Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas públicas.
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM).. E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007 Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas.
Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando
125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE ..
quinta-feira, 19 de março de 2009
Eleições diretas
Blog do Fábio Camapana (www.fabiocampana.com.br)
Eleições diretas no Colégio Estadual, pedem professores, pais e alunos
Professores, pais, alunos e funcionários do Colégio Estadual do Paraná vão cobrar da Mesa da Assembléia a inclusão imediata na pauta de votações do projeto de lei de autoria do deputado Mauro Moraes que prevê a realização de eleições diretas para a escolha da diretoria.
Para Moraes, a direção atual não tem legitimidade para permanecer, tal a rejeição da comunidade escolar. Os diretores assumiram suas funções nomeados pela Secretaria de Educação.
Comentários
ex aluno Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:46 hs
desde a saída da sra adelia em 2003 esse colégio virou uma zona!
Pedro Vigário Neto Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:51 hs
- Por que o Requião não libera Eleições Diretas ?
- Afinal, o Requião tem medo de que ?
- Que exemplo é este que ele esta dando ?
- Não esqueçam: nas próximas eleições vamos substituir 100% dos atuais políticos (vamos tentar, até acertarmos),
Abraço.
Luis Kutax- Ctda Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:16 hs
COM O REQUIÃO ACHANDO QUE ATÉ O STF TEM QUE OBEDECE-LO, QUANTO MENOS ELEIÇÃO DIRETA DO COLEGIO ESTADUAL, ONDE ELE MANDA E NÃO PEDE.
BREAK Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:29 hs
para os Estudantes nunca mais votar em Requião ou em quem ele estiver apoiando. ele é um ditador
Tereça Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:35 hs
É um absurdo essa ditadura!!!
Ja fui aluno do estadual e votei no diretor que achei que seria melhor para o colegio por que não é assim hoje???
Vamos para a Assembleia Legislativa!!!
Vamos precionar os deputados para votar no projeto do Mauro Moraes!!
Osmar Bugalski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:41 hs
Como as pessoas tem memoria curta. As eleições diretas feita pela comunidade escolar começou nesse Governo, antes era indicação. No Colégio Estadual do Paraná, sempre foi desta maneira, por indicação, por que será que o Colégio Estadual do Paraná, que já foi o melhor da América Latina encomoda tanto? Mauro Morais, vai cuidar dos projetos da Assembléia. Realmente as pessoas tem memoria curta, que pena, quem paga é o povo.
souza naves Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:06 hs
fui aluno do estadual a um tempo, nesse periodo que estive me lembro bem ,havia eleição normal como é nos outros colégios tanto para diretor e tambem para eleição de gremio estudantil ..nosso governo entra e delega poderes para esse ou para a quele sem houvir a parte que mais interessa ..pais da ditadura estamos revivendo com a era dos requiões..ou sera medo de diputadar.. podendo assim perder…estranho hem..
CHAVES Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:08 hs
Isto é resquicio do autoritarismo requiânico ao melhor estilo Hugo Chaves. Cade os “democratas” do pmdb para pedir por eleições diretas? Por que só o CEP não? Cade o “melhor secretário de educação do mundo”? Fora rei do nepotismo, o fim está próximo, poucos dias, Imosec para o secretariado que vai ficar desmpregado!
cleverson Luiz Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:24 hs
Deve sim ter eleições diretas, pois, se o eleito não estiver correspondendo a altura em seu cargo, na próxima com certeza não voltará a ser eleito.Os alunos e pais devem ter o direito de escolher, quem vai ficar a frente da direção, como em qualquer outro colégio. A propósito perguntar não ofende, esta tal de MADSELVA é parente do Requião, ou é parente de algum aliado seu, ou…
Raquel K.M. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:38 hs
que bom, já era hora de finalmente terminarem E APROVAREM o projeto de eleições diretas do estadual. A atual diretora não só não tem legitimidade como toma atitudes totalmente autoritárias! Absurdos e mais absurdos tem tomado o colégio desde 2007! a verdade é que a direção de um colégio tão grande quanto este não pode ser um palco político! o CEP mais do que tudo é um colégio, e deve ter seus interesses e necessidades educacionais satisfeitos… rumo a uma melhora na educação! E não um joguete de aparências onde tudo esta bom já que ninguém pode dizer o contrário..”pois paz sem voz, não é paz é medo”
PATRIARCA Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:40 hs
Essa é a postura do palascista ditador, no entanto, a alegação da Sr. Sandra da Secretaria da Educação é a mesma para realidade vivida no “quintal” da casa do ditador - colégio Newton Freire Maia - em referência a conjuntura do antigo parque da ciência; “É uma administração diferenciada” Será que o nosso Digníssimo Governador desconhece o sentido da Democracia num estado comum de direito?…De fato, o governador prefere abrigar a familia na teta do Estado e continuar com essa política sem vergonha que envergonha o PMDB nacional.
Profª Malu Rocha Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:51 hs
É uma excelente oportunidade para a Assembléia Legislativa agir em defesa de uma educação pública de qualidade, que não está garantida apenas com a eleição do diretor, embora este seja um importantíssimo passo. Todos os educadores, políticos e cidadãos conscientes e realmente comprometidos com a educação emancipadora sabem quais são as outras variáveis imprescindíveis para garantirmos aos nossos estudantes, principalmente aqueles das classes menos privilegiadas, oportunidades iguais, na vida e no mundo do trabalho. Esperamos uma resposta positiva daqueles que foram eleitos para defender os interesses do povo!
O Povo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:52 hs
Existe uma posição que os político morrem de medo, que é a da perda de votos, então a maneira de Professores, Pais de Alunos e Alunos protestarem, é precionarem os senhores Deputados na Assembléia Legislativa, para alterarem está situação jurídica do Colégio Estadual que vigora desde os anos 60, mudem a Lei absurda, e devolvam ao Colégio Estadual a população estudantil, educacional e familiar do mesmo!
Ricardo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:06 hs
Até no Colégio Estadual Requião quer mandar?
Moro no litoral do Paraná e tá dificil acreditar que os alunos ainda estão de braços cruzados.
Jovens, se vcs conseguiram derrubar um presidente corrupto, uma Madselva é fichinha. A opnião pública esta do lado de vcs. Panelaço e cara-pintada JÁ!!!!!
professora Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:20 hs
Desde os últimos acontecimentos no CEP, que vejo com muita tristeza o “desmoronamento” do colégio, que está sendo administrado pelo orgulho e pela vaidade da atual diretora. Professores que passaram por várias gestões na instituição, só tendem a lamentar tudo que está ocorrendo, por isso, as Diretas para Diretor não podem mais serem prorrogadas . Chega de hipocrisia! Não podemos mais ser perseguidos e calados, por expressarmos idéias contrárias.É caráter emergencial reerguermos o CEP, não podemos mais perder tempo!!
Professor Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:34 hs
O povo tem mesmo memória curta… Com certeza o Estadual já foi um dos melhores da América Latina, mas com certeza não o foi durante o governo Requião. Aliás, desde que ele assumiu o governo, em 2003, a qualidade do CEP vem despencando. Só não vê quem não quer enxergar, quem faz vista grossa para as políticas populistas deste governo que, para nossa sorte, já está quase no fim. Outra coisa: as eleições para diretor não começaram no governo Requião, pois desde os anos 80, ainda durante o regime militar, existiam processos eletivos nas comunidades escolares. A diferença é que não havia uma legislação estabelecida. Para clarear “a memória” de quem não quer ver, o que aconteceu no governo Reiquião foi a criação de uma Lei que regulamente as eleições nas escolas estaduais. A mesma lei (14231 http://www.apade.com.br/lei14231.htm ) que exclui o CEP e as escolas da Polícia Militar do processo democrático, algo que o Projeto do Deputado Mauro Moraes pretende mudar. Para quem tem memória curta, a indicação do governo era o que se praticava nos anos de chumbo da ditadura militar. Para quem tem memória curta, o Brasil vem se constituindo como uma República Democrática desde 1985, o que significa que temos que mudar as práticas do passado reacionário que insistem em permanecer em nossa cultura política. Para quem tem memória curta, o Reiquião tem apenas mais um ano a frente do Governo do Estado do Paraná. Significa que tudo pode mudar para melhor, nada é eterno, muito menos o Reiquião.
Thianny Carvalho Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:26 hs
Senhor Osmar, o senhor já parou para pensar porque depois de 2007 a comunidade do CEP continua pedindo eleições diretas? O Sr tem razão o CEP já foi referência em Colégio da América Latina, e foi o Requião que estabeleceu lei de eleição direta para a maior parte das escolas, mas sabe o que a Madselva fez com o CEP:
- Acabou as coordenações de área e do espaço das coordenações e da proposta de organização coletiva das áreas;
- Não tem mais xeróx para os alunos;
- A hora atividade virou hora-pedagoga e hora -piada já que os professores não tem mais espaços para produção de reflexão;
- As cameras estão para serem instaladas; Para que ?Porque Cameras no CEp quando escolas da periféria tem sérios problemas de segurança e violência?
- Voltaram os livros de chamadas antigos, antes os professores usavam planilha eletrônica, agora retrocederam no tempo e no gasto de papel usando livrinhos tradicionais.
- As assesssorias interrompem aula sob qualquer pretexto para tirar aluno de sala, fazer abaixar o uniforme se estiverem com a barra dobrada no maior calor, desrespeitando professores e alunos.
- O grêmio é tutelado é só pode marcar reunião com a autorização da direção.
- A Madselva acabou com a Rádio intervalo.
- Professores competentes e comprometidos respondem processo administrativo ou foram afastados.
Quando a Madselva chegou no CEP ela disse que vinha preparar a escola para a sociedade socilista , ela de fato conseguiu: igualou o CEP a qualquer escola: hoje lá impera descrença, desmotivação e comodismo.
Parabéns Mauro Moraes continue a sua luta , a nossa luta na defesa do patrimonio público deste Estado.
Maiko Vieira Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:52 hs
Realmente algumas pessoas tem memoria curta, as eleições diretas nas escolas públicas iniciou com um projeto de lei de Rubens Bueno em 1984, no governo de Requião em 1992 ele acabou com as eleições diretas, depois o governo Lerner voltou a organizar eleições semi-diretas (as famosas listas triplices), em 2003 conforme acordo e promessa de Requião feita ao PPS e a APP ele instauro novamente eleições diretas nas escolas públicas deixando o CEP de lado por se tratar o mesmo (na visão Requião) um colégio diferenciado.
ELEIÇÕES DIRETAS no Colégio Estadual do Paraná É UM DIREITO dos funcionários, professores e alunos, um luta histórica dos estudantes que deve ser respeitada.
Diretas Já!!!
Carlão Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:54 hs
Cuidado que o Requião manda a PM bater nestas crianças como fez na última vez.
Rubens Tavares Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 16:06 hs
As eleições representam antes de tudo uma consulta popular e parte integrante de todo projeto democrático, que vise a construção de uma sociedade que garante direitos politicos e civis. Podemos escolher nosso presidente, nosso governador, nossos representantes no poder legislativo, nosso prefeito, mas não podemos eleger as direções do Colégio Estadual do Paraná, que situação paradoxal. O mais absurdo dos argumentos é de “que sempre foi assim” como diria Kant argumentos da tradição obscurecem meu juizo analitico e impedem a clareza da minha razão.
Professora Cleusa Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:27 hs
Esperamos que finalmente este Projeto de lei entre em votação e que seja respeitado a vontade da comunidade escolar do CEP.
“Uma verdadeira democracia tem que propiciar a todos os seus cidadãos todos os usos possíveis da palavra – não para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo”. (Gianni Rodan)
Profª. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:37 hs
É inconcebível, atualmente, um gestor escolar autoritário com a comunidade escolar e submisso às instâncias superiores, pois suas atribuições consistem apenas no repasse das determinações de seus superiores.
Necessitamos muito de democracia na escola e o primeiro passo é a implantação das eleições para a direção.Somente com a introdução de mecanismos participativos nas decisões poderemos elaborar um Projeto Político Pedagógico comprometido com as verdadeiras necessidades da escola. Participação baseia-se no princípio da autonomia e se opõe às formas autoritárias de tomada de decisão, e a comunidade do Colégio Estadual do Paraná tem capacidade para a condução dos destinos dessa instituição.
Juclécia Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 18:38 hs
Já é mais do que na hora de se fazer algo a respeito, afinal de contas, como ficaram os processos dos professores que lutaram? Onde fica a rejeição da comunidade escolar aos desmandos da interventora? É justo pagar pelos erros cometidos pelo governo “Rei” quião?
Bruno Domacoski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:24 hs
Por quê?
Essa é a pergunta que me faço todos os dias…. Porque meu filho pode votar para presidente, senador, deputado, prefeito e tudo que é seu direito. Mas não pode escolher o diretor de sua escola? Porque? Só por causa do interesse no cargo?
Ainda mais quando esse diretor, é um ditador, que não aceita opiniões contrárias, que não comanda o colégio, com respeito e organização. É nesse momento que deveria poder escolher.
O que vimos no CEP (Colégio Estadual do Paraná) a dois anos atrás foi uma manifestão, contra os mandos e desmandos desse senhor e dessa senhora chamados Requião e Madselva respectivamente. Foi uns dos momentos mais bonitos que vî de nossa juventude. De reconhecimento de direitos e Deveres.
Parabens aqueles jovens, e esperamos que nossos “maravilhosos” deputados façam a sua parte. Afinal o CEP pede SOCORRO!!!
Carol Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:52 hs
Para quem tem memória curta, até pouco tempo mesmo com a indicação do diretor geral pelo governador era tradição abrir para a comunidade escolar a escolha dos diretores de turno. Madselva (Dona Maria), no bom estilo Requião acabou com isso, escolhe quem ela quer usa e depois chuta para escanteio. Quantos diretores auxiliares já passaram por lá em 2 anos?
O CEP precisa de eleições diretas já! E que Madselva vá embora, e nunca mais volte… é a vontade do povo.
Prof.Rubens Tavares Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 8:53 hs
Espera-se que os deputados que representam os interesses do bem público votem pautados pelo resultado do plebiscito de 2008, que indiscutivelmente foi favoravel as eleições diretas, vencendo o sim, entre os professores, pais e estudantes.se a democracia é a vontade do povo, espera-se que os deputados instaurem o primeiro passo para a democratização não somente do CEP, mas de todas as escolas que ainda não podem escolher seus representantes, não façam como fizeram alguns deputados em 1984. ” A forma de corrigir esse desvio é devolver ao povo (comunidade do CEP) o direito de escolher seu presidente( diretor) e de fixar rumos de seu próprio destino. A comunidade escolar do CEP tem o direito de ser ouvida. e bom lembrar ” a eleição direta dos governadores foi resultado do longo combate do povo brasileiro pela democracia. a eleição direta dos governadores em todos os níveis, do prefeito municipal ao presidente da República, é o anseio que a nação deseja agora ver realizado próximo passo dessa longa caminhada.”( Franco Montoro, PMDB de guerra) que seja também para o CEP.
Thianny Carvalho Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 13:35 hs
Sr Osmar , o que escrevi é uma parte do que o CEP está passando. Como o senhor estudou lá , sabe o que era o CEp, a escola considerada referência no Paraná. O CEP era uma acadêmia de Produção do saber, hoje predominam professores amordaçados e pedagogas submissas aos desmandos da Direção geral. Por favor olhem para o CEP no passado e no presente e analisem o resultado desta gestão.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:43 hs
Não me assusto quando vejo a população chamando os alunos, professores, funcionários, pais e ex-alunos para continuar com essa luta, afinal, todos conseguem perceber com muita facilidade as coisas que acontecem no Colégio Estadual do Paraná, e ficam preocupados em perceber que aquele que já foi o melhor Colégio da América Latina hoje se torna aos poucos um Colégio de bairro. Minha vó se assuta quando fica sabendo dos absurdos que lá acontecem, assim como minha tia, que por sorte foi estudante do Colégio Estadual em sua boa época.
Sou aluna e ex-mebro do GECEP (gestão reação 2007/08) e hoje no Colégio Estadual do Paraná, eu tenho a maravilhosa oportunidade de aprender as matérias pela metade, ser mal avaliada no final de um semestre, ter aula com professores sem a mínima experiência, não assistir peças e espetáculos promovidos por outros alunos, de manter distância de tudo aquilo que diz respeito a cultura, não sou incentivada em atividades esportivas nem artísticas, aliás, quando quero me manter informada sobre o meu país, estado e cidade, corro para a biblioteca, e sabe oq ue eu encontro? Nada, pois até mesmo as assinaturas de jornal e revistas foram canceladas.
As vezes, assim como todo ser humano normal, sinto vontade de ir ao banheiro e meus professores receberam ondens para não diexar alunos saírem de sala nem mesmo para ir ao banheiro. E quando chego atrasada para a primeira aula, sabe oq ue acontece? Vou para a direção auxiliar e fico presa lá até cansarem da minha cara, enquanto isso sou proibida de entrar em sala para assistir a aula.
Na verdade, as coisas ridiculas e pouco democraticas que aconteceram em 2007 ainda acontecem, a diferença é que agora elas acontecem em cima das costas dos famosos CÃES DE GUARDA de nossa querida e amada BOMBA DE HIROSHIMA.
Quando nos manifestamos pedindo pela democracia dentro do Colégio Estadual em todos os sentidos possíveis, fomos calados pela falta de ética profissional e a falta de capacidade administrativa da bomba de hiroshima, e para que isso nunca mais chegasse perto de acontecer, as atitudes antidemocraticas são feitas no escuro.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:55 hs
O Grêmio Estudantil do Colégio Estadual do Paraná tem 57 anos de história, no final desse ano completará 58 anos. O GECEP é uma entidade com estatuto registrado e a lei estadual 11.057 de janeiro de 1995 garantindo a sua liberdade e autonomia, e essa mesma lei garante que toda e qualquer interferência estatal e/ou particular nas atividades que dificulte ou venha impedir o livre funcionamento de um Grêmio Estudantil será vista como abuso de poder (sob penalidades da lei).
Hoje no Colégio Estadual do Paraná a Bomba de Hiroshima se opõe a toda e qualquer decisão tomada pelo GECEP que venha interferir nos seus intereses particulares ou políticos, se não partidários.
É incorreto, antietico e antidemocrático SIM qualquer atitude que seja tomada de acordo com um interesse particular que afete uma ou mais pessoas.
Quando eu, aluna do Colégio Estadual do Paraná percebo que sou uma pobre e coitada vítima das sujeiras da nossa política não vou me manter calada, muito pelo contrário, acho inaceitável ser prejudicada na minha educação pelos desejos ridículos e fúteis daqueles que são beneficiados pela hierarquia. O Colégio Estadual do Paraná tinha por ano 8 milhões para investir dentro da mesma instituição e hoje após uma revolução que desconheço a origem o CEP conta com 12 milhões, isso é normal? Não isso não é normal, se ao menos fosse investido todo esse dinheiro, mas ele não é investido, eu não tenho nem mesmo a oportunidade de aproveitar do planetário que tem dentro do meu Colégio.
Já chega de ficar brincando de ESCOLINHA FELIZ, já chega de ignorar uma situação que em seus mínimos detalhes é ridicula, o fato é que chegamos no limite, e o que aconteceu dentro daquele que era conhecido como o melhor colégio da américa latina foi a explosão de uma bomba semelhante a bomba de Hiroshima, e hoje, aqueles que nascem dentro do Colégio Estadual do Paraná (os calouros) vão ficar para sempre com marcas das interesses ridículos de uma política suja.
E eu?
Também sou vítima, e todos aqueles que pisaram no CEP desde 2007 até mais alguns anos sentiram os efeitos da bomba, pois para se recuperar de uma bomba como essa, não é de um dia para o outro, e nem de uma hora para outra. Chega de hipocrisia, não vamos aguentar mais nenhum segundo.
Ah, e antes que eu esqueça, você acham que a perseguição acabou no final de 2007 com os professores? Engano seu, agora ´com os alunos ainda mais que antes. Ninguem está livre, muito pelo contrário, estamos condenados.
