(Blog do Fabio Campana)
Alunos filmaram cena de sexo no banheiro do Colégio Estadual
Garota de 13 anos e dois rapazes teriam feito sexo em horário de aula. Os alunos foram afastados. Estudante colocou imagens na internet, mas vídeo já foi retirado.
Do G1, em São Paulo, com informações do Portal RPC:
Um vídeo de sexo entre alunos dentro do banheiro do Colégio Estadual do Paraná (CEP), a maior escola pública do Paraná, foi parar na internet. Três estudantes, dois rapazes e uma garota de 13 anos, teriam deixado a sala, em horário de aula, para praticar sexo no banheiro. O caso veio à tona nesta quarta-feira (21) em Curitiba.
Um dos estudantes gravou toda a cena e colocou as imagens na internet. O vídeo já foi retirado da rede, mas circulou livremente pelos celulares dos alunos do colégio. O caso virou tema de discussão entre os alunos na comunidade do colégio em um site de relacionamentos.
De acordo com o telejornal ParanáTV 1.ª edição, o assunto está proibido no colégio. Os alunos de todos os períodos estão sendo alertados das consequências da divulgação do vídeo. A direção do colégio informou que os três estudantes estão afastados do colégio, mas cumprindo as atividades escolares em casa.
O caso está sob os cuidados sobre a Delegacia do Adolescente, mas as investigações são sigilosas. Para a Secretaria de Estado da Educação (SEED), casos como este devem ser combatidos com informação.
“Nós temos ainda um índice muito alto de gravidez na adolescência, de incidência de doenças sexualmente transmissíveis e tudo isso por uma experiência de sexualidade precoce. Então, a conversa é muito importante para que eles entendam quais são os riscos de atos impensados”, disse Alayde Digiovanni, superintendente da Secretaria de Educação.
Para a educadora Lizia Naguel, o problema não está relacionado só com educação sexual. “O problema é de responsabilidade, educação para a cidadania, de respeito pelo próximo”, disse a educadora, em entrevista ao telejornal.
Ela conta que situações semelhantes já aconteceram em outros estados. “Não é inédito, não é exclusivo do Paraná e vem crescendo com o silêncio dos educadores, das instituições de educação e do governo”, afirmou.
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 18:17 hs. Deixe um comentário.
Comentários
pedro silva Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 19:38 hs
E o governador vem a tv falar que temos a melhor educação do país. Mas isso é o resultado do autorismo que tem nessa escola, onde a direção é imposta e não democraticamene eleita. Ja dei aula lá vários anos, e é bem claro essa falta de diálogo entre a direção, imposta de cima para baixa, com os alunos. Coitado dos alunos, por essa situação, e por cusa de meia duzia de moleques, todos pagam o pato.
Norival Capassi Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 20:38 hs
Não sou Nostradamus… Mas é um péssimo presságio do que vem por ai… Tenho escutado mais que semanalmente de pais preocupados com “flagras” que andam dando em seus filhos olhando pornografia na INTERNET… Penso que este tema daria um ou “varios” livros póis envolve uma série de fatores: Pais excessivamente liberais, Pais ausentes, Filhos excessivamente plugados na “net”, Filhos também ausentes, professores despreparados quanto educação sexual, Pais que esperam 14 anos para falar de sexo pela primeira vez quando, bem sabemos que, com 8 anos de idade, já estamos “atrasados”!! Este caso, é apenas um alerta de outra “pandemia” que vem por ai… O dos filhos em busca de reconhecimento pelos meios errados e, do outro lado, os pais da era da “net” que ficam vendo TV enquanto seus filhos ficam vendo bobagens e desinformação na net bem embaixo do nariz deles…
Saída: Cancele a TV a Cabo, Desligue a TV, almoçe e jante em família, façam uma leitura da Bíblia ou qualquer outro texto religioso uma vez por semana também em família, conversem, comuniquem-se, interem-se do que se passa entre vocês.. Só o retorno da “CELULA FAMILIAR” poderá evitar a pandemia que vem por ai… E não estou falando de gripe do porco ou vaca louca…
Abraço//Norival.
Leonardo Costa Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 20:58 hs
paty não gerenalize, já ouvir falar no Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira em São José dos Pinhais – PR. é um otimo colegio na periferia da cidade. Marginalizar todos os professores ou administradores. lembrando apenas que A DIRETORA DO COLEGIO ESTADUAL É ESCOLHIDA PELO GOVERNADOR, não ha eleição, e um cargo de articulação politica não de merito. Generalizar dessa maneira é maldade contra os bons profissionais. procure conhecer todos os colegios para não cometer tal erro. Com certeza tem colegios destruidos com um corpo docente em frangalhos, mas há os bons. Ex: Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, Colegio Professor Brandão e Luiza Ross ambos em curitiba.
Onírico Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 21:00 hs
Educação começa em casa, e mais, não devemos deixar nossos filhos ser influenciados, pelos sexistas globais.
Professora Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:39 hs
Todos devem se lembrar da luta dos professores do CEP para impedir algumas novidades implantadas pela “pedagoga” Madeslva. Lembro-me bem dos argumentos usados pelos professores para que nao se reimplantasse novamente naquela escola o ensino fundamental…
Antonio W Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:40 hs
Uma garota de 13 anos? Algo tem de ser feito. Como diz um filósofo antigo, não justifica punir aquele que já cometeu o crime. Mas convém punir alguém para servir de exemplo, para que outros não tentem fazer o mesmo. Assim, alguém tem de ser responsável pelo grave episódio. Como parece não ser possível denominar o culpado, a direção do colégio tem de ser substituída. O que não deve acontecer é a inação do estado.
Thianny Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:49 hs
É verdade , porque colocar ensino fundamental numa escola tão ampla e com um trabalho tão reconhecido no ensino médio, enquanto escolas próximas como o Tiradentes e o brandão tem vagas para o fundamental sobrando… Para ter fundamental no CEP precisava no mínimo o dobro de funcionários…
Talita Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 22:58 hs
Estudo no CEP. Foi uma folia esse vídeo, o colégio inteiro já viu. Mas é exatamente o que disseram em um dos comentários, é falta de informação. Agora, que não me venham proteger a menina dizendo que ela fez isso pra trocar por drogas. Ela não é drogada e aqueles piazinhos que acham que são alguma coisa vendem drogas. E já que é pra chegar informação, que informem, sei de alguns casos que professores de colégios estaduais não querem informar sobre SEXO e segurança pra crianças e adolescentes de 5ª até 8ª por acharem que são muito novos… está ai a prova que já estão fazendooo sem saber o que é.
Marli Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 23:20 hs
O problema não é só com a educação é com a responsabilidade.
A verdade é que quando acontece fatos como este a própria instituição tenta se esconder atrás do problema. Comunica os pais e diz que os alunos não podem mais frequentar a Escola dizem para os pais que procurem outra Escola para matricularem seus filhos, até se propõem a arrumar “vaga” em uma escola próximo da sua casa. A Diretora e os seus subordinados Abandonam os alunos e os pais, sem nenhuma orientação psicológica para os adolescentes. Agem como se o problema não existisse e os pais é que se virem. Simplesmente, fecham as portas. Esta medida com certeza não é correta, nem responsável. Gostaria que alguém me dissesse se esta é a medida correta da Escola (seus dirigentes). Estou pedindo socorro tenho muito a falar e a esclarecer referente ao tratamento que os dirigentes do CEP tem dado em relação a este caso.
Luana Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 23:56 hs
A questão é q dentro do CEP tudo é proibido mas nada esclarecido ou explicado. A decisão da Sra. Madselva é q se ela proibe algo, não acontece mais… Ela tirou as inspetoras dos corredores pq tem q ficar lambendo o piso do CEP dia e noite e daí os alunos ficam livres pra fazer o q quiserem nos corredores durante as aulas. Qdo as inspetoras ficavam lá não era essa facilidade.
Tudo bem q educação vem de casa, mas a direção decidiu pela ditadura. Poderia usar esse caso pra dar palestras c sexologos e psicologos, mas não, é + fácil esconder q existe.
E muita coisa já aconteceu lá antes desse video vazar na internet.
Mas se ninguém fica sabendo, a Sra. Madselva faz de conta q não aconteceu.
O CEP já foi um exemplo, mas desde q o Requião colocou essa louca, desandou tudo.
São alunos fazendo o q querem, enquanto os funcionários e professores são diariamente humilhados.
Professor Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 – 23:59 hs
E quando a ditadura imposta pela Madselva aceita sugestões? Ela se julga dona da verdade…
Luana Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 0:25 hs
A Sra. Madselva teimou contra tudo e todos pra colocar o ensino fundamental no CEP, deu no q deu. O colégio é tão grande q alguém é capaz de morrer em algum canto lá q só acharão o corpo depois.
Os professores e funcionários fazem milagre enquanto a insana só sabe gritar pelos corredores.
Para relembrar Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 1:15 hs
PEDIDO DE APOIO AOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ PARA O MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANA
(Cegos, surdos e mudos)
“As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações!”
(Gustave Le Bon)
Fatos ocorridos após a chegada da atual Diretora Geral:
1. Total falta de diálogo que se instalou a partir de decisões unilaterais da direção – (ex: aprovação POR DECRETO dos alunos, logo no início de 2007, passando por cima do trabalho sério realizado por professores e pedagogas ao longo de todo o ano de 2006 e ignorando as decisões tomadas em reunião de conselho de classe).
2. Imposição de uma filosofia educacional que barateou a educação de qualidade que o CEP sempre ofereceu, sob a alegação de tratar-se de “política pública”- (implantação velada de uma política de aprovação automática; volta da semestralidade com a implantação de blocos de conteúdos; excesso de permissividade a partir da total desestruturação do setor pedagógico que dava suporte ao trabalho dos professores, entre outros. Nunca, na história do CEP, até a chegada da nova diretora, a exigência em relação ao preenchimento do livro de registro de classe – que sempre foi preenchido cuidadosamente de acordo com a legislação vigente – foi maior que a preocupação com a qualidade das aulas).
3. Foram extintas as coordenações de disciplina, responsáveis pela busca de unidade do trabalho pedagógico que dava coesão às áreas do conhecimento, bem como às relações interdisciplinares.
4. Afastamento, via processo administrativo, dos professores que se posicionaram contrariamente às práticas arbitrárias – Opção pela coação ao invés do convencimento.
5. Afastamento de alguns profissionais, com excelentes qualificação e prática pedagógica, que trabalhavam no CEP com ordem de serviço, por terem se posicionado contra algumas deliberações da direção, ou simplesmente por não a terem apoiado – Dispensa feita por telefone, em janeiro de 2008, demonstrando total falta de consideração pelo excelente serviço prestado à comunidade do CEP (Professores, com mais de 27 anos de magistério, antes tão respeitados pela comunidade escolar, passaram a ser rotulados, apenas pela diretora geral, como incompetentes).
6. Constante assédio moral contra professores, funcionários e alunos – O grau de adoecimento de professores e funcionários é alarmante. A gestão da nova diretora gerou um ambiente em que predominam as represálias, o descrédito e o descontentamento geral.
7. Imposição do Ensino Fundamental – (Em 2005 houve uma plenária com professores e funcionários, na qual foi decidido, por mais de 90%, a não implantação do ensino fundamental, pois todo o investimento público em infra-estrutura para o Ensino Médio seria mal aproveitado – laboratórios de Química, Física, Biologia. Ou seja, o colegiado de professores/as e funcionários/as, que compõem esse colégio, foi ignorado. Além do que, a implantação do Ensino Fundamental beneficiaria principalmente alunos com um poder aquisitivo maior – aqueles que moram nas imediações do CEP e aqueles que têm condições de pagar transporte particular para irem à escola – pois as crianças mais carentes, que moram na periferia, não teriam condições financeiras de estudar no Colégio Estadual do Paraná. Além disso, tal medida limita o número de alunos que têm a oportunidade de estudar no CEP por ter como conseqüência a diminuição das vagas para menos da metade pelo fato de o tempo de permanência dos alunos, com o ensino fundamental, aumentar de 3 para 7 anos, no mínimo).
8. Extinção do teste seletivo – (O teste seletivo, apesar de todas as críticas que possam a ele ser feitas, estabelecia critérios objetivos e permitia uma maior transparência ao processo de seleção, na medida em que possibilitava aos candidatos terem acesso as suas respectivas notas, bem como às de seus concorrentes. A análise curricular, e outros critérios subjetivos, método adotado pela atual direção para os alunos do próximo ano letivo, torna o processo menos transparente e passível de escolhas baseadas em critérios subjetivos – ideológicos, laços de amizade, indicações políticas de parlamentares e/ou outras autoridades, ou mesmo, parentesco -, contrariando os princípios da democracia).
O que reivindicamos:
1. Arquivamento dos processos administrativos.
2. Retorno de todos os professores afastados pela Diretora Geral em 2007 e 2008.
3. Gestão democrática DE FATO e não apenas como DISCURSO ideológico.
4. Retorno das coordenações de disciplina.
5. Apoio em relação ao Projeto de Lei de Eleições Diretas no CEP.
Pedimos, portanto, apenas a coerência dos Deputados do Estado do Paraná com os princípios da democracia, pois fazemos questão de não esquecer o que a própria Madselva escreveu em passado recente:
“A eleição de diretor de escola constitui um momento privilegiado para reflexão coletiva e enfrentamento ao projeto neoliberal de sociedade e de educação que reforça os processos de exclusão e de desumanização a que a população vem sendo submetida fora e, muitas vezes, dentro da escola… o diretor tem um papel relevante na condução da autonomia responsável que experimenta saberes e transgride o velho estilo de gestão, criando coletivamente formas de garantir direitos, de humanizar as relações, os tempos e os espaços pedagógicos, porque todo lugar de criança e adolescente TEM QUE SER HUMANO, SEM SEGREGAÇÃO, ONDE O ATO DE EDUCAR SEJA UM FAZER ÉTICO, SOLIDÁRIO, ESCULPIDO COM A DIGNIDADE DO SER HUMANO E DO MUNDO” (FEIGES, Maria Madselva F. O projeto Político-Pedagógico e a eleição de diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. Maringá: SME, Caderno temático I, 2003).
Nós, professores/as e funcionários/as do Colégio Estadual do Paraná, com o apoio de alunos/as e pais, vimos manifestar nosso compromisso com uma educação de qualidade, que sempre destacou esta instituição de ensino, pela qual passaram diversos segmentos da sociedade paranaense, como comprovam muitas pesquisas nacionais. Destacamos que nosso compromisso político, social e cultural é com a formação dos jovens a nós confiados. Queremos o retorno do ambiente profissional e pedagógico que tínhamos até o final 2006, um colégio em que funcionários/as, corpo docente, alunos/as e pais cumpriam seus papéis numa relação profissional e educacional marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e solidária. Havia disputas políticas como em qualquer espaço humano, mas o debate democrático e o respeito sempre predominaram, sem que nunca fôssemos alvos de ataques, inclusive pela mídia ou por órgãos oficiais, como temos presenciado com a gestão atual.
Curitiba, 02 de dezembro de 2008
Thianny Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 7:50 hs
Isto é resultado da política que se implantou na escola. O CEP era um colégio com um alto nivel de ensino. Os alunos sabiam que para passar tinham que estudar , o professor era respeitado e obedecido. A atual diretora que entrou em 2007 banalizou a escola “instituiu a aprovação automática”, processou processores, afastou pessoas com anos de experiência e compromisso, impôs o ensino fundamental para satisfazer a vontade do sr Mauricio Requião. Tai ai o resultado !! Que este tipo de situação como apontam vários alunos neste Blog sempre ocorreu no CEP e em qualquer lugar que tenha jovens, mas antes os alunos envolvidos em conquistar a sua aprovação se dedicavam ao papel da escola e não apenas fazer da escola um lugar de lazer porque sabem que já estão aprovados . Para reconstruir o CEP, somente uma direção que escute os professores, que retome os projetos, coordenações de área e tudo o que esta escola perdeu, que restabeça a democracia e a participação e que consiga que os alunos voltem a ter orgulho da Escola e de seus mestres.
Ex-aluno Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 8:31 hs
Não tem mais inspetores no corredor???
Antes ja era difícil controlar os trogloditas e malucos de plantão tentando jogar lixeiras, extintores e a si mesmos pelo fosso da escada, imaginem agora o que não devem aprontar!!
O elevador da ala ímpar, as torres, o ginásio coberto e o fundão da escolinha de artes(sob o palco) sempre foram meio que uma terra sem lei, agora então devem ter virado areas livres para a prática de surubas.
Com essa liberdade deve ter até moradores do CEU aproveitando, antes(espero que não ocorra mais) eles só ficavam sem roupa fazendo pose na janela!!
maycon Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 9:23 hs
A culpa é da Madselva, ela deve ser responsabilizada.
João Elias Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 9:56 hs
Respeitando a opinião dos demais, mas como antigo cepiano, idoso orgulhoso de ter tido toda a sua formação (ginásio e clássico) nesse fantástico colégio, onde se passava no vestibular da Federal sem necessidade de cursinho, lamento que as novas gerações não tenham tido a oportunidade que tive de estudar sob a direção do Prof.Ribeiro, do grande Wallace de Mello e Silva e do Dr. Eros Gradowski. Quanto ao corpo de professores, era de primeira qualidade, de altíssimo nível. Com certeza absoluta, as maiores e melhores lideranças e os mais brilhantes desse estado, na área pública ou privada, estudaram no Estadual. Sei que o mundo é outro, que as gerações têm outros valores e comportamentos, que a velocidade e necessidade das famílias atuais são diferentes, mas, nada justifica a decadência do colégio. Harvard, após 200 anos, continua a mesma escola. E o que dizer da Sorbonne?
Quanto ao comportamento dos tres alunos, isso reflete a banalização do sexo, a ausência de auto-respeito, a promiscuidade moral de parte das novas gerações, sempre desculpáveis pela máxima que são frutos dos “tempos modernos”. O colégio está lá para instruir, a familia para educar. O bem educado em casa receberá a instrução com maior facilidade e melhor comportamento. O bem instruído, consequentemente terá capacidade de reflexão para ser educado. Se a permissividade, a extrema liberdade sem o controle dos limites, se há a predominân cia do viver pelo viver, sem a obediência a princípios elementares do saber conviver, é a regra geral, cabe aos pais e mestres, ao menos, exercerem o seu papel com rigor, já que são detentores do poder e do saber, respectivamente, para que a moral, os bons costumes, o respeito, a educação, enfim, todos os valores de um mundo civilizado possam retornar ou modificar aqueles que não seguem tais orientações. Pelo bem da coletividade.
Sinto pena dos tres moleques, pela sua deformação moral.
Izabel Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 10:28 hs
tenho uma filha de 15 anos, estamos sempre juntas e participo da vida dela por completo, é discriminada na escola por orientar as amigas sobre comportamentos sexuais e com drogas, ou seja, quando a festa é da pesada ela não é convidada. Porém, nas horas de tristeza e desabafo é sempre em minha casa, sem as outras colegas saberem, é que elas vem pedir conselhos. Pais, correr atrás de dinheiro não é tudo partiucipem da vida de seus filhos, amem com exigência, sem muita permissividade, procurem participar de palestras, e olhem são muitas as oferecidas, e os pais acham que sabem tudo, eles estão anos luz a nossa frente e nem parece. Procure a convivência em igrejas, grupo de jovens, passeiem mais com seus filhos e que Deus ajude a todos nós. As vezes ouço deles coisas que ao entrar no banho choro de tando desespero……..
Leonardo Costa Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 11:11 hs
paty não gerenalize, já ouvir falar no Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira em São José dos Pinhais – PR. é um otimo colegio na periferia da cidade. Marginalizar todos os professores ou administradores. lembrando apenas que A DIRETORA DO COLEGIO ESTADUAL É ESCOLHIDA PELO GOVERNADOR, não ha eleição, e um cargo de articulação politica não de merito. Generalizar dessa maneira é maldade contra os bons profissionais. procure conhecer todos os colegios para não cometer tal erro. Com certeza tem colegios destruidos com um corpo docente em frangalhos, mas há os bons. Ex: Colegio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, Colegio Professor Brandão e Luiza Ross ambos em curitiba.
Mas com o oque ocorre é que os pais transferiam a responsabilidade de educação “conduta” a escola. não é possivel condenar profissionais da educação sendo que nem os pais tem o respeito dos filhos. Educação começa dentro de casa, a conduta dos fiolhos é o reflexo dos pais…!!!
Antonio Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 11:50 hs
A questão é de valores morais e disciplina. Os valores morais são de resposabilidade primeiro da família e complementados pela escola. Já a disciplina é uma questão administrativa, de responsabilidade da escola. Por que estas barbaridades não acontecem no Colégio da Polícia Militar?
B Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 12:33 hs
Toda essa discussão só nos faz lembrar a importancia do dialogo
se tratarmos pessoas como idiotas elas vão regiar como idiotas
Agora a diretora Madselva não tem preparo para conduzir uma direção, alunos do CEP informaram que ela mostrou o video para os pais a mae desmaiou e o pai comeceu a bater na filha, isso é uma demostração de desprepararo e falta de respeito com os pais e com a menina só pq ela cometeu um erro não tem que ser massacrada pela direção da escola alguem pensou que sem acompanhamento profissional ela pode parar de estudar fugir de casa e engordar as estatisticas de morte, violencia que infelismente existe entre os nossos jovens.
edieinysQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 12:42 hs
acabo com a reputação do colegio…….e eu que queria estudar lá!…
Aparecida Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 14:53 hs
Os pais acreditam que os filhos vão a escola para estudar. Como os professores que ministram aulas a esses alunos não perceberam a ausencia deles? E a coordeção, direção e vigia da escola o que tem a dizer?
