doutrina nova. É exatamente por acreditar na capacidade transformadora da educação que afirmo: somente avançaremos quando os quatro atores admitirem suas limitações e suas falhas. Enquanto a novela da qual fazemos parte continuar a colocar o professor como vilão, continuaremos a ver a mesma história, ano após ano.
Geraldo Ramos
Professor”

sábado, 28 de março de 2009

Réquiem para a sala de História

Mais uma vez o Colégio Estadual do Paraná inova; aliás, a inovação vem ocorrendo frequentemente, é uma marca da atual direção não eleita. Primeiro a volta do velho livro de chamada, uma volta no tempo, aos idos de 1990. Depois o fim das planilhas eletrônicas e, finalmente, o livro ponto, este sim a novidade das novidades. O fordismo e o taylorismo ficariam orgulhosos dos mentores deste. E enquanto setores mais progressistas discutem o fim deste modelo, “nós” o implementamos...
Mas há ainda os bebedouros, logo depois a cantina, a rádio intervalo, o espaço de almoço para aqueles que dobram o turno – alunos, funcionários e professores -, o fim de algumas coordenações, e, finalmente o despejo de nossa sala de História.
Prontamente os apparatchik de plantão buscaram justificativas muito rápidas para defender tais “inovações”, e as falácias foram pronunciadas. Mas o fato é que a sala de História virou Mapoteca. Realmente os mapas são mais importantes do que a presença de professores; realmente os mapas precisam de um lugar especial, falam por si só, argumentam, discutem.
Tudo foi devidamente retirado da sala para não deixar memória, rastros de que um dia ali funcionou uma coordenação: a placa que identificava a sala talvez tenha sido a primeira a ser retirada. Aqui cabe uma lembrança: quando da invasão do Iraque por tropas norte americanas, a primeira ação foi justamente mudar nomes de ruas para a língua inglesa, mudando as placas...
Mas certamente a memória persistirá, porque toda tempestade não é para sempre, e a história ainda está por ser feita. Espera-se, apenas, que não inovem querendo que os mapas assinem ponto ou batam cartão.