Eleições diretas no Colégio Estadual, pedem professores, pais e alunos
Professores, pais, alunos e funcionários do Colégio Estadual do Paraná vão cobrar da Mesa da Assembléia a inclusão imediata na pauta de votações do projeto de lei de autoria do deputado Mauro Moraes que prevê a realização de eleições diretas para a escolha da diretoria.
Para Moraes, a direção atual não tem legitimidade para permanecer, tal a rejeição da comunidade escolar. Os diretores assumiram suas funções nomeados pela Secretaria de Educação.
Comentários
ex aluno Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:46 hs
desde a saída da sra adelia em 2003 esse colégio virou uma zona!
Pedro Vigário Neto Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 11:51 hs
- Por que o Requião não libera Eleições Diretas ?
- Afinal, o Requião tem medo de que ?
- Que exemplo é este que ele esta dando ?
- Não esqueçam: nas próximas eleições vamos substituir 100% dos atuais políticos (vamos tentar, até acertarmos),
Abraço.
Luis Kutax- Ctda Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:16 hs
COM O REQUIÃO ACHANDO QUE ATÉ O STF TEM QUE OBEDECE-LO, QUANTO MENOS ELEIÇÃO DIRETA DO COLEGIO ESTADUAL, ONDE ELE MANDA E NÃO PEDE.
BREAK Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:29 hs
para os Estudantes nunca mais votar em Requião ou em quem ele estiver apoiando. ele é um ditador
Tereça Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:35 hs
É um absurdo essa ditadura!!!
Ja fui aluno do estadual e votei no diretor que achei que seria melhor para o colegio por que não é assim hoje???
Vamos para a Assembleia Legislativa!!!
Vamos precionar os deputados para votar no projeto do Mauro Moraes!!
Osmar Bugalski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 12:41 hs
Como as pessoas tem memoria curta. As eleições diretas feita pela comunidade escolar começou nesse Governo, antes era indicação. No Colégio Estadual do Paraná, sempre foi desta maneira, por indicação, por que será que o Colégio Estadual do Paraná, que já foi o melhor da América Latina encomoda tanto? Mauro Morais, vai cuidar dos projetos da Assembléia. Realmente as pessoas tem memoria curta, que pena, quem paga é o povo.
souza naves Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:06 hs
fui aluno do estadual a um tempo, nesse periodo que estive me lembro bem ,havia eleição normal como é nos outros colégios tanto para diretor e tambem para eleição de gremio estudantil ..nosso governo entra e delega poderes para esse ou para a quele sem houvir a parte que mais interessa ..pais da ditadura estamos revivendo com a era dos requiões..ou sera medo de diputadar.. podendo assim perder…estranho hem..
CHAVES Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:08 hs
Isto é resquicio do autoritarismo requiânico ao melhor estilo Hugo Chaves. Cade os “democratas” do pmdb para pedir por eleições diretas? Por que só o CEP não? Cade o “melhor secretário de educação do mundo”? Fora rei do nepotismo, o fim está próximo, poucos dias, Imosec para o secretariado que vai ficar desmpregado!
cleverson Luiz Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:24 hs
Deve sim ter eleições diretas, pois, se o eleito não estiver correspondendo a altura em seu cargo, na próxima com certeza não voltará a ser eleito.Os alunos e pais devem ter o direito de escolher, quem vai ficar a frente da direção, como em qualquer outro colégio. A propósito perguntar não ofende, esta tal de MADSELVA é parente do Requião, ou é parente de algum aliado seu, ou…
Raquel K.M. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:38 hs
que bom, já era hora de finalmente terminarem E APROVAREM o projeto de eleições diretas do estadual. A atual diretora não só não tem legitimidade como toma atitudes totalmente autoritárias! Absurdos e mais absurdos tem tomado o colégio desde 2007! a verdade é que a direção de um colégio tão grande quanto este não pode ser um palco político! o CEP mais do que tudo é um colégio, e deve ter seus interesses e necessidades educacionais satisfeitos… rumo a uma melhora na educação! E não um joguete de aparências onde tudo esta bom já que ninguém pode dizer o contrário..”pois paz sem voz, não é paz é medo”
PATRIARCA Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:40 hs
Essa é a postura do palascista ditador, no entanto, a alegação da Sr. Sandra da Secretaria da Educação é a mesma para realidade vivida no “quintal” da casa do ditador - colégio Newton Freire Maia - em referência a conjuntura do antigo parque da ciência; “É uma administração diferenciada” Será que o nosso Digníssimo Governador desconhece o sentido da Democracia num estado comum de direito?…De fato, o governador prefere abrigar a familia na teta do Estado e continuar com essa política sem vergonha que envergonha o PMDB nacional.
Profª Malu Rocha Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:51 hs
É uma excelente oportunidade para a Assembléia Legislativa agir em defesa de uma educação pública de qualidade, que não está garantida apenas com a eleição do diretor, embora este seja um importantíssimo passo. Todos os educadores, políticos e cidadãos conscientes e realmente comprometidos com a educação emancipadora sabem quais são as outras variáveis imprescindíveis para garantirmos aos nossos estudantes, principalmente aqueles das classes menos privilegiadas, oportunidades iguais, na vida e no mundo do trabalho. Esperamos uma resposta positiva daqueles que foram eleitos para defender os interesses do povo!
O Povo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 13:52 hs
Existe uma posição que os político morrem de medo, que é a da perda de votos, então a maneira de Professores, Pais de Alunos e Alunos protestarem, é precionarem os senhores Deputados na Assembléia Legislativa, para alterarem está situação jurídica do Colégio Estadual que vigora desde os anos 60, mudem a Lei absurda, e devolvam ao Colégio Estadual a população estudantil, educacional e familiar do mesmo!
Ricardo Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:06 hs
Até no Colégio Estadual Requião quer mandar?
Moro no litoral do Paraná e tá dificil acreditar que os alunos ainda estão de braços cruzados.
Jovens, se vcs conseguiram derrubar um presidente corrupto, uma Madselva é fichinha. A opnião pública esta do lado de vcs. Panelaço e cara-pintada JÁ!!!!!
professora Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:20 hs
Desde os últimos acontecimentos no CEP, que vejo com muita tristeza o “desmoronamento” do colégio, que está sendo administrado pelo orgulho e pela vaidade da atual diretora. Professores que passaram por várias gestões na instituição, só tendem a lamentar tudo que está ocorrendo, por isso, as Diretas para Diretor não podem mais serem prorrogadas . Chega de hipocrisia! Não podemos mais ser perseguidos e calados, por expressarmos idéias contrárias.É caráter emergencial reerguermos o CEP, não podemos mais perder tempo!!
Professor Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 14:34 hs
O povo tem mesmo memória curta… Com certeza o Estadual já foi um dos melhores da América Latina, mas com certeza não o foi durante o governo Requião. Aliás, desde que ele assumiu o governo, em 2003, a qualidade do CEP vem despencando. Só não vê quem não quer enxergar, quem faz vista grossa para as políticas populistas deste governo que, para nossa sorte, já está quase no fim. Outra coisa: as eleições para diretor não começaram no governo Requião, pois desde os anos 80, ainda durante o regime militar, existiam processos eletivos nas comunidades escolares. A diferença é que não havia uma legislação estabelecida. Para clarear “a memória” de quem não quer ver, o que aconteceu no governo Reiquião foi a criação de uma Lei que regulamente as eleições nas escolas estaduais. A mesma lei (14231 http://www.apade.com.br/lei14231.htm ) que exclui o CEP e as escolas da Polícia Militar do processo democrático, algo que o Projeto do Deputado Mauro Moraes pretende mudar. Para quem tem memória curta, a indicação do governo era o que se praticava nos anos de chumbo da ditadura militar. Para quem tem memória curta, o Brasil vem se constituindo como uma República Democrática desde 1985, o que significa que temos que mudar as práticas do passado reacionário que insistem em permanecer em nossa cultura política. Para quem tem memória curta, o Reiquião tem apenas mais um ano a frente do Governo do Estado do Paraná. Significa que tudo pode mudar para melhor, nada é eterno, muito menos o Reiquião.
Thianny Carvalho Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:26 hs
Senhor Osmar, o senhor já parou para pensar porque depois de 2007 a comunidade do CEP continua pedindo eleições diretas? O Sr tem razão o CEP já foi referência em Colégio da América Latina, e foi o Requião que estabeleceu lei de eleição direta para a maior parte das escolas, mas sabe o que a Madselva fez com o CEP:
- Acabou as coordenações de área e do espaço das coordenações e da proposta de organização coletiva das áreas;
- Não tem mais xeróx para os alunos;
- A hora atividade virou hora-pedagoga e hora -piada já que os professores não tem mais espaços para produção de reflexão;
- As cameras estão para serem instaladas; Para que ?Porque Cameras no CEp quando escolas da periféria tem sérios problemas de segurança e violência?
- Voltaram os livros de chamadas antigos, antes os professores usavam planilha eletrônica, agora retrocederam no tempo e no gasto de papel usando livrinhos tradicionais.
- As assesssorias interrompem aula sob qualquer pretexto para tirar aluno de sala, fazer abaixar o uniforme se estiverem com a barra dobrada no maior calor, desrespeitando professores e alunos.
- O grêmio é tutelado é só pode marcar reunião com a autorização da direção.
- A Madselva acabou com a Rádio intervalo.
- Professores competentes e comprometidos respondem processo administrativo ou foram afastados.
Quando a Madselva chegou no CEP ela disse que vinha preparar a escola para a sociedade socilista , ela de fato conseguiu: igualou o CEP a qualquer escola: hoje lá impera descrença, desmotivação e comodismo.
Parabéns Mauro Moraes continue a sua luta , a nossa luta na defesa do patrimonio público deste Estado.
Maiko Vieira Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:52 hs
Realmente algumas pessoas tem memoria curta, as eleições diretas nas escolas públicas iniciou com um projeto de lei de Rubens Bueno em 1984, no governo de Requião em 1992 ele acabou com as eleições diretas, depois o governo Lerner voltou a organizar eleições semi-diretas (as famosas listas triplices), em 2003 conforme acordo e promessa de Requião feita ao PPS e a APP ele instauro novamente eleições diretas nas escolas públicas deixando o CEP de lado por se tratar o mesmo (na visão Requião) um colégio diferenciado.
ELEIÇÕES DIRETAS no Colégio Estadual do Paraná É UM DIREITO dos funcionários, professores e alunos, um luta histórica dos estudantes que deve ser respeitada.
Diretas Já!!!
Carlão Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 15:54 hs
Cuidado que o Requião manda a PM bater nestas crianças como fez na última vez.
Rubens Tavares Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 16:06 hs
As eleições representam antes de tudo uma consulta popular e parte integrante de todo projeto democrático, que vise a construção de uma sociedade que garante direitos politicos e civis. Podemos escolher nosso presidente, nosso governador, nossos representantes no poder legislativo, nosso prefeito, mas não podemos eleger as direções do Colégio Estadual do Paraná, que situação paradoxal. O mais absurdo dos argumentos é de “que sempre foi assim” como diria Kant argumentos da tradição obscurecem meu juizo analitico e impedem a clareza da minha razão.
Professora Cleusa Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:27 hs
Esperamos que finalmente este Projeto de lei entre em votação e que seja respeitado a vontade da comunidade escolar do CEP.
“Uma verdadeira democracia tem que propiciar a todos os seus cidadãos todos os usos possíveis da palavra – não para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo”. (Gianni Rodan)
Profª. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 17:37 hs
É inconcebível, atualmente, um gestor escolar autoritário com a comunidade escolar e submisso às instâncias superiores, pois suas atribuições consistem apenas no repasse das determinações de seus superiores.
Necessitamos muito de democracia na escola e o primeiro passo é a implantação das eleições para a direção.Somente com a introdução de mecanismos participativos nas decisões poderemos elaborar um Projeto Político Pedagógico comprometido com as verdadeiras necessidades da escola. Participação baseia-se no princípio da autonomia e se opõe às formas autoritárias de tomada de decisão, e a comunidade do Colégio Estadual do Paraná tem capacidade para a condução dos destinos dessa instituição.
Juclécia Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 18:38 hs
Já é mais do que na hora de se fazer algo a respeito, afinal de contas, como ficaram os processos dos professores que lutaram? Onde fica a rejeição da comunidade escolar aos desmandos da interventora? É justo pagar pelos erros cometidos pelo governo “Rei” quião?
Bruno Domacoski Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:24 hs
Por quê?
Essa é a pergunta que me faço todos os dias…. Porque meu filho pode votar para presidente, senador, deputado, prefeito e tudo que é seu direito. Mas não pode escolher o diretor de sua escola? Porque? Só por causa do interesse no cargo?
Ainda mais quando esse diretor, é um ditador, que não aceita opiniões contrárias, que não comanda o colégio, com respeito e organização. É nesse momento que deveria poder escolher.
O que vimos no CEP (Colégio Estadual do Paraná) a dois anos atrás foi uma manifestão, contra os mandos e desmandos desse senhor e dessa senhora chamados Requião e Madselva respectivamente. Foi uns dos momentos mais bonitos que vî de nossa juventude. De reconhecimento de direitos e Deveres.
Parabens aqueles jovens, e esperamos que nossos “maravilhosos” deputados façam a sua parte. Afinal o CEP pede SOCORRO!!!
Carol Quarta-feira, 18 de Março de 2009 – 19:52 hs
Para quem tem memória curta, até pouco tempo mesmo com a indicação do diretor geral pelo governador era tradição abrir para a comunidade escolar a escolha dos diretores de turno. Madselva (Dona Maria), no bom estilo Requião acabou com isso, escolhe quem ela quer usa e depois chuta para escanteio. Quantos diretores auxiliares já passaram por lá em 2 anos?
O CEP precisa de eleições diretas já! E que Madselva vá embora, e nunca mais volte… é a vontade do povo.
Prof.Rubens Tavares Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 8:53 hs
Espera-se que os deputados que representam os interesses do bem público votem pautados pelo resultado do plebiscito de 2008, que indiscutivelmente foi favoravel as eleições diretas, vencendo o sim, entre os professores, pais e estudantes.se a democracia é a vontade do povo, espera-se que os deputados instaurem o primeiro passo para a democratização não somente do CEP, mas de todas as escolas que ainda não podem escolher seus representantes, não façam como fizeram alguns deputados em 1984. ” A forma de corrigir esse desvio é devolver ao povo (comunidade do CEP) o direito de escolher seu presidente( diretor) e de fixar rumos de seu próprio destino. A comunidade escolar do CEP tem o direito de ser ouvida. e bom lembrar ” a eleição direta dos governadores foi resultado do longo combate do povo brasileiro pela democracia. a eleição direta dos governadores em todos os níveis, do prefeito municipal ao presidente da República, é o anseio que a nação deseja agora ver realizado próximo passo dessa longa caminhada.”( Franco Montoro, PMDB de guerra) que seja também para o CEP.
Thianny Carvalho Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 13:35 hs
Sr Osmar , o que escrevi é uma parte do que o CEP está passando. Como o senhor estudou lá , sabe o que era o CEp, a escola considerada referência no Paraná. O CEP era uma acadêmia de Produção do saber, hoje predominam professores amordaçados e pedagogas submissas aos desmandos da Direção geral. Por favor olhem para o CEP no passado e no presente e analisem o resultado desta gestão.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:43 hs
Não me assusto quando vejo a população chamando os alunos, professores, funcionários, pais e ex-alunos para continuar com essa luta, afinal, todos conseguem perceber com muita facilidade as coisas que acontecem no Colégio Estadual do Paraná, e ficam preocupados em perceber que aquele que já foi o melhor Colégio da América Latina hoje se torna aos poucos um Colégio de bairro. Minha vó se assuta quando fica sabendo dos absurdos que lá acontecem, assim como minha tia, que por sorte foi estudante do Colégio Estadual em sua boa época.
Sou aluna e ex-mebro do GECEP (gestão reação 2007/08) e hoje no Colégio Estadual do Paraná, eu tenho a maravilhosa oportunidade de aprender as matérias pela metade, ser mal avaliada no final de um semestre, ter aula com professores sem a mínima experiência, não assistir peças e espetáculos promovidos por outros alunos, de manter distância de tudo aquilo que diz respeito a cultura, não sou incentivada em atividades esportivas nem artísticas, aliás, quando quero me manter informada sobre o meu país, estado e cidade, corro para a biblioteca, e sabe oq ue eu encontro? Nada, pois até mesmo as assinaturas de jornal e revistas foram canceladas.
As vezes, assim como todo ser humano normal, sinto vontade de ir ao banheiro e meus professores receberam ondens para não diexar alunos saírem de sala nem mesmo para ir ao banheiro. E quando chego atrasada para a primeira aula, sabe oq ue acontece? Vou para a direção auxiliar e fico presa lá até cansarem da minha cara, enquanto isso sou proibida de entrar em sala para assistir a aula.
Na verdade, as coisas ridiculas e pouco democraticas que aconteceram em 2007 ainda acontecem, a diferença é que agora elas acontecem em cima das costas dos famosos CÃES DE GUARDA de nossa querida e amada BOMBA DE HIROSHIMA.
Quando nos manifestamos pedindo pela democracia dentro do Colégio Estadual em todos os sentidos possíveis, fomos calados pela falta de ética profissional e a falta de capacidade administrativa da bomba de hiroshima, e para que isso nunca mais chegasse perto de acontecer, as atitudes antidemocraticas são feitas no escuro.
Lizandra R. Souza Quinta-feira, 19 de Março de 2009 – 17:55 hs
O Grêmio Estudantil do Colégio Estadual do Paraná tem 57 anos de história, no final desse ano completará 58 anos. O GECEP é uma entidade com estatuto registrado e a lei estadual 11.057 de janeiro de 1995 garantindo a sua liberdade e autonomia, e essa mesma lei garante que toda e qualquer interferência estatal e/ou particular nas atividades que dificulte ou venha impedir o livre funcionamento de um Grêmio Estudantil será vista como abuso de poder (sob penalidades da lei).
Hoje no Colégio Estadual do Paraná a Bomba de Hiroshima se opõe a toda e qualquer decisão tomada pelo GECEP que venha interferir nos seus intereses particulares ou políticos, se não partidários.
É incorreto, antietico e antidemocrático SIM qualquer atitude que seja tomada de acordo com um interesse particular que afete uma ou mais pessoas.
Quando eu, aluna do Colégio Estadual do Paraná percebo que sou uma pobre e coitada vítima das sujeiras da nossa política não vou me manter calada, muito pelo contrário, acho inaceitável ser prejudicada na minha educação pelos desejos ridículos e fúteis daqueles que são beneficiados pela hierarquia. O Colégio Estadual do Paraná tinha por ano 8 milhões para investir dentro da mesma instituição e hoje após uma revolução que desconheço a origem o CEP conta com 12 milhões, isso é normal? Não isso não é normal, se ao menos fosse investido todo esse dinheiro, mas ele não é investido, eu não tenho nem mesmo a oportunidade de aproveitar do planetário que tem dentro do meu Colégio.
Já chega de ficar brincando de ESCOLINHA FELIZ, já chega de ignorar uma situação que em seus mínimos detalhes é ridicula, o fato é que chegamos no limite, e o que aconteceu dentro daquele que era conhecido como o melhor colégio da américa latina foi a explosão de uma bomba semelhante a bomba de Hiroshima, e hoje, aqueles que nascem dentro do Colégio Estadual do Paraná (os calouros) vão ficar para sempre com marcas das interesses ridículos de uma política suja.
E eu?
Também sou vítima, e todos aqueles que pisaram no CEP desde 2007 até mais alguns anos sentiram os efeitos da bomba, pois para se recuperar de uma bomba como essa, não é de um dia para o outro, e nem de uma hora para outra. Chega de hipocrisia, não vamos aguentar mais nenhum segundo.
Ah, e antes que eu esqueça, você acham que a perseguição acabou no final de 2007 com os professores? Engano seu, agora ´com os alunos ainda mais que antes. Ninguem está livre, muito pelo contrário, estamos condenados.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Pesquisa revela o que o Brasil pensa da escola pública
Professores desmotivados e mal pagos são o principal problema da educação básica pública, na opinião de 19% dos brasileiros, segundo uma pesquisa divulgada ontem, do Ibope Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o movimento Todos Pela Educação. Em segundo lugar, 17% dos entrevistados apontam a falta de segurança nas escolas e a presença de drogas no ambiente escolar. Já o número insuficiente de escolas aparece como o terceiro principal problema na área de educação, apontado por 15% dos brasileiros.