Os pais trabalham e confiam na escola!
Não é uma questão de ser menina ou menino. É uma questão de preparo dos jovens e adolescentes que a escola tem a responsabilidade de orientar. E não vem com onda de baixo salário dos professores, escolhe a profissão quem quer e tem responsabilidade!
Helena, uma empregada doméstic Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 15:09 hs
eu acho que a gente confia na escola. Eu tenho que trabalhar o dia inteiro de empregada domestica para dar o que comer para os meus filhos.m Conheço a mãe de um dos jovens e ela é rigorosa com ele. Nem acreditei quando fiquei sabendo! Como eu a mãe desse menino é batalhadora! Ela buscou a melhor escola para o filho e agora, mesmo doente, sozinha tem que lutar pelos direitos do filho. A escola precisa ser responsabilizada! Meu Deus em que mundo estamos. Helena Marques (ensino fundamental).
VitorQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 23:40 hs
Dez anos atraz eu era aluno, hoje sou professor do CEP. Nesse intervalo de 10 anos observo que a situação não é a mesma, afinal o mundo mudou. Como passa na propaganda do Jornal Gazeta do Povo: “ha dez anos a internet ainda engatinhava, o 11 de setembro era uma data comum e ninguém sabia quem era o Obama.”
Antes de ficar alimentando a discussão e disputa entre alunos, professores e direção, eu gostaria de saber se alguem se preocupa com o que sera do futuro desse Escola? Quais serão as consequências para a Escola e os alunos envolvidos?
Esse não é o momento de apontar culpados. Essa situação é consequência da administração da escola sim, mas também da midia e da familia.
Eu trabalho em outra escola no periodo da manha, quando estou chegando no CEP, observo alunos do Ensino Fundamental pegando o “anuncios” de prostitutas que estão colados nos telefones publicos e jogados no chão, como se estivessem fazendo coleção de figurinhas. Então pergunto, de quem é a responsabilidade nesse momento? Se em casa esse aluno esta sob responsabilidade dos pais e na Escola esta sob guarda dos professores, mas na rua? E então, na televisão ou na internet? Lembrando que acima eu cito que o mundo mudou, isso quer dizer que os valores da familia mudaram, e a escola enquanto politica educacional não acompanhou essa mudança.
Eu sou um professor novo, em idade e formação, tenho 26 anos e 3 anos de formação, todos os dias eu reflito sobre o papel da Escola nesse país, para ser mais especifico, na nossa cidade. Educação é uma “coisa” perigosa, quando se educa um país, ajudamos a construir uma geração reflexiva, critica, que se liberta dos preconceitos, dos males. Mas educação não traz votos. Então, antes de ficar culpando governo, escola ou familia, precisamos refletir – sim – porque chegamos à esse ponto e para onde vamos?
Com essa materia na midia, em rede nacional, fico pensando qual a repercussão sobre a importancia da Escola e a imagem e valores das familias, do Governo, enquando gestor de educação que estão no Estado do PARANÁ. Antes de ficar invejando o gramado do vizinho, eu me preocupo com o meu gramado, antes de querer mudar o mundo eu preciso a mim mesmo e a minha casa.
Para concluir, gostaria de lembrar que esses e outros fatos, como o aluno do Ensino Fundamento de uma Escola de Maringa, que levou uma arma e atirou em uma colega de sala, assim como os “individuos” que agrediram mulheres que estavam na rua, confundindo com prostituras no Rio de Janeiro, assim como os “rapazes” que tacaram fogo no indio Galdino, em Brasilia, pois queria fazer uma “brincadeira”, esses fatos ocorreram envolvendo crianças e adolescentes, e fazem parte da sistema em crise em que vivemos. Para mostrar que educação é uma “coisa” serio como disse acima, cito Pitagoras, filosofo grego do século V a.C; “Eduquem as crianças e não sera necessario castigar os homens”
ProfºQuinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 23:42 hs
Estão tratando o tema como um escândalo!!!
Não o vejo como tal.
Vejo sim como um reflexo da sociedade na qual vivemos…
Escândalo é o FUNDAMENTALISMO CONSUMISTA dentro do modelo econômico capitalista que vivemos, que transforma corpos em produtos;
Escândalo é culto midiático à erotização, que estimula a sexualidade precoce e a pedofilia;
Escândalo é o forte apelo sensual na publicidade, novelas, músicas e outros produtos culturais que torna, ainda que de forma camuflada, o abuso de crianças uma prática social aceitável;
Escândalo é a produção de imagens, valores, atitudes e modelos veiculadas pela TV que bombardeiam nossas crianças, criando como consequência, um desenvolvimento afetado e doente, atropelando fases importantes da vida, tranformando-as em miniadultos.
Escândalo são as propagandas e programas de televisão que forçam uma antecipação no amadurecimento das crianças.
Escândalo são as meninas de 5 anos vestidas como se tivessem 20 ou meninos recém-saídos das fraldas querendo mostrar virilidade.
Escândalo são alguns pais, que enaltecem este comportamento, orgulhosos da “esperteza” dos filhotes.
Escândalo é o culto ao corpo e à erotização precoce dos pequenos, fazendo disso uma fórmula imbatível para vender produtos, criar moda, influenciar pessoas e, principalmente, acumular muito dinheiro.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Escola de papel
Enquanto se discute a crise dos poderes constitucionais, seja o judiciário e sua lentidão quanto a dar respostas mais rápidas aos direitos de quem os pleiteia, seja o executivo e sua eterna morosidade em fazer cumprir os direitos da carta magna, seja no combate à corrupção, ao nepotismo, à distribuição de cargos para apaziguamento político, ou troca de favores, seja no momento atual a “crise” do Senado e seus atos secretos, distribuição de cargos sem concurso, salas secretas, contas secretas, bens não declarados, decisões secretas (artifícios das ditaduras ou de governos de exceção), medidas provisórias (atos de governos fascistas), limitação de permanência (no caso da restrição do horário para menores) como a pseudoproposta de combate à violência (proposta de governos autoritários, pois só em casos muito restritos é que se admite tal restrição, como, por exemplo, no “estado de sítio”)... Enquanto tudo isso acontece, a crise educacional, que deveria ser a pauta do dia, acaba sendo maquiada por propostas que não são para resolver o problema ou começar a resolvê-lo, mas para dizer que neste ou naquele governo os índices melhoraram, em propostas de efeito duvidoso, como, por exemplo, o Centro de Formação Nacional de professores, o incentivo às Universidades Virtuais, aos cursos virtuais, aos alunos virtuais, aos professores virtuais, onde só não é virtual a exploração, a violência, a miséria a corrupção os privilégios os descasos com a saúde, a morte lenta nos ambulatórios, o descaso com a educação, a violência no campo, a falta de emprego, a falta de moradias decentes e redes de esgoto, as estradas esburacadas, a falta de decência de alguns governantes.
Enquanto isso, no Colégio Estadual do Paraná parece que a pedagogia caminha em outro caminho e, é bem possível, num mundo paralelo de realidade também paralela. Nas aulas da academia apreende-se que a pedagogia é um olhar sobre a educação e seu espaço de formação -a escola-, apreende-se que várias concepções de escolas (pedagogia pragmática, libertadora, tecnicista, até os discursos mais modernos da pedagogia da história crítica, marxista) ao longo do tempo histórico foram sendo criadas, superadas, criticadas, firmando-se como um saber de extrema importância para a compreensão do espaço escolar e seus problemas. Mas, no CEP, a pedagogia parece que desaprendeu a pensar os grandes problemas educacionais, preocupa-se mais em vistoriar livros, ler memorandos, assinar informes, infantilizar os processos de avaliação e aprendizagem, verificar a caligrafia, a cor da tinta utilizada nos livros, a data errada, aulas dadas e aulas previstas, simplificando a sua função em mera assistência burocrática, em que o mais importante é o livro jurássico cultuado como se fosse um Deus, que deve ser perfeito porque devemos pensar no futuro contra os processos que virão (fica aqui a sugestão do filme “Minority Report” que, sem dúvida, ajudará a olhar estes problemas sobre outro aspecto).
A pedagogia poderia estar levantando sua voz contra as ações não-pedagógicas, como a vigilância desmedida, a falta de espaços democráticos; poderia, por exemplo, montar um painel no pátio central, onde todos pudessem se manifestar livremente, poderia apreender com os fatos da “Primavera do CEP de 2007”, poderia ajudar a diminuir a burocracia, propor um livro mais moderno, combater o eterno retorno do Taylorismo e do Fordismo na educação, propor uma escola de muros baixos, onde a comunidade participasse e estivesse representada, poderia estar lutando para que as eleições democráticas fossem estabelecidas efetivamente no CEP, lutando contra o desmantelamento de algumas salas de coordenação e a pela volta de eleições para o coordenador, diminuindo as decisões verticais e defendendo a ampliação das decisões horizontais, lutando contra o uso absurdo do processo como garantia de calar vozes (é sempre bom lembrar Norberto Bobbio, para quem uma Democracia não se faz cortando cabeças e sim contando cabeças).
Infelizmente, a pedagogia do CEP fica contando dias lançados nos livros, tinta azul escura ou mais clara, observando caligrafia... E, antes que os acólitos bravejem, manter o livro atualizado é necessário, mas torná-lo sagrado é desnecessário. Parece que tanto se combateu a pedagogia tecnicista e o que se constata, no caso do CEP, é que ela foi incorporando o que antes combatia. Como no livro “Farm Animal”, não se sabe onde começa o discurso e a prática inovadora e onde termina a prática e o discurso tecnicista conservador.
Rubens Tavares, Professor História do Colégio Estadual do Paraná.
Enquanto isso, no Colégio Estadual do Paraná parece que a pedagogia caminha em outro caminho e, é bem possível, num mundo paralelo de realidade também paralela. Nas aulas da academia apreende-se que a pedagogia é um olhar sobre a educação e seu espaço de formação -a escola-, apreende-se que várias concepções de escolas (pedagogia pragmática, libertadora, tecnicista, até os discursos mais modernos da pedagogia da história crítica, marxista) ao longo do tempo histórico foram sendo criadas, superadas, criticadas, firmando-se como um saber de extrema importância para a compreensão do espaço escolar e seus problemas. Mas, no CEP, a pedagogia parece que desaprendeu a pensar os grandes problemas educacionais, preocupa-se mais em vistoriar livros, ler memorandos, assinar informes, infantilizar os processos de avaliação e aprendizagem, verificar a caligrafia, a cor da tinta utilizada nos livros, a data errada, aulas dadas e aulas previstas, simplificando a sua função em mera assistência burocrática, em que o mais importante é o livro jurássico cultuado como se fosse um Deus, que deve ser perfeito porque devemos pensar no futuro contra os processos que virão (fica aqui a sugestão do filme “Minority Report” que, sem dúvida, ajudará a olhar estes problemas sobre outro aspecto).
A pedagogia poderia estar levantando sua voz contra as ações não-pedagógicas, como a vigilância desmedida, a falta de espaços democráticos; poderia, por exemplo, montar um painel no pátio central, onde todos pudessem se manifestar livremente, poderia apreender com os fatos da “Primavera do CEP de 2007”, poderia ajudar a diminuir a burocracia, propor um livro mais moderno, combater o eterno retorno do Taylorismo e do Fordismo na educação, propor uma escola de muros baixos, onde a comunidade participasse e estivesse representada, poderia estar lutando para que as eleições democráticas fossem estabelecidas efetivamente no CEP, lutando contra o desmantelamento de algumas salas de coordenação e a pela volta de eleições para o coordenador, diminuindo as decisões verticais e defendendo a ampliação das decisões horizontais, lutando contra o uso absurdo do processo como garantia de calar vozes (é sempre bom lembrar Norberto Bobbio, para quem uma Democracia não se faz cortando cabeças e sim contando cabeças).
Infelizmente, a pedagogia do CEP fica contando dias lançados nos livros, tinta azul escura ou mais clara, observando caligrafia... E, antes que os acólitos bravejem, manter o livro atualizado é necessário, mas torná-lo sagrado é desnecessário. Parece que tanto se combateu a pedagogia tecnicista e o que se constata, no caso do CEP, é que ela foi incorporando o que antes combatia. Como no livro “Farm Animal”, não se sabe onde começa o discurso e a prática inovadora e onde termina a prática e o discurso tecnicista conservador.
Rubens Tavares, Professor História do Colégio Estadual do Paraná.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
De quem é a culpa?
Texto de um educador que tenta desmascarar um dos discursos dominantes da educação brasileira: a culpa é do professor.
“A novela da qual fazemos parte"
A situação caótica da educação brasileira tem raízes diversas e complexas. Quero, porém, abordar uma questão que poucas pessoas dispensam atenção – o discurso pedagógico. Nos últimos anos, os professores foram doutrinados a pensar que são inteiramente responsáveis pela educação (seja o sucesso, seja o fracasso), como se a relação professor-aluno fosse o único elemento a se considerar neste processo. As produções acadêmicas de psicólogos, pedagogos e psicopedagogos são unânimes em apontar o culpado pela decadência do ensino no país – o magistério.Claro que não dizem isso diretamente, mas é indiscutível que esta ideia está implícita em suas teorias.
A minha intenção é não cair no lugar comum e dizer que o sistema está falido devido à má formação e atualização dos professores, da desvalorização moral, social e econômica dos docentes, da falta de infra-estrutura da maioria das escolas do país, enfim, isso todos já sabem, não se discute.
O que estou propondo é ampliar este debate. Deste modo, vou citar um estudioso do assunto, Júlio Groppa, adorado por todos aqueles que compartilham o prazer de falar mal do magistério, sobretudo público. Trata-se de uma análise rápida, apenas com a intenção de ilustrar o que pretendo repudiar.
O senhor Júlio Groppa foi escolhido pela secretaria de educação da cidade onde leciono para apresentar uma palestra intitulada “A indisciplina na sala de aula”. Na ocasião, deixou os docentes revoltados com sua arrogância e colocou toda a culpa da desobediência dos alunos nas costas do professorado. Se levarmos em consideração que as palestras deste profissional são muito requisitadas pelas secretarias de educação pelo Brasil afora, trata-se de afirmar que é um discurso comprado (ou assumido) pelo Estado.
Em uma de suas entrevistas, o “professor” Júlio Groppa afirma que a questão da violência na escola é tratada com alarde pela imprensa e pelos professores. A situação é bem menos grave do que parece. Quando questionado sobre a posição dos docentes em falar que o problema está na (falta de) educação familiar do aluno, o referido autor é categórico ao dizer que o professor deveria “se silenciar” ao abordar questões que estão fora da sua alçada. Sem comentários!
Em outra ocasião, num artigo intitulado “da palavra e o professor: notas sobre pregar, narrar e democratizar”, o senhor Júlio Groppa busca no século XVII um texto referencial para defender suas teses. Trata-se de um sermão do Padre Antônio Vieira discorrendo sobre o fracasso das pregações do seu tempo. Desprovido de qualquer análise do contexto histórico de Vieira, o “educador” Júlio Groppa faz suas as conclusões do padre: o fracasso é culpa do pregador.
O estudioso da USP não está sozinho. Faz um bom tempo que as faculdades de pedagogia não fazem outra coisa senão culpabilizar os professores pelo insucesso da aprendizagem dos seus alunos. Poderia aqui citar outros inúmeros profissionais renomados que compartilham este pensamento.
Muitos educadores adoram trazer experiências bem sucedidas na Europa e adaptá-las ao Brasil. Claro que eles se esquecem que lá a educação é levada a sério. Os professores recebem um salário compatível com sua importância social. Pratica-se a verdadeira democratização do ensino, ou seja, a educação pública é freqüentada por todos. Desta forma, toda a sociedade realmente se preocupa com a qualidade de suas escolas. No Brasil, quem tem dinheiro simplesmente manda o filho para uma escola particular. Resolve-se, assim, o problema, bem ao jeitinho passivo do brasileiro!
Entretanto, quando penso na Europa como referencial educacional prefiro seguir uma prática bastante comum na maior parte deste continente: a distribuição de papéis. As leis educacionais costumam definir a seguinte estrutura: ao Estado cabe disponibilizar toda a estrutura para que as escolas possam funcionar; ao professor cabe a obrigação de ensinar, sendo apoiado pelo Estado neste papel; ao aluno cabe a obrigação de aprender, sendo apoiado pela família neste papel. Mais simples do que isso é impossível.
Sabe-se que as certezas e verdades são tão efêmeras quanto duvidosas. Porém, há muitos anos que o Brasil resolveu adotar um pensamento como dogma – a noção de ensino-aprendizagem. Assim como numa Inquisição, cometer a heresia de contestar esta verdade é passível de condenação, menos mal que hoje em dia dispensamos as fogueiras, embora mantenhamos os expurgos.
É preciso abrir um parêntese. Não estou colocando em discussão inúmeros estudos sérios demonstrando a relação estreita entre a forma de ensino e o tipo de aprendizado. Apenas chamo a atenção para os desdobramentos que isto acabou provocando no pensamento pedagógico, sobretudo brasileiro. Utilizando a lógica do dogma em questão, deduzimos que só há ensino se houver aprendizagem, ou seja, se o aluno não aprendeu é porque quem ensinou – o professor – falhou. Que engraçado, acho que já falamos disso lá em cima.
O discurso que aqui entendemos ser dominante na educação brasileira acabou por trazer uma triste consequência para o trabalho do professor. Diante da realidade (alunos semi-analfabetos chegando ao Ensino Médio), muitos colegas sucumbem e apesar de saber que seu aluno não tem condições de seguir adiante não querem conviver com o rótulo de fracassado. No final do ano, arruma-se sempre um “jeitinho” para que o “aproveitamento” seja “satisfatório”. Alimenta-se, desta forma, um circulo vicioso. Mas este mesmo discurso, bancado pelo Estado (viva Júlio Groppa!), está ajudando o Brasil a melhorar os seus números (viva Maquiavel!). Que coisa linda ver aquela mulher do comercial subindo as escadas do desenvolvimento na educação do país! O Ideb só melhora! Escolas e prefeituras pulam de alegria quando veem seus cofres mais cheios por cumprirem a meta do Ideb. O contraditório é que isso tudo contrasta com aquilo que os professores percebem no dia a dia do seu trabalho: a cada ano que passa o “nível” fica pior. Qual é o segredo?
Se você pensar um pouco mais, com calma, vai perceber o quanto de podre se encontra a educação brasileira. O país quer mostrar para o mundo que investe na educação, para isso precisa melhorar os índices de escolaridade. Uma das primeiras iniciativas foi a tão conhecida universalização da educação, garantindo a todas as crianças o acesso à escola. Para garantir lugar para toda esta demanda, era comum os governantes criarem escolas, assunto corriqueiro nas campanhas políticas. Com o passar do tempo, achou-se que não precisava de mais unidades, afinal, seguindo a linha do “coração de mãe”, quem dá aula pra 20 pode muito bem se virar com 40. E, afinal de contas, como já testemunhei uma educadora dizer, “não há nenhuma pesquisa comprovando que numa turma menor há melhor aprendizado”.
Outra iniciativa, esta mais recente, foi incluir a antiga Classe de Alfabetização no Ensino Fundamental, uma manobra simples que aumentava em 1 ano a escolaridade do brasileiro.
Paralelamente, buscou-se uma forma de quantificar a qualidade da educação. Encontrou-se uma fórmula mágica. O Ideb faz uma média entre a nota da Prova Brasil, os índices de evasão e de repetência. E não é de se estranhar que o peso dos números da repetência é maior do que o da avaliação nacional.
Agora é só fazer a brincadeira do siga os pontinhos: o Brasil quer que o Ideb do país melhore e para isso fornece gratificações para os estados e municípios que obtenha tal feito. Os estados e municípios querem receber mais dinheiro e por isso premiam as escolas que conseguem melhorar seu desempenho. Junta-se agora a fome com a vontade de comer. Temos um professor encurralado por dois lados: por um, a equipe pedagógica dizendo que quanto mais ele aprovar, mais competente ele é; de outro, uma secretária de educação ou o diretor de escola (loucos por mais verba) dizendo que quanto menos ele reprovar, menos chance de algo acontecer com ele (leia-se demissão, para os contratados; perseguições; transferências de escola; desvios de função, etc.). Ingredientes perfeitos para explicar uma das facetas da falência da educação no país.
Mas quando se culpa o professor pelo fracasso escolar do aluno, há de se debater outros pontos. Quando falamos em educação, somos obrigados a falar em quatro atores: Estado, professor, aluno e família. Toda vez que alguém restringe esta tarefa à relação professor-aluno incorre num erro grave.
Há pouco tempo li um texto de um colega professor, Declev Dib-Ferreira, que aborda, entre outras coisas, esta discussão. O autor dizia que recebemos, salvo algumas exceções, um aluno extremamente carente. Primeiro é o Estado, que desde os seus primórdios dias quase sempre não cumpre com que prometeu. Coisas “pequenas” como o que a constituição do país ordena: saneamento básico, saúde, segurança, habitação etc. Com isso, temos a criança e sua família desprovida de elementos básicos para se viver dignamente. E por falar em família, além de sofrer toda a falta do Estado, o aluno, antes de chegar até você, professor, ainda passa pela experiência de ser criado em ambientes tão desestruturados como os lares atuais. Poderia aqui falar da ausência de limites imposta às crianças, da falta de exemplos, da violência doméstica etc. Mas assim estaria desobedecendo às ordens do mestre Groppa.