Já na Região Sul, a situação se inverte. O número insuficiente de escolas é o primeiro problema da educação básica pública para 19% dos entrevistados. Depois aparece a falta de segurança nas escolas, com 18% e, em terceiro, professores desmotivados e malpagos, com 17%. Em todo o país, a preocupação com a baixa qualidade de ensino e aprendizagem apareceu em sexto lugar e é apontada por 9% dos entrevistados como principal problema do setor.
A advogada Ceres Emília Gubert Demogalski teve de trocar seu filho Ricardo, 7 anos, da rede particular para a pública por dificuldades financeiras. Ele foi para o 1º ano do ensino fundamental de oito anos e, entre as principais preocupações da mãe, estava a segurança dentro da escola. Na primeira escola pública em que Ceres colocou seu filho, no centro da cidade, as crianças ficavam soltas no pátio na hora da entrada e saída. “Perto do portão não tinha ninguém para controlar a entrega dos alunos aos pais. Acabei apavorando meu filho, porque explicava para ele os perigos que podiam ocorrer na saída, como drogas e sequestros na porta da escola. Orientava sempre que ele ficasse bem longe do portão e só saísse quando visse eu ou meu marido”. Três semanas depois, Ceres resolveu trocar o seu filho de escola.
O presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, ressalta que se preocupa com a distorção que a população pode estar fazendo a respeito da educação pública brasileira em relação à falta de segurança nas escolas e à presença das drogas no ambiente escolar. “Não dá para tirar o foco da aprendizagem, da qualidade de ensino. Daqui para frente é capaz do brasileiro pensar que é mais importante ter mais policiais, mais cadeias e menos escolas. O primeiro passo para que um jovem entre no mundo das drogas é abandonar a escola”, diz.
Um dado curioso é que menos de 1% dos entrevistados na pesquisa apontaram a falta de participação dos pais na educação escolar dos filhos como um dos principais problemas da educação básica pública no país. De acordo Ramos, o resultado reflete o que se vê no cotidiano escolar atual: a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Ensinar é responsabilidade do professor, mas educar é de todos. As escolas que conseguem se sobressair no cenário atual são as que apresentam alta participação da família no cotidiano”, diz. O resultado da pesquisa levou o movimento Todos Pela Educação a adotar a aproximação das famílias como um dos focos do trabalho em 2009.
Avaliação é positiva, mas difere entre regiões
A avaliação da educação básica pública é considerada positiva para 41% dos entrevistados, que classificaram o serviço oferecido como bom ou ótimo. Já na opinião de 24% dos brasileiros, o ensino público foi mal avaliado e considerado como péssimo ou ruim. A Região Sul é onde os entrevistados têm uma percepção mais positiva: 54% consideram a educação pública como boa ou ótima, contra 13% que classificaram como péssima ou ruim. Na Região Sudeste ocorreu o contrário, 31% classificaram o serviço como péssimo ou ruim, contra 32% que acham que é a educação pública boa ou ótima.
Além da avaliação positiva, 47% dos brasileiros pensam que a educação básica pública no país está melhorando, mas em ritmo lento. No interior, a percepção sobre a Educação é mais positiva do que nas capitais e periferias. Quase 50% dos entrevistados do interior avaliam o ensino como ótimo ou bom, na periferia cai para 31% e chega a 27% nas capitais. Nas cidades de até 20 mil habitantes, 56% avaliam a educação básica como ótima ou boa; para aquelas cuja população está entre 20 mil e 100 mil o percentual cai para 44%; e nas com mais de 100 mil habitantes a avaliação positiva chega a 33%.
Os números ainda indicam que quanto menor a renda familiar do entrevistado, melhor é a avaliação dele sobre a Educação: 55% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo consideram a educação ótima ou boa. Para aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, esse percentual é de 46%; entre os de mais de dois e até cinco salários, 34%. Entre a população com renda familiar superior a dez salários, a satisfação cai para 17%. “É natural que na capital as pessoas sejam mais críticas, mais conscientes e atentas para as questões da educação”, diz o superintendente executivo da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Jorge Eduardo Wekerlin.
A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem para comentar os resultados da pesquisa, mas a assessoria de imprensa informou que não haveria posicionamento oficial a respeito. A pesquisa foi realizada entre 5 e 8 de dezembro do ano passado, com 2002 eleitores maiores de 16 anos em 141 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Gazeta do Povo
17/03/09
Já na Região Sul, a situação se inverte. O número insuficiente de escolas é o primeiro problema da educação básica pública para 19% dos entrevistados. Depois aparece a falta de segurança nas escolas, com 18% e, em terceiro, professores desmotivados e malpagos, com 17%. Em todo o país, a preocupação com a baixa qualidade de ensino e aprendizagem apareceu em sexto lugar e é apontada por 9% dos entrevistados como principal problema do setor.
A advogada Ceres Emília Gubert Demogalski teve de trocar seu filho Ricardo, 7 anos, da rede particular para a pública por dificuldades financeiras. Ele foi para o 1º ano do ensino fundamental de oito anos e, entre as principais preocupações da mãe, estava a segurança dentro da escola. Na primeira escola pública em que Ceres colocou seu filho, no centro da cidade, as crianças ficavam soltas no pátio na hora da entrada e saída. “Perto do portão não tinha ninguém para controlar a entrega dos alunos aos pais. Acabei apavorando meu filho, porque explicava para ele os perigos que podiam ocorrer na saída, como drogas e sequestros na porta da escola. Orientava sempre que ele ficasse bem longe do portão e só saísse quando visse eu ou meu marido”. Três semanas depois, Ceres resolveu trocar o seu filho de escola.
O presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, ressalta que se preocupa com a distorção que a população pode estar fazendo a respeito da educação pública brasileira em relação à falta de segurança nas escolas e à presença das drogas no ambiente escolar. “Não dá para tirar o foco da aprendizagem, da qualidade de ensino. Daqui para frente é capaz do brasileiro pensar que é mais importante ter mais policiais, mais cadeias e menos escolas. O primeiro passo para que um jovem entre no mundo das drogas é abandonar a escola”, diz.
Um dado curioso é que menos de 1% dos entrevistados na pesquisa apontaram a falta de participação dos pais na educação escolar dos filhos como um dos principais problemas da educação básica pública no país. De acordo Ramos, o resultado reflete o que se vê no cotidiano escolar atual: a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Ensinar é responsabilidade do professor, mas educar é de todos. As escolas que conseguem se sobressair no cenário atual são as que apresentam alta participação da família no cotidiano”, diz. O resultado da pesquisa levou o movimento Todos Pela Educação a adotar a aproximação das famílias como um dos focos do trabalho em 2009.
Avaliação é positiva, mas difere entre regiões
A avaliação da educação básica pública é considerada positiva para 41% dos entrevistados, que classificaram o serviço oferecido como bom ou ótimo. Já na opinião de 24% dos brasileiros, o ensino público foi mal avaliado e considerado como péssimo ou ruim. A Região Sul é onde os entrevistados têm uma percepção mais positiva: 54% consideram a educação pública como boa ou ótima, contra 13% que classificaram como péssima ou ruim. Na Região Sudeste ocorreu o contrário, 31% classificaram o serviço como péssimo ou ruim, contra 32% que acham que é a educação pública boa ou ótima.
Além da avaliação positiva, 47% dos brasileiros pensam que a educação básica pública no país está melhorando, mas em ritmo lento. No interior, a percepção sobre a Educação é mais positiva do que nas capitais e periferias. Quase 50% dos entrevistados do interior avaliam o ensino como ótimo ou bom, na periferia cai para 31% e chega a 27% nas capitais. Nas cidades de até 20 mil habitantes, 56% avaliam a educação básica como ótima ou boa; para aquelas cuja população está entre 20 mil e 100 mil o percentual cai para 44%; e nas com mais de 100 mil habitantes a avaliação positiva chega a 33%.
Os números ainda indicam que quanto menor a renda familiar do entrevistado, melhor é a avaliação dele sobre a Educação: 55% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo consideram a educação ótima ou boa. Para aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, esse percentual é de 46%; entre os de mais de dois e até cinco salários, 34%. Entre a população com renda familiar superior a dez salários, a satisfação cai para 17%. “É natural que na capital as pessoas sejam mais críticas, mais conscientes e atentas para as questões da educação”, diz o superintendente executivo da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Jorge Eduardo Wekerlin.
A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem para comentar os resultados da pesquisa, mas a assessoria de imprensa informou que não haveria posicionamento oficial a respeito. A pesquisa foi realizada entre 5 e 8 de dezembro do ano passado, com 2002 eleitores maiores de 16 anos em 141 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Gazeta do Povo
17/03/09
Onde está o respeito na escola?
Onde está o respeito na escola?
18 de Março de 2009
A escola vive sérios problemas e entre eles está a falta de respeito envolvendo alunos e professores
fonte: Zero Hora (18.03.2009)
Jocelin Azambuja (*)
A redemocratização do país atingiu a escola, que, buscando práticas democráticas, não soube mais desenvolver os limites necessários em qualquer organização social. As regras são fundamentais, quer na família, quer na escola, e estas, quando não sabem dar limite e responsabilidades a seus alunos e filhos, acabam por se perder em seus próprios erros.
É importante que façamos uma reflexão sobre esta realidade. Professores, pais e estudantes devem se indagar sobre as razões que levam as escolas com propostas de maior rigor e disciplina a conseguir melhores resultados educacionais. É importante que governantes e sociedade analisem também sob este foco os dados do Enem e de outras avaliações educacionais.
Dois aspectos, além dos limites, podem ser positivos, a meu ver, para melhorar a escola: a valorização da participação da família, para estimular a integração dos pais à escola, participando das atividades das associações de pais, os CPMs/APMs, e da vida escolar de seus filhos em permanente debate, trocando ideias e buscando objetivos que tornem o dia-a-dia da escola melhor e a educação mais qualificada. Importante lembrar que a organização dos pais através dos CPMs/APMs tem chamado a atenção de pesquisadores em nosso Estado e no país. Outro aspecto é a volta do uso de uniforme. Entendo que o uniforme é fundamental para dar maior segurança e igualdade na escola. Na Argentina, no Uruguai, países do Mercosul, e nos países considerados desenvolvidos, usa-se uniforme, inclusive para professores, evitando com esta prática as competições, as diferenças entre os estudantes e auxiliando na segurança e disciplina no espaço escolar.
Precisamos repensar a instituição escolar, para que dê limites e responsabilidades, que receba investimentos materiais e técnicos, para que seja uma instituição em que o respeito ao aluno e dos alunos aos professores seja uma prática constante. Precisamos aliar a isto o ideal dos professores, o ideal de formar homens e mulheres para o futuro deste país, pais que participem do dia-a-dia da escola de seus filhos e governantes que entendam que a educação é a solução.
*Presidente do Conselho Sul-Americano de Comisiones e CPMs/APMs, advogado e autor do livro CPMs & APMs: Uma revolução comunitária. Na obra, Jocelin Azambuja faz um relato histórico da maior organização comunitária legalmente constituída, os Círculos de Pais e Mestres (CPMs) e as Associações de Pais e Mestres (APMs), atualmente com mais de 80.000 entidades no Brasil. O autor ainda propõe reflexões sobre a participação dos pais na escola, a atuação dos professores, o processo de eleições de diretores em escolas públicas, as contribuições dos meios de comunicação e as interferências da política partidária na educação escolar e o futuro do Brasil.
18 de Março de 2009
A escola vive sérios problemas e entre eles está a falta de respeito envolvendo alunos e professores
fonte: Zero Hora (18.03.2009)
Jocelin Azambuja (*)
A redemocratização do país atingiu a escola, que, buscando práticas democráticas, não soube mais desenvolver os limites necessários em qualquer organização social. As regras são fundamentais, quer na família, quer na escola, e estas, quando não sabem dar limite e responsabilidades a seus alunos e filhos, acabam por se perder em seus próprios erros.
É importante que façamos uma reflexão sobre esta realidade. Professores, pais e estudantes devem se indagar sobre as razões que levam as escolas com propostas de maior rigor e disciplina a conseguir melhores resultados educacionais. É importante que governantes e sociedade analisem também sob este foco os dados do Enem e de outras avaliações educacionais.
Dois aspectos, além dos limites, podem ser positivos, a meu ver, para melhorar a escola: a valorização da participação da família, para estimular a integração dos pais à escola, participando das atividades das associações de pais, os CPMs/APMs, e da vida escolar de seus filhos em permanente debate, trocando ideias e buscando objetivos que tornem o dia-a-dia da escola melhor e a educação mais qualificada. Importante lembrar que a organização dos pais através dos CPMs/APMs tem chamado a atenção de pesquisadores em nosso Estado e no país. Outro aspecto é a volta do uso de uniforme. Entendo que o uniforme é fundamental para dar maior segurança e igualdade na escola. Na Argentina, no Uruguai, países do Mercosul, e nos países considerados desenvolvidos, usa-se uniforme, inclusive para professores, evitando com esta prática as competições, as diferenças entre os estudantes e auxiliando na segurança e disciplina no espaço escolar.
Precisamos repensar a instituição escolar, para que dê limites e responsabilidades, que receba investimentos materiais e técnicos, para que seja uma instituição em que o respeito ao aluno e dos alunos aos professores seja uma prática constante. Precisamos aliar a isto o ideal dos professores, o ideal de formar homens e mulheres para o futuro deste país, pais que participem do dia-a-dia da escola de seus filhos e governantes que entendam que a educação é a solução.
*Presidente do Conselho Sul-Americano de Comisiones e CPMs/APMs, advogado e autor do livro CPMs & APMs: Uma revolução comunitária. Na obra, Jocelin Azambuja faz um relato histórico da maior organização comunitária legalmente constituída, os Círculos de Pais e Mestres (CPMs) e as Associações de Pais e Mestres (APMs), atualmente com mais de 80.000 entidades no Brasil. O autor ainda propõe reflexões sobre a participação dos pais na escola, a atuação dos professores, o processo de eleições de diretores em escolas públicas, as contribuições dos meios de comunicação e as interferências da política partidária na educação escolar e o futuro do Brasil.
terça-feira, 17 de março de 2009
A nova cara do CEP
No aniversário de 163 anos do Colégio Estadual do Paraná, a Direção inovou mais uma vez. Este Colégio, com larga história na educação, se esforçava por romper tradições obsoletas e avançar numa concepção de educação libertadora.
No entanto, apresentou para seus alunos e alunas, dos 1ºs e 2ºs anos, sem a presença dos 3ºs anos, um musical só com músicas norte-americanas, numa ampla demonstração de como fazer uma pedagogia colonialista e pasteurizada: meninas de shorts prateado curtissimo, rebolavam para a platéia aos moldes da “dança da garrafa” ou do “bonde do tigrão”.
Do “espetáculo” fizeram parte cenas em que, a certa altura, giraram um globo no palco e uma menina saiu de dentro, houve perfomances do Michael Jackson, etc... Podemos dizer que, tecnicamente era ótimo: para apresentar no Faustão, Gugu ou numa casa noturna...
Mas numa escola que comemorava seus 163 anos de existência, ficou vulgar e descontextualizado, funcionou como elemento de banalização do corpo feminino e publicidade do que a indústria cultural tem de pior. Ou ainda, como falaram alguns professores mais conscientes, foi uma apologia à alienação e à mercantilização: a cara do CEP hoje.
Houve também professores/as comentando que estava lindo, que isto está na sociedade, é assim mesmo. Então é essa a nova pedagogia disseminada no CEP? A pedagogia do conformismo e da adaptação à brutalidade desse mundo de consumismo e indiferença?
Então perguntamos: pra que escola? Pra corroborar o colonialismo de todos os tipos inclusive e sobretudo o cultural? Pra corroborar a desumanização da mulher? Pra corroborar a vulgaridade e a mediocridade? Pra justificar o que não nos propomos a mudar?
Mas muitos de nós ficamos indignados, atônitos diante dessa programação oferecida aos alunos e às ALUNAS! O que os meninos e meninas apreenderam disso? O Dia 8 de Março não ensinou nada para quem organizou essa programação.
Achamos que não podemos deixar passar. Ainda que em nome de alguns, pois hoje o CEP se notabiliza também pelo grande número de professores contrato PSS e Ordem de Serviço, cujos vínculos precários os deixam em situação de risco permanente de remoção e/ou desemprego. Outros, que já sabem que agradando a direção terão vida melhor, também preferem se proteger e não se manifestar, pra sofrer menos.
No mesmo CEP, dia 19 de Fevereiro, uma empresa privada que produz material apostilado, teve autorização para montar uma barraca no pátio do colégio para vender seus produtos, e a assessora da direção distribuía prospectos da referida empresa na sala dos/as professores/as... E na semana pedagógica, professores receberam as matrizes curriculares do Estado do Paraná numa pastinha dessa mesma conhecida empresa, acompanhada de uma canetinha. Ou seja, a lógica da mercantilização vem invadindo todos os espaços. Que chegasse à sala de aula portanto, não é de espantar.
Mas nos espantamos. E por isso manifestamos nossa indignação e nosso repúdio a essas práticas pedagógicas que vulgarizam a mulher, que desrespeitam nossa cultura e nossa história, e que só contribuem para desumanizar e alienar quando é tarefa da educação libertadora avançar do senso comum para uma consciência crítica, politizada e transformadora.
No entanto, apresentou para seus alunos e alunas, dos 1ºs e 2ºs anos, sem a presença dos 3ºs anos, um musical só com músicas norte-americanas, numa ampla demonstração de como fazer uma pedagogia colonialista e pasteurizada: meninas de shorts prateado curtissimo, rebolavam para a platéia aos moldes da “dança da garrafa” ou do “bonde do tigrão”.
Do “espetáculo” fizeram parte cenas em que, a certa altura, giraram um globo no palco e uma menina saiu de dentro, houve perfomances do Michael Jackson, etc... Podemos dizer que, tecnicamente era ótimo: para apresentar no Faustão, Gugu ou numa casa noturna...
Mas numa escola que comemorava seus 163 anos de existência, ficou vulgar e descontextualizado, funcionou como elemento de banalização do corpo feminino e publicidade do que a indústria cultural tem de pior. Ou ainda, como falaram alguns professores mais conscientes, foi uma apologia à alienação e à mercantilização: a cara do CEP hoje.
Houve também professores/as comentando que estava lindo, que isto está na sociedade, é assim mesmo. Então é essa a nova pedagogia disseminada no CEP? A pedagogia do conformismo e da adaptação à brutalidade desse mundo de consumismo e indiferença?
Então perguntamos: pra que escola? Pra corroborar o colonialismo de todos os tipos inclusive e sobretudo o cultural? Pra corroborar a desumanização da mulher? Pra corroborar a vulgaridade e a mediocridade? Pra justificar o que não nos propomos a mudar?
Mas muitos de nós ficamos indignados, atônitos diante dessa programação oferecida aos alunos e às ALUNAS! O que os meninos e meninas apreenderam disso? O Dia 8 de Março não ensinou nada para quem organizou essa programação.
Achamos que não podemos deixar passar. Ainda que em nome de alguns, pois hoje o CEP se notabiliza também pelo grande número de professores contrato PSS e Ordem de Serviço, cujos vínculos precários os deixam em situação de risco permanente de remoção e/ou desemprego. Outros, que já sabem que agradando a direção terão vida melhor, também preferem se proteger e não se manifestar, pra sofrer menos.
No mesmo CEP, dia 19 de Fevereiro, uma empresa privada que produz material apostilado, teve autorização para montar uma barraca no pátio do colégio para vender seus produtos, e a assessora da direção distribuía prospectos da referida empresa na sala dos/as professores/as... E na semana pedagógica, professores receberam as matrizes curriculares do Estado do Paraná numa pastinha dessa mesma conhecida empresa, acompanhada de uma canetinha. Ou seja, a lógica da mercantilização vem invadindo todos os espaços. Que chegasse à sala de aula portanto, não é de espantar.
Mas nos espantamos. E por isso manifestamos nossa indignação e nosso repúdio a essas práticas pedagógicas que vulgarizam a mulher, que desrespeitam nossa cultura e nossa história, e que só contribuem para desumanizar e alienar quando é tarefa da educação libertadora avançar do senso comum para uma consciência crítica, politizada e transformadora.
terça-feira, 3 de março de 2009
Os absurdos continuam II...
Paranaonline 01/03/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 01/03/2009 às 19:29:38
Indisciplina de estudantes também é culpa dos pais
Luciana Cristo
Colégio Estadual do Paraná terá câmeras de segurança ainda neste semestre.
Ainda neste semestre, o Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do Estado, pretende implantar 76 câmeras no circuito interno para aumentar a segurança. Os equipamentos serão responsáveis por monitorar a comunidade escolar composta por quase 9 mil pessoas que circulam pelo colégio. A instalação das câmeras está em fase de licitação e elas devem ocupar todos os espaços do colégio, com exceção das salas de aula e banheiros.
Em 2008, foram três casos registrados de aluno com porte de drogas dentro do CEP, de acordo com a diretora do colégio, Maria Madselva Ferreira Feiges, após denúncias anônimas feitas por bilhetes ou telefonemas. A ocorrência mais constante, no entanto, que provoca o chamamento da Patrulha Escolar são brigas na frente do colégio entre torcidas de times de futebol.
Nos casos em que o comportamento ultrapassa a barreira entre a indisciplina e o delito, não só no CEP, mas em qualquer colégio, a Patrulha Escolar da Polícia Militar do Paraná é acionada. E, cada vez mais, a influência dos pais na vida dos filhos é ressaltada por especialistas como fator para o envolvimento em situações de violência escolar.
Quando o estudante é levado pela patrulha, a família do aluno também é chamada e a escola recebe orientação sobre como lidar com o adolescente quando ele voltar para a escola, segundo explica a coordenadora da Patrulha Escolar no Paraná, Margarete Maria Lemes. "Muitas famílias fecham os olhos e esquecem a sua parcela de responsabilidade. Os estudantes vão ser reprodução aprimorada do que os pais são e eles precisam saber que, se incentivarem atos ilegais, poderão responder por apologia ao crime".
Além do projeto das câmeras, mudanças com foco na segurança começaram a ser aplicadas no CEP no início do ano passado, quando foi firmado um termo de compromisso com os pais, desde questões básicas, como pontualidade e uso do uniforme, que apontava o que era responsabilidade dos pais.
Extrapolar o limite entre a brincadeira e a violência, muitas vezes, aparece da falta de acompanhamento do desempenho do filho e suas atitudes na escola, o que pode acarretar comportamentos agressivos. O exemplo do personagem Zeca, na novela Caminho das Índias, que é incentivado pelos pais em suas "brincadeirinhas" de mau gosto com colegas é uma situação limite, mas que tem despertado debates pelo País em torno da superproteção dos pais no mau comportamento e a falta de respeito dos alunos dentro da escola - e também fora dela.
Segundo a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), advogada Márcia Caldas, os pais são co-responsáveis pelas ações dos filhos. "Há necessidade de se cobrar politicamente medidas para se educar a família, e não apenas a criança, que muitas vezes fica alienada na frente da televisão. Depois, os pais ficam revoltados quando a escola planeja implantar medidas de segurança, como a revista na entrada das aulas", exemplifica.
Dizer não ter tempo de comparecer à reunião de pais ou de ir à escola com frequência também é criticado pela advogada. "Por mais compromissos profissionais que os pais tenham, o compromisso principal é com os filhos e sua educação, o que está previsto em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente", ressalta.
Indisciplina de estudantes também é culpa dos pais
Luciana Cristo
Colégio Estadual do Paraná terá câmeras de segurança ainda neste semestre.
Ainda neste semestre, o Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do Estado, pretende implantar 76 câmeras no circuito interno para aumentar a segurança. Os equipamentos serão responsáveis por monitorar a comunidade escolar composta por quase 9 mil pessoas que circulam pelo colégio. A instalação das câmeras está em fase de licitação e elas devem ocupar todos os espaços do colégio, com exceção das salas de aula e banheiros.
Em 2008, foram três casos registrados de aluno com porte de drogas dentro do CEP, de acordo com a diretora do colégio, Maria Madselva Ferreira Feiges, após denúncias anônimas feitas por bilhetes ou telefonemas. A ocorrência mais constante, no entanto, que provoca o chamamento da Patrulha Escolar são brigas na frente do colégio entre torcidas de times de futebol.
Nos casos em que o comportamento ultrapassa a barreira entre a indisciplina e o delito, não só no CEP, mas em qualquer colégio, a Patrulha Escolar da Polícia Militar do Paraná é acionada. E, cada vez mais, a influência dos pais na vida dos filhos é ressaltada por especialistas como fator para o envolvimento em situações de violência escolar.
Quando o estudante é levado pela patrulha, a família do aluno também é chamada e a escola recebe orientação sobre como lidar com o adolescente quando ele voltar para a escola, segundo explica a coordenadora da Patrulha Escolar no Paraná, Margarete Maria Lemes. "Muitas famílias fecham os olhos e esquecem a sua parcela de responsabilidade. Os estudantes vão ser reprodução aprimorada do que os pais são e eles precisam saber que, se incentivarem atos ilegais, poderão responder por apologia ao crime".
Além do projeto das câmeras, mudanças com foco na segurança começaram a ser aplicadas no CEP no início do ano passado, quando foi firmado um termo de compromisso com os pais, desde questões básicas, como pontualidade e uso do uniforme, que apontava o que era responsabilidade dos pais.
Extrapolar o limite entre a brincadeira e a violência, muitas vezes, aparece da falta de acompanhamento do desempenho do filho e suas atitudes na escola, o que pode acarretar comportamentos agressivos. O exemplo do personagem Zeca, na novela Caminho das Índias, que é incentivado pelos pais em suas "brincadeirinhas" de mau gosto com colegas é uma situação limite, mas que tem despertado debates pelo País em torno da superproteção dos pais no mau comportamento e a falta de respeito dos alunos dentro da escola - e também fora dela.
Segundo a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), advogada Márcia Caldas, os pais são co-responsáveis pelas ações dos filhos. "Há necessidade de se cobrar politicamente medidas para se educar a família, e não apenas a criança, que muitas vezes fica alienada na frente da televisão. Depois, os pais ficam revoltados quando a escola planeja implantar medidas de segurança, como a revista na entrada das aulas", exemplifica.
Dizer não ter tempo de comparecer à reunião de pais ou de ir à escola com frequência também é criticado pela advogada. "Por mais compromissos profissionais que os pais tenham, o compromisso principal é com os filhos e sua educação, o que está previsto em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente", ressalta.
Os absurdos continuam...
(Publicada no orkut - Comunidade do Colégio Estadual do Paraná)
Diretas Já
Carta aberta aos estudantes e a comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná
‘’Quem não luta por sua liberdade,não a merece’’
Herbert de Souza
Vimos por meio desta carta deixar o nosso profundo desagravo às medidas pedagógicas,tais quais a Escola vem tomando como exemplo, a questão de atrasos e freqüência escolar.Como todos sabem, atualmente o aluno que por alguma eventualidade tiver três atrasos no semestre é comunicado aos pais, e fica impedido de assistir à aula, tendo que assim ser ‘’liberado’’ para retornar a sua residência. Não queremos aqui defender o direito à chegada na segunda aula, mas sim ao livre acesso permanente à Escola, independentemente da quantidade de atrasos ou não.
Algumas pessoas dizem que o controle de atrasos é uma forma de combater o baixo rendimento escolar apresentado pelos alunos do CEP no ano passado, e uma forma de combater o aumento da reprovação por faltas. Porém o que tem sido usado é uma pedagogia militarista,que ao invés de usar do respeito e do diálogo reconhecendo o estudante como protagonista da escola onde estuda e incentivar o mesmo ao prazer da procura pelo conhecimento,usa de princípios como o respeito cego às leis impostas e à autoridade.Pasmem!Em pleno século XXI com tantos pensadores progressistas no meio da educação como Paulo Freire e Michel Focault, ainda temos práticas medievais em nossa escola.
A busca pelo conhecimento deve ser proposta como uma prática prazerosa e de um despertar para o pensamento crítico e ativo.Infelizmente em nosso colégio predomina a arrogância daqueles que são pagos para administrar nossa instituição de ensino de que,’’quem não está feliz com as leis da escola,que mude para outra’’. Ótimo argumento muito bem usado na ditadura militar em nosso país, ‘’Brasil ame-o ou deixe-o’’.
Usar de artifícios ridículos como impedir a entrada do aluno em sala porque ‘’é prerrogativa da Direção-Geral’’ é totalmente contrário à LDBEN que em suma nos diz: O ensino será ministrado nos princípios da igualdade de condições para o acesso a permanência na escola’’. Fazer que por 5 minutos de atraso o aluno perca 5 ou 6 aulas chega até ser anti-pedagógico, terrorista e irracional!A educação que nós queremos deve partir da construção coletiva, junto a comunidade escolar dos processos organizacionais e pedagógicos da escola,baseado na gestão democrática e participativa!E não de leis ridículas como proibir de jogar baralho na escola!Não queremos leis que nos proíbam de fazer aquilo ou isso, mas sim que nos incentivem a ter uma consciência cidadã e ativa! Não queremos aceitar passivamente o discurso de que ‘’devemos respeitar as leis’’, queremos sim é transformá-las, e construir um CEP realmente democrático.
Por isso ousamos dizer:
- Tolerância aos atrasos! Garantia do acordo firmado em 2008 entre GECEP e Direção-Geral,sendo 3 atrasos por mês,não por semestre como é imposto.
- Respeito à LDBEN no Título II Art. 3 parágrafo I, sobre igualdade de condições ao acesso e PERMANÊNCIA na escola.
- Eleições diretas para o cargo de direção auxiliar e geral,como respeito à gestão democrática do ensino.
- Respeito à Liberdade e à Tolerância,chega de inspetores tratando aluno como se fossem carcereiros. Escola não é cadeião, é lugar de transformação!
- Mudanças nos critérios pedagógico e avaliativo, como a volta das coordenações de disciplina, o fim do barateamento do ensino,incentivo a aulas de campo,unindo teoria e prática, e a volta de projetos como o sedução poética como modo de incentivo a pesquisas e trabalhos extra-classe.
Com isso ousamos dizer que não queremos que os estudantes sejam tratados como algo subjetivo e de forma autoritária,quem constrói a escola somos nós! A Escola é feita para nós, por isso não queremos aceitar ditames e leis impostas,queremos construir um novo CEP!
Saudações Estudantis!
Curitiba, 3 de Março de 2009
Colégio Estadual do Paraná
Diretas Já
Carta aberta aos estudantes e a comunidade escolar do Colégio Estadual do Paraná
‘’Quem não luta por sua liberdade,não a merece’’
Herbert de Souza
Vimos por meio desta carta deixar o nosso profundo desagravo às medidas pedagógicas,tais quais a Escola vem tomando como exemplo, a questão de atrasos e freqüência escolar.Como todos sabem, atualmente o aluno que por alguma eventualidade tiver três atrasos no semestre é comunicado aos pais, e fica impedido de assistir à aula, tendo que assim ser ‘’liberado’’ para retornar a sua residência. Não queremos aqui defender o direito à chegada na segunda aula, mas sim ao livre acesso permanente à Escola, independentemente da quantidade de atrasos ou não.
Algumas pessoas dizem que o controle de atrasos é uma forma de combater o baixo rendimento escolar apresentado pelos alunos do CEP no ano passado, e uma forma de combater o aumento da reprovação por faltas. Porém o que tem sido usado é uma pedagogia militarista,que ao invés de usar do respeito e do diálogo reconhecendo o estudante como protagonista da escola onde estuda e incentivar o mesmo ao prazer da procura pelo conhecimento,usa de princípios como o respeito cego às leis impostas e à autoridade.Pasmem!Em pleno século XXI com tantos pensadores progressistas no meio da educação como Paulo Freire e Michel Focault, ainda temos práticas medievais em nossa escola.
A busca pelo conhecimento deve ser proposta como uma prática prazerosa e de um despertar para o pensamento crítico e ativo.Infelizmente em nosso colégio predomina a arrogância daqueles que são pagos para administrar nossa instituição de ensino de que,’’quem não está feliz com as leis da escola,que mude para outra’’. Ótimo argumento muito bem usado na ditadura militar em nosso país, ‘’Brasil ame-o ou deixe-o’’.
Usar de artifícios ridículos como impedir a entrada do aluno em sala porque ‘’é prerrogativa da Direção-Geral’’ é totalmente contrário à LDBEN que em suma nos diz: O ensino será ministrado nos princípios da igualdade de condições para o acesso a permanência na escola’’. Fazer que por 5 minutos de atraso o aluno perca 5 ou 6 aulas chega até ser anti-pedagógico, terrorista e irracional!A educação que nós queremos deve partir da construção coletiva, junto a comunidade escolar dos processos organizacionais e pedagógicos da escola,baseado na gestão democrática e participativa!E não de leis ridículas como proibir de jogar baralho na escola!Não queremos leis que nos proíbam de fazer aquilo ou isso, mas sim que nos incentivem a ter uma consciência cidadã e ativa! Não queremos aceitar passivamente o discurso de que ‘’devemos respeitar as leis’’, queremos sim é transformá-las, e construir um CEP realmente democrático.
Por isso ousamos dizer:
- Tolerância aos atrasos! Garantia do acordo firmado em 2008 entre GECEP e Direção-Geral,sendo 3 atrasos por mês,não por semestre como é imposto.
- Respeito à LDBEN no Título II Art. 3 parágrafo I, sobre igualdade de condições ao acesso e PERMANÊNCIA na escola.
- Eleições diretas para o cargo de direção auxiliar e geral,como respeito à gestão democrática do ensino.
- Respeito à Liberdade e à Tolerância,chega de inspetores tratando aluno como se fossem carcereiros. Escola não é cadeião, é lugar de transformação!
- Mudanças nos critérios pedagógico e avaliativo, como a volta das coordenações de disciplina, o fim do barateamento do ensino,incentivo a aulas de campo,unindo teoria e prática, e a volta de projetos como o sedução poética como modo de incentivo a pesquisas e trabalhos extra-classe.
Com isso ousamos dizer que não queremos que os estudantes sejam tratados como algo subjetivo e de forma autoritária,quem constrói a escola somos nós! A Escola é feita para nós, por isso não queremos aceitar ditames e leis impostas,queremos construir um novo CEP!
Saudações Estudantis!
Curitiba, 3 de Março de 2009
Colégio Estadual do Paraná
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Conseqüências do barateamento da educação pública II
Educação em crise
12 de Dezembro de 2008
O Brasil, em matéria de educação, é uma espécie de doente crônico, cheio de contrastes
Arnaldo Niskier
É um panorama altamente preocupante Temos 14 milhões de analfabetos e uma pós-graduação de Primeiro Mundo; o ensino fundamental foi praticamente universalizado, mas a qualidade deixa muito a desejar; todos se preocupam com a educação profissional, mas o ensino médio ainda não encontrou seu caminho (é uma balbúrdia); o ensino superior pode crescer muito, mas são poucas as instituições de elite; os cursos de formação de professores são lamentáveis, como são lamentáveis os salários pagos aos quadros do magistério.
Diversos estudiosos consideram que os cursos de pedagogia são inaptos para formar bons profissionais.
Faculdades de pedagogia entregam ao mercado de trabalho docentes incapazes de assumir uma sala de aula e dominar turmas de alunos. Por quê? Porque muitos professores trazem limitações oriundas de uma educação básica falha. Cometem erros crassos de ortografia, têm dificuldade na compreensão de textos e total desconhecimento de conceitos científicos imprescindíveis. Tais problemas os acompanham pelo curso de pedagogia e saem de lá sem se livrar deles.
A mentalidade que reina no mundo acadêmico supervaloriza a teoria e menospreza a prática. O trabalho concreto em sala de aula é colocado no segundo plano, enfatizando a aplicação de conhecimentos filosóficos, antropológicos, políticos, históricos e econômicos à educação. A bibliografia adotada nos cursos ratifica o que ora afirmamos -são autores, com honrosas exceções, que apresentam temas de ideologias superadas, em prejuízo da parte referente ao trabalho do professor em sala de aula.
O estágio supervisionado é uma disciplina relegada e, às vezes, até inexistente. Como aprender a dar aula sem fazê-lo, antes, efetivamente, e com a devida orientação? Briga-se para pagar o piso de US$ 400 mensais aos professores de ensino fundamental (por 40 horas semanais) quando o Japão paga US$ 2.000. Com esse panorama, como duvidar de que a educação brasileira esteja mesmo em crise? Veja-se o caso presente da discussão em torno do sistema de cotas. De cinco anos para cá, é assunto dominante nas universidades. A Câmara dos Deputados colocou mais lenha na fogueira. Acreditamos que houve aprovação de um projeto altamente discutível. A reserva de 50% de vagas nas universidades federais para alunos egressos das escolas públicas apresenta preferências étnicas que são rigorosamente inconstitucionais.
Vagas serão preenchidas por descendentes de negros, pardos e indígenas na proporção da população de cada Estado. O cálculo terá por base o censo do IBGE. Haverá ainda reserva de metade das vagas para estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.
Se a Carta Magna proíbe a discriminação por motivo de raça, não é defensável o argumento de que se deve impor o movimento contrário. O inciso IV do artigo 3º da Constituição -a Constituição Cidadã- explicita literalmente este aspecto: "Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". Cotas raciais não têm amparo legal e, na verdade, camuflam a leniência oficial em relação à qualidade do ensino público, este, sim, a merecer toda espécie inadiável de apoio. E tem mais: é uma agressão à autonomia universitária. Frise-se ainda que a Câmara entendeu que pode aliviar, por meio do novo mecanismo de cotas raciais e sociais, a obrigatoriedade dos exames de habilitação para o ensino superior.
Trata-se, na verdade, de uma imposição que, na prática, não funcionará.
O melhor exemplo é o que ocorreu na Uerj, a primeira universidade pública a adotar o sistema de cotas. São revelações do reitor Ricardo Vieiralves. Dos 1.320 alunos iniciais, concluíram os cursos escolhidos só 350 alunos. Por motivos diversos, em geral econômicos, houve grande evasão.
Vivemos um tempo difícil em nosso país, fruto também da desordem econômica mundial. Temos hoje cerca de 20 mil cursos superiores e a maioria deles se ressente da necessária excelência. Para complicar as coisas, os jovens desconhecem a chamadas "profissões do futuro", aquelas ligadas à alta tecnologia, genética e meio ambiente. Preferem os cursos tradicionais, desconhecendo a saturação que ocorre, sobretudo nos grandes centros urbanos, em profissões como medicina e direito.
Há uma sedução pelas profissões midiáticas, como publicidade e propaganda, jornalismo, audiovisual e artes cênicas, que estão entre as dez mais procuradas, com um pormenor essencial: são aquelas em que ocorre maior índice de desistências, pois o mercado de trabalho é bastante restrito. A geração nascida entre 1980 e 1995 é vítima desse equívoco. A era da interatividade não tem ajudado na escolha profissional adequada. É um panorama altamente preocupante.
Arnaldo Niskier, 73, professor, jornalista e escritor, é membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Ciee/Rio.
fonte: Folha de São Paulo (12.12.2008)
12 de Dezembro de 2008
O Brasil, em matéria de educação, é uma espécie de doente crônico, cheio de contrastes
Arnaldo Niskier
É um panorama altamente preocupante Temos 14 milhões de analfabetos e uma pós-graduação de Primeiro Mundo; o ensino fundamental foi praticamente universalizado, mas a qualidade deixa muito a desejar; todos se preocupam com a educação profissional, mas o ensino médio ainda não encontrou seu caminho (é uma balbúrdia); o ensino superior pode crescer muito, mas são poucas as instituições de elite; os cursos de formação de professores são lamentáveis, como são lamentáveis os salários pagos aos quadros do magistério.