Tudo isso foi pra dizer que quando recebemos um aluno em sala de aula, ele já se encontra afetado por inúmeros traumas que vão, indiscutivelmente, afetar seu desempenho educacional. No entanto, os mesmos atores (Estado e família) que malograram no seu papel, transferem para os docentes a culpa que deviam repartir.
Como os antigos hereges, não busco criar uma doutrina nova. É exatamente por acreditar na capacidade transformadora da educação que afirmo: somente avançaremos quando os quatro atores admitirem suas limitações e suas falhas. Enquanto a novela da qual fazemos parte continuar a colocar o professor como vilão, continuaremos a ver a mesma história, ano após ano.
Geraldo Ramos
Professor”
“A novela da qual fazemos parte"
A situação caótica da educação brasileira tem raízes diversas e complexas. Quero, porém, abordar uma questão que poucas pessoas dispensam atenção – o discurso pedagógico. Nos últimos anos, os professores foram doutrinados a pensar que são inteiramente responsáveis pela educação (seja o sucesso, seja o fracasso), como se a relação professor-aluno fosse o único elemento a se considerar neste processo. As produções acadêmicas de psicólogos, pedagogos e psicopedagogos são unânimes em apontar o culpado pela decadência do ensino no país – o magistério.Claro que não dizem isso diretamente, mas é indiscutível que esta ideia está implícita em suas teorias.
A minha intenção é não cair no lugar comum e dizer que o sistema está falido devido à má formação e atualização dos professores, da desvalorização moral, social e econômica dos docentes, da falta de infra-estrutura da maioria das escolas do país, enfim, isso todos já sabem, não se discute.
O que estou propondo é ampliar este debate. Deste modo, vou citar um estudioso do assunto, Júlio Groppa, adorado por todos aqueles que compartilham o prazer de falar mal do magistério, sobretudo público. Trata-se de uma análise rápida, apenas com a intenção de ilustrar o que pretendo repudiar.
O senhor Júlio Groppa foi escolhido pela secretaria de educação da cidade onde leciono para apresentar uma palestra intitulada “A indisciplina na sala de aula”. Na ocasião, deixou os docentes revoltados com sua arrogância e colocou toda a culpa da desobediência dos alunos nas costas do professorado. Se levarmos em consideração que as palestras deste profissional são muito requisitadas pelas secretarias de educação pelo Brasil afora, trata-se de afirmar que é um discurso comprado (ou assumido) pelo Estado.
Em uma de suas entrevistas, o “professor” Júlio Groppa afirma que a questão da violência na escola é tratada com alarde pela imprensa e pelos professores. A situação é bem menos grave do que parece. Quando questionado sobre a posição dos docentes em falar que o problema está na (falta de) educação familiar do aluno, o referido autor é categórico ao dizer que o professor deveria “se silenciar” ao abordar questões que estão fora da sua alçada. Sem comentários!
Em outra ocasião, num artigo intitulado “da palavra e o professor: notas sobre pregar, narrar e democratizar”, o senhor Júlio Groppa busca no século XVII um texto referencial para defender suas teses. Trata-se de um sermão do Padre Antônio Vieira discorrendo sobre o fracasso das pregações do seu tempo. Desprovido de qualquer análise do contexto histórico de Vieira, o “educador” Júlio Groppa faz suas as conclusões do padre: o fracasso é culpa do pregador.
O estudioso da USP não está sozinho. Faz um bom tempo que as faculdades de pedagogia não fazem outra coisa senão culpabilizar os professores pelo insucesso da aprendizagem dos seus alunos. Poderia aqui citar outros inúmeros profissionais renomados que compartilham este pensamento.
Muitos educadores adoram trazer experiências bem sucedidas na Europa e adaptá-las ao Brasil. Claro que eles se esquecem que lá a educação é levada a sério. Os professores recebem um salário compatível com sua importância social. Pratica-se a verdadeira democratização do ensino, ou seja, a educação pública é freqüentada por todos. Desta forma, toda a sociedade realmente se preocupa com a qualidade de suas escolas. No Brasil, quem tem dinheiro simplesmente manda o filho para uma escola particular. Resolve-se, assim, o problema, bem ao jeitinho passivo do brasileiro!
Entretanto, quando penso na Europa como referencial educacional prefiro seguir uma prática bastante comum na maior parte deste continente: a distribuição de papéis. As leis educacionais costumam definir a seguinte estrutura: ao Estado cabe disponibilizar toda a estrutura para que as escolas possam funcionar; ao professor cabe a obrigação de ensinar, sendo apoiado pelo Estado neste papel; ao aluno cabe a obrigação de aprender, sendo apoiado pela família neste papel. Mais simples do que isso é impossível.
Sabe-se que as certezas e verdades são tão efêmeras quanto duvidosas. Porém, há muitos anos que o Brasil resolveu adotar um pensamento como dogma – a noção de ensino-aprendizagem. Assim como numa Inquisição, cometer a heresia de contestar esta verdade é passível de condenação, menos mal que hoje em dia dispensamos as fogueiras, embora mantenhamos os expurgos.
É preciso abrir um parêntese. Não estou colocando em discussão inúmeros estudos sérios demonstrando a relação estreita entre a forma de ensino e o tipo de aprendizado. Apenas chamo a atenção para os desdobramentos que isto acabou provocando no pensamento pedagógico, sobretudo brasileiro. Utilizando a lógica do dogma em questão, deduzimos que só há ensino se houver aprendizagem, ou seja, se o aluno não aprendeu é porque quem ensinou – o professor – falhou. Que engraçado, acho que já falamos disso lá em cima.
O discurso que aqui entendemos ser dominante na educação brasileira acabou por trazer uma triste consequência para o trabalho do professor. Diante da realidade (alunos semi-analfabetos chegando ao Ensino Médio), muitos colegas sucumbem e apesar de saber que seu aluno não tem condições de seguir adiante não querem conviver com o rótulo de fracassado. No final do ano, arruma-se sempre um “jeitinho” para que o “aproveitamento” seja “satisfatório”. Alimenta-se, desta forma, um circulo vicioso. Mas este mesmo discurso, bancado pelo Estado (viva Júlio Groppa!), está ajudando o Brasil a melhorar os seus números (viva Maquiavel!). Que coisa linda ver aquela mulher do comercial subindo as escadas do desenvolvimento na educação do país! O Ideb só melhora! Escolas e prefeituras pulam de alegria quando veem seus cofres mais cheios por cumprirem a meta do Ideb. O contraditório é que isso tudo contrasta com aquilo que os professores percebem no dia a dia do seu trabalho: a cada ano que passa o “nível” fica pior. Qual é o segredo?
Se você pensar um pouco mais, com calma, vai perceber o quanto de podre se encontra a educação brasileira. O país quer mostrar para o mundo que investe na educação, para isso precisa melhorar os índices de escolaridade. Uma das primeiras iniciativas foi a tão conhecida universalização da educação, garantindo a todas as crianças o acesso à escola. Para garantir lugar para toda esta demanda, era comum os governantes criarem escolas, assunto corriqueiro nas campanhas políticas. Com o passar do tempo, achou-se que não precisava de mais unidades, afinal, seguindo a linha do “coração de mãe”, quem dá aula pra 20 pode muito bem se virar com 40. E, afinal de contas, como já testemunhei uma educadora dizer, “não há nenhuma pesquisa comprovando que numa turma menor há melhor aprendizado”.
Outra iniciativa, esta mais recente, foi incluir a antiga Classe de Alfabetização no Ensino Fundamental, uma manobra simples que aumentava em 1 ano a escolaridade do brasileiro.
Paralelamente, buscou-se uma forma de quantificar a qualidade da educação. Encontrou-se uma fórmula mágica. O Ideb faz uma média entre a nota da Prova Brasil, os índices de evasão e de repetência. E não é de se estranhar que o peso dos números da repetência é maior do que o da avaliação nacional.
Agora é só fazer a brincadeira do siga os pontinhos: o Brasil quer que o Ideb do país melhore e para isso fornece gratificações para os estados e municípios que obtenha tal feito. Os estados e municípios querem receber mais dinheiro e por isso premiam as escolas que conseguem melhorar seu desempenho. Junta-se agora a fome com a vontade de comer. Temos um professor encurralado por dois lados: por um, a equipe pedagógica dizendo que quanto mais ele aprovar, mais competente ele é; de outro, uma secretária de educação ou o diretor de escola (loucos por mais verba) dizendo que quanto menos ele reprovar, menos chance de algo acontecer com ele (leia-se demissão, para os contratados; perseguições; transferências de escola; desvios de função, etc.). Ingredientes perfeitos para explicar uma das facetas da falência da educação no país.
Mas quando se culpa o professor pelo fracasso escolar do aluno, há de se debater outros pontos. Quando falamos em educação, somos obrigados a falar em quatro atores: Estado, professor, aluno e família. Toda vez que alguém restringe esta tarefa à relação professor-aluno incorre num erro grave.
Há pouco tempo li um texto de um colega professor, Declev Dib-Ferreira, que aborda, entre outras coisas, esta discussão. O autor dizia que recebemos, salvo algumas exceções, um aluno extremamente carente. Primeiro é o Estado, que desde os seus primórdios dias quase sempre não cumpre com que prometeu. Coisas “pequenas” como o que a constituição do país ordena: saneamento básico, saúde, segurança, habitação etc. Com isso, temos a criança e sua família desprovida de elementos básicos para se viver dignamente. E por falar em família, além de sofrer toda a falta do Estado, o aluno, antes de chegar até você, professor, ainda passa pela experiência de ser criado em ambientes tão desestruturados como os lares atuais. Poderia aqui falar da ausência de limites imposta às crianças, da falta de exemplos, da violência doméstica etc. Mas assim estaria desobedecendo às ordens do mestre Groppa.
Tudo isso foi pra dizer que quando recebemos um aluno em sala de aula, ele já se encontra afetado por inúmeros traumas que vão, indiscutivelmente, afetar seu desempenho educacional. No entanto, os mesmos atores (Estado e família) que malograram no seu papel, transferem para os docentes a culpa que deviam repartir.
Como os antigos hereges, não busco criar uma doutrina nova. É exatamente por acreditar na capacidade transformadora da educação que afirmo: somente avançaremos quando os quatro atores admitirem suas limitações e suas falhas. Enquanto a novela da qual fazemos parte continuar a colocar o professor como vilão, continuaremos a ver a mesma história, ano após ano.
Geraldo Ramos
Professor”
sábado, 28 de março de 2009
Réquiem para a sala de História
Mais uma vez o Colégio Estadual do Paraná inova; aliás, a inovação vem ocorrendo frequentemente, é uma marca da atual direção não eleita. Primeiro a volta do velho livro de chamada, uma volta no tempo, aos idos de 1990. Depois o fim das planilhas eletrônicas e, finalmente, o livro ponto, este sim a novidade das novidades. O fordismo e o taylorismo ficariam orgulhosos dos mentores deste. E enquanto setores mais progressistas discutem o fim deste modelo, “nós” o implementamos...
Mas há ainda os bebedouros, logo depois a cantina, a rádio intervalo, o espaço de almoço para aqueles que dobram o turno – alunos, funcionários e professores -, o fim de algumas coordenações, e, finalmente o despejo de nossa sala de História.
Prontamente os apparatchik de plantão buscaram justificativas muito rápidas para defender tais “inovações”, e as falácias foram pronunciadas. Mas o fato é que a sala de História virou Mapoteca. Realmente os mapas são mais importantes do que a presença de professores; realmente os mapas precisam de um lugar especial, falam por si só, argumentam, discutem.
Tudo foi devidamente retirado da sala para não deixar memória, rastros de que um dia ali funcionou uma coordenação: a placa que identificava a sala talvez tenha sido a primeira a ser retirada. Aqui cabe uma lembrança: quando da invasão do Iraque por tropas norte americanas, a primeira ação foi justamente mudar nomes de ruas para a língua inglesa, mudando as placas...
Mas certamente a memória persistirá, porque toda tempestade não é para sempre, e a história ainda está por ser feita. Espera-se, apenas, que não inovem querendo que os mapas assinem ponto ou batam cartão.
Mas há ainda os bebedouros, logo depois a cantina, a rádio intervalo, o espaço de almoço para aqueles que dobram o turno – alunos, funcionários e professores -, o fim de algumas coordenações, e, finalmente o despejo de nossa sala de História.
Prontamente os apparatchik de plantão buscaram justificativas muito rápidas para defender tais “inovações”, e as falácias foram pronunciadas. Mas o fato é que a sala de História virou Mapoteca. Realmente os mapas são mais importantes do que a presença de professores; realmente os mapas precisam de um lugar especial, falam por si só, argumentam, discutem.
Tudo foi devidamente retirado da sala para não deixar memória, rastros de que um dia ali funcionou uma coordenação: a placa que identificava a sala talvez tenha sido a primeira a ser retirada. Aqui cabe uma lembrança: quando da invasão do Iraque por tropas norte americanas, a primeira ação foi justamente mudar nomes de ruas para a língua inglesa, mudando as placas...
Mas certamente a memória persistirá, porque toda tempestade não é para sempre, e a história ainda está por ser feita. Espera-se, apenas, que não inovem querendo que os mapas assinem ponto ou batam cartão.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Fantástica iniciativa
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas públicas.
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM).. E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas.
Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando
125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE ..
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM).. E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas.
Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando
125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE ..
Eleições diretas
Blog do Fábio Camapana (www.fabiocampana.com.br)
Eleições diretas no Colégio Estadual, pedem professores, pais e alunos
Professores, pais, alunos e funcionários do Colégio Estadual do Paraná vão cobrar da Mesa da Assembléia a inclusão imediata na pauta de votações do projeto de lei de autoria do deputado Mauro Moraes que prevê a realização de eleições diretas para a escolha da diretoria.
Para Moraes, a direção atual não tem legitimidade para permanecer, tal a rejeição da comunidade escolar. Os diretores assumiram suas funções nomeados pela Secretaria de Educação.
Comentários
ex aluno Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:46 hs
desde a saída da sra adelia em 2003 esse colégio virou uma zona!
Pedro Vigário Neto Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:51 hs
- Por que o Requião não libera Eleições Diretas ?
- Afinal, o Requião tem medo de que ?
- Que exemplo é este que ele esta dando ?
- Não esqueçam: nas próximas eleições vamos substituir 100% dos atuais políticos (vamos tentar, até acertarmos),
Abraço.
Luis Kutax- Ctda Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:16 hs
COM O REQUIÃO ACHANDO QUE ATÉ O STF TEM QUE OBEDECE-LO, QUANTO MENOS ELEIÇÃO DIRETA DO COLEGIO ESTADUAL, ONDE ELE MANDA E NÃO PEDE.
BREAK Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:29 hs
para os Estudantes nunca mais votar em Requião ou em quem ele estiver apoiando. ele é um ditador
Tereça Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:35 hs
É um absurdo essa ditadura!!!
Ja fui aluno do estadual e votei no diretor que achei que seria melhor para o colegio por que não é assim hoje???
Vamos para a Assembleia Legislativa!!!
Vamos precionar os deputados para votar no projeto do Mauro Moraes!!
Osmar Bugalski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:41 hs
Como as pessoas tem memoria curta. As eleições diretas feita pela comunidade escolar começou nesse Governo, antes era indicação. No Colégio Estadual do Paraná, sempre foi desta maneira, por indicação, por que será que o Colégio Estadual do Paraná, que já foi o melhor da América Latina encomoda tanto? Mauro Morais, vai cuidar dos projetos da Assembléia. Realmente as pessoas tem memoria curta, que pena, quem paga é o povo.
souza naves Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:06 hs
fui aluno do estadual a um tempo, nesse periodo que estive me lembro bem ,havia eleição normal como é nos outros colégios tanto para diretor e tambem para eleição de gremio estudantil ..nosso governo entra e delega poderes para esse ou para a quele sem houvir a parte que mais interessa ..pais da ditadura estamos revivendo com a era dos requiões..ou sera medo de diputadar.. podendo assim perder…estranho hem..
CHAVES Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:08 hs
Isto é resquicio do autoritarismo requiânico ao melhor estilo Hugo Chaves. Cade os “democratas” do pmdb para pedir por eleições diretas? Por que só o CEP não? Cade o “melhor secretário de educação do mundo”? Fora rei do nepotismo, o fim está próximo, poucos dias, Imosec para o secretariado que vai ficar desmpregado!
cleverson Luiz Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:24 hs
Deve sim ter eleições diretas, pois, se o eleito não estiver correspondendo a altura em seu cargo, na próxima com certeza não voltará a ser eleito.Os alunos e pais devem ter o direito de escolher, quem vai ficar a frente da direção, como em qualquer outro colégio. A propósito perguntar não ofende, esta tal de MADSELVA é parente do Requião, ou é parente de algum aliado seu, ou…
Raquel K.M. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:38 hs
que bom, já era hora de finalmente terminarem E APROVAREM o projeto de eleições diretas do estadual. A atual diretora não só não tem legitimidade como toma atitudes totalmente autoritárias! Absurdos e mais absurdos tem tomado o colégio desde 2007! a verdade é que a direção de um colégio tão grande quanto este não pode ser um palco político! o CEP mais do que tudo é um colégio, e deve ter seus interesses e necessidades educacionais satisfeitos… rumo a uma melhora na educação! E não um joguete de aparências onde tudo esta bom já que ninguém pode dizer o contrário..”pois paz sem voz, não é paz é medo”
PATRIARCA Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:40 hs
Essa é a postura do palascista ditador, no entanto, a alegação da Sr. Sandra da Secretaria da Educação é a mesma para realidade vivida no “quintal” da casa do ditador - colégio Newton Freire Maia - em referência a conjuntura do antigo parque da ciência; “É uma administração diferenciada” Será que o nosso Digníssimo Governador desconhece o sentido da Democracia num estado comum de direito?…De fato, o governador prefere abrigar a familia na teta do Estado e continuar com essa política sem vergonha que envergonha o PMDB nacional.
Profª Malu Rocha Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:51 hs
É uma excelente oportunidade para a Assembléia Legislativa agir em defesa de uma educação pública de qualidade, que não está garantida apenas com a eleição do diretor, embora este seja um importantíssimo passo. Todos os educadores, políticos e cidadãos conscientes e realmente comprometidos com a educação emancipadora sabem quais são as outras variáveis imprescindíveis para garantirmos aos nossos estudantes, principalmente aqueles das classes menos privilegiadas, oportunidades iguais, na vida e no mundo do trabalho. Esperamos uma resposta positiva daqueles que foram eleitos para defender os interesses do povo!
O Povo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:52 hs
Existe uma posição que os político morrem de medo, que é a da perda de votos, então a maneira de Professores, Pais de Alunos e Alunos protestarem, é precionarem os senhores Deputados na Assembléia Legislativa, para alterarem está situação jurídica do Colégio Estadual que vigora desde os anos 60, mudem a Lei absurda, e devolvam ao Colégio Estadual a população estudantil, educacional e familiar do mesmo!
Ricardo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:06 hs
Até no Colégio Estadual Requião quer mandar?
Moro no litoral do Paraná e tá dificil acreditar que os alunos ainda estão de braços cruzados.
Jovens, se vcs conseguiram derrubar um presidente corrupto, uma Madselva é fichinha. A opnião pública esta do lado de vcs. Panelaço e cara-pintada JÁ!!!!!
professora Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:20 hs
Desde os últimos acontecimentos no CEP, que vejo com muita tristeza o “desmoronamento” do colégio, que está sendo administrado pelo orgulho e pela vaidade da atual diretora. Professores que passaram por várias gestões na instituição, só tendem a lamentar tudo que está ocorrendo, por isso, as Diretas para Diretor não podem mais serem prorrogadas . Chega de hipocrisia! Não podemos mais ser perseguidos e calados, por expressarmos idéias contrárias.É caráter emergencial reerguermos o CEP, não podemos mais perder tempo!!
Professor Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:34 hs
O povo tem mesmo memória curta… Com certeza o Estadual já foi um dos melhores da América Latina, mas com certeza não o foi durante o governo Requião. Aliás, desde que ele assumiu o governo, em 2003, a qualidade do CEP vem despencando. Só não vê quem não quer enxergar, quem faz vista grossa para as políticas populistas deste governo que, para nossa sorte, já está quase no fim. Outra coisa: as eleições para diretor não começaram no governo Requião, pois desde os anos 80, ainda durante o regime militar, existiam processos eletivos nas comunidades escolares. A diferença é que não havia uma legislação estabelecida. Para clarear “a memória” de quem não quer ver, o que aconteceu no governo Reiquião foi a criação de uma Lei que regulamente as eleições nas escolas estaduais. A mesma lei (14231 http://www.apade.com.br/lei14231.htm ) que exclui o CEP e as escolas da Polícia Militar do processo democrático, algo que o Projeto do Deputado Mauro Moraes pretende mudar. Para quem tem memória curta, a indicação do governo era o que se praticava nos anos de chumbo da ditadura militar. Para quem tem memória curta, o Brasil vem se constituindo como uma República Democrática desde 1985, o que significa que temos que mudar as práticas do passado reacionário que insistem em permanecer em nossa cultura política. Para quem tem memória curta, o Reiquião tem apenas mais um ano a frente do Governo do Estado do Paraná. Significa que tudo pode mudar para melhor, nada é eterno, muito menos o Reiquião.
Thianny Carvalho Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:26 hs
Senhor Osmar, o senhor já parou para pensar porque depois de 2007 a comunidade do CEP continua pedindo eleições diretas? O Sr tem razão o CEP já foi referência em Colégio da América Latina, e foi o Requião que estabeleceu lei de eleição direta para a maior parte das escolas, mas sabe o que a Madselva fez com o CEP:
- Acabou as coordenações de área e do espaço das coordenações e da proposta de organização coletiva das áreas;
- Não tem mais xeróx para os alunos;
- A hora atividade virou hora-pedagoga e hora -piada já que os professores não tem mais espaços para produção de reflexão;
- As cameras estão para serem instaladas; Para que ?Porque Cameras no CEp quando escolas da periféria tem sérios problemas de segurança e violência?