Diversos estudiosos consideram que os cursos de pedagogia são inaptos para formar bons profissionais.
Faculdades de pedagogia entregam ao mercado de trabalho docentes incapazes de assumir uma sala de aula e dominar turmas de alunos. Por quê? Porque muitos professores trazem limitações oriundas de uma educação básica falha. Cometem erros crassos de ortografia, têm dificuldade na compreensão de textos e total desconhecimento de conceitos científicos imprescindíveis. Tais problemas os acompanham pelo curso de pedagogia e saem de lá sem se livrar deles.
A mentalidade que reina no mundo acadêmico supervaloriza a teoria e menospreza a prática. O trabalho concreto em sala de aula é colocado no segundo plano, enfatizando a aplicação de conhecimentos filosóficos, antropológicos, políticos, históricos e econômicos à educação. A bibliografia adotada nos cursos ratifica o que ora afirmamos -são autores, com honrosas exceções, que apresentam temas de ideologias superadas, em prejuízo da parte referente ao trabalho do professor em sala de aula.
O estágio supervisionado é uma disciplina relegada e, às vezes, até inexistente. Como aprender a dar aula sem fazê-lo, antes, efetivamente, e com a devida orientação? Briga-se para pagar o piso de US$ 400 mensais aos professores de ensino fundamental (por 40 horas semanais) quando o Japão paga US$ 2.000. Com esse panorama, como duvidar de que a educação brasileira esteja mesmo em crise? Veja-se o caso presente da discussão em torno do sistema de cotas. De cinco anos para cá, é assunto dominante nas universidades. A Câmara dos Deputados colocou mais lenha na fogueira. Acreditamos que houve aprovação de um projeto altamente discutível. A reserva de 50% de vagas nas universidades federais para alunos egressos das escolas públicas apresenta preferências étnicas que são rigorosamente inconstitucionais.
Vagas serão preenchidas por descendentes de negros, pardos e indígenas na proporção da população de cada Estado. O cálculo terá por base o censo do IBGE. Haverá ainda reserva de metade das vagas para estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.
Se a Carta Magna proíbe a discriminação por motivo de raça, não é defensável o argumento de que se deve impor o movimento contrário. O inciso IV do artigo 3º da Constituição -a Constituição Cidadã- explicita literalmente este aspecto: "Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". Cotas raciais não têm amparo legal e, na verdade, camuflam a leniência oficial em relação à qualidade do ensino público, este, sim, a merecer toda espécie inadiável de apoio. E tem mais: é uma agressão à autonomia universitária. Frise-se ainda que a Câmara entendeu que pode aliviar, por meio do novo mecanismo de cotas raciais e sociais, a obrigatoriedade dos exames de habilitação para o ensino superior.
Trata-se, na verdade, de uma imposição que, na prática, não funcionará.
O melhor exemplo é o que ocorreu na Uerj, a primeira universidade pública a adotar o sistema de cotas. São revelações do reitor Ricardo Vieiralves. Dos 1.320 alunos iniciais, concluíram os cursos escolhidos só 350 alunos. Por motivos diversos, em geral econômicos, houve grande evasão.
Vivemos um tempo difícil em nosso país, fruto também da desordem econômica mundial. Temos hoje cerca de 20 mil cursos superiores e a maioria deles se ressente da necessária excelência. Para complicar as coisas, os jovens desconhecem a chamadas "profissões do futuro", aquelas ligadas à alta tecnologia, genética e meio ambiente. Preferem os cursos tradicionais, desconhecendo a saturação que ocorre, sobretudo nos grandes centros urbanos, em profissões como medicina e direito.
Há uma sedução pelas profissões midiáticas, como publicidade e propaganda, jornalismo, audiovisual e artes cênicas, que estão entre as dez mais procuradas, com um pormenor essencial: são aquelas em que ocorre maior índice de desistências, pois o mercado de trabalho é bastante restrito. A geração nascida entre 1980 e 1995 é vítima desse equívoco. A era da interatividade não tem ajudado na escolha profissional adequada. É um panorama altamente preocupante.
Arnaldo Niskier, 73, professor, jornalista e escritor, é membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Ciee/Rio.
fonte: Folha de São Paulo (12.12.2008)
Conseqüências do barateamento da educação pública I
Jornal Gazeta do Povo - Ensino - Sexta-feira, 12/12/2008
Educação
Aluno brasileiro freqüenta mais a escola. Só que não aprende
Relatório mostra que, na 8.ª série, apenas um em cada cinco estudantes entende o conteúdo de Língua Portuguesa. Em dois anos, houve avanços, mas ainda muito lentos12/12/2008 | 03:04 |
Apenas 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam, em 2007, o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª série, somente um a cada cinco estudantes entendeu a matéria. Esses são alguns resultados do relatório divulgado ontem, em São Paulo, pelo Movimento Todos Pela Educação. Se quiser atingir as cinco metas propostas pelo projeto, o país vai precisar investir mais em ações que promovam a melhoria da qualidade do ensino.
Segundo o levantamento, apenas 50% das metas de aprendizagem foram alcançadas e, se esse ritmo for mantido, a maior parte dos estados não alcançaria a maioria dos indicadores estimados. O Paraná está entre os estados que tendem a não atingir esses índices. O movimento defende que até 2022, 70% ou mais dos alunos devem ter aprendido o que é essencial para a sua série. O Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil, que reúne lideranças sociais, educadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada.
Veja balanço sobre a educação no Brasil
Aluno de 55 anos tenta convencer os filhos a estudar
O fato de mais da metade dos jovens não concluir o ensino mé-dio na idade correta – no fundamental, o índice chega a quase 40% – revela que o Brasil está longe de garantir um bom fluxo escolar para seus alunos. Wellington de Moraes é prova disso. Aos 55 anos de idade, o motorista deve terminar o ensino médio, por meio do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), no primeiro semestre do ano que vem. Longe da escola durante mais de três décadas, ele retomou os estudos por vontade própria e também estimulou a mulher, Maria de Moraes, de 50 anos, a voltar para a sala de aula.
As metas de aprendizagem são as que mais sintetizam o conceito da qualidade da Educação, pois avaliam se o aluno efetivamente está aprendendo. Integram apenas um dos cinco grande grupos de objetivos estabelecidos pelo movimento. São eles: 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos devem estar na escola; toda criança deve estar plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade; 77% dos alunos devem ter aprendizado de acordo com a sua série; 95% dos alunos devem ter ensino médio concluído até os 19 anos de idade; e os investimentos em educação devem atingir no mínimo 5% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação Básica até 2010 e mantê-lo até 2022.
Pela primeira vez foi estabelecido de forma clara que nível de proficiência em leitura e matemática se espera dos alunos brasileiros. A medida é feita por meio do porcentual de alunos que alcançam desempenhos no Saeb/Prova Brasil superiores a uma escala preestabelecida nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa alcançada pelos alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.
A passos curtos
Apesar dos números alarmantes, houve pequena melhora em dois anos. Entre 2005 e 2007 aumentou o número de alunos do ensino fundamental com conhecimento adequado à sua série. Mas os resultados obtidos foram suficientes apenas para alcançar as metas estabelecidas para 4ª e 8ª séries do ensino fundamental em Matemática. Em 2007, quando a meta era de 29%, 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª, esse valor chegou a 20,5%, quando a meta era de 20,7%. No ensino médio, o esperado para 2007 era 23,5% e o resultado obtido foi de 24,5%.
Na projeção para 2011, o relatório destaca que os indicadores ficarão abaixo do estimado caso seja mantido o mesmo ritmo de desempenho. É o caso da Matemática para a 8ª série, em que apenas 13,9% dos estudantes obterão desempenho acima da média estipulada, abaixo dos 25,9% esperados. O mesmo ocorre com Língua Portuguesa: a meta esperada é de 20,9%, contra 32% projetados (veja a projeção completa no infográfico).
De acordo com o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, algo que chama a atenção nas metas de aprendizagem é a perda de fôlego do desempenho dos alunos a partir da 8ª série e 3º do ensino médio. “Temos um aluno melhor qualificado na 4ª série e não podemos perder oportunidade de aproveitar isso no futuro. A grande lacuna da educação no Brasil está na qualidade do ensino médio. É preciso repensar urgentemente essa modalidade de ensino em que faltam profissionais, currículo e uma escola mais atraente para os jovens”, afirma.
Outras metas
De acordo com o relatório, a taxa de crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola em 2007 foi de 90,4%, maior do que em 2005 (88,8%), mas ainda inferior à meta de 91%. Com relação à segunda meta, a taxa de alfabetização das crianças de 8 anos no país é de 88%, enquanto a meta é de que, até 2010, 80% dessas crianças estejam plenamente alfabetizadas e para 2022, 100% das crianças. Ramos ressalta que ainda não existe dado padronizado no Brasil. “O que dispomos é um mecanismo onde as famílias respondem a um questionário se a pessoa é alfabetizada ou não. Se o teste da Provinha Brasil fosse obrigatório teríamos um mecanismo melhor”, afirma.
As metas com relação à conclusão do ensino médio também foram alcançadas. Segundo os dados, 60,55% dos jovens de 16 anos concluíram o ensino fundamental e 44,9% o ensino médio. As metas propostas para 2007 eram de 58,9% e de 42,1% respectivamente.
Já com relação ao investimento e gestão da educação, o Brasil passou de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005 para 4,4% em 2006. Na educação básica, o investimento passou de 3,2% em 2005, para 3,7% em 2006. A meta definida pelo movimento é a de que sejam destinados 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010.
Mozart Neves Ramos reforçou que é preciso fazer um esforço maior e também é necessário um envolvimento por parte da sociedade. “A população brasileira coloca a educação em 6º lugar na sua lista de prioridades. É preciso fazer o dever de casa e dar o grau de importância que a educação merece”, afirma.
O ex-ministro da Educação e deputado federal (PSDB-SP) Paulo Renato Souza defende que é necessário colocar as metas de aprendizagem no centro da preocupação da política educacional. “É preciso relacionar o desempenho dos profissionais da educação com o avanço na carreira. Estados e municípios devem criar normas para cobrar esses resultados”, afirma. Souza lembra que, durante as discussões para o estabelecimento do piso nacional dos professores, uma emenda tentava atrelar uma avaliação nacional à adoção do piso. “Com relação aos investimentos, quanto mais melhor. Mas não adianta jogar mais recurso no sistema e obter o mesmo resultado. É necessário obter o empenho por parte de todos”, diz.
Educação
Aluno brasileiro freqüenta mais a escola. Só que não aprende
Relatório mostra que, na 8.ª série, apenas um em cada cinco estudantes entende o conteúdo de Língua Portuguesa. Em dois anos, houve avanços, mas ainda muito lentos12/12/2008 | 03:04 |
Apenas 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam, em 2007, o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª série, somente um a cada cinco estudantes entendeu a matéria. Esses são alguns resultados do relatório divulgado ontem, em São Paulo, pelo Movimento Todos Pela Educação. Se quiser atingir as cinco metas propostas pelo projeto, o país vai precisar investir mais em ações que promovam a melhoria da qualidade do ensino.
Segundo o levantamento, apenas 50% das metas de aprendizagem foram alcançadas e, se esse ritmo for mantido, a maior parte dos estados não alcançaria a maioria dos indicadores estimados. O Paraná está entre os estados que tendem a não atingir esses índices. O movimento defende que até 2022, 70% ou mais dos alunos devem ter aprendido o que é essencial para a sua série. O Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil, que reúne lideranças sociais, educadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada.
Veja balanço sobre a educação no Brasil
Aluno de 55 anos tenta convencer os filhos a estudar
O fato de mais da metade dos jovens não concluir o ensino mé-dio na idade correta – no fundamental, o índice chega a quase 40% – revela que o Brasil está longe de garantir um bom fluxo escolar para seus alunos. Wellington de Moraes é prova disso. Aos 55 anos de idade, o motorista deve terminar o ensino médio, por meio do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), no primeiro semestre do ano que vem. Longe da escola durante mais de três décadas, ele retomou os estudos por vontade própria e também estimulou a mulher, Maria de Moraes, de 50 anos, a voltar para a sala de aula.
As metas de aprendizagem são as que mais sintetizam o conceito da qualidade da Educação, pois avaliam se o aluno efetivamente está aprendendo. Integram apenas um dos cinco grande grupos de objetivos estabelecidos pelo movimento. São eles: 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos devem estar na escola; toda criança deve estar plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade; 77% dos alunos devem ter aprendizado de acordo com a sua série; 95% dos alunos devem ter ensino médio concluído até os 19 anos de idade; e os investimentos em educação devem atingir no mínimo 5% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação Básica até 2010 e mantê-lo até 2022.
Pela primeira vez foi estabelecido de forma clara que nível de proficiência em leitura e matemática se espera dos alunos brasileiros. A medida é feita por meio do porcentual de alunos que alcançam desempenhos no Saeb/Prova Brasil superiores a uma escala preestabelecida nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa alcançada pelos alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.
A passos curtos
Apesar dos números alarmantes, houve pequena melhora em dois anos. Entre 2005 e 2007 aumentou o número de alunos do ensino fundamental com conhecimento adequado à sua série. Mas os resultados obtidos foram suficientes apenas para alcançar as metas estabelecidas para 4ª e 8ª séries do ensino fundamental em Matemática. Em 2007, quando a meta era de 29%, 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental aprenderam o conteúdo adequado para sua série em Língua Portuguesa. Na 8ª, esse valor chegou a 20,5%, quando a meta era de 20,7%. No ensino médio, o esperado para 2007 era 23,5% e o resultado obtido foi de 24,5%.
Na projeção para 2011, o relatório destaca que os indicadores ficarão abaixo do estimado caso seja mantido o mesmo ritmo de desempenho. É o caso da Matemática para a 8ª série, em que apenas 13,9% dos estudantes obterão desempenho acima da média estipulada, abaixo dos 25,9% esperados. O mesmo ocorre com Língua Portuguesa: a meta esperada é de 20,9%, contra 32% projetados (veja a projeção completa no infográfico).
De acordo com o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, algo que chama a atenção nas metas de aprendizagem é a perda de fôlego do desempenho dos alunos a partir da 8ª série e 3º do ensino médio. “Temos um aluno melhor qualificado na 4ª série e não podemos perder oportunidade de aproveitar isso no futuro. A grande lacuna da educação no Brasil está na qualidade do ensino médio. É preciso repensar urgentemente essa modalidade de ensino em que faltam profissionais, currículo e uma escola mais atraente para os jovens”, afirma.
Outras metas
De acordo com o relatório, a taxa de crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola em 2007 foi de 90,4%, maior do que em 2005 (88,8%), mas ainda inferior à meta de 91%. Com relação à segunda meta, a taxa de alfabetização das crianças de 8 anos no país é de 88%, enquanto a meta é de que, até 2010, 80% dessas crianças estejam plenamente alfabetizadas e para 2022, 100% das crianças. Ramos ressalta que ainda não existe dado padronizado no Brasil. “O que dispomos é um mecanismo onde as famílias respondem a um questionário se a pessoa é alfabetizada ou não. Se o teste da Provinha Brasil fosse obrigatório teríamos um mecanismo melhor”, afirma.
As metas com relação à conclusão do ensino médio também foram alcançadas. Segundo os dados, 60,55% dos jovens de 16 anos concluíram o ensino fundamental e 44,9% o ensino médio. As metas propostas para 2007 eram de 58,9% e de 42,1% respectivamente.
Já com relação ao investimento e gestão da educação, o Brasil passou de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005 para 4,4% em 2006. Na educação básica, o investimento passou de 3,2% em 2005, para 3,7% em 2006. A meta definida pelo movimento é a de que sejam destinados 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010.
Mozart Neves Ramos reforçou que é preciso fazer um esforço maior e também é necessário um envolvimento por parte da sociedade. “A população brasileira coloca a educação em 6º lugar na sua lista de prioridades. É preciso fazer o dever de casa e dar o grau de importância que a educação merece”, afirma.
O ex-ministro da Educação e deputado federal (PSDB-SP) Paulo Renato Souza defende que é necessário colocar as metas de aprendizagem no centro da preocupação da política educacional. “É preciso relacionar o desempenho dos profissionais da educação com o avanço na carreira. Estados e municípios devem criar normas para cobrar esses resultados”, afirma. Souza lembra que, durante as discussões para o estabelecimento do piso nacional dos professores, uma emenda tentava atrelar uma avaliação nacional à adoção do piso. “Com relação aos investimentos, quanto mais melhor. Mas não adianta jogar mais recurso no sistema e obter o mesmo resultado. É necessário obter o empenho por parte de todos”, diz.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Documento encaminhado aos deputados estaduais e federais(lideranças), senadores, presidente da república e MEC
No dia 02/12/2008, houve uma reunião com os deputados da bancada do PT, na Assembléia Legislativa, em que foi entregue documento similar ao postado abaixo. No dia 08/12/08 foi encaminhado aos deputados dos outros partidos e será feito, com o apoio da APP Sindicato, um painel em que aparecerão os nomes daqueles que assinarem favoravelmente à nossa luta e daqueles que se recusarem a assinar ou se posicionarem contrariamente.
PEDIDO DE APOIO AOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ PARA O MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
"As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações!"
(Gustave Le Bon)
Fatos ocorridos após a chegada da atual Diretora Geral:
1. Total falta de diálogo que se instalou a partir de decisões unilaterais da direção - (ex: aprovação POR DECRETO dos alunos, logo no início de 2007, passando por cima do trabalho sério realizado por professores e pedagogas ao longo de todo o ano de 2006 e ignorando as decisões tomadas em reunião de conselho de classe).
2. Imposição de uma filosofia educacional que barateou a educação de qualidade que o CEP sempre ofereceu, sob a alegação de tratar-se de “política pública”- (implantação velada de uma política de aprovação automática; volta da semestralidade com a implantação de blocos de conteúdos; excesso de permissividade a partir da total desestruturação do setor pedagógico que dava suporte ao trabalho dos professores, entre outros. Nunca, na história do CEP, até a chegada da nova diretora, a exigência em relação ao preenchimento do livro de registro de classe - que sempre foi preenchido cuidadosamente de acordo com a legislação vigente - foi maior que a preocupação com a qualidade das aulas).
3. Foram extintas as coordenações de disciplina, responsáveis pela busca de unidade do trabalho pedagógico que dava coesão às áreas do conhecimento, bem como às relações interdisciplinares.
4. Afastamento, via processo administrativo, dos professores que se posicionaram contrariamente às práticas arbitrárias - Opção pela coação ao invés do convencimento.
5. Afastamento de alguns profissionais, com excelentes qualificação e prática pedagógica, que trabalhavam no CEP com ordem de serviço, por terem se posicionado contra algumas deliberações da direção, ou simplesmente por não a terem apoiado – Dispensa feita por telefone, em janeiro de 2008, demonstrando total falta de consideração pelo excelente serviço prestado à comunidade do CEP (Professores, com mais de 27 anos de magistério, antes tão respeitados pela comunidade escolar, passaram a ser rotulados, apenas pela diretora geral, como incompetentes).
6. Constante assédio moral contra professores, funcionários e alunos - O grau de adoecimento de professores e funcionários é alarmante. A gestão da nova diretora gerou um ambiente em que predominam as represálias, o descrédito e o descontentamento geral. (O aluno Joel, um dos líderes do movimento pró-democracia do CEP em 2007, foi proibido de circular nas dependências do colégio, tendo sofrido ameaças por parte de funcionários da confiança da direção geral e impedido de fazer matrícula no curso de espanhol no centro de línguas).
7. Imposição do Ensino Fundamental - (Em 2005 houve uma plenária com professores e funcionários, na qual foi decidido, por mais de 90%, a não implantação do ensino fundamental, pois todo o investimento público em infra-estrutura para o Ensino Médio seria mal aproveitado - laboratórios de Química, Física, Biologia. Ou seja, o colegiado de professores/as e funcionários/as, que compõem esse colégio, foi ignorado. Além do que, a implantação do Ensino Fundamental beneficiaria principalmente alunos com um poder aquisitivo maior – aqueles que moram nas imediações do CEP e aqueles que têm condições de pagar transporte particular para irem à escola – pois as crianças mais carentes, que moram na periferia, não teriam condições financeiras de estudar no Colégio Estadual do Paraná. Além disso, tal medida limita o número de alunos que têm a oportunidade de estudar no CEP por ter como conseqüência a diminuição das vagas para menos da metade pelo fato de o tempo de permanência dos alunos, com o ensino fundamental, aumentar de 3 para 7 anos, no mínimo).
8. Extinção do teste seletivo - (O teste seletivo, apesar de todas as críticas que possam a ele ser feitas, estabelecia critérios objetivos e permitia uma maior transparência ao processo de seleção, na medida em que possibilitava aos candidatos terem acesso as suas respectivas notas, bem como às de seus concorrentes. A análise curricular, e outros critérios subjetivos, método adotado pela atual direção para os alunos do próximo ano letivo, torna o processo menos transparente e passível de escolhas baseadas em critérios subjetivos - ideológicos, laços de amizade, indicações políticas de parlamentares e/ou outras autoridades, ou mesmo, parentesco -, contrariando os princípios da democracia).
O que reivindicamos:
1. Arquivamento dos processos administrativos.
2. Retorno de todos os professores afastados pela Diretora Geral em 2007 e 2008.
3. Gestão democrática DE FATO e não apenas como DISCURSO ideológico.
4. Retorno das coordenações de disciplina.
5. Apoio em relação ao Projeto de Lei de Eleições Diretas no CEP.
Pedimos, portanto, apenas a coerência dos Deputados do Estado do Paraná com os princípios da democracia, pois fazemos questão de não esquecer o que a própria Madselva escreveu em passado recente:
“A eleição de diretor de escola constitui um momento privilegiado para reflexão coletiva e enfrentamento ao projeto neoliberal de sociedade e de educação que reforça os processos de exclusão e de desumanização a que a população vem sendo submetida fora e, muitas vezes, dentro da escola... o diretor tem um papel relevante na condução da autonomia responsável que experimenta saberes e transgride o velho estilo de gestão, criando coletivamente formas de garantir direitos, de humanizar as relações, os tempos e os espaços pedagógicos, porque todo lugar de criança e adolescente TEM QUE SER HUMANO, SEM SEGREGAÇÃO, ONDE O ATO DE EDUCAR SEJA UM FAZER ÉTICO, SOLIDÁRIO, ESCULPIDO COM A DIGNIDADE DO SER HUMANO E DO MUNDO” (FEIGES, Maria Madselva F. O projeto Político-Pedagógico e a eleição de diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. Maringá: SME, Caderno temático I, 2003).
Nós, professores/as e funcionários/as do Colégio Estadual do Paraná, com o apoio de alunos/as e pais, vimos manifestar nosso compromisso com uma educação de qualidade, que sempre destacou esta instituição de ensino, pela qual passaram diversos segmentos da sociedade paranaense, como comprovam muitas pesquisas nacionais. Destacamos que nosso compromisso político, social e cultural é com a formação dos jovens a nós confiados. Queremos o retorno do ambiente profissional e pedagógico que tínhamos até o final 2006, um colégio em que funcionários/as, corpo docente, alunos/as e pais cumpriam seus papéis numa relação profissional e educacional marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e solidária. Havia disputas políticas como em qualquer espaço humano, mas o debate democrático e o respeito sempre predominaram, sem que nunca fôssemos alvos de ataques, inclusive pela mídia ou por órgãos oficiais, como temos presenciado com a gestão atual.
Curitiba, 02 de dezembro de 2008
PEDIDO DE APOIO AOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ PARA O MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
"As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações!"
(Gustave Le Bon)
Fatos ocorridos após a chegada da atual Diretora Geral:
1. Total falta de diálogo que se instalou a partir de decisões unilaterais da direção - (ex: aprovação POR DECRETO dos alunos, logo no início de 2007, passando por cima do trabalho sério realizado por professores e pedagogas ao longo de todo o ano de 2006 e ignorando as decisões tomadas em reunião de conselho de classe).
2. Imposição de uma filosofia educacional que barateou a educação de qualidade que o CEP sempre ofereceu, sob a alegação de tratar-se de “política pública”- (implantação velada de uma política de aprovação automática; volta da semestralidade com a implantação de blocos de conteúdos; excesso de permissividade a partir da total desestruturação do setor pedagógico que dava suporte ao trabalho dos professores, entre outros. Nunca, na história do CEP, até a chegada da nova diretora, a exigência em relação ao preenchimento do livro de registro de classe - que sempre foi preenchido cuidadosamente de acordo com a legislação vigente - foi maior que a preocupação com a qualidade das aulas).
3. Foram extintas as coordenações de disciplina, responsáveis pela busca de unidade do trabalho pedagógico que dava coesão às áreas do conhecimento, bem como às relações interdisciplinares.
4. Afastamento, via processo administrativo, dos professores que se posicionaram contrariamente às práticas arbitrárias - Opção pela coação ao invés do convencimento.
5. Afastamento de alguns profissionais, com excelentes qualificação e prática pedagógica, que trabalhavam no CEP com ordem de serviço, por terem se posicionado contra algumas deliberações da direção, ou simplesmente por não a terem apoiado – Dispensa feita por telefone, em janeiro de 2008, demonstrando total falta de consideração pelo excelente serviço prestado à comunidade do CEP (Professores, com mais de 27 anos de magistério, antes tão respeitados pela comunidade escolar, passaram a ser rotulados, apenas pela diretora geral, como incompetentes).
6. Constante assédio moral contra professores, funcionários e alunos - O grau de adoecimento de professores e funcionários é alarmante. A gestão da nova diretora gerou um ambiente em que predominam as represálias, o descrédito e o descontentamento geral. (O aluno Joel, um dos líderes do movimento pró-democracia do CEP em 2007, foi proibido de circular nas dependências do colégio, tendo sofrido ameaças por parte de funcionários da confiança da direção geral e impedido de fazer matrícula no curso de espanhol no centro de línguas).
7. Imposição do Ensino Fundamental - (Em 2005 houve uma plenária com professores e funcionários, na qual foi decidido, por mais de 90%, a não implantação do ensino fundamental, pois todo o investimento público em infra-estrutura para o Ensino Médio seria mal aproveitado - laboratórios de Química, Física, Biologia. Ou seja, o colegiado de professores/as e funcionários/as, que compõem esse colégio, foi ignorado. Além do que, a implantação do Ensino Fundamental beneficiaria principalmente alunos com um poder aquisitivo maior – aqueles que moram nas imediações do CEP e aqueles que têm condições de pagar transporte particular para irem à escola – pois as crianças mais carentes, que moram na periferia, não teriam condições financeiras de estudar no Colégio Estadual do Paraná. Além disso, tal medida limita o número de alunos que têm a oportunidade de estudar no CEP por ter como conseqüência a diminuição das vagas para menos da metade pelo fato de o tempo de permanência dos alunos, com o ensino fundamental, aumentar de 3 para 7 anos, no mínimo).
8. Extinção do teste seletivo - (O teste seletivo, apesar de todas as críticas que possam a ele ser feitas, estabelecia critérios objetivos e permitia uma maior transparência ao processo de seleção, na medida em que possibilitava aos candidatos terem acesso as suas respectivas notas, bem como às de seus concorrentes. A análise curricular, e outros critérios subjetivos, método adotado pela atual direção para os alunos do próximo ano letivo, torna o processo menos transparente e passível de escolhas baseadas em critérios subjetivos - ideológicos, laços de amizade, indicações políticas de parlamentares e/ou outras autoridades, ou mesmo, parentesco -, contrariando os princípios da democracia).
O que reivindicamos:
1. Arquivamento dos processos administrativos.
2. Retorno de todos os professores afastados pela Diretora Geral em 2007 e 2008.
3. Gestão democrática DE FATO e não apenas como DISCURSO ideológico.
4. Retorno das coordenações de disciplina.
5. Apoio em relação ao Projeto de Lei de Eleições Diretas no CEP.
Pedimos, portanto, apenas a coerência dos Deputados do Estado do Paraná com os princípios da democracia, pois fazemos questão de não esquecer o que a própria Madselva escreveu em passado recente:
“A eleição de diretor de escola constitui um momento privilegiado para reflexão coletiva e enfrentamento ao projeto neoliberal de sociedade e de educação que reforça os processos de exclusão e de desumanização a que a população vem sendo submetida fora e, muitas vezes, dentro da escola... o diretor tem um papel relevante na condução da autonomia responsável que experimenta saberes e transgride o velho estilo de gestão, criando coletivamente formas de garantir direitos, de humanizar as relações, os tempos e os espaços pedagógicos, porque todo lugar de criança e adolescente TEM QUE SER HUMANO, SEM SEGREGAÇÃO, ONDE O ATO DE EDUCAR SEJA UM FAZER ÉTICO, SOLIDÁRIO, ESCULPIDO COM A DIGNIDADE DO SER HUMANO E DO MUNDO” (FEIGES, Maria Madselva F. O projeto Político-Pedagógico e a eleição de diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. Maringá: SME, Caderno temático I, 2003).
Nós, professores/as e funcionários/as do Colégio Estadual do Paraná, com o apoio de alunos/as e pais, vimos manifestar nosso compromisso com uma educação de qualidade, que sempre destacou esta instituição de ensino, pela qual passaram diversos segmentos da sociedade paranaense, como comprovam muitas pesquisas nacionais. Destacamos que nosso compromisso político, social e cultural é com a formação dos jovens a nós confiados. Queremos o retorno do ambiente profissional e pedagógico que tínhamos até o final 2006, um colégio em que funcionários/as, corpo docente, alunos/as e pais cumpriam seus papéis numa relação profissional e educacional marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e solidária. Havia disputas políticas como em qualquer espaço humano, mas o debate democrático e o respeito sempre predominaram, sem que nunca fôssemos alvos de ataques, inclusive pela mídia ou por órgãos oficiais, como temos presenciado com a gestão atual.
Curitiba, 02 de dezembro de 2008
Mais uma vã esperança?
Projeto fixa número de alunos por professor
O Conselho Nacional de Educação (CNE) discute nessa semana um documento que determina, entre outras coisas, o limite do número de alunos que devem ser atendidos por cada professor das escolas públicas do País. As salas de aula do ensino médio, por exemplo, devem ter no máximo 40 estudantes. Nos anos de alfabetização, 25. O parecer - que será votado entre janeiro e fevereiro no CNE - pede ainda férias de 45 dias para docentes e eleições diretas para diretor.
O objetivo do documento é oferecer diretrizes para um plano de carreira de professores - algo determinado pela mesma lei, aprovada há poucos meses, que fixou um piso salarial para docentes. Atualmente, existem planos em alguns Estados e municípios, mas não se estipula, por exemplo, limite de alunos por professor.
Mas o fato de o documento ter sido elaborado pela atual presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que é conselheira do CNE, está causando polêmica. O Conselho Estadual de Educação (CEE) de São Paulo divulgou manifesto afirmando que o parecer "traduz a defesa típica de movimentos sindicais " e tem "viés corporativo". "É preciso pensar primeiro no aluno, depois na carreira docente", diz o presidente do conselho paulista, Artur Fonseca Filho.
"Há professores que têm mil alunos e é claro que isso influencia na qualidade do ensino", rebate Maria Izabel. Além das especificações do número de alunos nas salas de aula, o documento diz ainda que cada professor do País deve ter 300 alunos, no máximo, ao mesmo tempo. Pede ainda que seja incentivado que docentes trabalhem em uma só escola e recebam uma compensação financeira quando isso ocorrer. "Por causa dos baixos salários, a educação acaba sendo um bico e não uma profissão", completa Maria Izabel.
O Brasil tem hoje 2,2 milhões de funções docentes no ensino básico regular - um professor pode ocupar mais de uma função porque dá aulas em várias escolas. O total de alunos, segundo os números mais recentes do Ministério da Educação (MEC), é de 79,1 milhões.
Não há estudos que mostrem quantos alunos são atendidos por cada professor brasileiro. Pesquisas, no entanto, já indicaram que a quantidade de estudantes na sala de aula influencia pouco no desempenho de alunos em avaliações oficiais. Diversos estudos também têm mostrado a falta de docentes, principalmente em disciplinas como ciências e matemática. "Com a escassez de professores que já existe, se ainda determinarmos a quantidade de alunos, dificulta muito", diz César Callegari, presidente da Câmara da Educação Básica do CNE, onde será discutido o documento na quarta-feira.
Ele, no entanto, acredita que o parecer é importante para orientar os sistemas de ensino e estimular um debate. "Claro que os gestores poderão dizer que não têm como fazer isso. Mas não podemos deixar de sonhar por antecipação", diz. Na opinião de Callegari, o texto acabará sendo mudado para determinações mais gerais e, dessa maneira, poderá ser aprovado.
O documento determina ainda reajuste anual dos salários e três licenças sabáticas, a cada sete anos de trabalho. E propõe que haja uma avaliação do docente por desempenho, o que incluiria auto-avaliação e a influência do perfil socioeconômico do aluno.
O CNE é um órgão consultivo e independente do governo. Depois de aprovados, os pareceres precisam ser homologados pelo ministro da Educação para serem colocados em prática.
Fonte: Portal Aprendiz
03/12/08
O Conselho Nacional de Educação (CNE) discute nessa semana um documento que determina, entre outras coisas, o limite do número de alunos que devem ser atendidos por cada professor das escolas públicas do País. As salas de aula do ensino médio, por exemplo, devem ter no máximo 40 estudantes. Nos anos de alfabetização, 25. O parecer - que será votado entre janeiro e fevereiro no CNE - pede ainda férias de 45 dias para docentes e eleições diretas para diretor.
O objetivo do documento é oferecer diretrizes para um plano de carreira de professores - algo determinado pela mesma lei, aprovada há poucos meses, que fixou um piso salarial para docentes. Atualmente, existem planos em alguns Estados e municípios, mas não se estipula, por exemplo, limite de alunos por professor.
Mas o fato de o documento ter sido elaborado pela atual presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que é conselheira do CNE, está causando polêmica. O Conselho Estadual de Educação (CEE) de São Paulo divulgou manifesto afirmando que o parecer "traduz a defesa típica de movimentos sindicais " e tem "viés corporativo". "É preciso pensar primeiro no aluno, depois na carreira docente", diz o presidente do conselho paulista, Artur Fonseca Filho.
"Há professores que têm mil alunos e é claro que isso influencia na qualidade do ensino", rebate Maria Izabel. Além das especificações do número de alunos nas salas de aula, o documento diz ainda que cada professor do País deve ter 300 alunos, no máximo, ao mesmo tempo. Pede ainda que seja incentivado que docentes trabalhem em uma só escola e recebam uma compensação financeira quando isso ocorrer. "Por causa dos baixos salários, a educação acaba sendo um bico e não uma profissão", completa Maria Izabel.
O Brasil tem hoje 2,2 milhões de funções docentes no ensino básico regular - um professor pode ocupar mais de uma função porque dá aulas em várias escolas. O total de alunos, segundo os números mais recentes do Ministério da Educação (MEC), é de 79,1 milhões.
Não há estudos que mostrem quantos alunos são atendidos por cada professor brasileiro. Pesquisas, no entanto, já indicaram que a quantidade de estudantes na sala de aula influencia pouco no desempenho de alunos em avaliações oficiais. Diversos estudos também têm mostrado a falta de docentes, principalmente em disciplinas como ciências e matemática. "Com a escassez de professores que já existe, se ainda determinarmos a quantidade de alunos, dificulta muito", diz César Callegari, presidente da Câmara da Educação Básica do CNE, onde será discutido o documento na quarta-feira.
Ele, no entanto, acredita que o parecer é importante para orientar os sistemas de ensino e estimular um debate. "Claro que os gestores poderão dizer que não têm como fazer isso. Mas não podemos deixar de sonhar por antecipação", diz. Na opinião de Callegari, o texto acabará sendo mudado para determinações mais gerais e, dessa maneira, poderá ser aprovado.
O documento determina ainda reajuste anual dos salários e três licenças sabáticas, a cada sete anos de trabalho. E propõe que haja uma avaliação do docente por desempenho, o que incluiria auto-avaliação e a influência do perfil socioeconômico do aluno.
O CNE é um órgão consultivo e independente do governo. Depois de aprovados, os pareceres precisam ser homologados pelo ministro da Educação para serem colocados em prática.
Fonte: Portal Aprendiz
03/12/08
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Constatação do que TODOS já sabiam, mas ALGUNS fingiam ignorar
Blog do Fábio Campana 21/11/2008
Plebiscito do Colégio Estadual: 88,3% querem eleições diretas
Ora, pois, deu-se o que todos esperavam. No plebiscito do Colégio Estadual, 88,3% demonstraram que desejam eleições diretas para os cargos de direção. Apenas 11,67% optaram pelo não. É a reação inequívoca de toda a comunidade que envolve professores, pedagogos, funcionários, pais e alunos à direção de Madselva Feiges.
É bom notar que houve urnas separadas para cada uma dos segmentos envolvidos. Em todas a preferência foi por eleição direta.
Professor do CEP Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 9:23 hs
Se a soberania do povo reside no sufrágio universal, vamos ver, agora, a coerência dos políticos paranaenses que têm o poder de fazer valer a opinião da Comunidade do Colégio Estadual do Paraná a respeito daquilo que é o seu próprio interesse. Afinal, a nossa democracia é ou não é representativa? Nossos deputados representam ou não a vontade do povo que os elegeu para o mandato que exercem? Vamos ver…
Thianny Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 10:50 hs
PARABÈNS a Comunidade escolar do CEP, que o legislativo tenha o minimo de coerência e coloque em votação o Projeto de Lei . Parabéns ao Campana pelo espaço democrático e apoio oferecido a comunidade do CEP. E espero que a Sra Madeselva entenda que esta expressividade é principalmente contra a sua gestão e a desorganização que a senhora criou na escola. Porque há muito tempo o diretor do CEP é indicado, mas nunca se viu tanto descontentamento como desde que a senhora foi para lá.
Professor do CEP Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 12:12 hs
Por que não foi 100%?
O discurso da Madselva, de regime especil, de perda de verbas, etc… ainda tem alguma repercussão. O que assusta alguns é a possibilidade de não haver mais verba para manutenção da piscina, da pista de atletismo, etc… Não percebem que isso é o menos importante em uma escola, pois a sua essência está em seu projeto, naquilo que ela tem por princípio enquanto formação. Que modelo de formação esta senhora, a Madselva, implantou no CEP desde a sua chegada? O do barateamento da educação através de sua defesa da APROVAÇÃO AUTOMÁTICA, da implantação do DISCURSO IDEOLÓGICO REQUIANISTA (que está com os dias contados no Estado do Paraná), do SILENCIAMENTO DAS VOZES da comunidade escolar… O resultado do plebiscito é uma boa resposta daqueles que ainda não perderam a lucidez e a capacidade de ter esperança. Espero que ele signifique alguma coisa, também, para os nossos políticos que tem o poder de fazer valer a vontade da comunidade.
Professora Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 12:19 hs
Queremos ver agora quais serão as falácias criadas pela Madselva e pelas “autoridades” que dão sustentação a ela. Dizer que é apenas um grupo insignificante de professores querendo aplicar o golpe para tomar a direção NÃO COLA MAIS, pois, só para lembrar, os professores acusados de serem os MANIPULADORES foram todos afastados.
ronaldo Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 12:26 hs
Perguntar não ofende, os outros 11,7% que votaram contra a eleição direta, são os aspônes comissionados do govêrno.
Plebiscito do Colégio Estadual: 88,3% querem eleições diretas
Ora, pois, deu-se o que todos esperavam. No plebiscito do Colégio Estadual, 88,3% demonstraram que desejam eleições diretas para os cargos de direção. Apenas 11,67% optaram pelo não. É a reação inequívoca de toda a comunidade que envolve professores, pedagogos, funcionários, pais e alunos à direção de Madselva Feiges.
É bom notar que houve urnas separadas para cada uma dos segmentos envolvidos. Em todas a preferência foi por eleição direta.