- Voltaram os livros de chamadas antigos, antes os professores usavam planilha eletrônica, agora retrocederam no tempo e no gasto de papel usando livrinhos tradicionais.
- As assesssorias interrompem aula sob qualquer pretexto para tirar aluno de sala, fazer abaixar o uniforme se estiverem com a barra dobrada no maior calor, desrespeitando professores e alunos.
- O grêmio é tutelado é só pode marcar reunião com a autorização da direção.
- A Madselva acabou com a Rádio intervalo.
- Professores competentes e comprometidos respondem processo administrativo ou foram afastados.
Quando a Madselva chegou no CEP ela disse que vinha preparar a escola para a sociedade socilista , ela de fato conseguiu: igualou o CEP a qualquer escola: hoje lá impera descrença, desmotivação e comodismo.
Parabéns Mauro Moraes continue a sua luta , a nossa luta na defesa do patrimonio público deste Estado.
Maiko Vieira Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:52 hs
Realmente algumas pessoas tem memoria curta, as eleições diretas nas escolas públicas iniciou com um projeto de lei de Rubens Bueno em 1984, no governo de Requião em 1992 ele acabou com as eleições diretas, depois o governo Lerner voltou a organizar eleições semi-diretas (as famosas listas triplices), em 2003 conforme acordo e promessa de Requião feita ao PPS e a APP ele instauro novamente eleições diretas nas escolas públicas deixando o CEP de lado por se tratar o mesmo (na visão Requião) um colégio diferenciado.
ELEIÇÕES DIRETAS no Colégio Estadual do Paraná É UM DIREITO dos funcionários, professores e alunos, um luta histórica dos estudantes que deve ser respeitada.
Diretas Já!!!
Carlão Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:54 hs
Cuidado que o Requião manda a PM bater nestas crianças como fez na última vez.
Rubens Tavares Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 16:06 hs
As eleições representam antes de tudo uma consulta popular e parte integrante de todo projeto democrático, que vise a construção de uma sociedade que garante direitos politicos e civis. Podemos escolher nosso presidente, nosso governador, nossos representantes no poder legislativo, nosso prefeito, mas não podemos eleger as direções do Colégio Estadual do Paraná, que situação paradoxal. O mais absurdo dos argumentos é de “que sempre foi assim” como diria Kant argumentos da tradição obscurecem meu juizo analitico e impedem a clareza da minha razão.
Professora Cleusa Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:27 hs
Esperamos que finalmente este Projeto de lei entre em votação e que seja respeitado a vontade da comunidade escolar do CEP.
“Uma verdadeira democracia tem que propiciar a todos os seus cidadãos todos os usos possíveis da palavra – não para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo”. (Gianni Rodan)
Profª. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:37 hs
É inconcebível, atualmente, um gestor escolar autoritário com a comunidade escolar e submisso às instâncias superiores, pois suas atribuições consistem apenas no repasse das determinações de seus superiores.
Necessitamos muito de democracia na escola e o primeiro passo é a implantação das eleições para a direção.Somente com a introdução de mecanismos participativos nas decisões poderemos elaborar um Projeto Político Pedagógico comprometido com as verdadeiras necessidades da escola. Participação baseia-se no princípio da autonomia e se opõe às formas autoritárias de tomada de decisão, e a comunidade do Colégio Estadual do Paraná tem capacidade para a condução dos destinos dessa instituição.
Juclécia Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 18:38 hs
Já é mais do que na hora de se fazer algo a respeito, afinal de contas, como ficaram os processos dos professores que lutaram? Onde fica a rejeição da comunidade escolar aos desmandos da interventora? É justo pagar pelos erros cometidos pelo governo “Rei” quião?
Bruno Domacoski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:24 hs
Por quê?
Essa é a pergunta que me faço todos os dias…. Porque meu filho pode votar para presidente, senador, deputado, prefeito e tudo que é seu direito. Mas não pode escolher o diretor de sua escola? Porque? Só por causa do interesse no cargo?
Ainda mais quando esse diretor, é um ditador, que não aceita opiniões contrárias, que não comanda o colégio, com respeito e organização. É nesse momento que deveria poder escolher.
O que vimos no CEP (Colégio Estadual do Paraná) a dois anos atrás foi uma manifestão, contra os mandos e desmandos desse senhor e dessa senhora chamados Requião e Madselva respectivamente. Foi uns dos momentos mais bonitos que vî de nossa juventude. De reconhecimento de direitos e Deveres.
Parabens aqueles jovens, e esperamos que nossos “maravilhosos” deputados façam a sua parte. Afinal o CEP pede SOCORRO!!!
Carol Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:52 hs
Para quem tem memória curta, até pouco tempo mesmo com a indicação do diretor geral pelo governador era tradição abrir para a comunidade escolar a escolha dos diretores de turno. Madselva (Dona Maria), no bom estilo Requião acabou com isso, escolhe quem ela quer usa e depois chuta para escanteio. Quantos diretores auxiliares já passaram por lá em 2 anos?
O CEP precisa de eleições diretas já! E que Madselva vá embora, e nunca mais volte… é a vontade do povo.
Prof.Rubens Tavares Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 8:53 hs
Espera-se que os deputados que representam os interesses do bem público votem pautados pelo resultado do plebiscito de 2008, que indiscutivelmente foi favoravel as eleições diretas, vencendo o sim, entre os professores, pais e estudantes.se a democracia é a vontade do povo, espera-se que os deputados instaurem o primeiro passo para a democratização não somente do CEP, mas de todas as escolas que ainda não podem escolher seus representantes, não façam como fizeram alguns deputados em 1984. ” A forma de corrigir esse desvio é devolver ao povo (comunidade do CEP) o direito de escolher seu presidente( diretor) e de fixar rumos de seu próprio destino. A comunidade escolar do CEP tem o direito de ser ouvida. e bom lembrar ” a eleição direta dos governadores foi resultado do longo combate do povo brasileiro pela democracia. a eleição direta dos governadores em todos os níveis, do prefeito municipal ao presidente da República, é o anseio que a nação deseja agora ver realizado próximo passo dessa longa caminhada.”( Franco Montoro, PMDB de guerra) que seja também para o CEP.
Thianny Carvalho Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 13:35 hs
Sr Osmar , o que escrevi é uma parte do que o CEP está passando. Como o senhor estudou lá , sabe o que era o CEp, a escola considerada referência no Paraná. O CEP era uma acadêmia de Produção do saber, hoje predominam professores amordaçados e pedagogas submissas aos desmandos da Direção geral. Por favor olhem para o CEP no passado e no presente e analisem o resultado desta gestão.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:43 hs
Não me assusto quando vejo a população chamando os alunos, professores, funcionários, pais e ex-alunos para continuar com essa luta, afinal, todos conseguem perceber com muita facilidade as coisas que acontecem no Colégio Estadual do Paraná, e ficam preocupados em perceber que aquele que já foi o melhor Colégio da América Latina hoje se torna aos poucos um Colégio de bairro. Minha vó se assuta quando fica sabendo dos absurdos que lá acontecem, assim como minha tia, que por sorte foi estudante do Colégio Estadual em sua boa época.
Sou aluna e ex-mebro do GECEP (gestão reação 2007/08) e hoje no Colégio Estadual do Paraná, eu tenho a maravilhosa oportunidade de aprender as matérias pela metade, ser mal avaliada no final de um semestre, ter aula com professores sem a mínima experiência, não assistir peças e espetáculos promovidos por outros alunos, de manter distância de tudo aquilo que diz respeito a cultura, não sou incentivada em atividades esportivas nem artísticas, aliás, quando quero me manter informada sobre o meu país, estado e cidade, corro para a biblioteca, e sabe oq ue eu encontro? Nada, pois até mesmo as assinaturas de jornal e revistas foram canceladas.
As vezes, assim como todo ser humano normal, sinto vontade de ir ao banheiro e meus professores receberam ondens para não diexar alunos saírem de sala nem mesmo para ir ao banheiro. E quando chego atrasada para a primeira aula, sabe oq ue acontece? Vou para a direção auxiliar e fico presa lá até cansarem da minha cara, enquanto isso sou proibida de entrar em sala para assistir a aula.
Na verdade, as coisas ridiculas e pouco democraticas que aconteceram em 2007 ainda acontecem, a diferença é que agora elas acontecem em cima das costas dos famosos CÃES DE GUARDA de nossa querida e amada BOMBA DE HIROSHIMA.
Quando nos manifestamos pedindo pela democracia dentro do Colégio Estadual em todos os sentidos possíveis, fomos calados pela falta de ética profissional e a falta de capacidade administrativa da bomba de hiroshima, e para que isso nunca mais chegasse perto de acontecer, as atitudes antidemocraticas são feitas no escuro.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:55 hs
O Grêmio Estudantil do Colégio Estadual do Paraná tem 57 anos de história, no final desse ano completará 58 anos. O GECEP é uma entidade com estatuto registrado e a lei estadual 11.057 de janeiro de 1995 garantindo a sua liberdade e autonomia, e essa mesma lei garante que toda e qualquer interferência estatal e/ou particular nas atividades que dificulte ou venha impedir o livre funcionamento de um Grêmio Estudantil será vista como abuso de poder (sob penalidades da lei).
Hoje no Colégio Estadual do Paraná a Bomba de Hiroshima se opõe a toda e qualquer decisão tomada pelo GECEP que venha interferir nos seus intereses particulares ou políticos, se não partidários.
É incorreto, antietico e antidemocrático SIM qualquer atitude que seja tomada de acordo com um interesse particular que afete uma ou mais pessoas.
Quando eu, aluna do Colégio Estadual do Paraná percebo que sou uma pobre e coitada vítima das sujeiras da nossa política não vou me manter calada, muito pelo contrário, acho inaceitável ser prejudicada na minha educação pelos desejos ridículos e fúteis daqueles que são beneficiados pela hierarquia. O Colégio Estadual do Paraná tinha por ano 8 milhões para investir dentro da mesma instituição e hoje após uma revolução que desconheço a origem o CEP conta com 12 milhões, isso é normal? Não isso não é normal, se ao menos fosse investido todo esse dinheiro, mas ele não é investido, eu não tenho nem mesmo a oportunidade de aproveitar do planetário que tem dentro do meu Colégio.
Já chega de ficar brincando de ESCOLINHA FELIZ, já chega de ignorar uma situação que em seus mínimos detalhes é ridicula, o fato é que chegamos no limite, e o que aconteceu dentro daquele que era conhecido como o melhor colégio da américa latina foi a explosão de uma bomba semelhante a bomba de Hiroshima, e hoje, aqueles que nascem dentro do Colégio Estadual do Paraná (os calouros) vão ficar para sempre com marcas das interesses ridículos de uma política suja.
E eu?
Também sou vítima, e todos aqueles que pisaram no CEP desde 2007 até mais alguns anos sentiram os efeitos da bomba, pois para se recuperar de uma bomba como essa, não é de um dia para o outro, e nem de uma hora para outra. Chega de hipocrisia, não vamos aguentar mais nenhum segundo.
Ah, e antes que eu esqueça, você acham que a perseguição acabou no final de 2007 com os professores? Engano seu, agora ´com os alunos ainda mais que antes. Ninguem está livre, muito pelo contrário, estamos condenados.
Eleições diretas no Colégio Estadual, pedem professores, pais e alunos
Professores, pais, alunos e funcionários do Colégio Estadual do Paraná vão cobrar da Mesa da Assembléia a inclusão imediata na pauta de votações do projeto de lei de autoria do deputado Mauro Moraes que prevê a realização de eleições diretas para a escolha da diretoria.
Para Moraes, a direção atual não tem legitimidade para permanecer, tal a rejeição da comunidade escolar. Os diretores assumiram suas funções nomeados pela Secretaria de Educação.
Comentários
ex aluno Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:46 hs
desde a saída da sra adelia em 2003 esse colégio virou uma zona!
Pedro Vigário Neto Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:51 hs
- Por que o Requião não libera Eleições Diretas ?
- Afinal, o Requião tem medo de que ?
- Que exemplo é este que ele esta dando ?
- Não esqueçam: nas próximas eleições vamos substituir 100% dos atuais políticos (vamos tentar, até acertarmos),
Abraço.
Luis Kutax- Ctda Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:16 hs
COM O REQUIÃO ACHANDO QUE ATÉ O STF TEM QUE OBEDECE-LO, QUANTO MENOS ELEIÇÃO DIRETA DO COLEGIO ESTADUAL, ONDE ELE MANDA E NÃO PEDE.
BREAK Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:29 hs
para os Estudantes nunca mais votar em Requião ou em quem ele estiver apoiando. ele é um ditador
Tereça Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:35 hs
É um absurdo essa ditadura!!!
Ja fui aluno do estadual e votei no diretor que achei que seria melhor para o colegio por que não é assim hoje???
Vamos para a Assembleia Legislativa!!!
Vamos precionar os deputados para votar no projeto do Mauro Moraes!!
Osmar Bugalski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:41 hs
Como as pessoas tem memoria curta. As eleições diretas feita pela comunidade escolar começou nesse Governo, antes era indicação. No Colégio Estadual do Paraná, sempre foi desta maneira, por indicação, por que será que o Colégio Estadual do Paraná, que já foi o melhor da América Latina encomoda tanto? Mauro Morais, vai cuidar dos projetos da Assembléia. Realmente as pessoas tem memoria curta, que pena, quem paga é o povo.
souza naves Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:06 hs
fui aluno do estadual a um tempo, nesse periodo que estive me lembro bem ,havia eleição normal como é nos outros colégios tanto para diretor e tambem para eleição de gremio estudantil ..nosso governo entra e delega poderes para esse ou para a quele sem houvir a parte que mais interessa ..pais da ditadura estamos revivendo com a era dos requiões..ou sera medo de diputadar.. podendo assim perder…estranho hem..
CHAVES Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:08 hs
Isto é resquicio do autoritarismo requiânico ao melhor estilo Hugo Chaves. Cade os “democratas” do pmdb para pedir por eleições diretas? Por que só o CEP não? Cade o “melhor secretário de educação do mundo”? Fora rei do nepotismo, o fim está próximo, poucos dias, Imosec para o secretariado que vai ficar desmpregado!
cleverson Luiz Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:24 hs
Deve sim ter eleições diretas, pois, se o eleito não estiver correspondendo a altura em seu cargo, na próxima com certeza não voltará a ser eleito.Os alunos e pais devem ter o direito de escolher, quem vai ficar a frente da direção, como em qualquer outro colégio. A propósito perguntar não ofende, esta tal de MADSELVA é parente do Requião, ou é parente de algum aliado seu, ou…
Raquel K.M. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:38 hs
que bom, já era hora de finalmente terminarem E APROVAREM o projeto de eleições diretas do estadual. A atual diretora não só não tem legitimidade como toma atitudes totalmente autoritárias! Absurdos e mais absurdos tem tomado o colégio desde 2007! a verdade é que a direção de um colégio tão grande quanto este não pode ser um palco político! o CEP mais do que tudo é um colégio, e deve ter seus interesses e necessidades educacionais satisfeitos… rumo a uma melhora na educação! E não um joguete de aparências onde tudo esta bom já que ninguém pode dizer o contrário..”pois paz sem voz, não é paz é medo”
PATRIARCA Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:40 hs
Essa é a postura do palascista ditador, no entanto, a alegação da Sr. Sandra da Secretaria da Educação é a mesma para realidade vivida no “quintal” da casa do ditador - colégio Newton Freire Maia - em referência a conjuntura do antigo parque da ciência; “É uma administração diferenciada” Será que o nosso Digníssimo Governador desconhece o sentido da Democracia num estado comum de direito?…De fato, o governador prefere abrigar a familia na teta do Estado e continuar com essa política sem vergonha que envergonha o PMDB nacional.
Profª Malu Rocha Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:51 hs
É uma excelente oportunidade para a Assembléia Legislativa agir em defesa de uma educação pública de qualidade, que não está garantida apenas com a eleição do diretor, embora este seja um importantíssimo passo. Todos os educadores, políticos e cidadãos conscientes e realmente comprometidos com a educação emancipadora sabem quais são as outras variáveis imprescindíveis para garantirmos aos nossos estudantes, principalmente aqueles das classes menos privilegiadas, oportunidades iguais, na vida e no mundo do trabalho. Esperamos uma resposta positiva daqueles que foram eleitos para defender os interesses do povo!
O Povo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:52 hs
Existe uma posição que os político morrem de medo, que é a da perda de votos, então a maneira de Professores, Pais de Alunos e Alunos protestarem, é precionarem os senhores Deputados na Assembléia Legislativa, para alterarem está situação jurídica do Colégio Estadual que vigora desde os anos 60, mudem a Lei absurda, e devolvam ao Colégio Estadual a população estudantil, educacional e familiar do mesmo!
Ricardo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:06 hs
Até no Colégio Estadual Requião quer mandar?
Moro no litoral do Paraná e tá dificil acreditar que os alunos ainda estão de braços cruzados.
Jovens, se vcs conseguiram derrubar um presidente corrupto, uma Madselva é fichinha. A opnião pública esta do lado de vcs. Panelaço e cara-pintada JÁ!!!!!
professora Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:20 hs
Desde os últimos acontecimentos no CEP, que vejo com muita tristeza o “desmoronamento” do colégio, que está sendo administrado pelo orgulho e pela vaidade da atual diretora. Professores que passaram por várias gestões na instituição, só tendem a lamentar tudo que está ocorrendo, por isso, as Diretas para Diretor não podem mais serem prorrogadas . Chega de hipocrisia! Não podemos mais ser perseguidos e calados, por expressarmos idéias contrárias.É caráter emergencial reerguermos o CEP, não podemos mais perder tempo!!
Professor Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:34 hs
O povo tem mesmo memória curta… Com certeza o Estadual já foi um dos melhores da América Latina, mas com certeza não o foi durante o governo Requião. Aliás, desde que ele assumiu o governo, em 2003, a qualidade do CEP vem despencando. Só não vê quem não quer enxergar, quem faz vista grossa para as políticas populistas deste governo que, para nossa sorte, já está quase no fim. Outra coisa: as eleições para diretor não começaram no governo Requião, pois desde os anos 80, ainda durante o regime militar, existiam processos eletivos nas comunidades escolares. A diferença é que não havia uma legislação estabelecida. Para clarear “a memória” de quem não quer ver, o que aconteceu no governo Reiquião foi a criação de uma Lei que regulamente as eleições nas escolas estaduais. A mesma lei (14231 http://www.apade.com.br/lei14231.htm ) que exclui o CEP e as escolas da Polícia Militar do processo democrático, algo que o Projeto do Deputado Mauro Moraes pretende mudar. Para quem tem memória curta, a indicação do governo era o que se praticava nos anos de chumbo da ditadura militar. Para quem tem memória curta, o Brasil vem se constituindo como uma República Democrática desde 1985, o que significa que temos que mudar as práticas do passado reacionário que insistem em permanecer em nossa cultura política. Para quem tem memória curta, o Reiquião tem apenas mais um ano a frente do Governo do Estado do Paraná. Significa que tudo pode mudar para melhor, nada é eterno, muito menos o Reiquião.
Thianny Carvalho Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:26 hs
Senhor Osmar, o senhor já parou para pensar porque depois de 2007 a comunidade do CEP continua pedindo eleições diretas? O Sr tem razão o CEP já foi referência em Colégio da América Latina, e foi o Requião que estabeleceu lei de eleição direta para a maior parte das escolas, mas sabe o que a Madselva fez com o CEP:
- Acabou as coordenações de área e do espaço das coordenações e da proposta de organização coletiva das áreas;
- Não tem mais xeróx para os alunos;
- A hora atividade virou hora-pedagoga e hora -piada já que os professores não tem mais espaços para produção de reflexão;
- As cameras estão para serem instaladas; Para que ?Porque Cameras no CEp quando escolas da periféria tem sérios problemas de segurança e violência?
- Voltaram os livros de chamadas antigos, antes os professores usavam planilha eletrônica, agora retrocederam no tempo e no gasto de papel usando livrinhos tradicionais.
- As assesssorias interrompem aula sob qualquer pretexto para tirar aluno de sala, fazer abaixar o uniforme se estiverem com a barra dobrada no maior calor, desrespeitando professores e alunos.
- O grêmio é tutelado é só pode marcar reunião com a autorização da direção.
- A Madselva acabou com a Rádio intervalo.
- Professores competentes e comprometidos respondem processo administrativo ou foram afastados.
Quando a Madselva chegou no CEP ela disse que vinha preparar a escola para a sociedade socilista , ela de fato conseguiu: igualou o CEP a qualquer escola: hoje lá impera descrença, desmotivação e comodismo.
Parabéns Mauro Moraes continue a sua luta , a nossa luta na defesa do patrimonio público deste Estado.
Maiko Vieira Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:52 hs
Realmente algumas pessoas tem memoria curta, as eleições diretas nas escolas públicas iniciou com um projeto de lei de Rubens Bueno em 1984, no governo de Requião em 1992 ele acabou com as eleições diretas, depois o governo Lerner voltou a organizar eleições semi-diretas (as famosas listas triplices), em 2003 conforme acordo e promessa de Requião feita ao PPS e a APP ele instauro novamente eleições diretas nas escolas públicas deixando o CEP de lado por se tratar o mesmo (na visão Requião) um colégio diferenciado.
ELEIÇÕES DIRETAS no Colégio Estadual do Paraná É UM DIREITO dos funcionários, professores e alunos, um luta histórica dos estudantes que deve ser respeitada.
Diretas Já!!!
Carlão Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:54 hs
Cuidado que o Requião manda a PM bater nestas crianças como fez na última vez.
Rubens Tavares Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 16:06 hs
As eleições representam antes de tudo uma consulta popular e parte integrante de todo projeto democrático, que vise a construção de uma sociedade que garante direitos politicos e civis. Podemos escolher nosso presidente, nosso governador, nossos representantes no poder legislativo, nosso prefeito, mas não podemos eleger as direções do Colégio Estadual do Paraná, que situação paradoxal. O mais absurdo dos argumentos é de “que sempre foi assim” como diria Kant argumentos da tradição obscurecem meu juizo analitico e impedem a clareza da minha razão.
Professora Cleusa Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:27 hs
Esperamos que finalmente este Projeto de lei entre em votação e que seja respeitado a vontade da comunidade escolar do CEP.
“Uma verdadeira democracia tem que propiciar a todos os seus cidadãos todos os usos possíveis da palavra – não para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo”. (Gianni Rodan)
Profª. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:37 hs
É inconcebível, atualmente, um gestor escolar autoritário com a comunidade escolar e submisso às instâncias superiores, pois suas atribuições consistem apenas no repasse das determinações de seus superiores.
Necessitamos muito de democracia na escola e o primeiro passo é a implantação das eleições para a direção.Somente com a introdução de mecanismos participativos nas decisões poderemos elaborar um Projeto Político Pedagógico comprometido com as verdadeiras necessidades da escola. Participação baseia-se no princípio da autonomia e se opõe às formas autoritárias de tomada de decisão, e a comunidade do Colégio Estadual do Paraná tem capacidade para a condução dos destinos dessa instituição.
Juclécia Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 18:38 hs
Já é mais do que na hora de se fazer algo a respeito, afinal de contas, como ficaram os processos dos professores que lutaram? Onde fica a rejeição da comunidade escolar aos desmandos da interventora? É justo pagar pelos erros cometidos pelo governo “Rei” quião?
Bruno Domacoski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:24 hs
Por quê?
Essa é a pergunta que me faço todos os dias…. Porque meu filho pode votar para presidente, senador, deputado, prefeito e tudo que é seu direito. Mas não pode escolher o diretor de sua escola? Porque? Só por causa do interesse no cargo?
Ainda mais quando esse diretor, é um ditador, que não aceita opiniões contrárias, que não comanda o colégio, com respeito e organização. É nesse momento que deveria poder escolher.
O que vimos no CEP (Colégio Estadual do Paraná) a dois anos atrás foi uma manifestão, contra os mandos e desmandos desse senhor e dessa senhora chamados Requião e Madselva respectivamente. Foi uns dos momentos mais bonitos que vî de nossa juventude. De reconhecimento de direitos e Deveres.
Parabens aqueles jovens, e esperamos que nossos “maravilhosos” deputados façam a sua parte. Afinal o CEP pede SOCORRO!!!
Carol Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:52 hs
Para quem tem memória curta, até pouco tempo mesmo com a indicação do diretor geral pelo governador era tradição abrir para a comunidade escolar a escolha dos diretores de turno. Madselva (Dona Maria), no bom estilo Requião acabou com isso, escolhe quem ela quer usa e depois chuta para escanteio. Quantos diretores auxiliares já passaram por lá em 2 anos?
O CEP precisa de eleições diretas já! E que Madselva vá embora, e nunca mais volte… é a vontade do povo.
Prof.Rubens Tavares Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 8:53 hs
Espera-se que os deputados que representam os interesses do bem público votem pautados pelo resultado do plebiscito de 2008, que indiscutivelmente foi favoravel as eleições diretas, vencendo o sim, entre os professores, pais e estudantes.se a democracia é a vontade do povo, espera-se que os deputados instaurem o primeiro passo para a democratização não somente do CEP, mas de todas as escolas que ainda não podem escolher seus representantes, não façam como fizeram alguns deputados em 1984. ” A forma de corrigir esse desvio é devolver ao povo (comunidade do CEP) o direito de escolher seu presidente( diretor) e de fixar rumos de seu próprio destino. A comunidade escolar do CEP tem o direito de ser ouvida. e bom lembrar ” a eleição direta dos governadores foi resultado do longo combate do povo brasileiro pela democracia. a eleição direta dos governadores em todos os níveis, do prefeito municipal ao presidente da República, é o anseio que a nação deseja agora ver realizado próximo passo dessa longa caminhada.”( Franco Montoro, PMDB de guerra) que seja também para o CEP.
Thianny Carvalho Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 13:35 hs
Sr Osmar , o que escrevi é uma parte do que o CEP está passando. Como o senhor estudou lá , sabe o que era o CEp, a escola considerada referência no Paraná. O CEP era uma acadêmia de Produção do saber, hoje predominam professores amordaçados e pedagogas submissas aos desmandos da Direção geral. Por favor olhem para o CEP no passado e no presente e analisem o resultado desta gestão.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:43 hs
Não me assusto quando vejo a população chamando os alunos, professores, funcionários, pais e ex-alunos para continuar com essa luta, afinal, todos conseguem perceber com muita facilidade as coisas que acontecem no Colégio Estadual do Paraná, e ficam preocupados em perceber que aquele que já foi o melhor Colégio da América Latina hoje se torna aos poucos um Colégio de bairro. Minha vó se assuta quando fica sabendo dos absurdos que lá acontecem, assim como minha tia, que por sorte foi estudante do Colégio Estadual em sua boa época.
Sou aluna e ex-mebro do GECEP (gestão reação 2007/08) e hoje no Colégio Estadual do Paraná, eu tenho a maravilhosa oportunidade de aprender as matérias pela metade, ser mal avaliada no final de um semestre, ter aula com professores sem a mínima experiência, não assistir peças e espetáculos promovidos por outros alunos, de manter distância de tudo aquilo que diz respeito a cultura, não sou incentivada em atividades esportivas nem artísticas, aliás, quando quero me manter informada sobre o meu país, estado e cidade, corro para a biblioteca, e sabe oq ue eu encontro? Nada, pois até mesmo as assinaturas de jornal e revistas foram canceladas.
As vezes, assim como todo ser humano normal, sinto vontade de ir ao banheiro e meus professores receberam ondens para não diexar alunos saírem de sala nem mesmo para ir ao banheiro. E quando chego atrasada para a primeira aula, sabe oq ue acontece? Vou para a direção auxiliar e fico presa lá até cansarem da minha cara, enquanto isso sou proibida de entrar em sala para assistir a aula.
Na verdade, as coisas ridiculas e pouco democraticas que aconteceram em 2007 ainda acontecem, a diferença é que agora elas acontecem em cima das costas dos famosos CÃES DE GUARDA de nossa querida e amada BOMBA DE HIROSHIMA.
Quando nos manifestamos pedindo pela democracia dentro do Colégio Estadual em todos os sentidos possíveis, fomos calados pela falta de ética profissional e a falta de capacidade administrativa da bomba de hiroshima, e para que isso nunca mais chegasse perto de acontecer, as atitudes antidemocraticas são feitas no escuro.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:55 hs
O Grêmio Estudantil do Colégio Estadual do Paraná tem 57 anos de história, no final desse ano completará 58 anos. O GECEP é uma entidade com estatuto registrado e a lei estadual 11.057 de janeiro de 1995 garantindo a sua liberdade e autonomia, e essa mesma lei garante que toda e qualquer interferência estatal e/ou particular nas atividades que dificulte ou venha impedir o livre funcionamento de um Grêmio Estudantil será vista como abuso de poder (sob penalidades da lei).
Hoje no Colégio Estadual do Paraná a Bomba de Hiroshima se opõe a toda e qualquer decisão tomada pelo GECEP que venha interferir nos seus intereses particulares ou políticos, se não partidários.
É incorreto, antietico e antidemocrático SIM qualquer atitude que seja tomada de acordo com um interesse particular que afete uma ou mais pessoas.
Quando eu, aluna do Colégio Estadual do Paraná percebo que sou uma pobre e coitada vítima das sujeiras da nossa política não vou me manter calada, muito pelo contrário, acho inaceitável ser prejudicada na minha educação pelos desejos ridículos e fúteis daqueles que são beneficiados pela hierarquia. O Colégio Estadual do Paraná tinha por ano 8 milhões para investir dentro da mesma instituição e hoje após uma revolução que desconheço a origem o CEP conta com 12 milhões, isso é normal? Não isso não é normal, se ao menos fosse investido todo esse dinheiro, mas ele não é investido, eu não tenho nem mesmo a oportunidade de aproveitar do planetário que tem dentro do meu Colégio.
Já chega de ficar brincando de ESCOLINHA FELIZ, já chega de ignorar uma situação que em seus mínimos detalhes é ridicula, o fato é que chegamos no limite, e o que aconteceu dentro daquele que era conhecido como o melhor colégio da américa latina foi a explosão de uma bomba semelhante a bomba de Hiroshima, e hoje, aqueles que nascem dentro do Colégio Estadual do Paraná (os calouros) vão ficar para sempre com marcas das interesses ridículos de uma política suja.
E eu?
Também sou vítima, e todos aqueles que pisaram no CEP desde 2007 até mais alguns anos sentiram os efeitos da bomba, pois para se recuperar de uma bomba como essa, não é de um dia para o outro, e nem de uma hora para outra. Chega de hipocrisia, não vamos aguentar mais nenhum segundo.
Ah, e antes que eu esqueça, você acham que a perseguição acabou no final de 2007 com os professores? Engano seu, agora ´com os alunos ainda mais que antes. Ninguem está livre, muito pelo contrário, estamos condenados.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Pesquisa revela o que o Brasil pensa da escola pública
Professores desmotivados e mal pagos são o principal problema da educação básica pública, na opinião de 19% dos brasileiros, segundo uma pesquisa divulgada ontem, do Ibope Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o movimento Todos Pela Educação. Em segundo lugar, 17% dos entrevistados apontam a falta de segurança nas escolas e a presença de drogas no ambiente escolar. Já o número insuficiente de escolas aparece como o terceiro principal problema na área de educação, apontado por 15% dos brasileiros.
Já na Região Sul, a situação se inverte. O número insuficiente de escolas é o primeiro problema da educação básica pública para 19% dos entrevistados. Depois aparece a falta de segurança nas escolas, com 18% e, em terceiro, professores desmotivados e malpagos, com 17%. Em todo o país, a preocupação com a baixa qualidade de ensino e aprendizagem apareceu em sexto lugar e é apontada por 9% dos entrevistados como principal problema do setor.
A advogada Ceres Emília Gubert Demogalski teve de trocar seu filho Ricardo, 7 anos, da rede particular para a pública por dificuldades financeiras. Ele foi para o 1º ano do ensino fundamental de oito anos e, entre as principais preocupações da mãe, estava a segurança dentro da escola. Na primeira escola pública em que Ceres colocou seu filho, no centro da cidade, as crianças ficavam soltas no pátio na hora da entrada e saída. “Perto do portão não tinha ninguém para controlar a entrega dos alunos aos pais. Acabei apavorando meu filho, porque explicava para ele os perigos que podiam ocorrer na saída, como drogas e sequestros na porta da escola. Orientava sempre que ele ficasse bem longe do portão e só saísse quando visse eu ou meu marido”. Três semanas depois, Ceres resolveu trocar o seu filho de escola.
O presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, ressalta que se preocupa com a distorção que a população pode estar fazendo a respeito da educação pública brasileira em relação à falta de segurança nas escolas e à presença das drogas no ambiente escolar. “Não dá para tirar o foco da aprendizagem, da qualidade de ensino. Daqui para frente é capaz do brasileiro pensar que é mais importante ter mais policiais, mais cadeias e menos escolas. O primeiro passo para que um jovem entre no mundo das drogas é abandonar a escola”, diz.
Um dado curioso é que menos de 1% dos entrevistados na pesquisa apontaram a falta de participação dos pais na educação escolar dos filhos como um dos principais problemas da educação básica pública no país. De acordo Ramos, o resultado reflete o que se vê no cotidiano escolar atual: a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Ensinar é responsabilidade do professor, mas educar é de todos. As escolas que conseguem se sobressair no cenário atual são as que apresentam alta participação da família no cotidiano”, diz. O resultado da pesquisa levou o movimento Todos Pela Educação a adotar a aproximação das famílias como um dos focos do trabalho em 2009.
Avaliação é positiva, mas difere entre regiões
A avaliação da educação básica pública é considerada positiva para 41% dos entrevistados, que classificaram o serviço oferecido como bom ou ótimo. Já na opinião de 24% dos brasileiros, o ensino público foi mal avaliado e considerado como péssimo ou ruim. A Região Sul é onde os entrevistados têm uma percepção mais positiva: 54% consideram a educação pública como boa ou ótima, contra 13% que classificaram como péssima ou ruim. Na Região Sudeste ocorreu o contrário, 31% classificaram o serviço como péssimo ou ruim, contra 32% que acham que é a educação pública boa ou ótima.
Além da avaliação positiva, 47% dos brasileiros pensam que a educação básica pública no país está melhorando, mas em ritmo lento. No interior, a percepção sobre a Educação é mais positiva do que nas capitais e periferias. Quase 50% dos entrevistados do interior avaliam o ensino como ótimo ou bom, na periferia cai para 31% e chega a 27% nas capitais. Nas cidades de até 20 mil habitantes, 56% avaliam a educação básica como ótima ou boa; para aquelas cuja população está entre 20 mil e 100 mil o percentual cai para 44%; e nas com mais de 100 mil habitantes a avaliação positiva chega a 33%.
Os números ainda indicam que quanto menor a renda familiar do entrevistado, melhor é a avaliação dele sobre a Educação: 55% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo consideram a educação ótima ou boa. Para aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, esse percentual é de 46%; entre os de mais de dois e até cinco salários, 34%. Entre a população com renda familiar superior a dez salários, a satisfação cai para 17%. “É natural que na capital as pessoas sejam mais críticas, mais conscientes e atentas para as questões da educação”, diz o superintendente executivo da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Jorge Eduardo Wekerlin.
A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem para comentar os resultados da pesquisa, mas a assessoria de imprensa informou que não haveria posicionamento oficial a respeito. A pesquisa foi realizada entre 5 e 8 de dezembro do ano passado, com 2002 eleitores maiores de 16 anos em 141 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Gazeta do Povo
17/03/09
Já na Região Sul, a situação se inverte. O número insuficiente de escolas é o primeiro problema da educação básica pública para 19% dos entrevistados. Depois aparece a falta de segurança nas escolas, com 18% e, em terceiro, professores desmotivados e malpagos, com 17%. Em todo o país, a preocupação com a baixa qualidade de ensino e aprendizagem apareceu em sexto lugar e é apontada por 9% dos entrevistados como principal problema do setor.
A advogada Ceres Emília Gubert Demogalski teve de trocar seu filho Ricardo, 7 anos, da rede particular para a pública por dificuldades financeiras. Ele foi para o 1º ano do ensino fundamental de oito anos e, entre as principais preocupações da mãe, estava a segurança dentro da escola. Na primeira escola pública em que Ceres colocou seu filho, no centro da cidade, as crianças ficavam soltas no pátio na hora da entrada e saída. “Perto do portão não tinha ninguém para controlar a entrega dos alunos aos pais. Acabei apavorando meu filho, porque explicava para ele os perigos que podiam ocorrer na saída, como drogas e sequestros na porta da escola. Orientava sempre que ele ficasse bem longe do portão e só saísse quando visse eu ou meu marido”. Três semanas depois, Ceres resolveu trocar o seu filho de escola.
O presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, ressalta que se preocupa com a distorção que a população pode estar fazendo a respeito da educação pública brasileira em relação à falta de segurança nas escolas e à presença das drogas no ambiente escolar. “Não dá para tirar o foco da aprendizagem, da qualidade de ensino. Daqui para frente é capaz do brasileiro pensar que é mais importante ter mais policiais, mais cadeias e menos escolas. O primeiro passo para que um jovem entre no mundo das drogas é abandonar a escola”, diz.
Um dado curioso é que menos de 1% dos entrevistados na pesquisa apontaram a falta de participação dos pais na educação escolar dos filhos como um dos principais problemas da educação básica pública no país. De acordo Ramos, o resultado reflete o que se vê no cotidiano escolar atual: a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Ensinar é responsabilidade do professor, mas educar é de todos. As escolas que conseguem se sobressair no cenário atual são as que apresentam alta participação da família no cotidiano”, diz. O resultado da pesquisa levou o movimento Todos Pela Educação a adotar a aproximação das famílias como um dos focos do trabalho em 2009.
Avaliação é positiva, mas difere entre regiões
A avaliação da educação básica pública é considerada positiva para 41% dos entrevistados, que classificaram o serviço oferecido como bom ou ótimo. Já na opinião de 24% dos brasileiros, o ensino público foi mal avaliado e considerado como péssimo ou ruim. A Região Sul é onde os entrevistados têm uma percepção mais positiva: 54% consideram a educação pública como boa ou ótima, contra 13% que classificaram como péssima ou ruim. Na Região Sudeste ocorreu o contrário, 31% classificaram o serviço como péssimo ou ruim, contra 32% que acham que é a educação pública boa ou ótima.
Além da avaliação positiva, 47% dos brasileiros pensam que a educação básica pública no país está melhorando, mas em ritmo lento. No interior, a percepção sobre a Educação é mais positiva do que nas capitais e periferias. Quase 50% dos entrevistados do interior avaliam o ensino como ótimo ou bom, na periferia cai para 31% e chega a 27% nas capitais. Nas cidades de até 20 mil habitantes, 56% avaliam a educação básica como ótima ou boa; para aquelas cuja população está entre 20 mil e 100 mil o percentual cai para 44%; e nas com mais de 100 mil habitantes a avaliação positiva chega a 33%.
Os números ainda indicam que quanto menor a renda familiar do entrevistado, melhor é a avaliação dele sobre a Educação: 55% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo consideram a educação ótima ou boa. Para aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, esse percentual é de 46%; entre os de mais de dois e até cinco salários, 34%. Entre a população com renda familiar superior a dez salários, a satisfação cai para 17%. “É natural que na capital as pessoas sejam mais críticas, mais conscientes e atentas para as questões da educação”, diz o superintendente executivo da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Jorge Eduardo Wekerlin.
A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem para comentar os resultados da pesquisa, mas a assessoria de imprensa informou que não haveria posicionamento oficial a respeito. A pesquisa foi realizada entre 5 e 8 de dezembro do ano passado, com 2002 eleitores maiores de 16 anos em 141 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Gazeta do Povo
17/03/09
Onde está o respeito na escola?
Onde está o respeito na escola?
18 de Março de 2009
A escola vive sérios problemas e entre eles está a falta de respeito envolvendo alunos e professores
fonte: Zero Hora (18.03.2009)
Jocelin Azambuja (*)
A redemocratização do país atingiu a escola, que, buscando práticas democráticas, não soube mais desenvolver os limites necessários em qualquer organização social. As regras são fundamentais, quer na família, quer na escola, e estas, quando não sabem dar limite e responsabilidades a seus alunos e filhos, acabam por se perder em seus próprios erros.
É importante que façamos uma reflexão sobre esta realidade. Professores, pais e estudantes devem se indagar sobre as razões que levam as escolas com propostas de maior rigor e disciplina a conseguir melhores resultados educacionais. É importante que governantes e sociedade analisem também sob este foco os dados do Enem e de outras avaliações educacionais.
Dois aspectos, além dos limites, podem ser positivos, a meu ver, para melhorar a escola: a valorização da participação da família, para estimular a integração dos pais à escola, participando das atividades das associações de pais, os CPMs/APMs, e da vida escolar de seus filhos em permanente debate, trocando ideias e buscando objetivos que tornem o dia-a-dia da escola melhor e a educação mais qualificada. Importante lembrar que a organização dos pais através dos CPMs/APMs tem chamado a atenção de pesquisadores em nosso Estado e no país. Outro aspecto é a volta do uso de uniforme. Entendo que o uniforme é fundamental para dar maior segurança e igualdade na escola. Na Argentina, no Uruguai, países do Mercosul, e nos países considerados desenvolvidos, usa-se uniforme, inclusive para professores, evitando com esta prática as competições, as diferenças entre os estudantes e auxiliando na segurança e disciplina no espaço escolar.
Precisamos repensar a instituição escolar, para que dê limites e responsabilidades, que receba investimentos materiais e técnicos, para que seja uma instituição em que o respeito ao aluno e dos alunos aos professores seja uma prática constante. Precisamos aliar a isto o ideal dos professores, o ideal de formar homens e mulheres para o futuro deste país, pais que participem do dia-a-dia da escola de seus filhos e governantes que entendam que a educação é a solução.
*Presidente do Conselho Sul-Americano de Comisiones e CPMs/APMs, advogado e autor do livro CPMs & APMs: Uma revolução comunitária. Na obra, Jocelin Azambuja faz um relato histórico da maior organização comunitária legalmente constituída, os Círculos de Pais e Mestres (CPMs) e as Associações de Pais e Mestres (APMs), atualmente com mais de 80.000 entidades no Brasil. O autor ainda propõe reflexões sobre a participação dos pais na escola, a atuação dos professores, o processo de eleições de diretores em escolas públicas, as contribuições dos meios de comunicação e as interferências da política partidária na educação escolar e o futuro do Brasil.