Professor do CEP Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 9:23 hs
Se a soberania do povo reside no sufrágio universal, vamos ver, agora, a coerência dos políticos paranaenses que têm o poder de fazer valer a opinião da Comunidade do Colégio Estadual do Paraná a respeito daquilo que é o seu próprio interesse. Afinal, a nossa democracia é ou não é representativa? Nossos deputados representam ou não a vontade do povo que os elegeu para o mandato que exercem? Vamos ver…
Thianny Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 10:50 hs
PARABÈNS a Comunidade escolar do CEP, que o legislativo tenha o minimo de coerência e coloque em votação o Projeto de Lei . Parabéns ao Campana pelo espaço democrático e apoio oferecido a comunidade do CEP. E espero que a Sra Madeselva entenda que esta expressividade é principalmente contra a sua gestão e a desorganização que a senhora criou na escola. Porque há muito tempo o diretor do CEP é indicado, mas nunca se viu tanto descontentamento como desde que a senhora foi para lá.
Professor do CEP Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 12:12 hs
Por que não foi 100%?
O discurso da Madselva, de regime especil, de perda de verbas, etc… ainda tem alguma repercussão. O que assusta alguns é a possibilidade de não haver mais verba para manutenção da piscina, da pista de atletismo, etc… Não percebem que isso é o menos importante em uma escola, pois a sua essência está em seu projeto, naquilo que ela tem por princípio enquanto formação. Que modelo de formação esta senhora, a Madselva, implantou no CEP desde a sua chegada? O do barateamento da educação através de sua defesa da APROVAÇÃO AUTOMÁTICA, da implantação do DISCURSO IDEOLÓGICO REQUIANISTA (que está com os dias contados no Estado do Paraná), do SILENCIAMENTO DAS VOZES da comunidade escolar… O resultado do plebiscito é uma boa resposta daqueles que ainda não perderam a lucidez e a capacidade de ter esperança. Espero que ele signifique alguma coisa, também, para os nossos políticos que tem o poder de fazer valer a vontade da comunidade.
Professora Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 12:19 hs
Queremos ver agora quais serão as falácias criadas pela Madselva e pelas “autoridades” que dão sustentação a ela. Dizer que é apenas um grupo insignificante de professores querendo aplicar o golpe para tomar a direção NÃO COLA MAIS, pois, só para lembrar, os professores acusados de serem os MANIPULADORES foram todos afastados.
ronaldo Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008 – 12:26 hs
Perguntar não ofende, os outros 11,7% que votaram contra a eleição direta, são os aspônes comissionados do govêrno.
Plebiscito no Colégio Estadual do Paraná
Gazeta do Povo on-line
Ensino Sexta-feira, 21/11/2008
Plebiscito
90% da comunidade do Colégio Estadual do Paraná quer eleições diretas para diretorPlebiscito foi feito na quinta-feira, mesmo dia em que a maioria das escolas do estado escolheu o diretor em eleição direta
21/11/2008 | 12:02 | Célio Yano
Quase 90% da comunidade de professores, pedagogos, funcionários, estudantes e pais de alunos consultados em plebiscito na quinta-feira (20) votou a favor da realização de eleições diretas para o cargo de diretor do Colégio Estadual do Paraná (CEP). De acordo com os números divulgados pelo Grêmio Estudantil do CEP, do total de 2.972 votos computados, 2.610 (88,3%) são favoráveis à eleição direta e 345 (11,7%) contrários.
No CEP, desde 1964, uma lei estabelece que a escolha de um novo diretor deve ser indicada pelo governador. Contra essa determinação, o Grêmio Estudantil Estadual do Paraná, o Comitê Pró-Diretas e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato) comandaram um plebiscito para saber a opinião da comunidade (professores, pais e alunos) a respeito da eleição direta.
Segundo Lizandra Rocha Souza, diretora social do Grêmio Estudantil do CEP, o resultado do processo reflete bem a vontade da comunidade do colégio. “Os quase três mil votos recebidos na consulta popular representam 75% das pessoas que poderiam votar”, diz. Ela afirma que o grêmio está otimista com relação à mudança no processo de escolha do diretor. “Na segunda-feira (24) temos uma reunião marcada com o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus, para entregar o resultado”, conta. “Ele se comprometeu a colocar a implantação das eleições diretas em discussão na Casa e a maior parte dos deputados tem se mostrado favorável”.
A estudante relata que os alunos esperam dificuldades apenas na sanção do projeto por parte do Executivo. “Se chegar lá e o governador não aprovar, discutiremos a possibilidade de protestos por parte dos alunos”, afirma.
A reportagem da Gazeta do Povo Online entrou em contato com a direção do CEP e a Secretaria de Estado da Educação (Seed) para o resultado do plebiscito fosse comentado, mas não houve retorno. Na quinta-feira (20), em entrevista à Gazeta do Povo, Yvelise declarou que não iria se opor ao movimento, desde que ocorresse de maneira pacífica. “Essa mobilização dos estudantes faz parte da formação de cidadania. É legítimo. O que a secretaria não pode é ir contra uma determinação do governador e promover o processo eleitoral no colégio. É isso que os estudantes precisam entender”, afirmou na ocasião.
Ensino Sexta-feira, 21/11/2008
Plebiscito
90% da comunidade do Colégio Estadual do Paraná quer eleições diretas para diretorPlebiscito foi feito na quinta-feira, mesmo dia em que a maioria das escolas do estado escolheu o diretor em eleição direta
21/11/2008 | 12:02 | Célio Yano
Quase 90% da comunidade de professores, pedagogos, funcionários, estudantes e pais de alunos consultados em plebiscito na quinta-feira (20) votou a favor da realização de eleições diretas para o cargo de diretor do Colégio Estadual do Paraná (CEP). De acordo com os números divulgados pelo Grêmio Estudantil do CEP, do total de 2.972 votos computados, 2.610 (88,3%) são favoráveis à eleição direta e 345 (11,7%) contrários.
No CEP, desde 1964, uma lei estabelece que a escolha de um novo diretor deve ser indicada pelo governador. Contra essa determinação, o Grêmio Estudantil Estadual do Paraná, o Comitê Pró-Diretas e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato) comandaram um plebiscito para saber a opinião da comunidade (professores, pais e alunos) a respeito da eleição direta.
Segundo Lizandra Rocha Souza, diretora social do Grêmio Estudantil do CEP, o resultado do processo reflete bem a vontade da comunidade do colégio. “Os quase três mil votos recebidos na consulta popular representam 75% das pessoas que poderiam votar”, diz. Ela afirma que o grêmio está otimista com relação à mudança no processo de escolha do diretor. “Na segunda-feira (24) temos uma reunião marcada com o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus, para entregar o resultado”, conta. “Ele se comprometeu a colocar a implantação das eleições diretas em discussão na Casa e a maior parte dos deputados tem se mostrado favorável”.
A estudante relata que os alunos esperam dificuldades apenas na sanção do projeto por parte do Executivo. “Se chegar lá e o governador não aprovar, discutiremos a possibilidade de protestos por parte dos alunos”, afirma.
A reportagem da Gazeta do Povo Online entrou em contato com a direção do CEP e a Secretaria de Estado da Educação (Seed) para o resultado do plebiscito fosse comentado, mas não houve retorno. Na quinta-feira (20), em entrevista à Gazeta do Povo, Yvelise declarou que não iria se opor ao movimento, desde que ocorresse de maneira pacífica. “Essa mobilização dos estudantes faz parte da formação de cidadania. É legítimo. O que a secretaria não pode é ir contra uma determinação do governador e promover o processo eleitoral no colégio. É isso que os estudantes precisam entender”, afirmou na ocasião.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Resultado do plebiscito
URNA DOS PROFESSORES (AS), PEDAGOGOS (AS), E FUNCIONÁRIOS (AS).
TOTAL DE VOTANTES = 229
SIM = 173
NÃO = 52
BRANCOS = 03
NULOS = 01
URNA DAS MÃES E PAIS
TOTAL DE VOTANTES = 24
SIM = 15
NÃO = 09
URNA DOS ALUNOS (AS)
TOTAL DE VOTANTES = 2 719
SIM = 2 422
NÃO = 284
BRANCOS = 03
NULOS = 10
TOTAL DE VOTOS = 2 972
SIM = 2 610
NÃO = 345
BRANCOS = 06
NULOS = 11
A votação expressa o desejo de 88,3% de que se realizem ELEIÇÕES DIRETAS NO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ e 11,67% optaram pelo "NÃO"
TOTAL DE VOTANTES = 229
SIM = 173
NÃO = 52
BRANCOS = 03
NULOS = 01
URNA DAS MÃES E PAIS
TOTAL DE VOTANTES = 24
SIM = 15
NÃO = 09
URNA DOS ALUNOS (AS)
TOTAL DE VOTANTES = 2 719
SIM = 2 422
NÃO = 284
BRANCOS = 03
NULOS = 10
TOTAL DE VOTOS = 2 972
SIM = 2 610
NÃO = 345
BRANCOS = 06
NULOS = 11
A votação expressa o desejo de 88,3% de que se realizem ELEIÇÕES DIRETAS NO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ e 11,67% optaram pelo "NÃO"
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A luta continua

Blog do Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br)
Mais uma vez o Colégio Estadual do Paraná não poderá eleger seu diretor
Quase 2,5 milhões de pessoas vão escolher na próxima quinta-feira os novos diretores das 2100 escolas públicas estaduais. Novamente, o Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, ficará fora do processo. O cargo permanece nas mãos do Governo que pode indicar quem quiser para comandar o maior colégio público do estado.
“Mais de 90% da comunidade do CEP querem as eleições diretas”, disse o deputado Mauro Moraes, do PMDB, autor de um projeto de lei que está pronto na Assembléia e pede a eleição direta.
Aproximadamente 5 mil alunos estão impedidos de decidir quem deve dirigir a instituição. A situação tem provocado manifestações (foto) constantes de professores, alunos, pais de alunos e funcionários que, além de eleições diretas, pedem a saída da atual diretora, Madselva Feiges.
Na próxima quinta-feira, mesmo dia das eleições em toda a rede estadual, será feito um plebiscito no CEP para saber a opinião da comunidade (professores, pais e alunos) a respeito da eleição direta. O resultado será apresentado ao governador Requião, que insiste em virar as costas para o pedido da comunidade escolar.
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008 – 15:57 hs.
5 comentários
gilson Terça-feira, 18 de Novembro de 2008 – 16:00 hs
Não sei se os jumentos têm conhecimento, mas um decreto de 1964 mudou o regime jurídico do CEP, que não é um simples “colégio” e tem status de autarquia. Portanto, o diretor é nomeado diretamente pelo chefe do poder executivo. É só mudar o regime jurídico e instituir as eleições diretas, mas isso também alteraria o repasse de recursos para a instituição. Quando a verba diminuir, os jumentos plantarão novas notinhas.
Antenor Terça-feira, 18 de Novembro de 2008 – 16:13 hs
Esse Gilsom deve ser um jumento da ditadura, ou serviçal do Requião.
Jumento gilson Terça-feira, 18 de Novembro de 2008 – 16:52 hs
Não tive escolha para tratar-lhe de outra forma, visto que é tão amável, então só pode receber o mesmo tratamento, não é???!!!
As universidades estaduais também possuem um regime especial e lá se escolhe o reitor (pelo menos a lista tríplice deveria ter este sentido democrático).
As verbas destinadas as universidades também não são pequenas (já admitindo que nossos colégios públicos recebem uma miséria para “caminhar”), o colégio estadual do paraná possui um “porte” (piscinas, escolas de arte, laboratórios, etc) que exigem uma manutenção cara. Se este dinheiro virá sob um regime demoníaco ou democrático, ou mesmo não virá, isso é uma decisão dos políticos que estão cuidando de nosso patrimônio, (através de nossos votos) e também respondem pelo futuro dos jovens que lá estudarão!!!
Orquídea Terça-feira, 18 de Novembro de 2008 – 17:00 hs
Fábio:
Só temos a agradecer pela atenção dispensada ao Colégio e aos que lá trabalham por carinho à instituição!
Pena que alguns estão indo embora, devido aos maus tratos daquela senhora. Afinal é muito difícil provar assédio moral, e as pessoas que lá ficaram estão inertes, apenas esperando aquela senhora terminar seu tempo naquele cargo (porque não ouso chamar aquilo de gestão)!
Obrigada mais uma vez!
Nego Veio Terça-feira, 18 de Novembro de 2008 – 18:19 hs
Parabéns dona Orquídea,falou pouco e disse tudo o que um certo jumento precisava ler.
Para refletir
www.jornale.com.br/zebeto/
O poder e a arrogância 18 Nov 2008 - 09:44
por JamurJr.
Vale a pena ler um comentário no Blog do Marcus Gutermann no site Folha de São Paulo. Ele fala do livro de David Owen lançado nos Estados Unidos, onde o tema é a arrogância (nossa conhecida) do poder. Aquela coisa que atinge a maioria das pessoas que assume algum cargo. Diz o autor que o “comportamento arrogante de alguns politicos não é traço de personalidade, mas sim uma patologia, a Sindrome da Arrogância. O líder que sofre dessa sindrome se convence que esta no poder para grandes feitos e que o mundo espera isso dele, mesmo que signifique atropelar considerações morais e as regras básicas da boa administração. David Owen cita vários casos de arrogantes conhecidos, entre eles o presidente norte-americano George Bush, que numa reunião com lideres árabes declarou: ” Estou numa missão divina, Deus me disse: George vai la e acabe com a tirania no Iraque” . Segundo o autor, quanto mais tempo o político permanece no poder mais acentuado e grave é o seu comportamento arrogante a ponto de com prometer o futuro de um país, por exemplo.
O poder e a arrogância 18 Nov 2008 - 09:44
por JamurJr.
Vale a pena ler um comentário no Blog do Marcus Gutermann no site Folha de São Paulo. Ele fala do livro de David Owen lançado nos Estados Unidos, onde o tema é a arrogância (nossa conhecida) do poder. Aquela coisa que atinge a maioria das pessoas que assume algum cargo. Diz o autor que o “comportamento arrogante de alguns politicos não é traço de personalidade, mas sim uma patologia, a Sindrome da Arrogância. O líder que sofre dessa sindrome se convence que esta no poder para grandes feitos e que o mundo espera isso dele, mesmo que signifique atropelar considerações morais e as regras básicas da boa administração. David Owen cita vários casos de arrogantes conhecidos, entre eles o presidente norte-americano George Bush, que numa reunião com lideres árabes declarou: ” Estou numa missão divina, Deus me disse: George vai la e acabe com a tirania no Iraque” . Segundo o autor, quanto mais tempo o político permanece no poder mais acentuado e grave é o seu comportamento arrogante a ponto de com prometer o futuro de um país, por exemplo.
Plebiscito
Jornal Gazeta do Povo - Colunista Celso Nascimento - 18/11/2008
Olho vivo
Diretas já 1
No dia 20, todas as escolas públicas estaduais do Paraná vão votar para eleger seus novos diretores. Menos a maior, mais tradicional e mais importante de todas as escolas – o Colégio Estadual do Paraná (CEP). Lá não se fala em eleição: seu diretor é escolhido e nomeado pelo secretário da Educação, como é o caso da atual, a professora Madselva Freiges, pivô de dois anos de confusão no colégio.
Diretas já 2
Não haverá eleição no CEP, mas haverá um plebiscito, organizado pelo Comitê das Diretas Já e o grêmio estudantil, com o apoio da APP-Sindicato. O plebiscito vai perguntar à comunicade (professores, pais e alunos) se é a favor de eleição no colégio. O resultado será levado ao governador.
Olho vivo
Diretas já 1
No dia 20, todas as escolas públicas estaduais do Paraná vão votar para eleger seus novos diretores. Menos a maior, mais tradicional e mais importante de todas as escolas – o Colégio Estadual do Paraná (CEP). Lá não se fala em eleição: seu diretor é escolhido e nomeado pelo secretário da Educação, como é o caso da atual, a professora Madselva Freiges, pivô de dois anos de confusão no colégio.
Diretas já 2
Não haverá eleição no CEP, mas haverá um plebiscito, organizado pelo Comitê das Diretas Já e o grêmio estudantil, com o apoio da APP-Sindicato. O plebiscito vai perguntar à comunicade (professores, pais e alunos) se é a favor de eleição no colégio. O resultado será levado ao governador.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Plebiscito no Colégio Estadual do Paraná
Não existe cidadania cindida, assim como não deve existir Democracia pela metade
A consulta popular é um dos fundamentos do regime democrático, condição fundamental do exercício de participação do cidadão e direito básico de qualquer República.
Neste dia 20 de novembro, as Escolas Estaduais do Paraná escolherão seus diretores através do voto, do debate, do confronto de idéias, de propostas para um ensino de qualidade, que se orientem pelos valores democráticos e pelos direitos humanos.
No Colégio Estadual do Paraná, infelizmente, não estaremos participando desta grande festa cívica, porque não temos o direito de escolher nosso representante maior através do voto, contradição que ainda persiste, apesar de
passados 24 anos das “Diretas Já”, movimento que empolgou a nação. Podemos eleger nosso Presidente, nosso Governador, nosso Prefeito nossos representantes nas Casas Legislativas, mas não o Diretor do Colégio Estadual do Paraná.
Por isso, no dia 20 de novembro, o Comitê Diretas Já, junto com o Grêmio Estudantil do CEP e com apoio da APP Sindicato, estará encaminhando a votação do plebiscito para decidirmos se queremos ou não ter eleições diretas no CEP. Faremos a nossa grande festa cívica nesse referendo popular, convidando a comunidade escolar para participar diretamente dos debates, para que todos sejam ouvidos, não importando se os argumentos são a favor ou contra. O mais importante é a participação da comunidade e que ela possa construir diretamente uma alternativa para a indicação do diretor.
Por isso, no dia 20, participe do plebiscito e exerça o seu direito de cidadão.
A consulta popular é um dos fundamentos do regime democrático, condição fundamental do exercício de participação do cidadão e direito básico de qualquer República.
Neste dia 20 de novembro, as Escolas Estaduais do Paraná escolherão seus diretores através do voto, do debate, do confronto de idéias, de propostas para um ensino de qualidade, que se orientem pelos valores democráticos e pelos direitos humanos.
No Colégio Estadual do Paraná, infelizmente, não estaremos participando desta grande festa cívica, porque não temos o direito de escolher nosso representante maior através do voto, contradição que ainda persiste, apesar de
passados 24 anos das “Diretas Já”, movimento que empolgou a nação. Podemos eleger nosso Presidente, nosso Governador, nosso Prefeito nossos representantes nas Casas Legislativas, mas não o Diretor do Colégio Estadual do Paraná.
Por isso, no dia 20 de novembro, o Comitê Diretas Já, junto com o Grêmio Estudantil do CEP e com apoio da APP Sindicato, estará encaminhando a votação do plebiscito para decidirmos se queremos ou não ter eleições diretas no CEP. Faremos a nossa grande festa cívica nesse referendo popular, convidando a comunidade escolar para participar diretamente dos debates, para que todos sejam ouvidos, não importando se os argumentos são a favor ou contra. O mais importante é a participação da comunidade e que ela possa construir diretamente uma alternativa para a indicação do diretor.
Por isso, no dia 20, participe do plebiscito e exerça o seu direito de cidadão.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Para refletir
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito uma coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Bertold Brecht
Bertold Brecht
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Esperança na democracia
05/11/2008 - 08h22
Obama diz que mudança chegou à América, terra onde tudo é possível
Folha Online
Barack Obama, 47, foi eleito o primeiro presidente negro e o 44º da história dos Estados Unidos, nesta quarta-feira.
"Se pessoas ainda têm dúvidas de que a América é o lugar onde as coisas são possíveis, que ainda acreditam que o sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questionam o poder da nossa democracia, esta noite é a sua resposta", afirmou Obama em seu discurso de vitória, a milhares de partidários, em Chicago, Illinois --Estado pelo qual Obama é senador.
Leia abaixo a íntegra do discurso:
"Oi, Chicago.