18 de Março de 2009
A escola vive sérios problemas e entre eles está a falta de respeito envolvendo alunos e professores
fonte: Zero Hora (18.03.2009)
Jocelin Azambuja (*)
A redemocratização do país atingiu a escola, que, buscando práticas democráticas, não soube mais desenvolver os limites necessários em qualquer organização social. As regras são fundamentais, quer na família, quer na escola, e estas, quando não sabem dar limite e responsabilidades a seus alunos e filhos, acabam por se perder em seus próprios erros.
É importante que façamos uma reflexão sobre esta realidade. Professores, pais e estudantes devem se indagar sobre as razões que levam as escolas com propostas de maior rigor e disciplina a conseguir melhores resultados educacionais. É importante que governantes e sociedade analisem também sob este foco os dados do Enem e de outras avaliações educacionais.
Dois aspectos, além dos limites, podem ser positivos, a meu ver, para melhorar a escola: a valorização da participação da família, para estimular a integração dos pais à escola, participando das atividades das associações de pais, os CPMs/APMs, e da vida escolar de seus filhos em permanente debate, trocando ideias e buscando objetivos que tornem o dia-a-dia da escola melhor e a educação mais qualificada. Importante lembrar que a organização dos pais através dos CPMs/APMs tem chamado a atenção de pesquisadores em nosso Estado e no país. Outro aspecto é a volta do uso de uniforme. Entendo que o uniforme é fundamental para dar maior segurança e igualdade na escola. Na Argentina, no Uruguai, países do Mercosul, e nos países considerados desenvolvidos, usa-se uniforme, inclusive para professores, evitando com esta prática as competições, as diferenças entre os estudantes e auxiliando na segurança e disciplina no espaço escolar.
Precisamos repensar a instituição escolar, para que dê limites e responsabilidades, que receba investimentos materiais e técnicos, para que seja uma instituição em que o respeito ao aluno e dos alunos aos professores seja uma prática constante. Precisamos aliar a isto o ideal dos professores, o ideal de formar homens e mulheres para o futuro deste país, pais que participem do dia-a-dia da escola de seus filhos e governantes que entendam que a educação é a solução.
*Presidente do Conselho Sul-Americano de Comisiones e CPMs/APMs, advogado e autor do livro CPMs & APMs: Uma revolução comunitária. Na obra, Jocelin Azambuja faz um relato histórico da maior organização comunitária legalmente constituída, os Círculos de Pais e Mestres (CPMs) e as Associações de Pais e Mestres (APMs), atualmente com mais de 80.000 entidades no Brasil. O autor ainda propõe reflexões sobre a participação dos pais na escola, a atuação dos professores, o processo de eleições de diretores em escolas públicas, as contribuições dos meios de comunicação e as interferências da política partidária na educação escolar e o futuro do Brasil.
terça-feira, 17 de março de 2009
A nova cara do CEP
No aniversário de 163 anos do Colégio Estadual do Paraná, a Direção inovou mais uma vez. Este Colégio, com larga história na educação, se esforçava por romper tradições obsoletas e avançar numa concepção de educação libertadora.
No entanto, apresentou para seus alunos e alunas, dos 1ºs e 2ºs anos, sem a presença dos 3ºs anos, um musical só com músicas norte-americanas, numa ampla demonstração de como fazer uma pedagogia colonialista e pasteurizada: meninas de shorts prateado curtissimo, rebolavam para a platéia aos moldes da “dança da garrafa” ou do “bonde do tigrão”.
Do “espetáculo” fizeram parte cenas em que, a certa altura, giraram um globo no palco e uma menina saiu de dentro, houve perfomances do Michael Jackson, etc... Podemos dizer que, tecnicamente era ótimo: para apresentar no Faustão, Gugu ou numa casa noturna...
Mas numa escola que comemorava seus 163 anos de existência, ficou vulgar e descontextualizado, funcionou como elemento de banalização do corpo feminino e publicidade do que a indústria cultural tem de pior. Ou ainda, como falaram alguns professores mais conscientes, foi uma apologia à alienação e à mercantilização: a cara do CEP hoje.
Houve também professores/as comentando que estava lindo, que isto está na sociedade, é assim mesmo. Então é essa a nova pedagogia disseminada no CEP? A pedagogia do conformismo e da adaptação à brutalidade desse mundo de consumismo e indiferença?
Então perguntamos: pra que escola? Pra corroborar o colonialismo de todos os tipos inclusive e sobretudo o cultural? Pra corroborar a desumanização da mulher? Pra corroborar a vulgaridade e a mediocridade? Pra justificar o que não nos propomos a mudar?
Mas muitos de nós ficamos indignados, atônitos diante dessa programação oferecida aos alunos e às ALUNAS! O que os meninos e meninas apreenderam disso? O Dia 8 de Março não ensinou nada para quem organizou essa programação.
Achamos que não podemos deixar passar. Ainda que em nome de alguns, pois hoje o CEP se notabiliza também pelo grande número de professores contrato PSS e Ordem de Serviço, cujos vínculos precários os deixam em situação de risco permanente de remoção e/ou desemprego. Outros, que já sabem que agradando a direção terão vida melhor, também preferem se proteger e não se manifestar, pra sofrer menos.
No mesmo CEP, dia 19 de Fevereiro, uma empresa privada que produz material apostilado, teve autorização para montar uma barraca no pátio do colégio para vender seus produtos, e a assessora da direção distribuía prospectos da referida empresa na sala dos/as professores/as... E na semana pedagógica, professores receberam as matrizes curriculares do Estado do Paraná numa pastinha dessa mesma conhecida empresa, acompanhada de uma canetinha. Ou seja, a lógica da mercantilização vem invadindo todos os espaços. Que chegasse à sala de aula portanto, não é de espantar.
Mas nos espantamos. E por isso manifestamos nossa indignação e nosso repúdio a essas práticas pedagógicas que vulgarizam a mulher, que desrespeitam nossa cultura e nossa história, e que só contribuem para desumanizar e alienar quando é tarefa da educação libertadora avançar do senso comum para uma consciência crítica, politizada e transformadora.
No entanto, apresentou para seus alunos e alunas, dos 1ºs e 2ºs anos, sem a presença dos 3ºs anos, um musical só com músicas norte-americanas, numa ampla demonstração de como fazer uma pedagogia colonialista e pasteurizada: meninas de shorts prateado curtissimo, rebolavam para a platéia aos moldes da “dança da garrafa” ou do “bonde do tigrão”.
Do “espetáculo” fizeram parte cenas em que, a certa altura, giraram um globo no palco e uma menina saiu de dentro, houve perfomances do Michael Jackson, etc... Podemos dizer que, tecnicamente era ótimo: para apresentar no Faustão, Gugu ou numa casa noturna...
Mas numa escola que comemorava seus 163 anos de existência, ficou vulgar e descontextualizado, funcionou como elemento de banalização do corpo feminino e publicidade do que a indústria cultural tem de pior. Ou ainda, como falaram alguns professores mais conscientes, foi uma apologia à alienação e à mercantilização: a cara do CEP hoje.
Houve também professores/as comentando que estava lindo, que isto está na sociedade, é assim mesmo. Então é essa a nova pedagogia disseminada no CEP? A pedagogia do conformismo e da adaptação à brutalidade desse mundo de consumismo e indiferença?
Então perguntamos: pra que escola? Pra corroborar o colonialismo de todos os tipos inclusive e sobretudo o cultural? Pra corroborar a desumanização da mulher? Pra corroborar a vulgaridade e a mediocridade? Pra justificar o que não nos propomos a mudar?
Mas muitos de nós ficamos indignados, atônitos diante dessa programação oferecida aos alunos e às ALUNAS! O que os meninos e meninas apreenderam disso? O Dia 8 de Março não ensinou nada para quem organizou essa programação.
Achamos que não podemos deixar passar. Ainda que em nome de alguns, pois hoje o CEP se notabiliza também pelo grande número de professores contrato PSS e Ordem de Serviço, cujos vínculos precários os deixam em situação de risco permanente de remoção e/ou desemprego. Outros, que já sabem que agradando a direção terão vida melhor, também preferem se proteger e não se manifestar, pra sofrer menos.
No mesmo CEP, dia 19 de Fevereiro, uma empresa privada que produz material apostilado, teve autorização para montar uma barraca no pátio do colégio para vender seus produtos, e a assessora da direção distribuía prospectos da referida empresa na sala dos/as professores/as... E na semana pedagógica, professores receberam as matrizes curriculares do Estado do Paraná numa pastinha dessa mesma conhecida empresa, acompanhada de uma canetinha. Ou seja, a lógica da mercantilização vem invadindo todos os espaços. Que chegasse à sala de aula portanto, não é de espantar.
Mas nos espantamos. E por isso manifestamos nossa indignação e nosso repúdio a essas práticas pedagógicas que vulgarizam a mulher, que desrespeitam nossa cultura e nossa história, e que só contribuem para desumanizar e alienar quando é tarefa da educação libertadora avançar do senso comum para uma consciência crítica, politizada e transformadora.
terça-feira, 3 de março de 2009
Os absurdos continuam II...
Paranaonline 01/03/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 01/03/2009 às 19:29:38
Indisciplina de estudantes também é culpa dos pais
Luciana Cristo
Colégio Estadual do Paraná terá câmeras de segurança ainda neste semestre.
Ainda neste semestre, o Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do Estado, pretende implantar 76 câmeras no circuito interno para aumentar a segurança. Os equipamentos serão responsáveis por monitorar a comunidade escolar composta por quase 9 mil pessoas que circulam pelo colégio. A instalação das câmeras está em fase de licitação e elas devem ocupar todos os espaços do colégio, com exceção das salas de aula e banheiros.
Em 2008, foram três casos registrados de aluno com porte de drogas dentro do CEP, de acordo com a diretora do colégio, Maria Madselva Ferreira Feiges, após denúncias anônimas feitas por bilhetes ou telefonemas. A ocorrência mais constante, no entanto, que provoca o chamamento da Patrulha Escolar são brigas na frente do colégio entre torcidas de times de futebol.
Nos casos em que o comportamento ultrapassa a barreira entre a indisciplina e o delito, não só no CEP, mas em qualquer colégio, a Patrulha Escolar da Polícia Militar do Paraná é acionada. E, cada vez mais, a influência dos pais na vida dos filhos é ressaltada por especialistas como fator para o envolvimento em situações de violência escolar.
Quando o estudante é levado pela patrulha, a família do aluno também é chamada e a escola recebe orientação sobre como lidar com o adolescente quando ele voltar para a escola, segundo explica a coordenadora da Patrulha Escolar no Paraná, Margarete Maria Lemes. "Muitas famílias fecham os olhos e esquecem a sua parcela de responsabilidade. Os estudantes vão ser reprodução aprimorada do que os pais são e eles precisam saber que, se incentivarem atos ilegais, poderão responder por apologia ao crime".
Além do projeto das câmeras, mudanças com foco na segurança começaram a ser aplicadas no CEP no início do ano passado, quando foi firmado um termo de compromisso com os pais, desde questões básicas, como pontualidade e uso do uniforme, que apontava o que era responsabilidade dos pais.
Extrapolar o limite entre a brincadeira e a violência, muitas vezes, aparece da falta de acompanhamento do desempenho do filho e suas atitudes na escola, o que pode acarretar comportamentos agressivos. O exemplo do personagem Zeca, na novela Caminho das Índias, que é incentivado pelos pais em suas "brincadeirinhas" de mau gosto com colegas é uma situação limite, mas que tem despertado debates pelo País em torno da superproteção dos pais no mau comportamento e a falta de respeito dos alunos dentro da escola - e também fora dela.
Segundo a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), advogada Márcia Caldas, os pais são co-responsáveis pelas ações dos filhos. "Há necessidade de se cobrar politicamente medidas para se educar a família, e não apenas a criança, que muitas vezes fica alienada na frente da televisão. Depois, os pais ficam revoltados quando a escola planeja implantar medidas de segurança, como a revista na entrada das aulas", exemplifica.
Dizer não ter tempo de comparecer à reunião de pais ou de ir à escola com frequência também é criticado pela advogada. "Por mais compromissos profissionais que os pais tenham, o compromisso principal é com os filhos e sua educação, o que está previsto em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente", ressalta.
Indisciplina de estudantes também é culpa dos pais
Luciana Cristo
Colégio Estadual do Paraná terá câmeras de segurança ainda neste semestre.
Ainda neste semestre, o Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do Estado, pretende implantar 76 câmeras no circuito interno para aumentar a segurança. Os equipamentos serão responsáveis por monitorar a comunidade escolar composta por quase 9 mil pessoas que circulam pelo colégio. A instalação das câmeras está em fase de licitação e elas devem ocupar todos os espaços do colégio, com exceção das salas de aula e banheiros.
Em 2008, foram três casos registrados de aluno com porte de drogas dentro do CEP, de acordo com a diretora do colégio, Maria Madselva Ferreira Feiges, após denúncias anônimas feitas por bilhetes ou telefonemas. A ocorrência mais constante, no entanto, que provoca o chamamento da Patrulha Escolar são brigas na frente do colégio entre torcidas de times de futebol.
Nos casos em que o comportamento ultrapassa a barreira entre a indisciplina e o delito, não só no CEP, mas em qualquer colégio, a Patrulha Escolar da Polícia Militar do Paraná é acionada. E, cada vez mais, a influência dos pais na vida dos filhos é ressaltada por especialistas como fator para o envolvimento em situações de violência escolar.
Quando o estudante é levado pela patrulha, a família do aluno também é chamada e a escola recebe orientação sobre como lidar com o adolescente quando ele voltar para a escola, segundo explica a coordenadora da Patrulha Escolar no Paraná, Margarete Maria Lemes. "Muitas famílias fecham os olhos e esquecem a sua parcela de responsabilidade. Os estudantes vão ser reprodução aprimorada do que os pais são e eles precisam saber que, se incentivarem atos ilegais, poderão responder por apologia ao crime".
Além do projeto das câmeras, mudanças com foco na segurança começaram a ser aplicadas no CEP no início do ano passado, quando foi firmado um termo de compromisso com os pais, desde questões básicas, como pontualidade e uso do uniforme, que apontava o que era responsabilidade dos pais.
Extrapolar o limite entre a brincadeira e a violência, muitas vezes, aparece da falta de acompanhamento do desempenho do filho e suas atitudes na escola, o que pode acarretar comportamentos agressivos. O exemplo do personagem Zeca, na novela Caminho das Índias, que é incentivado pelos pais em suas "brincadeirinhas" de mau gosto com colegas é uma situação limite, mas que tem despertado debates pelo País em torno da superproteção dos pais no mau comportamento e a falta de respeito dos alunos dentro da escola - e também fora dela.
Segundo a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), advogada Márcia Caldas, os pais são co-responsáveis pelas ações dos filhos. "Há necessidade de se cobrar politicamente medidas para se educar a família, e não apenas a criança, que muitas vezes fica alienada na frente da televisão. Depois, os pais ficam revoltados quando a escola planeja implantar medidas de segurança, como a revista na entrada das aulas", exemplifica.
Dizer não ter tempo de comparecer à reunião de pais ou de ir à escola com frequência também é criticado pela advogada. "Por mais compromissos profissionais que os pais tenham, o compromisso principal é com os filhos e sua educação, o que está previsto em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente", ressalta.
Os absurdos continuam...
(Publicada no orkut - Comunidade do Colégio Estadual do Paraná)
Diretas Já
Carta aberta aos estudantes e a comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná
‘’Quem não luta por sua liberdade,não a merece’’
Herbert de Souza
Vimos por meio desta carta deixar o nosso profundo desagravo às medidas pedagógicas,tais quais a Escola vem tomando como exemplo, a questão de atrasos e freqüência escolar.Como todos sabem, atualmente o aluno que por alguma eventualidade tiver três atrasos no semestre é comunicado aos pais, e fica impedido de assistir à aula, tendo que assim ser ‘’liberado’’ para retornar a sua residência. Não queremos aqui defender o direito à chegada na segunda aula, mas sim ao livre acesso permanente à Escola, independentemente da quantidade de atrasos ou não.
Algumas pessoas dizem que o controle de atrasos é uma forma de combater o baixo rendimento escolar apresentado pelos alunos do CEP no ano passado, e uma forma de combater o aumento da reprovação por faltas. Porém o que tem sido usado é uma pedagogia militarista,que ao invés de usar do respeito e do diálogo reconhecendo o estudante como protagonista da escola onde estuda e incentivar o mesmo ao prazer da procura pelo conhecimento,usa de princípios como o respeito cego às leis impostas e à autoridade.Pasmem!Em pleno século XXI com tantos pensadores progressistas no meio da educação como Paulo Freire e Michel Focault, ainda temos práticas medievais em nossa escola.
A busca pelo conhecimento deve ser proposta como uma prática prazerosa e de um despertar para o pensamento crítico e ativo.Infelizmente em nosso colégio predomina a arrogância daqueles que são pagos para administrar nossa instituição de ensino de que,’’quem não está feliz com as leis da escola,que mude para outra’’. Ótimo argumento muito bem usado na ditadura militar em nosso país, ‘’Brasil ame-o ou deixe-o’’.
Usar de artifícios ridículos como impedir a entrada do aluno em sala porque ‘’é prerrogativa da Direção-Geral’’ é totalmente contrário à LDBEN que em suma nos diz: O ensino será ministrado nos princípios da igualdade de condições para o acesso a permanência na escola’’. Fazer que por 5 minutos de atraso o aluno perca 5 ou 6 aulas chega até ser anti-pedagógico, terrorista e irracional!A educação que nós queremos deve partir da construção coletiva, junto a comunidade escolar dos processos organizacionais e pedagógicos da escola,baseado na gestão democrática e participativa!E não de leis ridículas como proibir de jogar baralho na escola!Não queremos leis que nos proíbam de fazer aquilo ou isso, mas sim que nos incentivem a ter uma consciência cidadã e ativa! Não queremos aceitar passivamente o discurso de que ‘’devemos respeitar as leis’’, queremos sim é transformá-las, e construir um CEP realmente democrático.
Por isso ousamos dizer:
- Tolerância aos atrasos! Garantia do acordo firmado em 2008 entre GECEP e Direção-Geral,sendo 3 atrasos por mês,não por semestre como é imposto.
- Respeito à LDBEN no Título II Art. 3 parágrafo I, sobre igualdade de condições ao acesso e PERMANÊNCIA na escola.
- Eleições diretas para o cargo de direção auxiliar e geral,como respeito à gestão democrática do ensino.
- Respeito à Liberdade e à Tolerância,chega de inspetores tratando aluno como se fossem carcereiros. Escola não é cadeião, é lugar de transformação!
- Mudanças nos critérios pedagógico e avaliativo, como a volta das coordenações de disciplina, o fim do barateamento do ensino,incentivo a aulas de campo,unindo teoria e prática, e a volta de projetos como o sedução poética como modo de incentivo a pesquisas e trabalhos extra-classe.
Com isso ousamos dizer que não queremos que os estudantes sejam tratados como algo subjetivo e de forma autoritária,quem constrói a escola somos nós! A Escola é feita para nós, por isso não queremos aceitar ditames e leis impostas,queremos construir um novo CEP!
Saudações Estudantis!
Curitiba, 3 de Março de 2009
Colégio Estadual do Paraná
Diretas Já
Carta aberta aos estudantes e a comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná
‘’Quem não luta por sua liberdade,não a merece’’
Herbert de Souza
Vimos por meio desta carta deixar o nosso profundo desagravo às medidas pedagógicas,tais quais a Escola vem tomando como exemplo, a questão de atrasos e freqüência escolar.Como todos sabem, atualmente o aluno que por alguma eventualidade tiver três atrasos no semestre é comunicado aos pais, e fica impedido de assistir à aula, tendo que assim ser ‘’liberado’’ para retornar a sua residência. Não queremos aqui defender o direito à chegada na segunda aula, mas sim ao livre acesso permanente à Escola, independentemente da quantidade de atrasos ou não.
Algumas pessoas dizem que o controle de atrasos é uma forma de combater o baixo rendimento escolar apresentado pelos alunos do CEP no ano passado, e uma forma de combater o aumento da reprovação por faltas. Porém o que tem sido usado é uma pedagogia militarista,que ao invés de usar do respeito e do diálogo reconhecendo o estudante como protagonista da escola onde estuda e incentivar o mesmo ao prazer da procura pelo conhecimento,usa de princípios como o respeito cego às leis impostas e à autoridade.Pasmem!Em pleno século XXI com tantos pensadores progressistas no meio da educação como Paulo Freire e Michel Focault, ainda temos práticas medievais em nossa escola.
A busca pelo conhecimento deve ser proposta como uma prática prazerosa e de um despertar para o pensamento crítico e ativo.Infelizmente em nosso colégio predomina a arrogância daqueles que são pagos para administrar nossa instituição de ensino de que,’’quem não está feliz com as leis da escola,que mude para outra’’. Ótimo argumento muito bem usado na ditadura militar em nosso país, ‘’Brasil ame-o ou deixe-o’’.
Usar de artifícios ridículos como impedir a entrada do aluno em sala porque ‘’é prerrogativa da Direção-Geral’’ é totalmente contrário à LDBEN que em suma nos diz: O ensino será ministrado nos princípios da igualdade de condições para o acesso a permanência na escola’’. Fazer que por 5 minutos de atraso o aluno perca 5 ou 6 aulas chega até ser anti-pedagógico, terrorista e irracional!A educação que nós queremos deve partir da construção coletiva, junto a comunidade escolar dos processos organizacionais e pedagógicos da escola,baseado na gestão democrática e participativa!E não de leis ridículas como proibir de jogar baralho na escola!Não queremos leis que nos proíbam de fazer aquilo ou isso, mas sim que nos incentivem a ter uma consciência cidadã e ativa! Não queremos aceitar passivamente o discurso de que ‘’devemos respeitar as leis’’, queremos sim é transformá-las, e construir um CEP realmente democrático.
Por isso ousamos dizer:
- Tolerância aos atrasos! Garantia do acordo firmado em 2008 entre GECEP e Direção-Geral,sendo 3 atrasos por mês,não por semestre como é imposto.
- Respeito à LDBEN no Título II Art. 3 parágrafo I, sobre igualdade de condições ao acesso e PERMANÊNCIA na escola.
- Eleições diretas para o cargo de direção auxiliar e geral,como respeito à gestão democrática do ensino.
- Respeito à Liberdade e à Tolerância,chega de inspetores tratando aluno como se fossem carcereiros. Escola não é cadeião, é lugar de transformação!
- Mudanças nos critérios pedagógico e avaliativo, como a volta das coordenações de disciplina, o fim do barateamento do ensino,incentivo a aulas de campo,unindo teoria e prática, e a volta de projetos como o sedução poética como modo de incentivo a pesquisas e trabalhos extra-classe.
Com isso ousamos dizer que não queremos que os estudantes sejam tratados como algo subjetivo e de forma autoritária,quem constrói a escola somos nós! A Escola é feita para nós, por isso não queremos aceitar ditames e leis impostas,queremos construir um novo CEP!
Saudações Estudantis!
Curitiba, 3 de Março de 2009
Colégio Estadual do Paraná
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Conseqüências do barateamento da educação pública II
Educação em crise
12 de Dezembro de 2008
O Brasil, em matéria de educação, é uma espécie de doente crônico, cheio de contrastes
Arnaldo Niskier
É um panorama altamente preocupante Temos 14 milhões de analfabetos e uma pós-graduação de Primeiro Mundo; o ensino fundamental foi praticamente universalizado, mas a qualidade deixa muito a desejar; todos se preocupam com a educação profissional, mas o ensino médio ainda não encontrou seu caminho (é uma balbúrdia); o ensino superior pode crescer muito, mas são poucas as instituições de elite; os cursos de formação de professores são lamentáveis, como são lamentáveis os salários pagos aos quadros do magistério.
Diversos estudiosos consideram que os cursos de pedagogia são inaptos para formar bons profissionais.
Faculdades de pedagogia entregam ao mercado de trabalho docentes incapazes de assumir uma sala de aula e dominar turmas de alunos. Por quê? Porque muitos professores trazem limitações oriundas de uma educação básica falha. Cometem erros crassos de ortografia, têm dificuldade na compreensão de textos e total desconhecimento de conceitos científicos imprescindíveis. Tais problemas os acompanham pelo curso de pedagogia e saem de lá sem se livrar deles.
A mentalidade que reina no mundo acadêmico supervaloriza a teoria e menospreza a prática. O trabalho concreto em sala de aula é colocado no segundo plano, enfatizando a aplicação de conhecimentos filosóficos, antropológicos, políticos, históricos e econômicos à educação. A bibliografia adotada nos cursos ratifica o que ora afirmamos -são autores, com honrosas exceções, que apresentam temas de ideologias superadas, em prejuízo da parte referente ao trabalho do professor em sala de aula.
O estágio supervisionado é uma disciplina relegada e, às vezes, até inexistente. Como aprender a dar aula sem fazê-lo, antes, efetivamente, e com a devida orientação? Briga-se para pagar o piso de US$ 400 mensais aos professores de ensino fundamental (por 40 horas semanais) quando o Japão paga US$ 2.000. Com esse panorama, como duvidar de que a educação brasileira esteja mesmo em crise? Veja-se o caso presente da discussão em torno do sistema de cotas. De cinco anos para cá, é assunto dominante nas universidades. A Câmara dos Deputados colocou mais lenha na fogueira. Acreditamos que houve aprovação de um projeto altamente discutível. A reserva de 50% de vagas nas universidades federais para alunos egressos das escolas públicas apresenta preferências étnicas que são rigorosamente inconstitucionais.
Vagas serão preenchidas por descendentes de negros, pardos e indígenas na proporção da população de cada Estado. O cálculo terá por base o censo do IBGE. Haverá ainda reserva de metade das vagas para estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.
Se a Carta Magna proíbe a discriminação por motivo de raça, não é defensável o argumento de que se deve impor o movimento contrário. O inciso IV do artigo 3º da Constituição -a Constituição Cidadã- explicita literalmente este aspecto: "Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". Cotas raciais não têm amparo legal e, na verdade, camuflam a leniência oficial em relação à qualidade do ensino público, este, sim, a merecer toda espécie inadiável de apoio. E tem mais: é uma agressão à autonomia universitária. Frise-se ainda que a Câmara entendeu que pode aliviar, por meio do novo mecanismo de cotas raciais e sociais, a obrigatoriedade dos exames de habilitação para o ensino superior.
Trata-se, na verdade, de uma imposição que, na prática, não funcionará.
O melhor exemplo é o que ocorreu na Uerj, a primeira universidade pública a adotar o sistema de cotas. São revelações do reitor Ricardo Vieiralves. Dos 1.320 alunos iniciais, concluíram os cursos escolhidos só 350 alunos. Por motivos diversos, em geral econômicos, houve grande evasão.
Vivemos um tempo difícil em nosso país, fruto também da desordem econômica mundial. Temos hoje cerca de 20 mil cursos superiores e a maioria deles se ressente da necessária excelência. Para complicar as coisas, os jovens desconhecem a chamadas "profissões do futuro", aquelas ligadas à alta tecnologia, genética e meio ambiente. Preferem os cursos tradicionais, desconhecendo a saturação que ocorre, sobretudo nos grandes centros urbanos, em profissões como medicina e direito.
Há uma sedução pelas profissões midiáticas, como publicidade e propaganda, jornalismo, audiovisual e artes cênicas, que estão entre as dez mais procuradas, com um pormenor essencial: são aquelas em que ocorre maior índice de desistências, pois o mercado de trabalho é bastante restrito. A geração nascida entre 1980 e 1995 é vítima desse equívoco. A era da interatividade não tem ajudado na escolha profissional adequada. É um panorama altamente preocupante.
Arnaldo Niskier, 73, professor, jornalista e escritor, é membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Ciee/Rio.
fonte: Folha de São Paulo (12.12.2008)
12 de Dezembro de 2008
O Brasil, em matéria de educação, é uma espécie de doente crônico, cheio de contrastes
Arnaldo Niskier
É um panorama altamente preocupante Temos 14 milhões de analfabetos e uma pós-graduação de Primeiro Mundo; o ensino fundamental foi praticamente universalizado, mas a qualidade deixa muito a desejar; todos se preocupam com a educação profissional, mas o ensino médio ainda não encontrou seu caminho (é uma balbúrdia); o ensino superior pode crescer muito, mas são poucas as instituições de elite; os cursos de formação de professores são lamentáveis, como são lamentáveis os salários pagos aos quadros do magistério.
Diversos estudiosos consideram que os cursos de pedagogia são inaptos para formar bons profissionais.
Faculdades de pedagogia entregam ao mercado de trabalho docentes incapazes de assumir uma sala de aula e dominar turmas de alunos. Por quê? Porque muitos professores trazem limitações oriundas de uma educação básica falha. Cometem erros crassos de ortografia, têm dificuldade na compreensão de textos e total desconhecimento de conceitos científicos imprescindíveis. Tais problemas os acompanham pelo curso de pedagogia e saem de lá sem se livrar deles.
A mentalidade que reina no mundo acadêmico supervaloriza a teoria e menospreza a prática. O trabalho concreto em sala de aula é colocado no segundo plano, enfatizando a aplicação de conhecimentos filosóficos, antropológicos, políticos, históricos e econômicos à educação. A bibliografia adotada nos cursos ratifica o que ora afirmamos -são autores, com honrosas exceções, que apresentam temas de ideologias superadas, em prejuízo da parte referente ao trabalho do professor em sala de aula.
O estágio supervisionado é uma disciplina relegada e, às vezes, até inexistente. Como aprender a dar aula sem fazê-lo, antes, efetivamente, e com a devida orientação? Briga-se para pagar o piso de US$ 400 mensais aos professores de ensino fundamental (por 40 horas semanais) quando o Japão paga US$ 2.000. Com esse panorama, como duvidar de que a educação brasileira esteja mesmo em crise? Veja-se o caso presente da discussão em torno do sistema de cotas. De cinco anos para cá, é assunto dominante nas universidades. A Câmara dos Deputados colocou mais lenha na fogueira. Acreditamos que houve aprovação de um projeto altamente discutível. A reserva de 50% de vagas nas universidades federais para alunos egressos das escolas públicas apresenta preferências étnicas que são rigorosamente inconstitucionais.
Vagas serão preenchidas por descendentes de negros, pardos e indígenas na proporção da população de cada Estado. O cálculo terá por base o censo do IBGE. Haverá ainda reserva de metade das vagas para estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.
Se a Carta Magna proíbe a discriminação por motivo de raça, não é defensável o argumento de que se deve impor o movimento contrário. O inciso IV do artigo 3º da Constituição -a Constituição Cidadã- explicita literalmente este aspecto: "Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". Cotas raciais não têm amparo legal e, na verdade, camuflam a leniência oficial em relação à qualidade do ensino público, este, sim, a merecer toda espécie inadiável de apoio. E tem mais: é uma agressão à autonomia universitária. Frise-se ainda que a Câmara entendeu que pode aliviar, por meio do novo mecanismo de cotas raciais e sociais, a obrigatoriedade dos exames de habilitação para o ensino superior.
Trata-se, na verdade, de uma imposição que, na prática, não funcionará.
O melhor exemplo é o que ocorreu na Uerj, a primeira universidade pública a adotar o sistema de cotas. São revelações do reitor Ricardo Vieiralves. Dos 1.320 alunos iniciais, concluíram os cursos escolhidos só 350 alunos. Por motivos diversos, em geral econômicos, houve grande evasão.
Vivemos um tempo difícil em nosso país, fruto também da desordem econômica mundial. Temos hoje cerca de 20 mil cursos superiores e a maioria deles se ressente da necessária excelência. Para complicar as coisas, os jovens desconhecem a chamadas "profissões do futuro", aquelas ligadas à alta tecnologia, genética e meio ambiente. Preferem os cursos tradicionais, desconhecendo a saturação que ocorre, sobretudo nos grandes centros urbanos, em profissões como medicina e direito.
Há uma sedução pelas profissões midiáticas, como publicidade e propaganda, jornalismo, audiovisual e artes cênicas, que estão entre as dez mais procuradas, com um pormenor essencial: são aquelas em que ocorre maior índice de desistências, pois o mercado de trabalho é bastante restrito. A geração nascida entre 1980 e 1995 é vítima desse equívoco. A era da interatividade não tem ajudado na escolha profissional adequada. É um panorama altamente preocupante.
Arnaldo Niskier, 73, professor, jornalista e escritor, é membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Ciee/Rio.
fonte: Folha de São Paulo (12.12.2008)
Conseqüências do barateamento da educação pública I
Jornal Gazeta do Povo - Ensino - Sexta-feira, 12/12/2008
Educação
Aluno brasileiro freqüenta mais a escola. Só que não aprende
Relatório mostra que, na 8.ª série, apenas um em cada cinco estudantes entende o conteúdo de Língua Portuguesa. Em dois anos, houve avanços, mas ainda muito lentos12/12/2008 | 03:04 |
Apenas 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam, em 2007, o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª série, somente um a cada cinco estudantes entendeu a matéria. Esses são alguns resultados do relatório divulgado ontem, em São Paulo, pelo Movimento Todos Pela Educação. Se quiser atingir as cinco metas propostas pelo projeto, o país vai precisar investir mais em ações que promovam a melhoria da qualidade do ensino.
Segundo o levantamento, apenas 50% das metas de aprendizagem foram alcançadas e, se esse ritmo for mantido, a maior parte dos estados não alcançaria a maioria dos indicadores estimados. O Paraná está entre os estados que tendem a não atingir esses índices. O movimento defende que até 2022, 70% ou mais dos alunos devem ter aprendido o que é essencial para a sua série. O Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil, que reúne lideranças sociais, educadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada.
Veja balanço sobre a educação no Brasil
Aluno de 55 anos tenta convencer os filhos a estudar
O fato de mais da metade dos jovens não concluir o ensino mé-dio na idade correta – no fundamental, o índice chega a quase 40% – revela que o Brasil está longe de garantir um bom fluxo escolar para seus alunos. Wellington de Moraes é prova disso. Aos 55 anos de idade, o motorista deve terminar o ensino médio, por meio do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), no primeiro semestre do ano que vem. Longe da escola durante mais de três décadas, ele retomou os estudos por vontade própria e também estimulou a mulher, Maria de Moraes, de 50 anos, a voltar para a sala de aula.
As metas de aprendizagem são as que mais sintetizam o conceito da qualidade da Educação, pois avaliam se o aluno efetivamente está aprendendo. Integram apenas um dos cinco grande grupos de objetivos estabelecidos pelo movimento. São eles: 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos devem estar na escola; toda criança deve estar plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade; 77% dos alunos devem ter aprendizado de acordo com a sua série; 95% dos alunos devem ter ensino médio concluído até os 19 anos de idade; e os investimentos em educação devem atingir no mínimo 5% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação Básica até 2010 e mantê-lo até 2022.
Pela primeira vez foi estabelecido de forma clara que nível de proficiência em leitura e matemática se espera dos alunos brasileiros. A medida é feita por meio do porcentual de alunos que alcançam desempenhos no Saeb/Prova Brasil superiores a uma escala preestabelecida nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa alcançada pelos alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.
A passos curtos
Apesar dos números alarmantes, houve pequena melhora em dois anos. Entre 2005 e 2007 aumentou o número de alunos do ensino fundamental com conhecimento adequado à sua série. Mas os resultados obtidos foram suficientes apenas para alcançar as metas estabelecidas para 4ª e 8ª séries do ensino fundamental em Matemática. Em 2007, quando a meta era de 29%, 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª, esse valor chegou a 20,5%, quando a meta era de 20,7%. No ensino médio, o esperado para 2007 era 23,5% e o resultado obtido foi de 24,5%.
Na projeção para 2011, o relatório destaca que os indicadores ficarão abaixo do estimado caso seja mantido o mesmo ritmo de desempenho. É o caso da Matemática para a 8ª série, em que apenas 13,9% dos estudantes obterão desempenho acima da média estipulada, abaixo dos 25,9% esperados. O mesmo ocorre com Língua Portuguesa: a meta esperada é de 20,9%, contra 32% projetados (veja a projeção completa no infográfico).
De acordo com o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, algo que chama a atenção nas metas de aprendizagem é a perda de fôlego do desempenho dos alunos a partir da 8ª série e 3º do ensino médio. “Temos um aluno melhor qualificado na 4ª série e não podemos perder oportunidade de aproveitar isso no futuro. A grande lacuna da educação no Brasil está na qualidade do ensino médio. É preciso repensar urgentemente essa modalidade de ensino em que faltam profissionais, currículo e uma escola mais atraente para os jovens”, afirma.
Outras metas
De acordo com o relatório, a taxa de crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola em 2007 foi de 90,4%, maior do que em 2005 (88,8%), mas ainda inferior à meta de 91%. Com relação à segunda meta, a taxa de alfabetização das crianças de 8 anos no país é de 88%, enquanto a meta é de que, até 2010, 80% dessas crianças estejam plenamente alfabetizadas e para 2022, 100% das crianças. Ramos ressalta que ainda não existe dado padronizado no Brasil. “O que dispomos é um mecanismo onde as famílias respondem a um questionário se a pessoa é alfabetizada ou não. Se o teste da Provinha Brasil fosse obrigatório teríamos um mecanismo melhor”, afirma.
As metas com relação à conclusão do ensino médio também foram alcançadas. Segundo os dados, 60,55% dos jovens de 16 anos concluíram o ensino fundamental e 44,9% o ensino médio. As metas propostas para 2007 eram de 58,9% e de 42,1% respectivamente.
Já com relação ao investimento e gestão da educação, o Brasil passou de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005 para 4,4% em 2006. Na educação básica, o investimento passou de 3,2% em 2005, para 3,7% em 2006. A meta definida pelo movimento é a de que sejam destinados 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010.
Mozart Neves Ramos reforçou que é preciso fazer um esforço maior e também é necessário um envolvimento por parte da sociedade. “A população brasileira coloca a educação em 6º lugar na sua lista de prioridades. É preciso fazer o dever de casa e dar o grau de importância que a educação merece”, afirma.
O ex-ministro da Educação e deputado federal (PSDB-SP) Paulo Renato Souza defende que é necessário colocar as metas de aprendizagem no centro da preocupação da política educacional. “É preciso relacionar o desempenho dos profissionais da educação com o avanço na carreira. Estados e municípios devem criar normas para cobrar esses resultados”, afirma. Souza lembra que, durante as discussões para o estabelecimento do piso nacional dos professores, uma emenda tentava atrelar uma avaliação nacional à adoção do piso. “Com relação aos investimentos, quanto mais melhor. Mas não adianta jogar mais recurso no sistema e obter o mesmo resultado. É necessário obter o empenho por parte de todos”, diz.
Educação
Aluno brasileiro freqüenta mais a escola. Só que não aprende
Relatório mostra que, na 8.ª série, apenas um em cada cinco estudantes entende o conteúdo de Língua Portuguesa. Em dois anos, houve avanços, mas ainda muito lentos12/12/2008 | 03:04 |
Apenas 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam, em 2007, o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª série, somente um a cada cinco estudantes entendeu a matéria. Esses são alguns resultados do relatório divulgado ontem, em São Paulo, pelo Movimento Todos Pela Educação. Se quiser atingir as cinco metas propostas pelo projeto, o país vai precisar investir mais em ações que promovam a melhoria da qualidade do ensino.
Segundo o levantamento, apenas 50% das metas de aprendizagem foram alcançadas e, se esse ritmo for mantido, a maior parte dos estados não alcançaria a maioria dos indicadores estimados. O Paraná está entre os estados que tendem a não atingir esses índices. O movimento defende que até 2022, 70% ou mais dos alunos devem ter aprendido o que é essencial para a sua série. O Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil, que reúne lideranças sociais, educadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada.
Veja balanço sobre a educação no Brasil
Aluno de 55 anos tenta convencer os filhos a estudar
O fato de mais da metade dos jovens não concluir o ensino mé-dio na idade correta – no fundamental, o índice chega a quase 40% – revela que o Brasil está longe de garantir um bom fluxo escolar para seus alunos. Wellington de Moraes é prova disso. Aos 55 anos de idade, o motorista deve terminar o ensino médio, por meio do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), no primeiro semestre do ano que vem. Longe da escola durante mais de três décadas, ele retomou os estudos por vontade própria e também estimulou a mulher, Maria de Moraes, de 50 anos, a voltar para a sala de aula.
As metas de aprendizagem são as que mais sintetizam o conceito da qualidade da Educação, pois avaliam se o aluno efetivamente está aprendendo. Integram apenas um dos cinco grande grupos de objetivos estabelecidos pelo movimento. São eles: 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos devem estar na escola; toda criança deve estar plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade; 77% dos alunos devem ter aprendizado de acordo com a sua série; 95% dos alunos devem ter ensino médio concluído até os 19 anos de idade; e os investimentos em educação devem atingir no mínimo 5% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação Básica até 2010 e mantê-lo até 2022.
Pela primeira vez foi estabelecido de forma clara que nível de proficiência em leitura e matemática se espera dos alunos brasileiros. A medida é feita por meio do porcentual de alunos que alcançam desempenhos no Saeb/Prova Brasil superiores a uma escala preestabelecida nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa alcançada pelos alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.
A passos curtos
Apesar dos números alarmantes, houve pequena melhora em dois anos. Entre 2005 e 2007 aumentou o número de alunos do ensino fundamental com conhecimento adequado à sua série. Mas os resultados obtidos foram suficientes apenas para alcançar as metas estabelecidas para 4ª e 8ª séries do ensino fundamental em Matemática. Em 2007, quando a meta era de 29%, 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª, esse valor chegou a 20,5%, quando a meta era de 20,7%. No ensino médio, o esperado para 2007 era 23,5% e o resultado obtido foi de 24,5%.
Na projeção para 2011, o relatório destaca que os indicadores ficarão abaixo do estimado caso seja mantido o mesmo ritmo de desempenho. É o caso da Matemática para a 8ª série, em que apenas 13,9% dos estudantes obterão desempenho acima da média estipulada, abaixo dos 25,9% esperados. O mesmo ocorre com Língua Portuguesa: a meta esperada é de 20,9%, contra 32% projetados (veja a projeção completa no infográfico).
De acordo com o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, algo que chama a atenção nas metas de aprendizagem é a perda de fôlego do desempenho dos alunos a partir da 8ª série e 3º do ensino médio. “Temos um aluno melhor qualificado na 4ª série e não podemos perder oportunidade de aproveitar isso no futuro. A grande lacuna da educação no Brasil está na qualidade do ensino médio. É preciso repensar urgentemente essa modalidade de ensino em que faltam profissionais, currículo e uma escola mais atraente para os jovens”, afirma.
Outras metas
De acordo com o relatório, a taxa de crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola em 2007 foi de 90,4%, maior do que em 2005 (88,8%), mas ainda inferior à meta de 91%. Com relação à segunda meta, a taxa de alfabetização das crianças de 8 anos no país é de 88%, enquanto a meta é de que, até 2010, 80% dessas crianças estejam plenamente alfabetizadas e para 2022, 100% das crianças. Ramos ressalta que ainda não existe dado padronizado no Brasil. “O que dispomos é um mecanismo onde as famílias respondem a um questionário se a pessoa é alfabetizada ou não. Se o teste da Provinha Brasil fosse obrigatório teríamos um mecanismo melhor”, afirma.