Se alguém ainda duvida que a América é um lugar onde tudo é possível, ainda pergunta se o sonho dos pioneiros ainda estão vivos em nossos tempos, ainda questiona o poder da nossa democracia, esta noite é sua resposta.
É a resposta das filas que cercaram escolas e igrejas em números que essa nação nunca havia visto. Das pessoas que esperaram três horas e quatro horas, muitas pela primeira vez em suas vidas, porque acreditavam que desta vez precisava ser diferente, que as suas vozes podiam fazer diferença.
Gary Hershorn/Reuters
Obama, as filhas e a mulher, Michelle, durante festa da vitória
É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis.
Nos somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.
É a resposta que recebeu aqueles que ouviram --por tanto tempo e de tantos-- para serem cínicos, medrosos e hesitantes sobre o que poderiam realizar para que coloquem a mão no arco da história e torçam-no uma vez mais, na esperança de dias melhores.
Faz muito tempo, porém, nesta noite, por causa do que fizemos nesse dia de eleição, nesse momento decisivo, a mudança chegou à América.
Um pouco mais cedo nesta noite, recebi um telefonema extraordinariamente gracioso do senador McCain. Ele lutou muito e por muito tempo nesta campanha. Ele lutou ainda mais e por ainda mais tempo por esse país que ele ama. Ele enfrentou sacrifícios pela América que a maioria de nós nem pode começar a imaginar. Nós estamos melhores graças ao serviços desse líder bravo e altruísta.
Eu o parabenizo e parabenizo a governadora Palin por tudo que eles conquistaram. Eu estou ansioso por trabalhar com eles e renovar a promessa dessa nação nos próximos meses.
Eu quero agradecer meu parceiro nessa jornada, um homem que fez campanha com o coração e que falou para os homens e mulheres com os quais cresceu, nas ruas de Scranton, e com os quais andou de trem a caminho de Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E eu não estaria aqui nesta noite sem a compreensão e o incansável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a rocha da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama dessa nação, Michelle Obama. Sasha e Malia [filhas de Obama] eu as amo mais do que vocês podem imaginar. E vocês mereceram o cachorrinho que irá morar conosco na nova Casa Branca.
E, embora ela não esteja mais entre nós, eu sei que minha avó está assistindo, ao lado da família que construiu quem eu sou. Eu sinto falta deles nesta noite. Eu sei que minha dívida com eles está além de qualquer medida.
Para minha irmã Maya, minha irmã Alma, todos os meus irmãos e irmãs, muito obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a eles.
E agradeço ao meu coordenador de campanha, David Plouffe, o herói anônimo da campanha, que construiu o que há de melhor --a melhor campanha política, penso, da história dos EUA.
Ao meu estrategista-chefe David Axelrod, que tem sido um companheiro em todos os passos do caminho. À melhor equipe de campanha reunida na história da política --você fizeram isso acontecer, e eu serei sempre grato pelo que vocês sacrificaram para conseguir.
Mas, acima de tudo, eu nunca esquecerei a quem essa vitória realmente pertence. Isso pertence a vocês. Isso pertence a vocês.
Eu nunca fui o candidato favorito na disputa por esse cargo. Nós não começamos com muito dinheiro ou muitos endossos. Nossa campanha não nasceu nos corredores de Washington. Nasceu nos jardins de Des Moines, nas salas de Concord e nos portões de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que cavaram as pequenas poupanças que tinham para dar US$ 5, US$ 10 e US$ 20 para essa causa.
Ela [a campanha] cresceu com a força dos jovens que rejeitaram o mito de apatia da sua geração e deixaram suas casas e suas famílias por empregos que ofereciam baixo salário e menos sono.
Ela tirou suas forças de pessoas não tão jovens assim que bravamente enfrentaram frio e calor para bater às portas de estranhos e dos milhões de americanos que se voluntariaram e se organizaram e provaram que, mais de dois séculos mais tarde, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.
Essa é a nossa vitória.
E eu sei que vocês não fizeram isso só para ganhar uma eleição. E eu sei que vocês não fizeram tudo isso por mim.
Vocês fizeram isso porque entendem a grandiosidade da tarefa que temos pela frente. Podemos comemorar nesta noite, mas entendemos que os desafios que virão amanhã serão os maiores de nossos tempos --duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira do século.
Enquanto estamos aqui nesta noite, nós sabemos que há corajosos americanos acordando nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscar suas vidas por nós. Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido se perguntando como irão pagar suas hipotecas ou o médico ou poupar o suficiente para pagar a universidade de seus filhos. Há novas energias para explorar, novos empregos para criar, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas, América, nunca estive mais esperançoso do que chegaremos lá. Eu prometo a vocês que nós, como pessoas, chegaremos lá.
Haverá atrasos e falsos inícios. Muitos não irão concordar com todas as decisões ou políticas que eu vou adotar como presidente. E nós sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas. Mas eu sempre serei honesto com vocês sobre os desafios que enfrentar. Eu vou ouvir vocês, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, eu vou pedir que vocês participem do trabalho de refazer esta nação, do jeito que tem sido feito na América há 221 anos --bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada por mão calejada.
O que começamos 21 meses atrás no inverno não pode terminar nesta noite de outono. Esta vitória, isolada, não é a mudança que buscamos. Ela é a única chance para fazermos essa diferença. E isso não vai acontecer se voltarmos ao modo como as coisas eram. Isso não pode ocorrer com vocês, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício.
Então exijamos um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, com o qual cada um de nós irá levantar e trabalhar ainda mais e cuidar não apenas de nós mesmos mas também uns dos outros. Lembremos que, se essa crise financeira nos ensinou uma coisa, foi que não podemos ter uma próspera Wall Street enquanto a Main Street sofre.
Nesse país, nós ascendemos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de voltar ao bipartidarismo, à mesquinhez e à imaturidade que envenenou nossa política por tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste Estado que primeiro carregou a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre valores de autoconfiança, liberdade individual e unidade nacional.
Esses são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata obteve uma grande vitória nesta noite, isso ocorre com uma medida de humildade e de determinação para curar as fissuras que têm impedido nosso progresso.
Como [o ex-presidente Abraham] Lincoln [1861-1865] afirmou para uma nação muito mais dividida que a nossa, nós não somos inimigos, e sim amigos. A paixão pode ter se acirrado, mas não pode quebrar nossos laços de afeição. E àqueles americanos cujo apoio eu ainda terei que merecer, eu talvez não tenha ganho seu voto hoje, mas eu ouço suas vozes. E eu preciso de sua ajuda. Eu serei seu presidente também.
E a todos aqueles que nos assistem nesta noite, além das nossas fronteiras, de Parlamentos e palácios, àqueles que se reúnem ao redor de rádios, nas esquinas esquecidas do mundo, as nossas histórias são únicas, mas o nosso destino é partilhado, e uma nova aurora na liderança americana irá surgir.
Àqueles que destruiriam o nosso mundo: nós os derrotaremos. Àqueles que buscam paz e segurança: nós os apoiamos. E a todos que questionaram se o farol da América ainda ilumina tanto quanto antes: nesta noite nós provamos uma vez mais que a verdadeira força da nossa nação vem não da bravura das nossas armas ou o tamanho da nossa riqueza mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança.
Esse é o verdadeiro talento da América: a América pode mudar. Nossa união pode ser melhorada. O que já alcançamos nos dá esperança em relação ao que podemos e ao que devemos alcançar amanhã.
Essa eleição teve muitos "primeiros" e muitas histórias que serão contadas por gerações. Mas há uma que está em minha mente nesta noite, sobre uma mulher que votou em Atlanta. Ela seria como muitos dos outros milhões que ficaram em fila para ter a voz ouvida nessa eleição não fosse por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração após a escravidão; uma época na qual não havia carros nas vias nem aviões nos céus; quando uma pessoa como ela não podia votar por dois motivos --porque era mulher ou por causa da cor da sua pele. Nesta noite penso em tudo que ela viu neste seu século na América --as dores e as esperanças, o esforço e o progresso, a época em que diziam que não podíamos, e as pessoas que continuaram com o credo: Sim, nós podemos.
Em um tempo no qual vozes de mulheres eram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela viveu para vê-las se levantar e ir às urnas. Sim, nós podemos.
Quando havia desespero nas tigelas empoeiradas e a depressão em toda parte, ela viu uma nação conquistar seu New Deal, novos empregos, um novo senso de comunidade. Sim, nós podemos.
Quando bombas caíam em nossos portos e a tirania ameaçava o mundo, ela estava lá para testemunhar uma geração chegar à grandeza, e a democracia foi salva. Sim, nós podemos.
Ela estava lá para ver os ônibus em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma e um pregador de Atlanta que disse "Nós Devemos Superar". Sim, nós podemos.
Um homem chegou à Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa ciência e imaginação. Neste ano, nesta eleição, ela tocou o dedo em uma tela e registrou o seu voto porque, após 106 anos na América, através dos melhores e dos mais escuros dos tempos, ela sabe que a América pode mudar. Sim, nós podemos.
América, nós chegamos tão longe. Nós vimos tanto. Mas há tantas coisas mais para serem feitas. Então, nesta noite, devemos nos perguntar: se nossas crianças viverem até o próximo século, se minhas filhas tiverem sorte suficiente para viver tanto quanto Ann Nixon Cooper, quais mudanças elas irão ver? Quanto progresso teremos feito?
É nossa chance de responder a esse chamado. É o nosso momento.
Esse é nosso momento de devolver as pessoas ao trabalho e abrir portas de oportunidade para nossas crianças; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de retomar o sonho americano e reafirmar a verdade fundamental de que, entre tantos, nós somos um; que, enquanto respirarmos, nós temos esperança. E onde estamos vai de encontro ao cinismo, às dúvidas e àqueles que dizem que não podemos. Nós responderemos com o brado atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós podemos.
Obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.
Tradução de GABRIELA MANZINI
Obama diz que mudança chegou à América, terra onde tudo é possível
Folha Online
Barack Obama, 47, foi eleito o primeiro presidente negro e o 44º da história dos Estados Unidos, nesta quarta-feira.
"Se pessoas ainda têm dúvidas de que a América é o lugar onde as coisas são possíveis, que ainda acreditam que o sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questionam o poder da nossa democracia, esta noite é a sua resposta", afirmou Obama em seu discurso de vitória, a milhares de partidários, em Chicago, Illinois --Estado pelo qual Obama é senador.
Leia abaixo a íntegra do discurso:
"Oi, Chicago.
Se alguém ainda duvida que a América é um lugar onde tudo é possível, ainda pergunta se o sonho dos pioneiros ainda estão vivos em nossos tempos, ainda questiona o poder da nossa democracia, esta noite é sua resposta.
É a resposta das filas que cercaram escolas e igrejas em números que essa nação nunca havia visto. Das pessoas que esperaram três horas e quatro horas, muitas pela primeira vez em suas vidas, porque acreditavam que desta vez precisava ser diferente, que as suas vozes podiam fazer diferença.
Gary Hershorn/Reuters
Obama, as filhas e a mulher, Michelle, durante festa da vitória
É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis.
Nos somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.
É a resposta que recebeu aqueles que ouviram --por tanto tempo e de tantos-- para serem cínicos, medrosos e hesitantes sobre o que poderiam realizar para que coloquem a mão no arco da história e torçam-no uma vez mais, na esperança de dias melhores.
Faz muito tempo, porém, nesta noite, por causa do que fizemos nesse dia de eleição, nesse momento decisivo, a mudança chegou à América.
Um pouco mais cedo nesta noite, recebi um telefonema extraordinariamente gracioso do senador McCain. Ele lutou muito e por muito tempo nesta campanha. Ele lutou ainda mais e por ainda mais tempo por esse país que ele ama. Ele enfrentou sacrifícios pela América que a maioria de nós nem pode começar a imaginar. Nós estamos melhores graças ao serviços desse líder bravo e altruísta.
Eu o parabenizo e parabenizo a governadora Palin por tudo que eles conquistaram. Eu estou ansioso por trabalhar com eles e renovar a promessa dessa nação nos próximos meses.
Eu quero agradecer meu parceiro nessa jornada, um homem que fez campanha com o coração e que falou para os homens e mulheres com os quais cresceu, nas ruas de Scranton, e com os quais andou de trem a caminho de Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E eu não estaria aqui nesta noite sem a compreensão e o incansável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a rocha da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama dessa nação, Michelle Obama. Sasha e Malia [filhas de Obama] eu as amo mais do que vocês podem imaginar. E vocês mereceram o cachorrinho que irá morar conosco na nova Casa Branca.
E, embora ela não esteja mais entre nós, eu sei que minha avó está assistindo, ao lado da família que construiu quem eu sou. Eu sinto falta deles nesta noite. Eu sei que minha dívida com eles está além de qualquer medida.
Para minha irmã Maya, minha irmã Alma, todos os meus irmãos e irmãs, muito obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a eles.
E agradeço ao meu coordenador de campanha, David Plouffe, o herói anônimo da campanha, que construiu o que há de melhor --a melhor campanha política, penso, da história dos EUA.
Ao meu estrategista-chefe David Axelrod, que tem sido um companheiro em todos os passos do caminho. À melhor equipe de campanha reunida na história da política --você fizeram isso acontecer, e eu serei sempre grato pelo que vocês sacrificaram para conseguir.
Mas, acima de tudo, eu nunca esquecerei a quem essa vitória realmente pertence. Isso pertence a vocês. Isso pertence a vocês.
Eu nunca fui o candidato favorito na disputa por esse cargo. Nós não começamos com muito dinheiro ou muitos endossos. Nossa campanha não nasceu nos corredores de Washington. Nasceu nos jardins de Des Moines, nas salas de Concord e nos portões de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que cavaram as pequenas poupanças que tinham para dar US$ 5, US$ 10 e US$ 20 para essa causa.
Ela [a campanha] cresceu com a força dos jovens que rejeitaram o mito de apatia da sua geração e deixaram suas casas e suas famílias por empregos que ofereciam baixo salário e menos sono.
Ela tirou suas forças de pessoas não tão jovens assim que bravamente enfrentaram frio e calor para bater às portas de estranhos e dos milhões de americanos que se voluntariaram e se organizaram e provaram que, mais de dois séculos mais tarde, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.
Essa é a nossa vitória.
E eu sei que vocês não fizeram isso só para ganhar uma eleição. E eu sei que vocês não fizeram tudo isso por mim.
Vocês fizeram isso porque entendem a grandiosidade da tarefa que temos pela frente. Podemos comemorar nesta noite, mas entendemos que os desafios que virão amanhã serão os maiores de nossos tempos --duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira do século.
Enquanto estamos aqui nesta noite, nós sabemos que há corajosos americanos acordando nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscar suas vidas por nós. Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido se perguntando como irão pagar suas hipotecas ou o médico ou poupar o suficiente para pagar a universidade de seus filhos. Há novas energias para explorar, novos empregos para criar, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas, América, nunca estive mais esperançoso do que chegaremos lá. Eu prometo a vocês que nós, como pessoas, chegaremos lá.
Haverá atrasos e falsos inícios. Muitos não irão concordar com todas as decisões ou políticas que eu vou adotar como presidente. E nós sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas. Mas eu sempre serei honesto com vocês sobre os desafios que enfrentar. Eu vou ouvir vocês, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, eu vou pedir que vocês participem do trabalho de refazer esta nação, do jeito que tem sido feito na América há 221 anos --bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada por mão calejada.
O que começamos 21 meses atrás no inverno não pode terminar nesta noite de outono. Esta vitória, isolada, não é a mudança que buscamos. Ela é a única chance para fazermos essa diferença. E isso não vai acontecer se voltarmos ao modo como as coisas eram. Isso não pode ocorrer com vocês, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício.
Então exijamos um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, com o qual cada um de nós irá levantar e trabalhar ainda mais e cuidar não apenas de nós mesmos mas também uns dos outros. Lembremos que, se essa crise financeira nos ensinou uma coisa, foi que não podemos ter uma próspera Wall Street enquanto a Main Street sofre.
Nesse país, nós ascendemos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de voltar ao bipartidarismo, à mesquinhez e à imaturidade que envenenou nossa política por tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste Estado que primeiro carregou a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre valores de autoconfiança, liberdade individual e unidade nacional.
Esses são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata obteve uma grande vitória nesta noite, isso ocorre com uma medida de humildade e de determinação para curar as fissuras que têm impedido nosso progresso.
Como [o ex-presidente Abraham] Lincoln [1861-1865] afirmou para uma nação muito mais dividida que a nossa, nós não somos inimigos, e sim amigos. A paixão pode ter se acirrado, mas não pode quebrar nossos laços de afeição. E àqueles americanos cujo apoio eu ainda terei que merecer, eu talvez não tenha ganho seu voto hoje, mas eu ouço suas vozes. E eu preciso de sua ajuda. Eu serei seu presidente também.
E a todos aqueles que nos assistem nesta noite, além das nossas fronteiras, de Parlamentos e palácios, àqueles que se reúnem ao redor de rádios, nas esquinas esquecidas do mundo, as nossas histórias são únicas, mas o nosso destino é partilhado, e uma nova aurora na liderança americana irá surgir.
Àqueles que destruiriam o nosso mundo: nós os derrotaremos. Àqueles que buscam paz e segurança: nós os apoiamos. E a todos que questionaram se o farol da América ainda ilumina tanto quanto antes: nesta noite nós provamos uma vez mais que a verdadeira força da nossa nação vem não da bravura das nossas armas ou o tamanho da nossa riqueza mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança.
Esse é o verdadeiro talento da América: a América pode mudar. Nossa união pode ser melhorada. O que já alcançamos nos dá esperança em relação ao que podemos e ao que devemos alcançar amanhã.
Essa eleição teve muitos "primeiros" e muitas histórias que serão contadas por gerações. Mas há uma que está em minha mente nesta noite, sobre uma mulher que votou em Atlanta. Ela seria como muitos dos outros milhões que ficaram em fila para ter a voz ouvida nessa eleição não fosse por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração após a escravidão; uma época na qual não havia carros nas vias nem aviões nos céus; quando uma pessoa como ela não podia votar por dois motivos --porque era mulher ou por causa da cor da sua pele. Nesta noite penso em tudo que ela viu neste seu século na América --as dores e as esperanças, o esforço e o progresso, a época em que diziam que não podíamos, e as pessoas que continuaram com o credo: Sim, nós podemos.
Em um tempo no qual vozes de mulheres eram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela viveu para vê-las se levantar e ir às urnas. Sim, nós podemos.
Quando havia desespero nas tigelas empoeiradas e a depressão em toda parte, ela viu uma nação conquistar seu New Deal, novos empregos, um novo senso de comunidade. Sim, nós podemos.
Quando bombas caíam em nossos portos e a tirania ameaçava o mundo, ela estava lá para testemunhar uma geração chegar à grandeza, e a democracia foi salva. Sim, nós podemos.
Ela estava lá para ver os ônibus em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma e um pregador de Atlanta que disse "Nós Devemos Superar". Sim, nós podemos.
Um homem chegou à Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa ciência e imaginação. Neste ano, nesta eleição, ela tocou o dedo em uma tela e registrou o seu voto porque, após 106 anos na América, através dos melhores e dos mais escuros dos tempos, ela sabe que a América pode mudar. Sim, nós podemos.
América, nós chegamos tão longe. Nós vimos tanto. Mas há tantas coisas mais para serem feitas. Então, nesta noite, devemos nos perguntar: se nossas crianças viverem até o próximo século, se minhas filhas tiverem sorte suficiente para viver tanto quanto Ann Nixon Cooper, quais mudanças elas irão ver? Quanto progresso teremos feito?
É nossa chance de responder a esse chamado. É o nosso momento.
Esse é nosso momento de devolver as pessoas ao trabalho e abrir portas de oportunidade para nossas crianças; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de retomar o sonho americano e reafirmar a verdade fundamental de que, entre tantos, nós somos um; que, enquanto respirarmos, nós temos esperança. E onde estamos vai de encontro ao cinismo, às dúvidas e àqueles que dizem que não podemos. Nós responderemos com o brado atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós podemos.
Obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.
Tradução de GABRIELA MANZINI
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