As metas com relação à conclusão do ensino médio também foram alcançadas. Segundo os dados, 60,55% dos jovens de 16 anos concluíram o ensino fundamental e 44,9% o ensino médio. As metas propostas para 2007 eram de 58,9% e de 42,1% respectivamente.
Já com relação ao investimento e gestão da educação, o Brasil passou de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005 para 4,4% em 2006. Na educação básica, o investimento passou de 3,2% em 2005, para 3,7% em 2006. A meta definida pelo movimento é a de que sejam destinados 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010.
Mozart Neves Ramos reforçou que é preciso fazer um esforço maior e também é necessário um envolvimento por parte da sociedade. “A população brasileira coloca a educação em 6º lugar na sua lista de prioridades. É preciso fazer o dever de casa e dar o grau de importância que a educação merece”, afirma.
O ex-ministro da Educação e deputado federal (PSDB-SP) Paulo Renato Souza defende que é necessário colocar as metas de aprendizagem no centro da preocupação da política educacional. “É preciso relacionar o desempenho dos profissionais da educação com o avanço na carreira. Estados e municípios devem criar normas para cobrar esses resultados”, afirma. Souza lembra que, durante as discussões para o estabelecimento do piso nacional dos professores, uma emenda tentava atrelar uma avaliação nacional à adoção do piso. “Com relação aos investimentos, quanto mais melhor. Mas não adianta jogar mais recurso no sistema e obter o mesmo resultado. É necessário obter o empenho por parte de todos”, diz.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Documento encaminhado aos deputados estaduais e federais(lideranças), senadores, presidente da república e MEC
No dia 02/12/2008, houve uma reunião com os deputados da bancada do PT, na Assembléia Legislativa, em que foi entregue documento similar ao postado abaixo. No dia 08/12/08 foi encaminhado aos deputados dos outros partidos e será feito, com o apoio da APP Sindicato, um painel em que aparecerão os nomes daqueles que assinarem favoravelmente à nossa luta e daqueles que se recusarem a assinar ou se posicionarem contrariamente.
PEDIDO DE APOIO AOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ PARA O MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
"As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações!"
(Gustave Le Bon)
Fatos ocorridos após a chegada da atual Diretora Geral:
1. Total falta de diálogo que se instalou a partir de decisões unilaterais da direção - (ex: aprovação POR DECRETO dos alunos, logo no início de 2007, passando por cima do trabalho sério realizado por professores e pedagogas ao longo de todo o ano de 2006 e ignorando as decisões tomadas em reunião de conselho de classe).
2. Imposição de uma filosofia educacional que barateou a educação de qualidade que o CEP sempre ofereceu, sob a alegação de tratar-se de “política pública”- (implantação velada de uma política de aprovação automática; volta da semestralidade com a implantação de blocos de conteúdos; excesso de permissividade a partir da total desestruturação do setor pedagógico que dava suporte ao trabalho dos professores, entre outros. Nunca, na história do CEP, até a chegada da nova diretora, a exigência em relação ao preenchimento do livro de registro de classe - que sempre foi preenchido cuidadosamente de acordo com a legislação vigente - foi maior que a preocupação com a qualidade das aulas).
3. Foram extintas as coordenações de disciplina, responsáveis pela busca de unidade do trabalho pedagógico que dava coesão às áreas do conhecimento, bem como às relações interdisciplinares.
4. Afastamento, via processo administrativo, dos professores que se posicionaram contrariamente às práticas arbitrárias - Opção pela coação ao invés do convencimento.
5. Afastamento de alguns profissionais, com excelentes qualificação e prática pedagógica, que trabalhavam no CEP com ordem de serviço, por terem se posicionado contra algumas deliberações da direção, ou simplesmente por não a terem apoiado – Dispensa feita por telefone, em janeiro de 2008, demonstrando total falta de consideração pelo excelente serviço prestado à comunidade do CEP (Professores, com mais de 27 anos de magistério, antes tão respeitados pela comunidade escolar, passaram a ser rotulados, apenas pela diretora geral, como incompetentes).
6. Constante assédio moral contra professores, funcionários e alunos - O grau de adoecimento de professores e funcionários é alarmante. A gestão da nova diretora gerou um ambiente em que predominam as represálias, o descrédito e o descontentamento geral. (O aluno Joel, um dos líderes do movimento pró-democracia do CEP em 2007, foi proibido de circular nas dependências do colégio, tendo sofrido ameaças por parte de funcionários da confiança da direção geral e impedido de fazer matrícula no curso de espanhol no centro de línguas).
7. Imposição do Ensino Fundamental - (Em 2005 houve uma plenária com professores e funcionários, na qual foi decidido, por mais de 90%, a não implantação do ensino fundamental, pois todo o investimento público em infra-estrutura para o Ensino Médio seria mal aproveitado - laboratórios de Química, Física, Biologia. Ou seja, o colegiado de professores/as e funcionários/as, que compõem esse colégio, foi ignorado. Além do que, a implantação do Ensino Fundamental beneficiaria principalmente alunos com um poder aquisitivo maior – aqueles que moram nas imediações do CEP e aqueles que têm condições de pagar transporte particular para irem à escola – pois as crianças mais carentes, que moram na periferia, não teriam condições financeiras de estudar no Colégio Estadual do Paraná. Além disso, tal medida limita o número de alunos que têm a oportunidade de estudar no CEP por ter como conseqüência a diminuição das vagas para menos da metade pelo fato de o tempo de permanência dos alunos, com o ensino fundamental, aumentar de 3 para 7 anos, no mínimo).
8. Extinção do teste seletivo - (O teste seletivo, apesar de todas as críticas que possam a ele ser feitas, estabelecia critérios objetivos e permitia uma maior transparência ao processo de seleção, na medida em que possibilitava aos candidatos terem acesso as suas respectivas notas, bem como às de seus concorrentes. A análise curricular, e outros critérios subjetivos, método adotado pela atual direção para os alunos do próximo ano letivo, torna o processo menos transparente e passível de escolhas baseadas em critérios subjetivos - ideológicos, laços de amizade, indicações políticas de parlamentares e/ou outras autoridades, ou mesmo, parentesco -, contrariando os princípios da democracia).
O que reivindicamos:
1. Arquivamento dos processos administrativos.
2. Retorno de todos os professores afastados pela Diretora Geral em 2007 e 2008.
3. Gestão democrática DE FATO e não apenas como DISCURSO ideológico.
4. Retorno das coordenações de disciplina.
5. Apoio em relação ao Projeto de Lei de Eleições Diretas no CEP.
Pedimos, portanto, apenas a coerência dos Deputados do Estado do Paraná com os princípios da democracia, pois fazemos questão de não esquecer o que a própria Madselva escreveu em passado recente:
“A eleição de diretor de escola constitui um momento privilegiado para reflexão coletiva e enfrentamento ao projeto neoliberal de sociedade e de educação que reforça os processos de exclusão e de desumanização a que a população vem sendo submetida fora e, muitas vezes, dentro da escola... o diretor tem um papel relevante na condução da autonomia responsável que experimenta saberes e transgride o velho estilo de gestão, criando coletivamente formas de garantir direitos, de humanizar as relações, os tempos e os espaços pedagógicos, porque todo lugar de criança e adolescente TEM QUE SER HUMANO, SEM SEGREGAÇÃO, ONDE O ATO DE EDUCAR SEJA UM FAZER ÉTICO, SOLIDÁRIO, ESCULPIDO COM A DIGNIDADE DO SER HUMANO E DO MUNDO” (FEIGES, Maria Madselva F. O projeto Político-Pedagógico e a eleição de diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. Maringá: SME, Caderno temático I, 2003).
Nós, professores/as e funcionários/as do Colégio Estadual do Paraná, com o apoio de alunos/as e pais, vimos manifestar nosso compromisso com uma educação de qualidade, que sempre destacou esta instituição de ensino, pela qual passaram diversos segmentos da sociedade paranaense, como comprovam muitas pesquisas nacionais. Destacamos que nosso compromisso político, social e cultural é com a formação dos jovens a nós confiados. Queremos o retorno do ambiente profissional e pedagógico que tínhamos até o final 2006, um colégio em que funcionários/as, corpo docente, alunos/as e pais cumpriam seus papéis numa relação profissional e educacional marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e solidária. Havia disputas políticas como em qualquer espaço humano, mas o debate democrático e o respeito sempre predominaram, sem que nunca fôssemos alvos de ataques, inclusive pela mídia ou por órgãos oficiais, como temos presenciado com a gestão atual.
Curitiba, 02 de dezembro de 2008
PEDIDO DE APOIO AOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ PARA O MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
"As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações!"
(Gustave Le Bon)
Fatos ocorridos após a chegada da atual Diretora Geral:
1. Total falta de diálogo que se instalou a partir de decisões unilaterais da direção - (ex: aprovação POR DECRETO dos alunos, logo no início de 2007, passando por cima do trabalho sério realizado por professores e pedagogas ao longo de todo o ano de 2006 e ignorando as decisões tomadas em reunião de conselho de classe).
2. Imposição de uma filosofia educacional que barateou a educação de qualidade que o CEP sempre ofereceu, sob a alegação de tratar-se de “política pública”- (implantação velada de uma política de aprovação automática; volta da semestralidade com a implantação de blocos de conteúdos; excesso de permissividade a partir da total desestruturação do setor pedagógico que dava suporte ao trabalho dos professores, entre outros. Nunca, na história do CEP, até a chegada da nova diretora, a exigência em relação ao preenchimento do livro de registro de classe - que sempre foi preenchido cuidadosamente de acordo com a legislação vigente - foi maior que a preocupação com a qualidade das aulas).
3. Foram extintas as coordenações de disciplina, responsáveis pela busca de unidade do trabalho pedagógico que dava coesão às áreas do conhecimento, bem como às relações interdisciplinares.
4. Afastamento, via processo administrativo, dos professores que se posicionaram contrariamente às práticas arbitrárias - Opção pela coação ao invés do convencimento.
5. Afastamento de alguns profissionais, com excelentes qualificação e prática pedagógica, que trabalhavam no CEP com ordem de serviço, por terem se posicionado contra algumas deliberações da direção, ou simplesmente por não a terem apoiado – Dispensa feita por telefone, em janeiro de 2008, demonstrando total falta de consideração pelo excelente serviço prestado à comunidade do CEP (Professores, com mais de 27 anos de magistério, antes tão respeitados pela comunidade escolar, passaram a ser rotulados, apenas pela diretora geral, como incompetentes).
6. Constante assédio moral contra professores, funcionários e alunos - O grau de adoecimento de professores e funcionários é alarmante. A gestão da nova diretora gerou um ambiente em que predominam as represálias, o descrédito e o descontentamento geral. (O aluno Joel, um dos líderes do movimento pró-democracia do CEP em 2007, foi proibido de circular nas dependências do colégio, tendo sofrido ameaças por parte de funcionários da confiança da direção geral e impedido de fazer matrícula no curso de espanhol no centro de línguas).
7. Imposição do Ensino Fundamental - (Em 2005 houve uma plenária com professores e funcionários, na qual foi decidido, por mais de 90%, a não implantação do ensino fundamental, pois todo o investimento público em infra-estrutura para o Ensino Médio seria mal aproveitado - laboratórios de Química, Física, Biologia. Ou seja, o colegiado de professores/as e funcionários/as, que compõem esse colégio, foi ignorado. Além do que, a implantação do Ensino Fundamental beneficiaria principalmente alunos com um poder aquisitivo maior – aqueles que moram nas imediações do CEP e aqueles que têm condições de pagar transporte particular para irem à escola – pois as crianças mais carentes, que moram na periferia, não teriam condições financeiras de estudar no Colégio Estadual do Paraná. Além disso, tal medida limita o número de alunos que têm a oportunidade de estudar no CEP por ter como conseqüência a diminuição das vagas para menos da metade pelo fato de o tempo de permanência dos alunos, com o ensino fundamental, aumentar de 3 para 7 anos, no mínimo).
8. Extinção do teste seletivo - (O teste seletivo, apesar de todas as críticas que possam a ele ser feitas, estabelecia critérios objetivos e permitia uma maior transparência ao processo de seleção, na medida em que possibilitava aos candidatos terem acesso as suas respectivas notas, bem como às de seus concorrentes. A análise curricular, e outros critérios subjetivos, método adotado pela atual direção para os alunos do próximo ano letivo, torna o processo menos transparente e passível de escolhas baseadas em critérios subjetivos - ideológicos, laços de amizade, indicações políticas de parlamentares e/ou outras autoridades, ou mesmo, parentesco -, contrariando os princípios da democracia).
O que reivindicamos:
1. Arquivamento dos processos administrativos.
2. Retorno de todos os professores afastados pela Diretora Geral em 2007 e 2008.
3. Gestão democrática DE FATO e não apenas como DISCURSO ideológico.
4. Retorno das coordenações de disciplina.
5. Apoio em relação ao Projeto de Lei de Eleições Diretas no CEP.
Pedimos, portanto, apenas a coerência dos Deputados do Estado do Paraná com os princípios da democracia, pois fazemos questão de não esquecer o que a própria Madselva escreveu em passado recente:
“A eleição de diretor de escola constitui um momento privilegiado para reflexão coletiva e enfrentamento ao projeto neoliberal de sociedade e de educação que reforça os processos de exclusão e de desumanização a que a população vem sendo submetida fora e, muitas vezes, dentro da escola... o diretor tem um papel relevante na condução da autonomia responsável que experimenta saberes e transgride o velho estilo de gestão, criando coletivamente formas de garantir direitos, de humanizar as relações, os tempos e os espaços pedagógicos, porque todo lugar de criança e adolescente TEM QUE SER HUMANO, SEM SEGREGAÇÃO, ONDE O ATO DE EDUCAR SEJA UM FAZER ÉTICO, SOLIDÁRIO, ESCULPIDO COM A DIGNIDADE DO SER HUMANO E DO MUNDO” (FEIGES, Maria Madselva F. O projeto Político-Pedagógico e a eleição de diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. Maringá: SME, Caderno temático I, 2003).
Nós, professores/as e funcionários/as do Colégio Estadual do Paraná, com o apoio de alunos/as e pais, vimos manifestar nosso compromisso com uma educação de qualidade, que sempre destacou esta instituição de ensino, pela qual passaram diversos segmentos da sociedade paranaense, como comprovam muitas pesquisas nacionais. Destacamos que nosso compromisso político, social e cultural é com a formação dos jovens a nós confiados. Queremos o retorno do ambiente profissional e pedagógico que tínhamos até o final 2006, um colégio em que funcionários/as, corpo docente, alunos/as e pais cumpriam seus papéis numa relação profissional e educacional marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e solidária. Havia disputas políticas como em qualquer espaço humano, mas o debate democrático e o respeito sempre predominaram, sem que nunca fôssemos alvos de ataques, inclusive pela mídia ou por órgãos oficiais, como temos presenciado com a gestão atual.
Curitiba, 02 de dezembro de 2008
Mais uma vã esperança?
Projeto fixa número de alunos por professor
O Conselho Nacional de Educação (CNE) discute nessa semana um documento que determina, entre outras coisas, o limite do número de alunos que devem ser atendidos por cada professor das escolas públicas do País. As salas de aula do ensino médio, por exemplo, devem ter no máximo 40 estudantes. Nos anos de alfabetização, 25. O parecer - que será votado entre janeiro e fevereiro no CNE - pede ainda férias de 45 dias para docentes e eleições diretas para diretor.
O objetivo do documento é oferecer diretrizes para um plano de carreira de professores - algo determinado pela mesma lei, aprovada há poucos meses, que fixou um piso salarial para docentes. Atualmente, existem planos em alguns Estados e municípios, mas não se estipula, por exemplo, limite de alunos por professor.
Mas o fato de o documento ter sido elaborado pela atual presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que é conselheira do CNE, está causando polêmica. O Conselho Estadual de Educação (CEE) de São Paulo divulgou manifesto afirmando que o parecer "traduz a defesa típica de movimentos sindicais " e tem "viés corporativo". "É preciso pensar primeiro no aluno, depois na carreira docente", diz o presidente do conselho paulista, Artur Fonseca Filho.
"Há professores que têm mil alunos e é claro que isso influencia na qualidade do ensino", rebate Maria Izabel. Além das especificações do número de alunos nas salas de aula, o documento diz ainda que cada professor do País deve ter 300 alunos, no máximo, ao mesmo tempo. Pede ainda que seja incentivado que docentes trabalhem em uma só escola e recebam uma compensação financeira quando isso ocorrer. "Por causa dos baixos salários, a educação acaba sendo um bico e não uma profissão", completa Maria Izabel.
O Brasil tem hoje 2,2 milhões de funções docentes no ensino básico regular - um professor pode ocupar mais de uma função porque dá aulas em várias escolas. O total de alunos, segundo os números mais recentes do Ministério da Educação (MEC), é de 79,1 milhões.
Não há estudos que mostrem quantos alunos são atendidos por cada professor brasileiro. Pesquisas, no entanto, já indicaram que a quantidade de estudantes na sala de aula influencia pouco no desempenho de alunos em avaliações oficiais. Diversos estudos também têm mostrado a falta de docentes, principalmente em disciplinas como ciências e matemática. "Com a escassez de professores que já existe, se ainda determinarmos a quantidade de alunos, dificulta muito", diz César Callegari, presidente da Câmara da Educação Básica do CNE, onde será discutido o documento na quarta-feira.
Ele, no entanto, acredita que o parecer é importante para orientar os sistemas de ensino e estimular um debate. "Claro que os gestores poderão dizer que não têm como fazer isso. Mas não podemos deixar de sonhar por antecipação", diz. Na opinião de Callegari, o texto acabará sendo mudado para determinações mais gerais e, dessa maneira, poderá ser aprovado.
O documento determina ainda reajuste anual dos salários e três licenças sabáticas, a cada sete anos de trabalho. E propõe que haja uma avaliação do docente por desempenho, o que incluiria auto-avaliação e a influência do perfil socioeconômico do aluno.
O CNE é um órgão consultivo e independente do governo. Depois de aprovados, os pareceres precisam ser homologados pelo ministro da Educação para serem colocados em prática.
Fonte: Portal Aprendiz
03/12/08
O Conselho Nacional de Educação (CNE) discute nessa semana um documento que determina, entre outras coisas, o limite do número de alunos que devem ser atendidos por cada professor das escolas públicas do País. As salas de aula do ensino médio, por exemplo, devem ter no máximo 40 estudantes. Nos anos de alfabetização, 25. O parecer - que será votado entre janeiro e fevereiro no CNE - pede ainda férias de 45 dias para docentes e eleições diretas para diretor.
O objetivo do documento é oferecer diretrizes para um plano de carreira de professores - algo determinado pela mesma lei, aprovada há poucos meses, que fixou um piso salarial para docentes. Atualmente, existem planos em alguns Estados e municípios, mas não se estipula, por exemplo, limite de alunos por professor.
Mas o fato de o documento ter sido elaborado pela atual presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que é conselheira do CNE, está causando polêmica. O Conselho Estadual de Educação (CEE) de São Paulo divulgou manifesto afirmando que o parecer "traduz a defesa típica de movimentos sindicais " e tem "viés corporativo". "É preciso pensar primeiro no aluno, depois na carreira docente", diz o presidente do conselho paulista, Artur Fonseca Filho.
"Há professores que têm mil alunos e é claro que isso influencia na qualidade do ensino", rebate Maria Izabel. Além das especificações do número de alunos nas salas de aula, o documento diz ainda que cada professor do País deve ter 300 alunos, no máximo, ao mesmo tempo. Pede ainda que seja incentivado que docentes trabalhem em uma só escola e recebam uma compensação financeira quando isso ocorrer. "Por causa dos baixos salários, a educação acaba sendo um bico e não uma profissão", completa Maria Izabel.
O Brasil tem hoje 2,2 milhões de funções docentes no ensino básico regular - um professor pode ocupar mais de uma função porque dá aulas em várias escolas. O total de alunos, segundo os números mais recentes do Ministério da Educação (MEC), é de 79,1 milhões.
Não há estudos que mostrem quantos alunos são atendidos por cada professor brasileiro. Pesquisas, no entanto, já indicaram que a quantidade de estudantes na sala de aula influencia pouco no desempenho de alunos em avaliações oficiais. Diversos estudos também têm mostrado a falta de docentes, principalmente em disciplinas como ciências e matemática. "Com a escassez de professores que já existe, se ainda determinarmos a quantidade de alunos, dificulta muito", diz César Callegari, presidente da Câmara da Educação Básica do CNE, onde será discutido o documento na quarta-feira.
Ele, no entanto, acredita que o parecer é importante para orientar os sistemas de ensino e estimular um debate. "Claro que os gestores poderão dizer que não têm como fazer isso. Mas não podemos deixar de sonhar por antecipação", diz. Na opinião de Callegari, o texto acabará sendo mudado para determinações mais gerais e, dessa maneira, poderá ser aprovado.
O documento determina ainda reajuste anual dos salários e três licenças sabáticas, a cada sete anos de trabalho. E propõe que haja uma avaliação do docente por desempenho, o que incluiria auto-avaliação e a influência do perfil socioeconômico do aluno.
O CNE é um órgão consultivo e independente do governo. Depois de aprovados, os pareceres precisam ser homologados pelo ministro da Educação para serem colocados em prática.
Fonte: Portal Aprendiz
03/12/08
Assinar:
Postagens (Atom)